quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O dia depois da S&P


Bom dia, investidor!

Ásia fechou em alta generalizada, com exceção da China, que caiu 0,16%.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) na China recuou 5,3% em janeiro, ante mesmo mês do ano passado.

Em dezembro, o PPI havia recuado 5,9% na comparação anual.

Economistas consultados pelo Wall Street Journal estimavam queda de 5,4% em janeiro.

Na comparação mês a mês, o PPI caiu 0,5% em janeiro ante dezembro.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China avançou 1,8% em janeiro, na comparação anual com igual mês do ano passado.

O ganho no principal índice de inflação veio em linha com as expectativas de economistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Na comparação mês a mês, o indicador teve avanço de 0,5% em relação a dezembro.

Europa opera majoritariamente em valorização.

Londres -0,34%; Frankfurt +1,00%; Paris +0,69%.

Futuros norte-americanos sobem em torno de 0,5%.

Em discurso em St. Louis na quarta-feira, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de St. Louis, James Bullard, afirmou que as expectativas de inflação em queda e o recuo dos preços de ativos argumentam contra mais elevações na taxa de juros do banco central, que agora está na faixa de 0,25% a 0,50%.

O dirigente disse que não vê necessidade de mais elevações nos juros agora e também não acredita que o Fed terá de dar apoio adicional à economia no curto prazo. Ele afirmou que as taxas de juros negativas, que estão sendo usadas no Japão e em grande parte da Europa, não devem ser necessárias e tem poder de estímulo limitado.

Petróleo tem nova sessão de recuperação, subindo 3,36% na Nymex e 2,55% na ICE.

O novo rebaixamento da nota do Brasil pela S&P, anunciado no finalzinho dos negócios, não é uma boa notícia, mas não faz muita diferença, nesta altura.

O que o País tinha para perder, já perdeu, o grau de investimento em duas das principais agências de risco.

Mesmo com o aumento das incertezas globais, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) manteve a previsão de crescimento para a China em 2016 e 2017.

Neste ano, a maior economia asiática deve crescer 6,5% e o ritmo desacelerará para 6,2% em 2017 - quadro idêntico ao divulgado em novembro.

A organização entende que o uso de estímulos fiscais e monetários deve afastar o risco de que a economia chinesa desacelere ainda mais profundamente.

Clique para ampliar

O gráfico diário do Ibovespa mostra o benchmark em um ponto chave.

Acima de 41.445 temos um pivot de alta confirmado e o primeiro alvo seria o fundo de agosto em 42.750.

Porém a pressão vendedora ontem na etapa final não deixa de ser um sinal de alerta.

Clique aqui para visualizar o gráfico.

Bons negócios e até amanhã!

Wagner Caetano 
Diretor Top Traders

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