segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dados da China no radar


Bom dia, Investidor!

Mercado asiático fechou sem direção única.

China -2,79% e Japão +0,68%.

Europa opera com valorização.

Londres +0,39%; Frankfurt +1,85%; Paris +1,27%.

Petróleo opera perto da estabilidade.

Os contratos futuros de cobre operam em queda nesta segunda-feira.

Além do dólar forte, que encarece o metal para os detentores de outras moedas, números fracos do comércio da China também se somam para o viés negativo no mercado da commodity.

Às 7h50 (de Brasília), o cobre para três meses operava em baixa de 1,8%, a US$ 4.724,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), após atingir mais cedo a mínima em quase três semanas, a US$ 4.703 a tonelada.

Às 8h16, o cobre para julho tinha queda de 1,56%, a US$ 2,1205 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

"Os metais básicos parecem fracos, em um momento no qual a correção continua", disse William Adams, diretor de pesquisas da Fastmarkets. Isso, "combinado com o dado fraco de comércio da China, deve se somar para uma manhã negativa", apontou ele.

As importações da China recuaram 10,9% em abril na comparação com igual mês do ano passado, com a demanda mais fraca na segunda economia mundial.

Como a potência asiática é responsável por quase 45% da demanda global por cobre, os preços do metal são muito afetados pelos sinais da economia do país. Em volume, as importações de cobre da China tiveram queda em abril na comparação com o mês anterior.

Além disso, o Índice para o dólar, que mede a moeda dos EUA ante uma cesta de divisas, estava em alta nesta manhã.

Com isso, o cobre, denominado em dólar, fica mais caro para os detentores de outras moedas.

Há a expectativa de que os preços do cobre ganhem força no segundo semestre deste ano, diante de uma demanda maior da China, afirmou o Bank of America Merrill Lynch.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio operava em baixa de 0,8%, a US$ 1.586 a tonelada, o zinco caía 1,4%, a US$ 1.862 a tonelada, o níquel tinha queda de 2,7%, a US$ 8.820 a tonelada, o chumbo recuava 0,7%, a US$ 1.739,50 a tonelada, e o estanho caía 0,6%, a US$ 17.310 a tonelada. 

As exportações da China medidas em dólares caíram em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior em meio a uma fraca demanda por produtos da segunda maior economia do mundo.

As exportações recuaram 1,8% na comparação com abril de 2015, revertendo uma alta de 11,5% em março, segundo os dados divulgados pela Administração Geral da Alfândega da China.

Os números indicam que os embarques da China para o resto do mundo, antes um importante motor de crescimento para o país, continuam a enfraquecer assim como o desempenho econômico como um todo.

O número das exportações de abril foi pior do que a média das projeções de 15 economistas ouvidos pelo The Wall Street Journal. Eles esperavam que o resultado do mês seria de estagnação ante o ano anterior.

O crescimento das exportações em março ocorreu principalmente devido a distorções sazonais depois do feriado do Ano Novo chinês em fevereiro, disseram os economistas.

As encomendas à indústria da Alemanha subiram 1,9% em março ante fevereiro, no cálculo ajustado, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério de Economia do país. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam ganho mensal menor, de 0,6%.

O resultado de março foi impulsionado pelas encomendas estrangeiras, que tiveram forte alta de 4,3% ante o mês anterior, graças a um aumento de 6,2% na demanda proveniente de países de fora da zona do euro.

As encomendas domésticas, por outro lado, recuaram 1,2% em março ante fevereiro.

Na comparação anual, as encomendas à indústria alemã registraram queda geral de 1,2% em março, desconsiderando-se ajustes.

O dado mensal de fevereiro foi revisado para cima, para declínio de 0,8%, de redução de 1,2% originalmente. 

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram nesta manhã mais uma fase da Operação Zelotes, que investiga esquema de compra de votos no Carf, o conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de multas de grandes contribuintes.

A mesma operação também apura esquema de compra de medidas provisórias nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. 


Detalhe do IBOV - Clique para ampliar

O Ibovespa fechou sobre um importante suporte de médio prazo no último pregão, a LTA que guiou a reversão no início do ano.

A perda, em fechamento, da mínima de sexta-feira (51.200), seria um sinal de baixa para o curtíssimo prazo, com alvo imediato em 50.895.

Abaixo desse patamar o mercado projeta teste de 49.750 e da LTA destacada em vermelho, um ponto de clímax importante.


IBOVESPA longo prazo - clique para ampliar

Por outro lado, um candle de reversão na sessão de hoje, seria um sinal de repique. 

Wagner Caetano

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