segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Castelo de cartas


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -2,47% e Japão +0,84%.

Os futuros de cobre operam em baixa significativa em Londres e Nova York nesta manhã, em meio a preocupações com a China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1%, a US$ 5.773,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em março tinha queda de 1,02%, a US$ 2,6205 por libra-peso.

Os mercados acionários da China fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, diante de receios gerados por uma iniciativa de Pequim de conter compras especulativas de ações por grandes seguradoras.

Os contratos de petróleo têm forte alta na manhã desta segunda-feira, após mais países concordarem com uma iniciativa para reduzir a oferta da commodity. A intenção do plano é reequilibrar o mercado, ou mesmo gerar um déficit entre a oferta e a demanda que possa impulsionar os preços.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro subia 4,74%, a US$ 53,94 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro avançava 4,38%, a US$ 56,71 o barril, na plataforma Ice.

As ações do setor de energia também reagiam em alta à notícia. No fim de semana, produtores importantes de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), entre eles a Rússia, concordaram em reduzir sua produção em 558 mil barris por dia. A medida ocorre após um corte de 1,2 milhão de barris por dia na produção da própria Opep, em acordo do grupo fechado no fim de novembro. A redução total representa quase 2% da oferta global.
  
Velho mundo opera com leve baixa.

Londres -0,29%; Frankfurt -0,25%; Paris -0,07%.

O Relatório de Mercado Focus desta semana trouxe novas mudanças, para pior, nas projeções de atividade. Pelo documento divulgado hoje, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,43% para queda de 3,48%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,37%.

Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB no terceiro trimestre recuou 0,8% ante o segundo trimestre e cedeu 2,9% ante o terceiro trimestre do ano passado. Foi a sétima queda consecutiva do PIB brasileiro.

Em uma reação aos números, muitos economistas citaram a perspectiva de que a economia brasileira volte a crescer apenas a partir de 2017.Para 2017, o Focus mostra que a percepção também piorou. O mercado prevê para o País um crescimento de 0,70% no próximo ano, abaixo do 0,80% projetado uma semana antes. Há um mês, a expectativa era de 1,13%. Em suas projeções, o Ministério da Fazenda trabalha com uma estimativa de crescimento de 1,0% para o próximo ano.

No relatório Focus de hoje, as projeções para a produção industrial também indicaram um cenário difícil. A queda prevista para este ano passou de 6,50% para retração de 6,68%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial foi de 1,05% para 0,75%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,06% para 2016 e alta de 1,11% para 2017.

Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial em outubro caiu 1,1% ante setembro e desabou 7,3% em relação a outubro do ano passado.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano permaneceu em 45,20% no Focus. Há um mês, estava em 45,42%. Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram de 50,70% para 51,00%, ante projeção apontada um mês atrás de 50,10%. 

Em semana da última reunião do ano de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira, os mercados locais começam a segunda-feira inseguros sobre o futuro do governo Temer e os rumos da Propostas de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência, em comissão da Câmara hoje.

A PEC do Teto de Gastos no Senado, que será votada em segundo turno amanhã no plenário do Senado, também está no radar.

As incertezas decorrem do vazamento da delação premiada de Claudio Melo Filho, ex-lobista da Odebrecht, na sexta-feira à noite. A revista Veja antecipou que os pagamentos aos quais o lobista participou ou teve conhecimento somaram R$ 68 milhões e foram feitos ao longo de nove anos, entre 2006 e 2014, a políticos citados, como o presidente Michel Temer, e seus dois principais assessores políticos, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o secretário Moreira Franco, além dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia, e também o líder do governo no Congresso, Romero Jucá. Outro nome citado é o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para quem foram destinados R$ 6 milhões para abastecer sua campanha ao governo de São Paulo.

Segundo Melo, para fazer chegar a Michel Temer os seus pleitos, o lobista se valia de Padilha ou Moreira Franco, que representavam o atual presidente. O temor nos mercados é de que essa delação traga resistências à aprovação da PEC da reforma da Previdência na Câmara, por atingir o governo Temer.

Em reunião de emergência em Brasília ontem à noite, Temer se mostrou "indignado" com o vazamento da delação, que precisa ainda ser homologada, por isso, os aliados do presidente destacaram que ela pode ser invalidada.

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O Ibovespa fechou sobre um ponto importante no pregão de sexta-feira: 60.310.



Essa região deverá ser perdida logo após a abertura, seguindo a queda do mercado futuro, projetando o teste de 59.400.


Bons negócios!

Wagner Caetano
TopTraders
Cartezyan e Infomoney

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