quarta-feira, 6 de julho de 2016

Brexit pressiona as bolsas e commodities


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China +0,36% e Japão -1,85%.

Velho mundo tem mais uma sessão de baixa.

Londres +1,47%; Frankfurt +1,87%; Paris +2,14%.

Os futuros de petróleo operam em baixa de mais de 1% nesta manhã, após registrarem fortes perdas na sessão anterior, em meio à nova onda de ansiedade causada pelo chamado "Brexit", que gera preocupações com a perspectiva da economia global e leva investidores a evitarem ativos considerados mais arriscados, como commodities.

A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, em plebiscito realizado no último dia 23, continua pesando no petróleo, ao alimentar a aversão a risco e impulsionar o dólar, tornando a commodity mais cara para detentores de outras moedas.

Os temores com o Brexit voltaram a ganhar força após três grandes fundos de investimento imobiliário suspenderem os resgates no Reino Unido e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) tomar medidas para ampliar os empréstimos bancários.

Às 9h35 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para setembro caía 1,58% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 47,20 por barril, enquanto o WTI para agosto recuava 1,39% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 45,95 por barril.

Os futuros de cobre operam em forte baixa nesta manhã, diante de um aumento nos estoques em Londres e sinais de que a demanda da China pelo metal diminuiu.

Por volta das 8h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,67%, a US$ 4.738,00 por tonelada, no menor patamar em mais de uma semana. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para setembro recuava 2,04%, a US$ 2,1390 por libra-peso.

O presidente em exercício, Michel Temer, ainda fará mais uma reunião nesta quarta-feira com membros da equipe econômica para fechar o número da meta fiscal de 2017, que deve ser anunciado apenas amanhã. Segundo fontes do Planalto, o encontro, que não consta na agenda de Temer, está previsto para às 19 horas, contará com a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, além do relator do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Wellington Fagundes (PR-MT), e da líder do governo no Senado, Rose de Freitas (PMDB-ES).

A intenção de Temer era definir a nova meta fiscal ontem, mas não houve consenso na equipe. Enquanto a área econômica defende um déficit de R$ 150 bilhões, há na área política quem defenda, a exemplo do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a repetição da meta deste ano, de rombo de R$ 170,5 bilhões, que ainda assim já imporia aperto adicional de gastos. Meirelles negou a divergência.

Segundo ele, a dificuldade para se fechar o número é a mesma que aconteceu na meta de 2016, por conta de uma série de variáveis que têm de ser estimadas. 


O gráfico de 60 minutos do Ibovespa mostra que estamos diante de uma correção que deverá encontrar suporte em uma das retrações de Fibonacci entre e hoje e amanhã.

Bons negócios!

Wagner Caetano
TopTraders
Cartezyan

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