terça-feira, 24 de maio de 2016

Meta fiscal deverá ser votada hoje


Olá Investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em baixa. China -0,77% e Japão -0,94%.

Europa tem sinal verde. Londres +0,63%; Frankfurt +0,51%; Paris +1,33%.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu para 6,4 em maio, de 11,2 em abril, segundo dados publicados hoje pelo instituto alemão ZEW. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam avanço do indicador a 12,3.

Por outro lado, o índice de condições atuais medido pelo ZEW subiu para 53,1 em maio, de 47,7 em abril, superando a previsão do mercado, que era de alta a 49,0. 

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, a maior economia da Europa, cresceu 0,7% no primeiro trimestre do ano em relação ao quarto trimestre de 2015 e avançou 1,6% na comparação anual, de acordo com revisão da Destatis, como é conhecida a agência de estatísticas do país.

Dow Jones futuro sobe 0,30%; S&P 500 avança 0,34%; Nasdaq ganha 0,37%.

Os futuros de petróleo operam em baixa nos negócios da Ásia, em meio à valorização do dólar frente a várias outras moedas e temores de que recentes cortes na oferta de países como Canadá e Líbia estão chegando ao fim. Enquanto isso, uma greve de trabalhadores da área de refino na França não está ajudando muito a sustentar os preços da commodity. Às 5h40 (de Brasília), o WTI para julho negociado na Nymex caía 0,71%, a US$ 47,74 por barril, enquanto o Brent para o mesmo mês recuava 0,85% na ICE, a US$ 47,94 por barril. 

Abalado com a exoneração do ministro do Planejamento, Romero Jucá, o governo tenta aprovar hoje (24), em sessão do Congresso Nacional, a nova meta fiscal, que prevê um déficit de governo central de R$ 170,496 bilhões em 2016. Isso, combinado com um superávit de R$ 6,554 bilhões para Estados e municípios, resultará em um déficit de R$ 163,942 bilhões para o setor público.

A mudança é necessária para evitar que a máquina federal tenha de ser paralisada, no que os técnicos chamam de “shutdown”, pela incompatibilidade entre a trajetória de receitas e despesas e a meta atual, que é um superávit de R$ 24 bilhões.

Mas o governo vem enfrentando mais dificuldades do que o esperado para aprovar a redução da meta.

Antes de Michel Temer assumir a Presidência, a ideia era usar o trânsito político de Romero Jucá para obter uma aprovação rápida da matéria, diretamente no plenário do Congresso Nacional, já na semana passada.

Não foi o que ocorreu.

No Congresso, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) não apreciou ontem a proposta, por falta de quórum. Uma nova tentativa será feita hoje.

Falhando, a matéria irá diretamente ao plenário. “Eu vou ajudar o governo Temer da mesma forma que ajudei o governo Dilma”, disse Renan. “Não é o Michel, é o Brasil, é o interesse nacional.” A oposição, no entanto, promete obstruir a votação.

A negociação em torno da votação da meta se deu em meio ao anúncio de que Romero Jucá iria se licenciar da ministério do Planejamento para reassumir o mandato de senador pelo PMDB de Roraima.

O afastamento ocorreu após a divulgação de um áudio em que Jucá sugere a necessidade de deter a Operação Lava Jato.

Ontem os estrangeiros aumentaram a posição comprada no índice futuro de 52.713 para 59.681, uma constatação interessante.

O Ibovespa buscou a região de 48.745, ponto que gerou a expressiva baixa entre novembro e janeiro.


IBOVESPA - gráfico mensal (clique para ampliar)

Houve reação intradiária, deixando sombra inferior.

Uma sessão positiva, com rompimento e fechamento acima da máxima de ontem (49.710) seria um sinal de entrada de foça compradora.

Por outro lado, enquanto abaixo de 49.900 temos um pivot de baixa acionado, com a venda dominante.

Se houver perda de 48.695 o próximo suporte fica em 47.875.


Bons negócios! E até amanhã!


Wagner Caetano
Diretor da TopTraders e do Cartezyan

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