terça-feira, 31 de maio de 2016

Bye bye May


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em alta.

China +3,34% e Japão +0,98%.

Europa em viés de venda.

Londres -0,16%; Frankfurt -0,31%; Paris -0,26%.

As vendas no varejo da Alemanha caíram 0,9% em abril ante março, considerando-se ajustes sazonais, segundo dados divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

O resultado veio apesar de uma melhora no sentimento do consumidor e de um mercado de trabalho forte na maior economia da Europa e contrariou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam avanço de 1,3% nas vendas.

Na comparação anual, as vendas no varejo alemão tiveram alta de 2,3% em abril, em termos reais. O indicador de vendas no varejo da Alemanha é volátil e sujeito a grandes revisões.

Por esse motivo, os economistas observam os números mensais com cautela e levam mais em consideração as médias em três meses. Contudo, as vendas nos primeiros quatro meses registraram aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Destatis. 

A taxa de desemprego ajustada na Alemanha caiu para 6,1% em maio, de 6,2% em abril, permanecendo no menor nível da série histórica iniciada em janeiro de 1992, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. 

O número de desempregados na maior economia da zona do euro recuou 11 mil em maio, também considerando-se efeitos sazonais, em sua oitava queda consecutiva, informou a Destatis. 

Em termos não ajustados, o número de desempregados na Alemanha diminuiu para 2,664 milhões em maio, de 2,744 milhões em abril, enquanto a taxa de desemprego caiu para 6,0%, de 6,3% no mês anterior. 

A ata da última reunião do Federal Open Market Committee do Fed (Fomc, o Copom norte-americano) sugere a abertura do caminho para a alta do juro básico nos Estados Unidos. 

Não há certezas quanto ao momento da alta, mas analistas já consideram que, salvo fatos novos, cresce a probabilidade de elevação da taxa básica no segundo semestre ou mesmo em junho. 

Alguns motivos favorecem esse entendimento, após longo período em que as taxas do Fed ficaram próximas de zero, só havendo leve alta em dezembro.

Há três fatores principais a justificar o aumento. 

Primeiro, a inflação ao consumidor começou a subir - se nos últimos 12 meses ela ainda é de 1,1%, longe dos 2% desejados pelo Fed, a marca de 0,4% em abril chegou acompanhada de expectativas de que a meta de inflação está menos distante, como admitiu a ata da última reunião do Fomc.

O segundo fator é a redução do desemprego, pois o Fed tem a dupla missão de preservar o valor da moeda e favorecer o maior ritmo possível de contratações de pessoal. 

A indústria automobilística, por exemplo, produz em ritmo forte e emprega mais. O nível de desemprego já é inferior à Nairu, sigla em inglês que indica que a taxa de desemprego não é aceleradora da inflação.

Em terceiro, em linguagem cuidadosa, a ata do Fomc levantou a hipótese de que o mercado talvez não avalie corretamente a probabilidade de alta de juros já no mês que vem. 

Ainda que qualquer decisão de alta do juro básico dependa de novos dados, cresceu a possibilidade de que comece um processo gradual de normalização monetária, pois está claro que a meta atual de juros entre 0,25% ao ano e 0,5% ao ano é baixa, desestimulando a formação de poupança financeira tanto pelas empresas como, em especial, pelas famílias.

A taxa de juros do Fed tem impacto sobre o Brasil. 

Em alta, favorecerá a atração de capitais para os Estados Unidos, em detrimento de mercados de maior risco, como o brasileiro. 

É possível que os mercados já tenham, em parte, se antecipado à alta do juro norte-americano, mas poderá ser mais difícil para o Banco Central iniciar o ciclo de redução do juro básico no País.

Em tese, a combinação de menor taxa básica no País e maior taxa nos Estados Unidos deve exercer pressão sobre a política monetária - a última pesquisa semanal Focus do Banco Central previu o juro em 12,88% ao ano em dezembro, de 12,75% na pesquisa anterior. 

A decisão tomada pelo presidente em exercício, Michel Temer, de garantir um teto para as despesas da União é um grande avanço na administração das contas públicas. 

Mas sua implantação será sua primeira prova de fogo.

Entre os maiores problemas que produziram esta crise da economia está o brutal crescimento das despesas públicas

Em 2015, a gastança do governo federal, com controle fiscal e tudo, aumentou 11,6%, para uma inflação de 10,7%. 

Há 20 anos, o avanço do gasto primário (exceto juros) da União é superior a 6%, enquanto o PIB não aumentou, na média, mais que 3%. 

Neste 2016, a despesa deve saltar para quase 20% do PIB, recorde histórico.

Essa é a razão pela qual a dívida pública sai do controle. 

Está na raiz das mazelas como recessão, desemprego e perda de renda

Mas a melhor das intenções não garante o efeito pretendido.

O teto para as despesas do governo federal corresponderá ao total das despesas do ano anterior corrigido pela inflação. 

A decisão depende de aprovação no Congresso de um Projeto de Emenda à Constituição (PEC) nas duas Casas legislativas, em dois turnos, por pelo menos 3 em cada 5 votos. 


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O gráfico diário do Ibovespa mostra que ontem tivemos uma sessão de volume bem reduzido, em razão do feriado nos Estados Unidos e Reino Unido.

A região entre 48.695 e 48.745 é decisiva, pois poderá marcar um fundo duplo e gerar uma oportunidade de compra ou, na sua perda, projetar teste de 47.875.


Bons negócios!


Wagner Caetano
Diretor da TopTraders e do Cartezyan

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