quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Mercado interno descolado do exterior


Bom dia investidor!

Estrangeiros varreram as ordens de venda no pregão de ontem, atuando fortemente na compra de ativos no Brasil.

O volume foi acima da média e o saldo no índice futuro saltou de 117.931 para 131.115 contratos.

Na Ásia tivemos fechamentos em alta nas praças menores, com exceção da China que recuou 2,92% e do Japão que caiu 0,71%.

O preço do minério de ferro subiu 0,5% no mercado à vista chinês e foi a US$ 41,5 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index.

Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China. 

Europa opera em queda generalizada.

Londres -1,07%; Frankfurt -0,90%; Paris -1,07%.

O petróleo sobe 1,02% na Nymex e avança 1,83% na ICE.

Futuros norte-americanos operam de forma estável, com viés de alta em alguns momentos.

O comunicado de ontem do Federal Reserve colocou em evidência as preocupações da instituição com a economia global

Apesar de não descartar nova alta de juros em março, o Fed reforçou que a elevação será gradual e dependerá de dados econômicos.

Em um ambiente mais turbulento desde o início do ano, em função da China e da queda do petróleo, investidores viram no documento do Fed uma tendência mais "dovish".

Em reação, os yields dos Treasuries cederam e as Bolsas de Nova York caíram - neste caso, em função dos receios com a fraqueza econômica e com a possibilidade de aperto em março.

O Fed manteve sua taxa de juros na faixa entre 0,25% e 0,50%, como esperado. 

No comunicado, informou que irá monitorar de perto a economia global e os acontecimentos no mercado financeiro e repetiu que o processo de normalização monetária será gradual e dependerá de dados econômicos.

A inflação, que é um dos balizadores de juros e tem se mostrado fraca nos EUA nos últimos meses, deverá permanecer assim a curto prazo, segundo o Fed, devido em parte aos preços de energia.

O Bradesco registrou lucro líquido contábil de R$ 4,353 bilhões no quarto trimestre de 2015, cifra 9,0% maior que a registrada no mesmo período de 2014, de R$ 3,993 bilhões.

Em relação aos três meses anteriores, quando o resultado foi de R$ 4,120 bilhões, foi identificada elevação de 5,7%.

No ano passado, o lucro líquido contábil do Bradesco totalizou R$ 17,190 bilhões, expansão de 13,92% na comparação com a cifra de 2014, de R$ 15,089 bilhões.

A cerimônia de reinstalação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o 'Conselhão', hoje no Palácio do Planalto, terá pronunciamento de seis ministros, oito representantes do setor privado e de entidades sindicais um discurso da presidente Dilma Rousseff, que retorna hoje à noite da viagem à Venezuela.

Jaques Wagner, da Casa Civil, faz a abertura do evento, prevista para as 14h30, e Dilma o encerramento, três horas depois.

Apesar de estar sendo minuciosamente preparada para servir como a propaganda de uma nova fase do governo, na tentativa de firmar uma agenda positiva, a solenidade, dividida em quatro "momentos", ainda divide os assessores do Planalto.

Uma parte defende o evento aberto, outra, para evitar críticas, que já começaram a pipocar, quer uma cerimônia fechada, com entrevista coletiva ao final.

Discursarão no evento os ministros Nelson Barbosa (Fazenda), Alexandre Tombini (Banco Central), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Kátia Abreu (Agricultura), Valdir Simão (Planejamento). Luiz Trabuco (Bradesco) e Luiza Trajano (Magazine Luiza) estarão entre os representantes da iniciativa privada


IBOVESPA às 10h25

O gráfico diário do Ibovespa aponta para a formação de um fundo duplo.

Ontem o volume foi acima da média e fechou sobre a média móvel exponencial de 5 períodos.

Se romper e fechar acima de 38.444, um posível eixo de W, terá espaço para mais valorização, pelo menos até a média móvel exponencial de 21 períodos.

Bons negócios!


Wagner Caetano
Cartezyan

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