quarta-feira, 29 de junho de 2016

E o "Brexit"?


Bom dia investidor!

Todas as bolsas asiáticas fecharam em alta, mesmo as praças menores.

China +0,65% e Japão +1,59%.

Europa opera com forte valorização pela segunda sessão seguida.

Londres +2,09%; Frankfurt +1,50%; Paris +2,17%.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha subiu para 10,1 na pesquisa de julho do instituto GfK, de 9,8 na leitura de junho.

O instituto de pesquisa alemão, que utiliza dados do mês atual para estimar o indicador do mês seguinte, ressaltou que o levantamento foi realizado antes de o Reino Unido ter votado por sua saída da União Europeia, em plebiscito realizado no último dia 23.

Segundo o GfK, o atual clima de incertezas nos mercados financeiros, como resultado do chamado "Brexit", provavelmente será sentido mais adiante pelos consumidores na Alemanha.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu a 104,4 em junho, do nível revisado a 104,6 em maio, segundo dados da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia.

O resultado de junho ficou abaixo da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam leitura de 104,7, o que representaria estabilidade em relação à estimativa original de maio.

A confiança do consumidor recuou para -7,3 em junho, de -7,0 em maio, vindo em linha com a projeção do mercado, mas a confiança do setor industrial subiu para -2,8, de -3,7, acima da previsão de -3,5. No setor de serviços, houve queda no indicador de confiança, de +11,3 em maio para +10,8 em junho.

O índice de clima das empresas do bloco europeu, por sua vez, diminuiu para +0,22 em junho, de +0,26 em maio. 

O petróleo WTI sobe 0,79%, a US$ 48,23 por barril, na Nymex, enquanto o Brent avança 0,72%, a US$ 48,93 por barril, na ICE.

O preço do minério de ferro fechou estável em US$ 53,4 a tonelada seca no mercado à vista chinês, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no Porto de Tianjin, na China

Dow Jones futuro sobe 0,64%; S&P 500 avança 0,65%; Nasdaq ganha 0,65%.

Vai ser difícil reclamar da comunicação do Banco Central com o mercado depois da frase de Ilan Goldfajn na coletiva de ontem: "Para deixar claro: a meta de 4,50% em 2017 é o nosso objetivo."

A reação foi também evidente: as taxas curtas dispararam e as longas fecharam em queda na curva dos juros futuros e o dólar recuou para o menor preço em 11 meses.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,1%.

No trimestre encerrado em abril, o resultado também foi de 11,2%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.982,00 no trimestre até maio de 2016.

O resultado representa queda de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 175,6 bilhões no trimestre até maio, queda de 3,3% ante igual intervalo do ano passado.

Ontem tivemos uma alta importante no Ibovespa, com mínima e máxima mais altas que o pregão anterior.


O benckmark tem uma tríplice resistência no gráfico diário: média móvel exponencial de 5 períodos, média móvel exponencial de 21 períodos e LTB destacada em vermelho.

A parte mais interessante é que, uma vez vencidas, pelo princípio da inversão de polaridade da análise técnica tornar-se-ão suportes.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Diretor do Cartezyan e da TopTraders


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