quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Petróleo no comando


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -1,00% e Japão +0,01%.

Na Europa tudo verde.

Londres +0,84%; Frankfurt +0,25%; Paris +0,49%.

Dow Jones futuro sobe 0,19%; Nasdaq ganha 0,10%; S&P 500 avança 0,24%.

O minério de ferro caiu 3,9% na China, a US$ 72,2 a tonelada.

O petróleo Brent para fevereiro sobe 7,40%, a US$ 50,82 por barril, na ICE, enquanto o WTI avança 7,19% a US$ 48,48 por barril, na Nymex.

Os representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) já estão reunidos em Viena nesta manhã em uma tentativa de fechar um acordo para limitar a produção da commodity e impulsionar os preços. Os mercados reagem com otimismo nesta manhã, com fortes altas nos contratos, embora não esteja garantido que haverá um acordo.

Autoridades em geral deram declarações otimistas antes da reunião. O ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, foi um dos que se mostrou otimista, embora também tenha dito que, mesmo se não houver um acordo, o mercado acabará por se equilibrar. O ministro afirmou ainda que a iniciativa precisará envolver também países de fora da Opep. Se não houver acordo, a recuperação dos preços será mais lenta, disse al-Falih.

Alguns países, como Irã, Iraque e Nigéria, pedem que não sejam obrigados a cortar a produção, o que dificulta o acordo. Além disso, a Arábia Saudita reluta em perder fatia de mercado. O ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse mais cedo que está otimista, mas que não pretende cortar a produção de seu país agora.

A proposta discutida na Opep prevê um corte de mais de 1 milhão de barris por dia na produção do grupo, ou mais de 1% na oferta total do mundo. O ministro do Petróleo da Indonésia, Ignasius Jonan, disse ontem que ainda há questões a se resolver, o que não será fácil. 

O governo está agora a apenas um passo de colocar em prática o teto de gastos públicos, medida que é a principal aposta para o reequilíbrio fiscal. O plenário do Senado Federal aprovou o texto em primeiro turno, com quase o mesmo placar do impeachment de Dilma Rousseff. Foram 61 votos a favor e 14 contra. Na ocasião do afastamento da ex-presidente, o placar foi 61 a 20.

 A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) traz certo alívio ao governo diante da crise política que ganhou força na última semana e culminou com a demissão do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo. Empresários e economistas chegaram a manifestar preocupação com o andamento do ajuste diante da queda de um dos principais articuladores políticos do governo do presidente Michel Temer.

Ainda sem substituto para o posto, Temer assumiu ele próprio as negociações para a votação. Na segunda-feira, o presidente se reuniu com senadores e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para costurar a vitória confirmada no plenário.

O gráfico diário do Ibovespa mostra que o benchmark tocou, no pregão de ontem, uma LTB capaz de conectar os topos de novembro e a sentiu como resistência.


Tivemos baixa de ponta-a-ponta da sessão com fechamento muito perto da mínima do dia.

Os desdobramentos de hoje serão importantes para definir o rumo do Ibov na reta final desse ano.

O caminho mais natural seria entrar pressão vendedora ao longo do dia, empurrando as cotações para baixo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
TopTraders
Cartezyan

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Commodities em baixa


Bom dia investidor!
Bolsas asiáticas fecharam sem direção única, porém com viés baixista.
China +0,18% e Japão -0,27%.
O minério de ferro com pureza de 62%, negociado no porto de Tianjin na China, caiu 6,4% no mercado à vista chinês, chegando a US$ 75,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index.
Já o insumo com teor de concentração de 62% de ferro e de 2% de alumínio caiu 6,3% no mercado à vista, para US$ 75,4 a tonelada.
Europa negocia sem força compradora, após tocar regiões de forte resistência.
Londres -0,50%; Frankfurt +0,13%; Paris +0,58%.
Futuros norte-americanos operam em alta marginal.
Petróleo Brent cai 2,13%, a US$ 48,16 por barril, na ICE, enquanto o WTI recua 2,08%, a US$ 46,10 por barril, na Nymex.
O cobre recua 1,61%, a US$ 2,6275 por libra-peso na Nymex.
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em outubro de 2016, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,9%. No trimestre encerrado em setembro deste ano, o resultado ficou em 11,8%.
O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá, disse , após reunião com o presidente Michel Temer, que "está tudo pronto para votação da PEC do teto". "Nós cumprimos o acordo com a oposição, o cronograma de debates e amanhã esperamos votar no primeiro turno uma PEC que é fundamental para dar o primeiro passo, e o primeiro exemplo efetivo do governo na questão do ajuste fiscal", afirmou. "Esperamos uma votação maior do que a do impeachment. Minha conta é entre 62 e 65 votos", disse, em referência ao placar que afastou Dilma Rousseff no Senado em agosto - com 61 votos.
O mercado de petróleo precifica uma probabilidade de apenas 30% de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fechar um acordo para reduzir sua produção nesta quarta-feira, segundo o Goldman Sachs.
Amanhã, a Opep se reúne em Viena numa tentativa de ratificar um plano preliminar - anunciado em setembro -, que prevê cortes na produção do grupo.
Se a Opep concordar em diminuir sua produção a 32,5 milhões de barris por dia, o Goldman prevê que os preços do petróleo se recuperarão para pouco mais de US$ 50 por barril. Ontem, o Brent para fevereiro fechou em US$ 49,21 em Londres e o WTI para janeiro encerrou o dia a US$ 47,08 em Nova York.
Na falta de acordo, o Goldman acredita que os preços deverão ficar numa média de US$ 45 por barril em meados do ano que vem, após caírem inicialmente para cerca de US$ 40, logo após a reunião da Opep.
Para Bjarne Schieldrop, analista de commodities da SEB, há uma chance muito pequena de a Opep reduzir sua produção, uma vez que a disputa atual entre a Arábia Saudita e o Irã continua sem solução.
Já na visão da Prestige Economics, a Opep deverá chegar a um acordo, mas não o levará adiante. 
O gráfico diário do Ibovespa apresentou na véspera um rompimento da região de 62.300, forte topo de 2014, ainda na memória dos investidores.

