segunda-feira, 6 de junho de 2016

À espera do discurso da presidente do Fed, Janet Yellen


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em alta em sua maioria, com exceção da China, que caiu 0,16% e do Japão que cedeu 0,37%.

Europa tem viés de compra, porém opera sem direção única.

Londres +1,02%; Frankfurt +0,14%; Paris -0,01%.

Dow Jones futuro sobe 0,16%; S&P500 avança 0,11%; Nasdaq ganha 0,14%.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta segunda-feira, apoiados por problemas na produção global que ajudam a reduzir a oferta disponível no mercado físico.

Às 8h15 (de Brasília), o petróleo WTI para julho subia 1,05%, a US$ 49,13 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto avançava 1,03%, a US$ 50,15 o barril, na ICE, em Londres.

A oferta de petróleo na Nigéria continua a ser afetada pelos ataques de militantes nigerianos, mesmo após a Exxon Mobil retirar uma suspensão de serviços por eventos que não podia controlar (force majeure) em Que Iboe na última sexta-feira.

Os futuros do cobre operam em alta nesta segunda-feira, em conjunto com outros metais, impulsionado pelo avanço do petróleo e pelo dólar mais fraco.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 1,0%, a US$ 4.730 a tonelada, às 7h00 (de Brasília).

Às 8h00, o cobre para julho avançava 0,73%, a US$ 2,1285 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os preços do cobre, muitas vezes, replicam o movimento do petróleo porque muitos investidores compram e vendem cestas ou índices de commodities.

O petróleo geralmente é responsável por uma grande parte dessas cestas, então grandes movimentos no mercado de petróleo podem afetar outras commodities.

A fraqueza do mercado de trabalho nos Estados Unidos e a percepção crescente de que o aumento do juro pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) pode ser adiado parecem dividir o mercado financeiro da Europa nesta manhã.

À espera do discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, prevalecem análises divergentes: eventual adiamento da alta do juro pode ser bom para o mercado de renda variável por estender o período de dinheiro barato, mas a fraqueza do mercado de trabalho mostra que a economia dos EUA também enfrenta incertezas.

Na sexta-feira, investidores conheceram números que mostraram um tropeço do mercado de trabalho nos EUA.

Após semanas com indicadores alinhados ou até superiores à previsão dos economistas, o mês de maio terminou com a criação de 38 mil postos de trabalho - bem abaixo da previsão do mercado de 160 mil vagas.

Foi um balde de água fria para a análise de que a atividade aquecida iria exigir reação do Fed com nova alta de juro em breve.

Até sexta, muitos analistas diziam que a taxa poderia subir já em junho.

Agora, o mercado refaz as contas para entender quando o juro subirá.

Um dos fatores mais importantes para esse reposicionamento das apostas são as palavras da presidente do Fed, Janet Yellen.

Nesta segunda à tarde, Yellen falará em evento na Filadélfia.

A presidente do banco central norte-americano pode sinalizar qual o entendimento da instituição sobre os novos números do mercado de trabalho e se a casa realmente pode fazer uma nova pausa no processo de aperto monetário.

O gráfico diário do Ibovespa mostra um fechamento acima da média móvel exponencial de 21 períodos e da resistência em 50.350.


A região de 50.895 é um alvo imediato para o movimento, sendo que correções intradiárias não devem mudar essa expectativa, se ocorrerem.


Bons negócios!

Wagner Caetano


Diretor da TopTraders e do Cartezyan

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