terça-feira, 29 de novembro de 2016

Commodities em baixa


Bom dia investidor!
Bolsas asiáticas fecharam sem direção única, porém com viés baixista.
China +0,18% e Japão -0,27%.
O minério de ferro com pureza de 62%, negociado no porto de Tianjin na China, caiu 6,4% no mercado à vista chinês, chegando a US$ 75,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index.
Já o insumo com teor de concentração de 62% de ferro e de 2% de alumínio caiu 6,3% no mercado à vista, para US$ 75,4 a tonelada.
Europa negocia sem força compradora, após tocar regiões de forte resistência.
Londres -0,50%; Frankfurt +0,13%; Paris +0,58%.
Futuros norte-americanos operam em alta marginal.
Petróleo Brent cai 2,13%, a US$ 48,16 por barril, na ICE, enquanto o WTI recua 2,08%, a US$ 46,10 por barril, na Nymex.
O cobre recua 1,61%, a US$ 2,6275 por libra-peso na Nymex.
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em outubro de 2016, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,9%. No trimestre encerrado em setembro deste ano, o resultado ficou em 11,8%.
O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá, disse , após reunião com o presidente Michel Temer, que "está tudo pronto para votação da PEC do teto". "Nós cumprimos o acordo com a oposição, o cronograma de debates e amanhã esperamos votar no primeiro turno uma PEC que é fundamental para dar o primeiro passo, e o primeiro exemplo efetivo do governo na questão do ajuste fiscal", afirmou. "Esperamos uma votação maior do que a do impeachment. Minha conta é entre 62 e 65 votos", disse, em referência ao placar que afastou Dilma Rousseff no Senado em agosto - com 61 votos.
O mercado de petróleo precifica uma probabilidade de apenas 30% de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fechar um acordo para reduzir sua produção nesta quarta-feira, segundo o Goldman Sachs.
Amanhã, a Opep se reúne em Viena numa tentativa de ratificar um plano preliminar - anunciado em setembro -, que prevê cortes na produção do grupo.
Se a Opep concordar em diminuir sua produção a 32,5 milhões de barris por dia, o Goldman prevê que os preços do petróleo se recuperarão para pouco mais de US$ 50 por barril. Ontem, o Brent para fevereiro fechou em US$ 49,21 em Londres e o WTI para janeiro encerrou o dia a US$ 47,08 em Nova York.
Na falta de acordo, o Goldman acredita que os preços deverão ficar numa média de US$ 45 por barril em meados do ano que vem, após caírem inicialmente para cerca de US$ 40, logo após a reunião da Opep.
Para Bjarne Schieldrop, analista de commodities da SEB, há uma chance muito pequena de a Opep reduzir sua produção, uma vez que a disputa atual entre a Arábia Saudita e o Irã continua sem solução.
Já na visão da Prestige Economics, a Opep deverá chegar a um acordo, mas não o levará adiante. 
O gráfico diário do Ibovespa apresentou na véspera um rompimento da região de 62.300, forte topo de 2014, ainda na memória dos investidores.

De quebra, levou junto a máxima da semana passada, em 62.550.
Se a compra continuar dominante na sessão de hoje, dificilmente o benchmark vai cair no curto prazo.
Por outro lado, uma sessão negativa apontaria rompimento falso, especialmente se houver fechamento abaixo de 62.300-62.550, o que poderia acelerar um movimento de queda no mercado doméstico.
A LTB (marrom) que conecta os topos de novembro foi ajustada, sinalizando que estamos em um ponto de fato decisivo.
Bons negócios e até amanhã!
Wagner Caetano 
Diretor Top Traders
Especial para o Cartezyan

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