De quebra, levou junto a máxima da semana passada, em 62.550.
Se a compra continuar dominante na sessão de hoje, dificilmente o benchmark vai cair no curto prazo.
Por outro lado, uma sessão negativa apontaria rompimento falso, especialmente se houver fechamento abaixo de 62.300-62.550, o que poderia acelerar um movimento de queda no mercado doméstico.
A LTB (marrom) que conecta os topos de novembro foi ajustada, sinalizando que estamos em um ponto de fato decisivo.
Bons negócios e até amanhã!
Wagner Caetano 
Diretor Top Traders
Especial para o Cartezyan

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Red Monday?



Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas sem direção única.

China +0,46% e Japão -0,13%.

Europa opera em baixa.

Londres -0,46%; Frankfurt -0,59%; Paris -0,61%.

Petróleo WTI recua 0,17%, a US$ 45,98 por barril, na Nymex, enquanto o Brent cai 0,23%, a US$ 48,13 por barril, na ICE.

Dow Jones cai 0,29%; S&P 500 recua 0,29%; Nasdaq perde 0,17%.

Os economistas do mercado financeiro mudaram, para melhor, suas projeções para a inflação neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - este ano foi de 6,80% para 6,72%. Há um mês, estava em 6,88%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 4,93%. Há quatro semanas, apontava 5,00%.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano caiu de 6,79% para 6,68%. Para 2017, foi de 4,81% para 4,80%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 6,89% e 5,03%.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses cedeu de 4,94% para 4,89% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,95%.

O tom negativo no exterior e a crise no governo de Michel Temer devem impor cautela nos negócios domésticos nesta segunda-feira e na semana de agenda pesada.

Amanhã tem votação da PEC do teto de gastos no Senado e do pacote anticorrupção no plenário da Câmara e nos dias seguinte tem decisão do Copom, relatório de emprego dos Estados Unidos e também reunião de cúpula da Opep. Aliás, o temor de que não haja acordo para redução de produção no encontro de quarta-feira coloca o petróleo em queda e pressiona as bolsas globais nesta manhã.

O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, confirmou na noite deste domingo, 27, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ter gravado um diálogo com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e outros membros do governo, sem revelar nomes.

O diplomata contou ter gravado algumas conversas telefônicas seguindo a orientação de amigos policiais federais, entre as quais uma conversa "protocolar" e "burocrática" com Temer sobre sua demissão. Calero afirmou ser alvo de uma campanha difamatória e acusou o governo de tentar preservar interesses particulares.

O ex-ministro negou ter pedido um encontro com o presidente para gravar a audiência "de maneira ardilosa" e disse que a "boataria" sobre gravações no Planalto tem como objetivo mudar o foco das atenções. Ele explicou que fez as gravações para se proteger e ter "um mínimo lastro probatório em seu depoimento".

O gráfico diário do Ibovespa apresentou volume muito baixo na semana anterior, em razão do feriado de Ação de Graças nos EUA.

Hoje teremos uma leitura do impacto da crise política nos negócios e da expectativa para um semana com uma série de indicadores importantes, externos e internos.


O benchmark fechou indefinido, entre as médias móveis de 5 e 21 períodos.

Um rompimento de 62.550 seria um sinal de domínio comprador e alta para o curto prazo, enquanto a perda de 60.310 selaria o final do repique e projetaria baixa.

Bom dia e bons negócios!

Wagner Caetano

TopTraders
especial para o Cartezyan

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Impeachment de Temer?


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com valorização.

China +0,2% e Japão +0,26%.

Europa opera em baixa generalizada e marginal.

Londres -0,03%; Frankfurt -0,21%; Paris -0,06%.

Cobre opera em alta de 1,53%, a US$ 2,6575 por libra-peso, na Comex.

Petróleo WTI recua 0,79%, a US$ 47,59 por barril, na Nymex, enquanto o Brent cai 0,86%, a US$ 48,58 por barril, na ICE.

Dow Jones futuro sobe 0,22%; S&P 500 avança 0,12%; Nasdaq ganha 0,18%.

Bolsas de NY fecham às 16h e treasuries às 17h.

As bancadas da oposição na Câmara e no Senado já falavam em impeachment na noite de ontem, 24, após a revelação do depoimento do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero à Polícia Federal apontando pressão do presidente Michel Temer para resolver a liberação do empreendimento imobiliário em Salvador onde o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, comprou apartamento.

O vice-líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS) vê desvio de finalidade, uso do cargo de presidente da República para objetivos privados e crime de responsabilidade. “Isso é passível de impeachment.” O petista disse que a bancada ainda avaliará medidas jurídicas.

O líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que a assessoria jurídica da bancada vai verificar que medidas pode tomar contra a declaração do ex-ministro. “É o presidente da República usando o seu cargo para pressionar um ministro por interesses particulares. Ele agiu como um sócio de Geddel. Foi um depoimento na Polícia Federal, não tem conversa de ouvi dizer”, afirmou. Para Lindbergh, as declarações são graves e configuram “tráfico de influência” por parte de Temer. Questionado, ele respondeu que um pedido de impeachment é possível. 

O Ibovespa sentiu a pressão vendedora na região formada pela LTA que guia os negócios desde o início do ano e por uma LTB formada recentemente, capaz de conectar os topos de novembro.

Operou em baixa de ponta-a-ponta do pregão, fechando particamente na mínima da sessão.

