quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Brasil rebaixado pela Moody's


Bom dia investidor!

Com exceção da China que subiu 0,88%, temos baixa generalizada mundo afora.

Londres -1,54%; Frankfurt -2,41%; Paris -2,18%.

A decisão da nota soberana pela Moody's surpreendeu pelo rebaixamento duplo - em dois graus de uma vez só - e marca por ser a última entre as três principais agências de classificação de risco a colocar os títulos da dívida brasileira na categoria de grau especulativo.

Com a ação, o Brasil perde o rótulo de bom pagador e, assim, é excluído da cesta de países em que vale a pena investir.

A primeira agência que retirou o grau de investimento do País foi a Standard & Poor's. O rebaixamento veio no dia 9 de setembro do ano passado, quando a S&P cortou em um grau (de BBB- para BB+).

Em julho, a agência já havia alertado analistas do mercado financeiro quando, no dia 28, havia alterado a perspectiva da nota para negativa.

A segunda ação de classificação do Brasil como mau pagador aconteceu no dia 16 de dezembro pela Fitch.

A agência alterou o rating do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa.

Na semana passada, a Standard & Poor's decidiu reduzir a nota brasileira em mais um grau.

No dia 17, a S&P mudou o rating de longo prazo em moeda estrangeira do País de BB+ para BB com perspectiva negativa.

A decisão dupla da Moody's chega em um contexto político delicado.
Hoje João Santana, marqueteiro das campanhas eleitorais da presidente e Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prestará depoimento para a Polícia Federal.

Além disso, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou que é possível incluir novas provas, colhidas no âmbito da Operação Lava Jato, no processo que pede a cassação do mandato da presidente da República e do vice, Michel Temer. 

Os estoques de petróleo nos países desenvolvidos, os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), atingiram novo recorde de alta em janeiro, ficando agora firmemente acima do patamar de 3 bilhões de barris, segundo a Energy Aspects, sediada em Londres.

De acordo com a consultoria, os estoques estão agora 350 milhões de barris acima da média dos últimos cinco anos.

A quantidade de petróleo estocada pelas nações da OCDE tem sido citada como uma das provas de que há um grande excesso de oferta nos mercados da commodity.

A Energy Aspects diz que as nações da OCDE têm petróleo suficiente para mais de 65 dias, quando em janeiro de 2015 esse número era inferior a 60 dias. O óleo negro tem sessão de baixa, com queda de 2,16% na ICE e 3,29% na Nymex.


O gráfico diário do Ibovespa está tocando a linha de tendência de alta destacada em vermelho na imagem.

O caminho mais provável é que a mesma seja respetada como suporte e o benchmark volte a subir, uma vez que a decisão da Moody's era de certa forma esperada.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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