segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vitória do "não" em referendo italiano


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em queda generalizada.

China -1,21% e Japão -0,82%.

Europa segue na contramão.

Londres +0,35%; Frankfurt +1,30%; Paris +1,12%.

Com uma derrota além das expectativas no referendo constitucional italiano de ontem, de perto de 60% dos votos, o primeiro-ministro Matteo Renzi sofreu um grande golpe, na avaliação do analista para a zona do euro, Itália, Espanha e Portugal da Eurasia Group, Federico Santi. O político já anunciou sua renúncia e deve apresentá-la formalmente hoje ao presidente Sergio Mattarella.

Para o especialista, o colapso do governo não deve ser visto como um prelúdio para antecipar as eleições de 2018, como chegou a ser cogitado por alguns analistas. "Isso porque os atores políticos reconhecem que as eleições antecipadas seriam muito desestabilizadoras no contexto atual, não obstante o sistema eleitoral disfuncional que o referendo de ontem deixará em vigor e que o Parlamento tentará agora emendar", avaliou.

Petróleo WTI avança 0,85%, a US$ 52,12 por barril, na Nymex, enquanto o Brent sobe 1,05%, a US$ 55,03 por barril, na ICE.

Os mercados locais reabrem nesta segunda-feira com as atenções na pauta política e fiscal doméstica e nos desdobramentos da vitória do "não" no referendo italiano para a reforma constitucional.

Em semana de ata do Copom nesta terça-feira, IGP-DI na quarta e IPCA de novembro na sexta-feira, as articulações políticas em Brasília seguirão no centro das atenções.

Após as manifestações por todo o País ontem contra a corrupção e em defesa da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro, o presidente do Senado, Renan Calheiros, que também foi alvo dos protestos, disse que as manifestações são legítimas e que o Senado é sensível a demandas sociais.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Casa recebeu com "atenção" as críticas de ontem contra as mudanças no pacote anticorrupção aprovadas pelos parlamentares da Câmara na semana passada.

Enquanto isso, o presidente Michel Temer voltou a se reunir ontem em Brasília com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que tem sido alvo de críticas de aliados, em uma demonstração de apoio à equipe econômica. Às vésperas do envio da proposta de reforma previdenciária ao Congresso, prevista para amanhã, a estratégia do governo a é avançar nas reformas e se concentrar na elaboração de medidas para estimular o crescimento, que inclui renegociação das dívidas das empresas, e uma agenda microeconômica de melhoria do ambiente de negócios. 
IBOVESPA agora, na abertura do pregão. Clique para ampliar.

O gráfico diário do Ibovespa atingiu um forte suporte no pregão de sexta-feira, região de 58.320.

Chegou a violar a região no intraday, marcando mínima aos 58.092.

Se esse ponto for novamente testado e perdido, uma vez que o viés é de baixa, a projeção fica em 57.410, com chance de testar 56.460 dentro de algumas semanas.

Por outro lado, uma consolidação acima da máxima do martelo desenhado no pregão anterior em 60.378, poderia alimentar o repique ao menos até as médias móveis.

Bons negócios e até amanhã! Clique aqui para visualizar o gráfico.

Wagner Caetano 
Diretor Top Traders
Cartezyan

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