O caminho mais natural seria uma queda em busca de 60.310, entre hoje e segunda-feira.

O desenho atual sugere uma formação de triângulo para o benchmark.

Bons negócios e até amanhã!

Wagner Caetano
Cartezyan 
Diretor da Top Traders

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mercado interno deverá ter menor liquidez


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

Praças menores como Coréia, Hong Kong, Taiwan e Austrália tiveram queda.

China +0,15% e Japão +0,66%.

Europa opera da mesma forma.

Londres -0,26%; Frankfurt +0,09%; Paris +0,13%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 0,2% no terceiro trimestre ante o segundo e registrou expansão anual de 1,7%, segundo revisão publicada hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Detalhamento do PIB mostra que o consumo das famílias na Alemanha subiu 0,4% entre julho e setembro ante os três meses anteriores, enquanto o consumo do governo avançou 1% e os investimentos em construção aumentaram 0,3%. Por outro lado, os investimentos em fábricas e maquinário diminuíram 0,6% na mesma comparação.

Já as exportações alemãs caíram 0,4% no terceiro trimestre ante o segundo, mas as importações avançaram 0,2%. 

Petróleo opera estável.

Secretários estaduais e o secretário-executivo do ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, acordaram o desenho do "novo regime fiscal" dos estados em reunião nesta quarta-feira. Um dos principais pontos é a criação de um teto para gastos, nos moldes do que está sendo discutido para a União, mas por prazo menor e excluindo as despesas de investimento.

De acordo com secretários que participaram da reunião, o teto para os gastos valerá por 10 anos, podendo ser revisto após seis anos. A ideia é que seja entregue na próxima segunda-feira um documento com os compromissos para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assinado por todos os governadores.

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 23, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 36/2016, que modifica a forma de eleição dos deputados e pode diminuir a quantidade de partidos políticos dentro do Congresso Nacional.

O projeto de autoria do presidente do PSDB Aécio Neves (MG) em parceria com Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o primeiro passo para a reforma política que é negociada entre os parlamentares. Já está na pauta do Senado também o fim da reeleição para cargos do Executivo.

O projeto estabelece uma cláusula de barreira para as legendas que irão disputar as próximas eleições de 2018, além de pôr fim às coligações proporcionais, mecanismo que permite que deputados sejam "puxados" pelos votos da coligação que entra em vigor em 2022. A proposta segue agora para a Câmara dos Deputados.

De acordo com o texto aprovado, os partidos terão que obter, no mínimo, 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, em 14 unidades da federação, para terem representatividade no Congresso e acesso ao fundo partidário e ao programa gratuito de rádio e TV. O porcentual de desempenho sobe para 3% a partir de 2022.

A agenda de eventos dos Estados Unidos desta quinta-feira traz como destaque o feriado de Ação de Graças, que fecha os mercados financeiros. Não há destaque entre os indicadores. 

O Ibovespa deverá ter menor liquidez hoje e amanhã, devido ao feriado norte-americano.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra uma LTB de curto prazo capaz de conectar os topos de novembro.

A região é altamente complexa, pois temos também uma LTA e as médias móveis, todas próximas.

A briga será grande entre ursos e touros.

O rompimento da LTB seria um sinal altista, enquanto um fechamento abaixo de 61K selaria o final do repique, com projeção de queda.

Bons negócios e até amanhã!

Wagner Caetano 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ata do FED no radar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -0,22% e Japão +0,31%.

Velho mundo segue o mesmo caminho.

Londres +0,52%; Frankfurt -0,66%; Paris -0,44%.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu para 54,9 em novembro, de 55,1 em outubro, segundo dados preliminares publicados hoje pela Markit Economics. Apesar do declínio, a leitura acima da marca de 50,0 indica que a atividade econômica alemã continuou se expandindo neste mês, ainda que em ritmo mais fraco.

Petróleo: futuros norte-americanos operam em queda marginal.

O minério de ferro subiu 1,5% na China, fechando cotado a US$ 74,9 a tonelada.

A agenda de eventos dos Estados Unidos desta quarta-feira traz como destaque a divulgação da ata da reunião de política monetária de novembro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), às 17h. Pouco antes, às 16h, o Tesouro divulga resultado do leilão de T-notes de 7 anos.  

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (22) pedido feito por senadores da oposição para suspender a tramitação da PEC do Teto no Senado Federal. O ministro também decidiu pedir informações ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a proposta.


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O gráfico diário mostra que o movimento atual do Ibovespa buscou a região de 62.300, importante topo de setembro de 2014.

O benchmark sentiu a região e recuou, fechando colado na LTA que une os fundos desde o início do ano.

Isso significa que o pregão de hoje será decisivo para o curto prazo.

Bons negócios e até amanhã!

Wagner Caetano 
TopTraders
Cartezyan

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Até onde vai o repique do Ibovespa?


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com valorização.

China +0,94% e Japão +0,31%.

Europa segue o mesmo caminho.

Londres +0,85%; Frankfurt +0,73%; Paris +0,81%.

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) estabeleceu uma taxa de paridade mais forte para o yuan nesta terça-feira, interrompendo uma sequência de doze sessões em que a taxa foi enfraquecida.

O PBoC estipulou a taxa de paridade de hoje em 6,8779 yuans por dólar, 0,3% mais forte que os 6,8985 yuans por dólar da sessão anterior.

Pelas regras do BC chinês, o yuan pode variar até 2% diariamente, para cima ou para baixo, em relação à taxa de paridade, que é uma referência diária utilizada para balizar os negócios no câmbio.

A Fitch reafirmou hoje os ratings A+ de longo prazo da China, em moedas estrangeira e local, com perspectiva estável. Os ratings de bônus estrangeiros e locais da China, assim como o teto do país, também foram mantidos em A+. Os ratings de curto prazo, por sua vez, continuaram em F1+.

