quarta-feira, 27 de abril de 2016

Compasso de espera


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada.

China -0,37% e Japão -0,36%.

Na Europa, as praças operam em alta moderada.

Londres +0,19%; Frankfurt +0,43%; Paris +0,44%.

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, com o WTI chegando a superar US$ 45 por barril pela primeira vez desde novembro, após o American Petroleum Institute (API) apontar queda nos estoques dos EUA.

Em pesquisa divulgada no fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA diminuiu 1,1 milhão de barris na semana passada.

No fim da manhã, às 11h30 (de Brasília), será publicado o levantamento oficial sobre estoques, do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano.

A previsão para o DoE é que houve aumento de 1,7 milhão de barris.

A fraqueza do dólar ante outras moedas principais, como o euro, o iene e a libra, também favorece o avanço do petróleo.

Mais tarde, às 15h (de Brasília), o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anuncia sua decisão de política monetária.

A expectativa é que o Fed mantenha seus juros inalterados, mas dê indicações sobre um possível novo aumento em junho.

Às 8h54 (de Brasília), o petróleo WTI para junho subia 1,86% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 44,86 por barril, após chegar a ser negociado mais cedo a US$ 45,13 por barril, o maior nível desde novembro, enquanto o Brent para junho avançava 1,99% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 46,65 por barril. 

Os lucros das indústrias da China subiram 11,1% em março ante o mesmo mês de 2015, uma aceleração ante os 4,8% registrados no período de janeiro e fevereiro. As informações são do Escritório Nacional de Estatísticas.

O rápido crescimento dos lucros foi ajudado pela aceleração das vendas de produtos industriais e o estreitamento do declínio dos preços de produtos manufaturados, disse He Ping, economista do Escritório Nacional de Estatísticas da China.

Os setores de dispositivos de computadores, produtos químicos, automóveis, derivados de petróleo e farmacêuticos contribuíram mais para o crescimento dos lucros, segundo o economista. 

Os contratos futuros cobre operam em baixa na manhã desta quarta-feira.

O recuo ocorre após a Bolsa de Commodities de Dalian, na China, elevar taxas de transação para futuros de minério de ferro e a Bolsa de Futuros de Xangai reduzir as horas de negociação noturna de vergalhões de aço.

Na London Metal Exchange (LME), o contrato de cobre para três meses recuava 0,7%, a US$ 4.929,50 a tonelada, perto das 8h50 (de Brasília). Mais cedo, o metal atingiu a mínima em cinco dias, a US$ 4.915,50 a tonelada. 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio caía 0,85%, a US$ 2,2230 a libra-peso, às 8h59.

As medidas adotadas por reguladores na China, o maior consumidor mundial de cobre, buscam desencorajar a atuação de especuladores.

O rali recente dos preços do cobre foi em grande medida impulsionado por investidores sediados na Ásia que especulavam com os contratos, por isso os anúncios geraram recuo no cobre.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, atualizou o impacto da mudança de metodologia de cálculo das dívidas estaduais de R$ 313 bilhões para R$ 402 bilhões.

Os cálculos preliminares que estavam sendo usados pelo governo eram do Senado Federal e os novos são da Fazenda. "Saldo do Senado era com data-base 2013, fazendo esse cálculo hoje é R$ 402 bilhões de potencial perdão da União para os Estados", disse.

O ministro disse que o valor é "elevado" e afirmou que um impacto dessa magnitude pode "desequilibrar as finanças públicas brasileiras". "É um valor que tem uma distribuição concentrada e, pelos nossos cálculos, 21 Estados perderiam com essa decisão", disse.

O dirigente da Fazenda evitou se posicionar sobre a decisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode tomar hoje, mas afirmou que as liminares não indicam a força de uma tese. "Número de liminares indica o número de Estados que estão em situação parecida, mas a força da tese da União é a interpretação usual, convencional e legal do que significa taxa de juros acumulados em contratos de empréstimo", frisou.

Já foram concedidas 11 liminares por diferentes ministros da corte a favor dos Estados.

Barbosa deu entrevista após reunião com o ministro Gilmar Mendes. "Viemos apresentar os argumentos da União", afirmou.

Durante as duas últimas semanas, Barbosa vem se reunindo com os magistrados da corte com a intenção de apresentar os argumentos da Fazenda contra a mudança de metodologia do cálculo das dívidas, que passaria a ser efetuado através de juros simples

O Ibovespa surpreendeu ontem ao romper e fechar acima de 52.260 e da média móvel exponencial de 5 períodos.

Terá pela frente desafios em 53.415 e na LTB destacada em vermelho na imagem, que derrubou o mercado em 2014 e 2015.




Bons negócios!

Wagner Caetano



Diretor da TopTraders e do Cartezyan


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