quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O dia do Copom


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em baixa. China -1,03% e Japão -3,71%.

A China atraiu 77,02 bilhões de yuans (US$ 12,23 bilhões) em investimento estrangeiro direto em dezembro, 5,8% menos que em igual mês do ano anterior, segundo dados publicados hoje pelo Ministério de Comércio do país.

Já os investimentos externos diretos da China fora do setor financeiro totalizaram 86,5 bilhões de yuans em dezembro, com alta de 6,1% ante um ano antes.

Em todo o ano de 2015, o investimento estrangeiro direto cresceu 6,4%, enquanto os investimentos externos diretos não financeiros aumentaram 14,7%, de acordo com números divulgados pelo ministério na semana passada. 

Europa opera em forte queda. Londres -2,94%; Frankfurt -3,02%; Paris -3,03%.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha caiu mais que o esperado em dezembro, tanto na comparação mensal quanto na anual, pressionado mais uma vez pelos preços de energia.

Em relação a novembro, o PPI alemão recuou 0,5% no mês passado, segundo dados da agência de estatísticas Destatis. No confronto anual, o índice teve queda de 2,3% em dezembro.

Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam declínio mensal de 0,3% e baixa anual de 2,1%.

Apenas os preços de energia diminuíram 1,4% em dezembro ante novembro e registraram queda de 6,8% na comparação anual.

Excluindo-se os custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI teve leve redução de 0,1% em dezembro ante novembro e caiu 0,6% na comparação anual.

Em todo o ano de 2015, o PPI da Alemanha teve recuo médio de 1,8%, a queda mais acentuada desde 2009, quando a maior economia da zona do euro estava em recessão. 

Petróleo cede cerca de 2% em Londres e Nova York.

Alexandre Tombini mudou de ideia. Essa foi a leitura do mercado financeiro ontem, quando o presidente do Banco Central deixou de lado o voto de silêncio que geralmente marca as vésperas da decisão do Copom para dizer que as revisões das projeções para o Brasil, pelo FMI, foram "significativas". Pegou mal, bastante mal, entre a maior parte dos analistas.

Ainda mais porque não se sabe se foi mesmo Tombini que mudou de ideia, ou se ele foi forçado a mudar pela chefe, Dilma Rousseff.

No mercado de DIs, as taxas passaram a precificar chances maiores de a elevação da Selic hoje ser de 0,25 ponto porcentual - e não de 0,50 ponto, como vinha sinalizando o BC.

Desde o fim de dezembro, quando ocorreu o encontro mais recente do Copom, todas as comunicações do BC reforçavam a perspectiva de um aperto monetário mais forte.

No dia 8 de janeiro, por exemplo, o IBGE informou que a inflação acumulada em 2015 havia sido de 10,67%.

Em sua carta ao Ministério da Fazenda para justificar o estouro do teto da meta de inflação no ano passado, o BC reforçou a tendência de alta de 0,50 ponto da Selic, para segurar os preços.

Ontem, porém, o fato de o FMI ter reduzido para -3,5% a projeção do PIB do País este ano e para estabilidade a do ano que vem foi o gancho que Tombini precisava para mudar tudo - pelo menos esta foi a avaliação no mercado.

Em nota, ele disse que "todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado".


O gráfico diário do Ibovespa tem as mínimas muito próximas nas últimas três sessões.

Isso poderia alimentar a chance de um fundo pelo fato de estarmos distantes da média móvel exponencial de 21 períodos e muito esticados na venda.

O sinal seria uma pinça, além de ontem termos um martelo invertido verde.

Porém a baixa no mercado futuro compromete essa leitura a menor que exista recuperação após o início dos negócios do mercado à vista.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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