Em comunicado, a Fitch argumenta que as "robustas finanças externas" e "forte desempenho macroeconômico" sustentam os ratings do gigante asiático.

Por outro lado, a agência de classificação de risco ressaltou que a trajetória de crescimento da China tem sido acompanhada por um aumento em "desequilíbrios e vulnerabilidades", que impõem riscos à economia e estabilidade financeira.

Petróleo WTI avança 1,00%, a US$ 48,72 por barril, na Nymex, enquanto o Brent sobe 1,19%, a US$ 49,48 por barril, na ICE.

Dow Jones futuro sobe 0,38%; S&P 500 avança 0,36%; Nasdaq ganha 0,49%.

Cobre tem alta de 1,81%, a US$ 2,5605 por libra-peso, na Comex.

O governo federal admitiu oficialmente que os números previstos anteriormente para a economia não serão alcançados. A previsão para o crescimento do PIB em 2017 foi reduzida de 1,6% para 1%. Para este ano, a projeção de uma queda de 3% ficou pior: agora, prevê-se uma contração de 3,5%.

O novo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuk, atribuiu a piora nas projeções principalmente ao crédito para as empresas. “O crédito está mais caro, e esse é um indicador do risco que o setor bancário percebe nas empresas”, disse. “Crédito mais caro é um fenômeno natural de todos os processos recessivos. A lucratividade das empresas é ligada à atividade econômica e cai quando a economia cai. E como o lucro caiu, as empresas estão relativamente mais endividadas.” Segundo ele, a dimensão desse efeito só ficou mais clara agora.

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O Ibovespa começou a semana em forte alta, no dia do vencimento dos contratos de opções sobre ações.

Hoje o benchmark deverá testar uma tríplice resistência, formada pela média móvel exponencial de 21 períodos, LTA que une os fundos formados desde o início do ano e máxima da semana passada em 61.492.

Bons negócios e até amanhã!

Wagner Caetano, para TopTraders e Cartezyan

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Exterior inicia a semana com otimismo



Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com valorização.

China +0,79% e Japão +0,77%.

O yuan fechou em queda ante o dólar nesta segunda-feira, após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) orientar a moeda para baixo por meio de uma taxa de referência diária que baliza os negócios no câmbio. A moeda chinesa atingiu nova mínima em oito anos ante o dólar, em meio a um movimento de valorização da moeda dos EUA com a expectativa de juros mais altos no país.

Petróleo Brent sobee 1,90%, a US$ 47,75, na ICE, enquanto o WTI avança 1,90%, a US$ 47,25, na Nymex.

Europa tem alta generalizada.

Londres +0,43%; Frankfurt +0,44%; Paris +0,40%.

A primeira ministra do Reino Unido, Theresa May, disse, na sexta-feira, que seu governo irá iniciar a saída britânica da União Europeia, o chamado "Brexit", em março do ano que vem. May discursou ao lado da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em Berlim, após um encontro que envolveu os líderes da Itália, Reino Unido, Alemanha, França e Espanha com o presidente dos EUA, Barack Obama.

As declaração dadas por May vão ao encontro do que foi revelado pela imprensa britânica de que o governo não tinha um plano de saída da UE cinco meses após o referendo. O Brexit também pode ter sido atrasado após a Suprema Corte britânica ter dito que o governo precisaria da aprovação do Parlamento para começar a saída do Reino Unido do bloco.

Dow Jones futuro sobe 0,09%; Nasdaq ganha 0,19%; S&P 500 avança 0,16%.

Os futuros de cobre operam em forte alta nesta manhã, mantendo a tendência da madrugada, favorecidos por comentários do presidente da China, Xi Jinping, e pela fraqueza do dólar ante várias moedas.

Por volta das 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 2,4%, a US$ 5.565,00 por tonelada, e outros metais básicos seguiam a mesma tendência.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha alta de 2,17%, a US$ 2,5210 por libra-peso.

No sábado, o presidente chinês declarou que seu país é favorável a um acordo de livre comércio na região da Ásia e do Pacífico. Xi falou durante reunião de cúpula anual de líderes da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec, na sigla em inglês), realizada em Lima, no Peru.

Um eventual acordo comercial pode levar a China, maior consumidor mundial de metais, a ampliar suas importações. Segundo Xi, seu país planeja importar US$ 8 trilhões em bens nos próximos cinco anos e investir US$ 750 bilhões no exterior.

No front interno, o relatório Focus manteve a projeção da Selic em 13,75%, IPCA de 6,84% para 6,80% e retração do PIB de 3,37% para 3,40% em 2016.

O gráfico diário mostra o Ibovespa em movimento de repique, com as médias apontadas para baixo e diminuição de volume gradativo conforme o benchmark corrigiu a forte queda recente.

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Um novo teste da região entre 60.310, média móvel exponencial de 5 períodos e LTA tracejada em azul, poderá ocorrer hoje na abertura, sendo um teste interessante e decisivo no curto prazo.


Caso ocorra a perda de 59.300, abriria espaço para teste da mínima da semana anterior em 58.320.

Bom dia e bons negócios!

Wagner Caetano
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ibovespa cede no final e fecha na mínima


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -0,49% e Japão +0,59%.

O yuan fechou em queda ante o dólar nesta sexta-feira, após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) orientar a moeda para baixo por meio de uma taxa de referência diária que baliza os negócios no câmbio. A moeda da China atingiu nova mínima em oito anos ante o dólar, em meio a um movimento de valorização da moeda dos EUA com a expectativa de juros mais altos no país.

Europa tem baixa generalizada.

Londres -0,70%; Frankfurt -0,21%; Paris -0,59%.

