sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Adeus ao janeiro vermelho


Bom dia investidor!

Bolsas na Ásia fecharam em alta generalizada. China +3,09% e Japão +2,80%.

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu ampliar sua agressiva estratégia de estímulos ao adotar uma inesperada e inédita política de taxa de juros negativa, após reunião de política monetária de dois dias encerrada nesta sexta-feira.

O BoJ cortou a taxa de juro que paga sobre recursos financeiros que bancos comerciais deixam depositados no BC japonês, além dos compulsórios exigidos, para -0,1%, de 0,1% anteriormente. Com essa iniciativa, o BoJ espera reduzir os custos de empréstimos no decorrer de um longo período, de forma a 
estimular a inflação.

Velho continente opera com valorização. Londres +0,83%; Frankfurt +0,52%; Paris +0,61%.

Cobre e petróleo operam em leve alta.

A agenda de indicadores dos Estados Unidos traz como destaque a primeira estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do quarto trimestre às 11h30.

Além disso, será divulgado o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan às 13h.

Os países emergentes devem fechar janeiro com saída de US$ 3,6 bilhões de capital de investidores estrangeiros, de acordo com levantamento do Instituto Internacional de Finanças (IIF), com base em estimativas preliminares. "É um movimento sem precedentes", afirma um relatório divulgado nesta quinta-feira, ressaltando que este será o sétimo mês consecutivo de fuga de recursos.

Entre os motivos para a retirada de recursos, o IIF cita o aumento da aversão ao risco do investidor global e a forte volatilidade que marcou o mercado financeiro neste início de 2016, por conta da preocupação com a China e dos níveis históricos de queda do petróleo. Os emergentes da Ásia, leste europeu e África foram os que tiveram fuga de capital mais intensa em janeiro.

A fuga de capital dos emergentes em janeiro foi concentrada no mercado acionário, que registrou saída de US$ 8,9 bilhões. Na renda fixa, ao contrário, houve ingresso de recursos, que somaram US$ 5,3 bilhões, de acordo com os números do IIF.


O gráfico diário do Ibovespa mostra uma inclinação altista de curtíssimo prazo.

Houve rompimento de 38.344, mínima e máxima mais altas que o pregão anterior foram marcadas e novo fechamento acima da média móvel exponencial de 5 períodos, respeitada como suporte na intraday.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Mercado interno descolado do exterior


Bom dia investidor!

Estrangeiros varreram as ordens de venda no pregão de ontem, atuando fortemente na compra de ativos no Brasil.

O volume foi acima da média e o saldo no índice futuro saltou de 117.931 para 131.115 contratos.

Na Ásia tivemos fechamentos em alta nas praças menores, com exceção da China que recuou 2,92% e do Japão que caiu 0,71%.

O preço do minério de ferro subiu 0,5% no mercado à vista chinês e foi a US$ 41,5 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index.

Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China. 

Europa opera em queda generalizada.

Londres -1,07%; Frankfurt -0,90%; Paris -1,07%.

O petróleo sobe 1,02% na Nymex e avança 1,83% na ICE.

Futuros norte-americanos operam de forma estável, com viés de alta em alguns momentos.

O comunicado de ontem do Federal Reserve colocou em evidência as preocupações da instituição com a economia global

Apesar de não descartar nova alta de juros em março, o Fed reforçou que a elevação será gradual e dependerá de dados econômicos.

Em um ambiente mais turbulento desde o início do ano, em função da China e da queda do petróleo, investidores viram no documento do Fed uma tendência mais "dovish".

Em reação, os yields dos Treasuries cederam e as Bolsas de Nova York caíram - neste caso, em função dos receios com a fraqueza econômica e com a possibilidade de aperto em março.

O Fed manteve sua taxa de juros na faixa entre 0,25% e 0,50%, como esperado. 

No comunicado, informou que irá monitorar de perto a economia global e os acontecimentos no mercado financeiro e repetiu que o processo de normalização monetária será gradual e dependerá de dados econômicos.

A inflação, que é um dos balizadores de juros e tem se mostrado fraca nos EUA nos últimos meses, deverá permanecer assim a curto prazo, segundo o Fed, devido em parte aos preços de energia.

O Bradesco registrou lucro líquido contábil de R$ 4,353 bilhões no quarto trimestre de 2015, cifra 9,0% maior que a registrada no mesmo período de 2014, de R$ 3,993 bilhões.

