quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Petróleo no comando


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -1,00% e Japão +0,01%.

Na Europa tudo verde.

Londres +0,84%; Frankfurt +0,25%; Paris +0,49%.

Dow Jones futuro sobe 0,19%; Nasdaq ganha 0,10%; S&P 500 avança 0,24%.

O minério de ferro caiu 3,9% na China, a US$ 72,2 a tonelada.

O petróleo Brent para fevereiro sobe 7,40%, a US$ 50,82 por barril, na ICE, enquanto o WTI avança 7,19% a US$ 48,48 por barril, na Nymex.

Os representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) já estão reunidos em Viena nesta manhã em uma tentativa de fechar um acordo para limitar a produção da commodity e impulsionar os preços. Os mercados reagem com otimismo nesta manhã, com fortes altas nos contratos, embora não esteja garantido que haverá um acordo.

Autoridades em geral deram declarações otimistas antes da reunião. O ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, foi um dos que se mostrou otimista, embora também tenha dito que, mesmo se não houver um acordo, o mercado acabará por se equilibrar. O ministro afirmou ainda que a iniciativa precisará envolver também países de fora da Opep. Se não houver acordo, a recuperação dos preços será mais lenta, disse al-Falih.

Alguns países, como Irã, Iraque e Nigéria, pedem que não sejam obrigados a cortar a produção, o que dificulta o acordo. Além disso, a Arábia Saudita reluta em perder fatia de mercado. O ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse mais cedo que está otimista, mas que não pretende cortar a produção de seu país agora.

A proposta discutida na Opep prevê um corte de mais de 1 milhão de barris por dia na produção do grupo, ou mais de 1% na oferta total do mundo. O ministro do Petróleo da Indonésia, Ignasius Jonan, disse ontem que ainda há questões a se resolver, o que não será fácil. 

O governo está agora a apenas um passo de colocar em prática o teto de gastos públicos, medida que é a principal aposta para o reequilíbrio fiscal. O plenário do Senado Federal aprovou o texto em primeiro turno, com quase o mesmo placar do impeachment de Dilma Rousseff. Foram 61 votos a favor e 14 contra. Na ocasião do afastamento da ex-presidente, o placar foi 61 a 20.

 A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) traz certo alívio ao governo diante da crise política que ganhou força na última semana e culminou com a demissão do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo. Empresários e economistas chegaram a manifestar preocupação com o andamento do ajuste diante da queda de um dos principais articuladores políticos do governo do presidente Michel Temer.

Ainda sem substituto para o posto, Temer assumiu ele próprio as negociações para a votação. Na segunda-feira, o presidente se reuniu com senadores e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para costurar a vitória confirmada no plenário.

O gráfico diário do Ibovespa mostra que o benchmark tocou, no pregão de ontem, uma LTB capaz de conectar os topos de novembro e a sentiu como resistência.


Tivemos baixa de ponta-a-ponta da sessão com fechamento muito perto da mínima do dia.

Os desdobramentos de hoje serão importantes para definir o rumo do Ibov na reta final desse ano.

O caminho mais natural seria entrar pressão vendedora ao longo do dia, empurrando as cotações para baixo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
TopTraders
Cartezyan

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