A recuperação econômica da zona do euro ainda depende em grande medida das medidas de estímulo do Banco Central Europeu (BCE), afirmou nesta sexta-feira o presidente da instituição, Mario Draghi. A declaração sugere que o banco central deve estender suas medidas de estímulo na reunião de política monetária no próximo mês.

"Nós não podemos ainda baixar a guarda", disse Draghi durante uma conferência bancária em Frankfurt. "O BCE continuará a agir, como necessário, usando todos os instrumentos disponíveis" até que a inflação acelere substancialmente, afirmou. Draghi ainda vê "significativo grau de incerteza" para a economia da zona do euro e as políticas do BCE como ingrediente crucial para impulsionar a inflação.

Os dirigentes do BCE preparam-se para uma reunião importante em 8 de dezembro, onde esperam decidir se estendem a duração do pacote de compras de 80 bilhões de euros (US$ 85,5 bilhões) ao mês em bônus, conhecido como relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). No cronograma atual, o programa termina em março.

Petróleo WTI recua 0,22%, a US$ 45,93 por barril, na Nymex, enquanto o Brent cai 0,22%, a US$ 46,39 por barril, na ICE.

Cobre opera em baixa de 1%, na Comex.

Dow Jones futuro cai 0,17%; S&P 500 recua 0,27%; Nasdaq perde 0,20%.

Parlamentares da oposição entraram com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 17, pedindo a suspensão de tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto dos Gastos Públicos no Congresso. Os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE) dizem que a medida "estrangula" a independência financeira do Legislativo e do Judiciário. O caso será analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

O Senado deu início ontem às sessões de discussão da PEC. Segundo o regimento interno da Casa, são necessárias cinco sessões ordinárias para contar prazo para a votação. A apreciação em primeiro turno da proposta está marcada para 29 de novembro. A votação final deve ser em 13 de dezembro.

Para os parlamentares, o estabelecimento de limites de despesas primárias nas próximas duas décadas, com base na despesa de 2016, corrigida pela inflação, é "medida draconiana" que "estrangula e mitiga a independência e a autonomia financeira do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União", na medida em que impõe o congelamento dessas despesas.

O Ibovespa teve uma sessão de repique intradiário no pregão de ontem, devolvendo tudo na etapa final.



Podemos considerar que o pull-back cumpriu o seu papel, com teste da base do pivô de baixa acionado recentemente.

Fechou abaixo da média móvel exponencial de 5 períodos, topo topo anterior em 60.310 e ainda em patamar inferior à LTA tracejada em fúcsia.

O primeiro suporte fica em 59.420.

Se esse for perdido, projeta teste da mínima da semana, dia 14 a 58.322.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan
TopTraders

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ibovespa tem movimento de repique


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam praticamente sem variação.

China +0,11% e Japão sem oscilação.

Velho mundo segue o mesmo caminho, operando de lado.

Londres +0,33%; Frankfurt -0,40%; Paris +0,11%.

O petróleo WTI avança 0,75%, a US$ 45,91 por barril, na Nymex, enquanto o Brent sobe 1,14%, a US$ 47,15 por barril, na ICE.

Cobre tem alta de 0,32%, na Comex.

Futuros norte-americanos apresentam movimentos marginais.

O presidente da unidade de Filadélfia do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Patrick Harker, disse hoje que não está pronto para afirmar o que a autoridade monetária deveria fazer com as taxas de juros, dado a mudança significativa do ambiente político no país.

Quando se trata de aumentar o custo dos empréstimos no próximo mês, "é muito cedo para avaliar até que haja alguma clareza sobre como o próximo governo deve ser".

Harker reconheceu que uma disparada nos gastos do novo governo pode acelerar o ritmo de elevações de juros pelo Fed. "Se houver um estímulo fiscal significativo poderemos ter de aumentar o ritmo de normalização, mas é impossível saber no momento", disse.

O evento mais aguardado desta semana, o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Janet Yellen, não deve trazer muitas surpresas, de acordo com analistas.

Marcado para iniciar às 13h (de Brasília), seu discurso no Congresso americano, para falar ao Comitê Econômico Conjunto, deverá passar uma mensagem e que provavelmente não deverá falar muito sobre o presidente eleito nos EUA, Donald Trump, avalia Brian Daingerfield, analista da RBS Securities.

Semelhante a outros oradores recentes do Fed e de acordo com a declaração do FOMC de 2 de novembro, a presidente Yellen pode destacar que o argumento para um aumento da taxa de juros "continuou a se fortalecer" e que os riscos para as perspectivas econômicas permanecem "aproximadamente equilibrados".

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral chegou há pouco à sede da Polícia Federal, no Centro da cidade do Rio. Ele deixou o prédio em que mora aos gritos de "bandido" e "ladrão". Policiais usaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes, que se colocaram em frente ao carro da Polícia Federal. Haverá coletiva de imprensa às 10h para detalhar as investigações. 

O gráfico diário do IBOVESPA mostra que o martelo deixado segunda-feira foi acionado, levando o benchmark a um movimento de repique na sessão de ontem.
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O espaço para mais altas agora é limitado.

No cenário mais otimista, poderia se estender até a base do pivô de baixa em 61.500, onde também encontraria a média móvel exponencial de 21 períodos como barreira.

A perda de 60.310, caso seja materializada, seria um sinal de força vendedora e o mercado voltaria a ter inclinação de baixista.

Bons negócios e até amanhã!

Wagner Caetano 
Diretor Top Traders
Cenário Cartezyan

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Volatilidade do ar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -0,06% e Japão +1,10.

Velho mundo opera em leve baixa.

Londres -0,09%; Frankfurt -0,23%; Paris -0,20%.