Em relação aos três meses anteriores, quando o resultado foi de R$ 4,120 bilhões, foi identificada elevação de 5,7%.

No ano passado, o lucro líquido contábil do Bradesco totalizou R$ 17,190 bilhões, expansão de 13,92% na comparação com a cifra de 2014, de R$ 15,089 bilhões.

A cerimônia de reinstalação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o 'Conselhão', hoje no Palácio do Planalto, terá pronunciamento de seis ministros, oito representantes do setor privado e de entidades sindicais um discurso da presidente Dilma Rousseff, que retorna hoje à noite da viagem à Venezuela.

Jaques Wagner, da Casa Civil, faz a abertura do evento, prevista para as 14h30, e Dilma o encerramento, três horas depois.

Apesar de estar sendo minuciosamente preparada para servir como a propaganda de uma nova fase do governo, na tentativa de firmar uma agenda positiva, a solenidade, dividida em quatro "momentos", ainda divide os assessores do Planalto.

Uma parte defende o evento aberto, outra, para evitar críticas, que já começaram a pipocar, quer uma cerimônia fechada, com entrevista coletiva ao final.

Discursarão no evento os ministros Nelson Barbosa (Fazenda), Alexandre Tombini (Banco Central), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Kátia Abreu (Agricultura), Valdir Simão (Planejamento). Luiz Trabuco (Bradesco) e Luiza Trajano (Magazine Luiza) estarão entre os representantes da iniciativa privada


IBOVESPA às 10h25

O gráfico diário do Ibovespa aponta para a formação de um fundo duplo.

Ontem o volume foi acima da média e fechou sobre a média móvel exponencial de 5 períodos.

Se romper e fechar acima de 38.444, um posível eixo de W, terá espaço para mais valorização, pelo menos até a média móvel exponencial de 21 períodos.

Bons negócios!


Wagner Caetano
Cartezyan

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Temporada de Balanços


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em alta, com destaque para o Japão: +2,72%.

A exceção foi a China, que teve 0,52% de queda.

O lucro das maiores empresas do setor industrial da China teve queda de 4,7% em dezembro ante igual mês do ano anterior, após cair em ritmo mais lento em novembro, de 1,4%, segundo dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Os ganhos de companhias da indústria chinesa com receita anual superior a 20 milhões de yuans (em torno de US$ 3,1 milhões) totalizaram 816,7 bilhões de yuans em dezembro, de acordo com a Xinhua.

Em todo o ano de 2015, o lucro do setor industrial chinês caiu 2,3%, para cerca de 6,4 trilhões de yuans, após avançar 3,3% em 2014.

Apenas o setor minerador registrou queda de 58,2% no lucro do ano passado, enquanto o segmento manufatureiro teve alta de 2,8% nos ganhos. 

Europa tem sessão de correção, após a alta da véspera.

Londres -0,38%; Frankfurt -0,75%; Paris -0,57%.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha ficou em 9,4 na pesquisa de fevereiro do instituto GfK, inalterado ante a leitura de janeiro.

O instituto de pesquisa alemão utiliza dados do mês atual para estimar o indicador para o mês seguinte.

Amplamente precificada, o FED anuncia às 17h sua decisão de manter o juro

Como este mês não tem coletiva de Yellen após o encontro, é o Statement que pode matar a charada sobre o tamanho do ciclo de aperto este ano.

O FOMC sinaliza quatro aumentos.

Mas o mercado espera dois, no máximo, por causa da China e do Petróleo.

A temporada de balanços está aberta, com os números do Santander.

Após o fechamento do pregão teremos Fibria.


O Ibovespa marcou mínima novamente na região logo acima de 37K.

Uma sessão de alta sinalizaria um fundo duplo, enquanto um pregão negativo poderia levar à perda desse ponto projetando mais quedas.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pregão pós-feriado


Bom dia investidor!

Bolsas na Ásia fecharam em forte queda.

China -6,42% e Japão -2,35%.

Europa opera no vermelho, porém longe das mínimas, em sessões de recuperação.

Londres -0,66%; Frankfurt -0,66%; Paris -0,52%.

Os futuros de petróleo ensaiam recuperação, após chegarem a cair mais de 5% e operarem abaixo de US$ 30 por barril durante a madrugada, em meio a comentários de autoridades do setor petrolífero durante uma conferência de energia no Kuwait.

Na plataforma eletrônica ICE, em Londres, o Brent sobe 0,30%, cotado a US$ 30,59 por barril, enquanto na Nymex apresenta queda de 0,13%, a US$ 30,29 por barril.

