terça-feira, 15 de março de 2016

Mercado tenso com desdobramentos políticos


Bom dia investidor!

A venda predomina mundo afora.

Na China tivemos alta de 0,17%, porém queda de 0,68% na Japão e nas demais praças do continente asiático.

Os investimentos diretos não financeiros da China no exterior saltaram 150% em fevereiro ante igual mês do ano passado, a US$ 17,9 bilhões, segundo dados do Ministério de Comércio chinês.

Em janeiro, esse tipo de investimento havia crescido 18,2% na comparação anual, a US$ 12,02 bilhões.

No primeiro bimestre, os investimentos chineses no exterior totalizaram US$ 29,92 bilhões, representando avanço de 71,8% no confronto anual. 

Depois da forte alta no início da semana passada, o minério de ferro já voltou ao preço anterior ao cair hoje no mercado à vista chinês 6,8%, indo a US$ 51,7 a tonelada seca. Na segunda-feira da semana passada, o preço havia ido para mais de US$ 63 a tonelada. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China. 

Europa opera no vermelho.

Londres -0,61%; Frankfurt -0,58%; Paris -0,93%.

Petróleo Brent recua 2,48% na ICE, a US$ 38,55 por barril.

Petróleo WTI cai 2,29% na Nymex, cotado a US$ 36,33 por barril.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, em meio ao fortalecimento do dólar ante várias moedas, a retomada da fraqueza do petróleo e preocupações com a China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 8h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,7%, a US$ 4.912,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio caía 0,78%, a US$ 2,2220 por libra-peso, às 8h54 (de Brasília).

As atenções dos mercados domésticos se concentram nesta terça-feira no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve dizer pessoalmente, entre hoje e amanhã, à presidente Dilma Rousseff se aceita o convite para integrar a Esplanada dos Ministérios. Na noite de ontem, fonte do Planalto afirmou que é quase certa a ida dele para uma das pastas.

A tendência é de que o ex-presidente assuma a Secretaria de Governo. A pasta, contudo, seria reformulada, dando a Lula poderes de interlocução com o Congresso, além de movimentos sociais.

A entrada do ex-presidente na equipe de Dilma também deve provocar mudanças na política econômica.

O uso de reservas internacionais para abater a dívida pública federal, por exemplo, já começa a ser avaliado pelo governo e Lula é um defensor do uso de um terço desses recursos para a criação de um Fundo Nacional de Desenvolvimento e Emprego.

Os Balanços da Gerdau e da Kroton devem agitar o setor siderúrgico e educacional nessa terça-feira.


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O gráfico diário do Ibovespa sugere correção para a sessão de hoje.

Temos um topo bem definido.

Logo na abertura o suporte 48.745 deverá ser perdido, mirando o decisivo 47.900, que pode ser interpretado com um eixo capaz de levar a uma correção mais aguda.

Bons negócios!


Wagner Caetano

Cartezyan

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