O Banco Central da Alemanha (Bundesbank) advertiu nesta quarta-feira que os investidores podem não estar suficientemente preparados para uma elevação nos juros. Os bancos alemães e as seguradoras em particular podem estar vulneráveis se as taxas de juros subirem, disse o Bundesbank em seu relatório anual sobre estabilidade no mercado financeiro.

O risco ocorre, segundo o BC, porque os bancos alemães têm emprestado por períodos mais longos, para compensar as taxas de juros mais baixas. Isso significa que eles podem reagir menos rapidamente a uma alta nos juros, disse o Bundesbank.

A instituição recomendou aos participantes do mercado que reservem colchões de capital suficientes para permitir que consigam lidar com taxas de juros mais altas e preços mais baixos de ativos. Vice-presidente do Bundesbank, Claudia Buch afirmou que os investidores devem garantir que tenham reservas suficientes para se proteger contra prejuízos inesperados.

O cobre tem baixa de 1,24%, a US$ 2.4740 or libra-peso, na Comex.

O petróleo Brent cai 0,79%, a US$ 46,58 por barril, na ICE, enquanto o WTI recua 1,03%, a US$ 45,34, na Nymex.

Dow Jones futuro cai 0,17%; S&P 500 recua 0,18%; Nasdaq perde 0,23%.

Os investidores estrangeiros começaram a vender ativos de mercados emergentes antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos e agora os mercados emergentes estão no caminho para protagonizar o primeiro revés mensal no fluxo de recursos desde janeiro e fevereiro, escreveu o analista de câmbio da Société Générale, Jason Daw.

A vitória de Donald Trump nos Estados Unidos está levando investidores a reavaliar suas teses para os mercados emergentes e o ajuste está sendo agravado pela elevação do rendimento da T-note de 10 anos. O posicionamento do dólar com prazo de vencimento longo não está nem perto do patamar de 2015 e do início de 2016 e há bastante espaço para acelerar a venda de moedas de mercados emergentes, acrescentou.

Alguns dados compilados pelo Société Générale: os estrangeiros venderam US$ 1,4 bilhão em ações coreanas até agora em novembro; a demanda externa por títulos chineses tem sido forte por três meses consecutivos; os estrangeiros foram pequenos vendedores líquidos de ações do mercado indiano em outubro e em novembro; também foram vendedores líquidos de renda fixa da Índia em outubro e registram pequenas compras líquidas neste mês; os estrangeiros compraram US$ 1,4 bilhão em ações da bolsa de valores do Brasil em outubro, mas até agora, em novembro, venderam US$ 700 milhões; e venderam uma grande quantidade de títulos turcos em outubro (US$ 1,2 bilhão), com menores saídas líquidas evidentes até agora em novembro. 

O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em St. Louis, James Bullard, reiterou hoje que tende a apoiar uma elevação dos juros em dezembro, com o argumento de que a perspectiva da política monetária no curto prazo não mudou após a vitória do republicano Donald Trump na eleição presidencial dos EUA, na semana passada.

Bullard vota nas reuniões de política monetária do Fed neste ano. No próximo mês, o BC americano terá seu último encontro em 2016 e a expectativa dos analistas é que os juros sejam elevados, apesar de incertezas causadas pela inesperada vitória de Trump.

O Ibovespa buscou a região do topo de maio de 2015 na sessão de segunda-feira, repicando em seguida, no intraday.

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Desenhou um martelo que deverá ter efeito positivo na abertura do pregão de hoje.

Serão barreiras imediatas 60.310 (topo de setembro) e a LTA tracejada em azul.

Ambas têm força para limitar o repique e levar o mercado a cair após serem testadas, em movimento de pull back.

Bons negócios!

Wagner Caetano
TopTraders
para o Cartezyan

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ibovespa subiu de escada e desceu de elevador


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam de maneira interessante.

Praças menores como Coréia, Hong Kong, Taiwan, Tailândia e Austrália tiveram baixa, enquanto Tóquio subiu 1,71% e Xangai avançou 0,45%.

Velho mundo opera sem direção única.

Londres +0,48%; Frankfurt +0,39%; Paris +0,33%.

O mesmo fenômeno registrado na Ásia, uma vez que bolsas de menor expressão como Madri, Lisboa e Milão registram baixa.

O Relatório de Mercado Focus desta semana mostrou uma mudança, para pior, nas projeções para a atividade no País, com recessão maior em 2016 e recuperação mais lenta em 2017. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano indicaram retração de 3,37% ante os 3,31% projetados uma semana atrás e os 3,19% de um mês antes.

Em outubro, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) recuou 0,91% em agosto ante julho. O indicador também atingiu o menor nível desde dezembro de 2009, num claro sinal de dificuldades para a retomada da atividade no Brasil. Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC confirmaram, ao abordar a questão do crescimento, que "os indicadores de agosto situaram-se abaixo do esperado", mas ponderaram que oscilações tendem a ocorrer em momentos de estabilização da economia.

Para 2017, o cenário é mais favorável, com perspectiva de PIB positivo. Ainda assim, o mercado reduziu a perspectiva de crescimento de 1,20% para 1,13% no próximo ano. Há um mês estava em 1,30%

Os futuros de cobre iniciaram a semana em forte alta, atingindo novas máximas no ano em Londres, em meio à continuidade de expectativas de que o futuro governo do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, irá ampliar os investimentos em infraestrutura, gerando mais demanda por metais básicos.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,5%, a US$ 5.644,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha alta de 1,32%, a US$ 2,5420 por libra-peso.

Os ganhos ampliam a forte valorização recente do metal, que foi impulsionado pela inesperada vitória de Trump na eleição americana, na semana passada.

A produção industrial da China cresceu 6,1% em outubro ante igual mês do ano passado, repetindo a variação de setembro, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. 

Na comparação mensal, a produção industrial chinesa avançou 0,50% em outubro, após registrar expansão de 0,47% em setembro.

