quarta-feira, 25 de maio de 2016

Meta fiscal aprovada



Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada, com exceção da China que cedeu 0,23%.

Japão fechou com alta de 1,57%.

No velho mundo a palavra de ordem é compra.

Londres +0,55%; Frankfurt +1,31%; Paris +1,07%.

O minério de ferro caiu 0,4% e fechou cotado a US$ 50 por tonelada na China.

O cobre opera em alta na manhã desta quarta-feira, após sinais positivos da economia dos Estados Unidos apoiarem os preços.

O país divulgou ontem um dado forte do setor imobiliário, o que pode ser um indicativo de mais demanda pelo metal básico.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,3%, a US$ 4.614 a tonelada na London Metal Exchange.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para julho avançava 0,83%, a US$ 2,0835 a libra-peso, às 9h49.

Ontem, foi informado que as vendas de moradias novas dos EUA cresceram ao ritmo mais forte em oito anos em abril. As vendas de moradias novas tiveram crescimento de 16,6% em abril ante o mês anterior, o que superou a previsão dos analistas.

Os EUA é o segundo maior consumidor global de cobre, atrás apenas da China, portanto os preços do metal são em geral sensíveis aos dados econômicos do país.

Além disso, o avanço do petróleo nesta manhã também beneficia o cobre, já que as duas commodities são muitas vezes negociadas em conjunto, com maior peso para o petróleo.

Outro fator é o dólar mais fraco ante algumas moedas - o índice para o dólar recuava levemente, nesta manhã.

Com isso, o metal se torna mais barato para os detentores de outras divisas.

Em votação simbólica, o Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quarta-feira, 25, a alteração da meta fiscal que permite um déficit de R$ 170,5 bilhões nas contas do governo central ao final de 2016.

Com mais de 16 horas de votação, os deputados e senadores votaram ainda 24 vetos presidenciais que trancavam a pauta.

O projeto aprovado pela Casa inclui R$ 56,6 bilhões de riscos fiscais, passivos e despesas já contratadas, itens como a possibilidade de redução do resultado fiscal dos Estados, uma quantia de R$ 9,0 bilhões para evitar a paralisação de obras do PAC, além de R$ 3,5 bilhões para a Defesa e R$ 3,0 bilhões para a Saúde.

A nova equipe econômica conseguiu ainda o descontingenciamento de R$ 21,2 bilhões.

Em março, o time então comandado pelo ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa pediu o contingenciamento temporário.

A intenção do governo com a liberação dos recursos é garantir a continuidade do funcionamento da máquina pública.

A meta fiscal aprovada nesta madrugada precisará ser sancionada pelo presidente em exercício, Michel Temer e prevê que o governo entregue, ao final do ano, um déficit de R$ 163,942 bilhões no setor público consolidado.

O Governo Federal deverá apresentar um resultado primário negativo de R$ 170,496 bilhões.

Para Estados e municípios, espera-se um superávit de R$ 6,554 bilhões.

O presidente do Congresso agilizou a votação da meta fiscal.

Já de madrugada, Renan evitou a votação dos destaques em separado e, também em votação simbólica, rejeitou os 15 destaques apresentados.

Com a aprovação da matéria o governo não precisará mais contingenciar R$ 137,9 bilhões no orçamento deste ano, o que seria impossível já que a base contingenciável é de apenas R$ 29 bilhões.

A equipe econômica contava com a votação do projeto até o segunda-feira (30) para evitar um descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O gráfico diário do Ibovespa mostra o benchmark em uma região decisiva, sendo que dificilmente teremos a esperada decisão hoje por razão do feriado.


Ontem tentou romper a região de 49.900, que acionou o pivot de baixa, mas entrou pressão vendedora e derrubou os preços.

A média móvel exponencial de 5 períodos e a linha de retorno destacada em fúcsia funcionaram como resistência.


Bons negócios! Até amanhã!


Wagner Caetano
Diretor da TopTraders e do Cartezyan

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