terça-feira, 25 de outubro de 2016

Delações no radar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com valorização.

China +0,12% e Japão +0,76%.

Velho mundo opera sem direção única, mas as praças principais tem viés de alta.

Londres +0,40%; Frankfurt +0,34%; Paris +0,07%.

O minério de ferro subiu 4,9% na China, fechando cotado a 61,6 a tonelada.

O petróleo WTI sobe 0,67%. a US$ 50,86 por barril, na Nymex, enquanto o Brent tem alta de 0,49%, a US$ 51,71 por barril, na ICE.

O presidente do Federal Reserve de San Francisco, John Williams, afirmou que acredita que o melhor momento para elevar novamente os juros nos Estados Unidos deve ser a reunião de dezembro do banco central norte-americano. Williams ainda espera uma alta dos juros neste ano e disse que ela poderia ocorrer ou em novembro ou em dezembro.

O dirigente argumentou, porém, que pode ser melhor esperar mais para elevar os juros. Durante entrevista na segunda-feira ao Wall Street Journal, Williams argumentou que pode ser uma boa ideia elevar os juros em dezembro porque nessa ocasião haverá entrevista coletiva com a presidente do Fed, Janet Yellen, o que não ocorrerá em novembro. "Nós sempre podemos tomar decisões de política a qualquer reunião, mas eu acredito que há vantagens, na minha opinião, em relação à entrevista coletiva", afirmou Williams.

Na véspera da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um teto para os gastos públicos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tentou mais uma vez, ontem, 24, articular a votação da flexibilização das regras do programa de repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior.

Principal defensor das mudanças no programa, Maia e o relator do projeto, deputado Alexandre Baldy (PTN-GO), apresentaram hoje, ao Ministério da Fazenda, um novo texto da proposta, mais enxuto do que o que tentaram votar antes. A equipe econômica do governo Michel Temer, porém, posicionou-se novamente contra as alterações.

O novo texto apresentado previa a prorrogação do prazo de adesão do programa de 31 de outubro, como prevê a lei atual, para 16 de novembro. Além disso, estabelecia a divisão de parte da multa arrecadada com Estados e municípios. Hoje, governadores e prefeitos só têm direito a uma parcela do Imposto de Renda (IR) cobrado sobre o valor repatriado.

A Câmara dos Deputados não concluiu a votação do projeto de lei que muda as regras de exploração do pré-sal. O plenário rejeitou diversos destaques apresentados à proposta, mantendo o texto original, que retira da Petrobras a obrigação de ter que investir nos campos do pré-sal, mas ainda resta uma emenda a ser apreciada.

Pouco depois das 22 horas desta segunda-feira (24), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu encerrar a votação. O último destaque a ser apreciado, de autoria da bancada do PT, manteria a obrigação de a Petrobras operar todos os blocos do pré-sal. Com isso, a votação não pôde ser encerrada e, portanto, o projeto ainda não pode seguir para sanção presidencial.

Após oito meses de negociações, o empreiteiro Marcelo Odebrecht fechou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, informa o jornal O Globo. Além dele, mais de 50 executivos e funcionários da Odebrecht também irão detalhar a participação da empresa e de agentes públicos em esquemas de corrupção. Marcelo está preso há 16 meses em Curitiba. Esta é considerada a maior série de acordos de delação já firmada no País.

Na fase preliminar das negociações do acordo de delação premiada, informa o jornal, Marcelo e os outros executivos citaram, pelo menos, 130 deputados, senadores e ministros, além de 20 governadores e ex-governadores. Entre os citados, estão o presidente Michel Temer e os ministros das Relações Exteriores, José Serra, da Casa Civil, Eliseu Padilha e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Foram citados também os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci (que está preso) e Guido Mantega e o presidente cassado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que também está detido em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato.

O gráfico diário do Ibovespa apresentou ontem uma estrela cadente, sinal de topo.
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A confirmação ocorrerá se houver um fechamento abaixo de 63.913, mínima da sessão.

Nesse caso o primeiro objetivo da correção será o forte 62.300, topo de 2015.

Bons negócios!

Wagner Caetano
TopTraders, especial para o Cartezyan

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