Já as vendas no varejo chinês tiveram ganho anual de 10% em outubro, após crescerem em ritmo significativamente mais forte em setembro, de 10,7%. Também neste caso, o desempenho do varejo em outubro ficou aquém da previsão do mercado, que era de novo acréscimo de 10,7%.

Os investimentos em ativos fixos urbanos na China, por sua vez, apresentaram expansão anual de 8,3% entre janeiro e outubro, como previam os analistas. 

O petróleo Brent opera em baixa de 1,18%, a US$ 44,22 por barril, na ICE, enquanto o WTI recua 1,45%, a US$ 42,78 por barril, na Nymex.


Sexta-feira o Ibovespa fez pull back na média móvel exponencial de 5 períodos e os vendedores mostraram as garras.

Empurraram o benchmark abaixo do topo anterior em 60.310 e da LTB tracejada em azul no gráfico.

Também foi perdida região de 59.420 e agora mira 58.575, importante topo marcado em maio do ano passado.

Na minha visão o alvo do movimento é 57.410, a ser tocado ainda essa semana.

Nesse patamar saberemos se trata-se de uma correção ou reversão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para a TopTraders e para o Cartezyan.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ursos mostram as garras no Ibovespa


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

Praças menores como Coréia, Hong Kong e Taiwan registraram perdas.

China +0,78% e Japão +0,18%.

Velho mundo tem sessão de baixa.

Londres -0,98%; Frankfurt -0,13%; Paris -0,86%.

Petróleo Brent recua 1,03%, a US$ 45,36 por barril, na ICE, enquanto o WTI cede 1,43%, a US$ 44,03 por barril, na Nymex.

O minério de ferro subiu 7,4% na China, fechando cotado a US$ 79,7 a tonelada.

Os bancos chineses liberaram 651,3 bilhões de yuans (US$ 95,56 bilhões) em novos empréstimos em outubro, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado é bem menor que o volume de 1,22 trilhão de yuans registrado em setembro e ficou aquém da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 700 bilhões de yuans em novos empréstimos.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, informou hoje quais serão as três prioridades de seu governo: imigração, saúde e emprego.

Trump falou brevemente com a imprensa nesta quinta-feira, depois de se reunir com o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, no Capitólio. O presidente eleito viajou a Washington para conversas com o presidente dos EUA, Barack Obama, e com o presidente da Câmara, Paul Ryan. 

Dow Jones futuro cai 0,11%; Nasdaq recua 0,95%; S&P 500 tem baixa de 0,29%.

O gráfico diário do Ibovespa apresenta duas novidades após o fechamento de ontem: temos um pivô de baixa acionado enquanto abaixo de 61.490 e a LTA destacada em fúcsia foi violada.

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O caminho mais provável para hoje é um teste de dois pontos importantes e decisivos, sendo a LTA pontilhada em azul e o topo anterior em 60.310.

Um fechamento em patamares inferiores a esses níveis indicaria a continuidade da queda para a próxima semana.

Bons negócios e até amanhã!

Wagner Caetano 
Diretor Top Traders
wagner@cartezyan.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trump e o mercado



Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com valorização.

China +1,37% e Japão +6,72%.

Europa tem alta generalizada.

Londres +0,96%; Frankfurt +0,20%; Paris +1,28%.

Petróleo Brent sobe 0,88%, a US$ 46,77 por barril, na ICE, enquanto o WTI avança 0,09%, a US$ 45,31 por barril, na Nymex.

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção definida nesta manhã, próximos da estabilidade, influenciados pela divulgação de um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) em que a entidade afirma que a produção dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) atingiu recorde em outubro e que deve continuar elevada em novembro.

Dow Jones futuro sobe 0,83%; S&P 500 avança 0,79%; Nasdaq ganha 1,03%.

Os futuros de cobre operam em forte alta nesta manhã, atingindo os maiores níveis em mais de um ano em Londres, em meio a expectativas de que o futuro governo do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, elevará os gastos em infraestrutura, impulsionando a demanda por metais básicos.

Por volta das 8h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 4,4%, a US$ 5.660,00 por tonelada, atingindo o maior nível desde julho de 2015.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro avançava 4,41%, a US$ 2,5680 por libra-peso.

Balanços do Banco do Brasil, Bradesco e Kroton devem agitar ainda mais a sessão de hoje no mercado doméstico.

Um possível voto favorável do relator para a cassação da chapa Dilma-Temer deverá entrar no radar.

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O Ibovespa testou a média móvel exponencial de 5 períodos no pregão de ontem e fez suporte na região, enquanto o topo anterior em 64.690 fez o papel de resistência.

Esses pontos poderão indicar a direção do mercado, uma vez violados ou rompidos.

Bons negócios!

Wagner Caetano
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump na Casa Branca


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em baixa.

China -0,62% e Japão -5,36%.

Europa opera em baixa moderada.

Londres -0,53%; Frankfurt -1,11%; Paris -1,55%.

A primeira ministra britânica, Theresa May, publicou uma declaração oficial na manhã de hoje após a vitória de Donald Trump. Ela começou parabenizando Trump por ter sido eleito o próximo presidente dos Estados Unidos, depois do que chamou de uma "dura campanha". 

No comunicado, Theresa May diz também estar ansiosa para trabalhar com o novo presidente. Segundo ela, os dois poderão construir a partir desses laços de relacionamento e garantir a segurança e a prosperidade das nações nos próximos anos. Trump assume o poder em 20 de janeiro do ano que vem.

Petróleo Brent sobe 0,15%, a US$ 46,11 por barril, na ICE, enquanto o WTI cai 0,24%, a US$ 44,88 por barril, na Nymex.

Parte dos analistas de mercado mantém a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) eleve os juros de referência da economia americana na última reunião de política monetária deste ano, marcada para os dias 13 e 14 de dezembro, mesmo após a vitória de Donald Trump na disputa presidencial nos EUA.

Para o banco de investimentos Berenberg, o Fed poderá elevar em 0,25 ponto porcentual os juros enquanto a vitória de Trump não se transforma em uma "grande calamidade econômica". A instituição ainda prevê dois aumentos adicionais por ano em 2017 e 2018 se a economia dos EUA permanecer nos eixos.

Já o Danske Bank afirma que "é provável que os mercados se estabilizem antes da reunião [de dezembro]", o que possibilitaria uma elevação de taxa. O Danske Bank ainda espera mais dois aumentos no ano que vem e a substituição da presidente do Fed, Janet Yellen, em 2018. 

Para o mundo, a vitória de Donald Trump anuncia um clima geopolítico profundamente novo. De Berlim a Pequim, os líderes estão observando se o Trump dará continuidade às promessas populistas e protecionistas que poderiam travar o compromisso global dos Estados Unidos com políticas profundamente estabelecidas a respeito de comércio, defesa e imigração. Se assim for, a política externa dos Estados Unidos provavelmente se distanciará de seu vizinho México, e em direção à inimiga de longa data Rússia.

O antagonismo de Trump em relação aos arranjos de defesa dos EUA apresenta novos riscos para os aliados de Washington na Ásia e na Europa. E sua posição contrária ao livre comércio indica a possibilidade de uma guerra comercial com a China, a segunda maior economia global.

O Dow Jones futuro cai 1,68%; Nasdaq recua 2,11%; S&P 500 perde 1,83%.

Saberemos a real situação quando as bolsas abrirem nos EUA às 12h30, uma vez que os futuros norte-americanos acionaram o circuit break na madrugada.




O Ibovespa vai abrir pressionado e terá caminho livre para buscar a mínima da semana anterior em 61.490, onde poderá formar um fundo duplo ou pivô de baixa.


Bons negócios!

Wagner Caetano

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Volatilidade no ar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com valorização, com exceção do Japão que teve baixa marginal de 0,03%.

China +0,46% e Hong Kong +0,47%.

As importações de petróleo e minério de ferro da China subiram em outubro em relação a igual mês do ano passado, mas as de cobre recuaram, segundo dados preliminares divulgados pela Administração Geral de Alfândega do país.

No mês passado, as compras chinesas de petróleo bruto registraram avanço anual de 9,3%, a 28,79 milhões de toneladas, o equivalente a 6,8 milhões de barris por dia.

As importações chinesas de minério de ferro, por sua vez, subiram 7% na comparação anual de outubro, a 80,8 milhões de toneladas. Já as compras de cobre sofreram queda de 31%, a 290 mil toneladas.

Entre janeiro e outubro, as importações de petróleo bruto da China cresceram 14% ante o mesmo período de 2015, a 312,28 milhões de toneladas, enquanto as de minério de ferro avançaram 8,9%, a 843,31 milhões de toneladas, e as de cobre tiveram acréscimo de 7%, a 4,08 milhões de toneladas.

Os dados também mostraram que a China exportou 290 mil toneladas de petróleo bruto em outubro. No mesmo mês do ano passado, o país asiático não exportou petróleo.

As exportações da China medidas em dólares continuaram a cair em outubro, ainda que em ritmo mais contido, à medida que a demanda global por bens da segunda maior economia do mundo se manteve fraca. Na comparação anual, as exportações chinesas tiveram queda de 7,3% em outubro, a sétima consecutiva, segundo dados publicados pela Administração Geral de Alfândega do país. Em setembro, os embarques externos da China haviam apresentado declínio anual mais forte, de 10%.

Os números sugerem que as exportações chinesas, que já foram um importante fator de crescimento, continuam prejudicando o desempenho geral da economia.

O resultado das exportações em outubro veio pior do que o esperado por 14 economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam redução anual de 5,7%.

Já as importações chinesas recuaram 1,4% na comparação anual de outubro, após caírem 1,9% em setembro. Também neste caso, a projeção do mercado era de queda menor, de 1,1%.

O superávit comercial da China aumentou em outubro, a US$ 49,06 bilhões, de US$ 41,99 bilhões em setembro, mas ficou aquém da expectativa dos analistas, que era de saldo positivo de US$ 51,8 bilhões. Fonte: Dow Jones Newswires. 

Velho mundo opera sem direção única.

Londres +0,12%; Frankfurt -0,27%; Paris +0,02%.

Dow Jones futuro cai 0,08%; Nasdaq cede 0,16%; S&P 500 tem baixa de 0,14%.

Petróleo Brent sobe 1%, a US$ 46,61 por barril, na ICE, enquanto o WTI avança 0,69%, a US$ 45,20 por barril, na Nymex.

Os preços do petróleo vão se recuperar nos próximos quatro anos, mas em ritmo bem mais fraco do que se imaginava, segundo avaliação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Em relatório anual sobre a perspectiva mundial do petróleo, a Opep previu hoje que o preço da commodity avançará US$ 5 por barril no médio prazo e alcançará US$ 60 por barril, em termos nominais, até 2020. A nova projeção é US$ 20 menor que a referência de US$ 80 por barril mencionada pelo grupo no ano passado para o início da próxima década.

A Opep também espera que a demanda por petróleo cresça de forma mais lenta e que a oferta da commodity continue elevada.


As eleições norte-americanas serão o principal driver do dia, trazendo volatilidade ao longo da sessão.

O Ibovespa mostrará nas próximas sessões se a alta de ontem foi o gatilho para um rali de final de ano ou um respiro para montar um pivô de baixa e entrar em queda definitivamente, revertendo a tendência de curto prazo.


Bons negócios!

Wagner Caetano
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