Futuros norte-americanos operam estáveis, após registrarem queda de cerca de 1% mais cedo.

O cobre avança 0,90% na Comex.

Os índices brasileiros negociados em Nova York tiveram queda durante o feriado.

Índice Futuro às 09h37

Pelo que caíram e pela aversão ao risco causada pela China, o mercado futuro poderia ter iniciado os negócios ainda mais penalizado.

Porém a recuperação do petróleo, que tende a continuar ao longo do dia e das bolsas americanas e do velho continente, poderão ajudar os negócios.

É importante que a região de 37.500 seja respeitada como suporte para alimentar chances concretas de um fundo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Green Friday


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em forte alta. China +1,25% e Japão impressionantes +5,88%.

No velho continente o botão de compra travou, após bolsas importantes como o índice DAX terem tocado importantes suportes no pregão de quarta-feira.

Ontem tivemos fortes altas e hoje a compra acelerou.

Londres +2,27%; Frankfurt +1,96%; Paris +3,09%.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi reiterou nesta sexta-feira que a instituição que comanda tem uma série de ferramentas para impulsionar o crescimento e a inflação.

"Nós temos uma série de instrumentos e especialmente nós temos a determinação, a prontidão e a capacidade para agir e para utilizar esses instrumentos", afirmou Draghi, durante discurso em Davos, na Suíça, no Fórum Econômico Mundial.

A declaração de Draghi foi similar ao discurso dele da quinta-feira, quando o presidente do BCE concedeu entrevista coletiva após a instituição decidir manter sua política monetária.

Draghi ressaltou ontem que o banco central revisará sua política na reunião de março e pode lançar mão de mais relaxamento monetário.

Hoje, Draghi voltou a deixar claro sua preocupação com a inflação fraca, que segundo ele é resultado de uma forte queda nos preços do petróleo e das turbulências nos mercados emergentes.

"Do lado do crescimento e da produção, não vejo qualquer motivo para pensar que as perspectivas mudaram", disse ele.

"Mas em relação à inflação as coisas são diferentes. Certamente o quadro nos dá menos razão para ser otimistas por ora."

Petróleo avança 6,26% na ICE e sobe 5,11% na NYMEX.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,92% em janeiro, após subir 1,18% em dezembro de 2015, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Trata-se do maior resultado para o mês desde 2003 (1,98%).

Com o resultado, o índice acumula alta de 10,74% em 12 meses até janeiro de 2016. 

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No Ibovespa, temos um martelo desenhado anteontem, cuja máxima é 38.056.

Um fechamento acima desse ponto nessa sexta-feira seria um importante sinal de fundo, abrindo caminho para um repique ou mesmo uma reversão do mercado doméstico.

O desafio é a compra conseguir segurar a enxurrada de vendas via robôs após a abertura do Dow Jones.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

BC mantém Selic e surpreende o mercado


Bom dia investidor!

Estrangeiros atuaram na ponta compradora do índice futuro no pregão de ontem, elevando o saldo de 117.990 para 118.260 contratos.

Na Ásia, tivemos fechamento em campo negativo. China -3,23% e Japão -2,43%.

Europa apresenta sessão de recuperação, após atingir importantes suportes. Londres +0,28%; Frankfurt +0,67%; Paris +0,46%.

A agenda de eventos da Europa desta quinta-feira tem como destaque a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), às 10h45, seguida por entrevista à imprensa do presidente da instituição, Mario Draghi, às 11h30.

Além disso, continua o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. 

Petróleo cai cerca de 1% na Nymex e na Ice.

Futuros norte-americanos em leve baixa, após forte recuperação intradiária na tarde de ontem.

O Copom seguiu ontem o script escrito por Alexandre Tombini na terça-feira e ditado, na visão de boa parte do mercado, pela presidente Dilma Rousseff.

O comitê manteve a Selic em 14,25% ao ano e, novamente, dois dos oito diretores foram voto vencido, ao defender um aperto monetário de 0,50 ponto porcentual. 

A reunião do Copom terminou pouco depois das 20 horas de ontem, mas o resultado parece ter sido traçado dias antes.

O movimento começou na semana passada, quando a presidente Dilma Rousseff lembrou que o BC é "autônomo", mas não "independente".

Na segunda-feira, ela se reuniu com Tombini em Brasília, sem que as agendas dos dois dessem conta do encontro.

Na terça, foi a vez de Tombini qualificar, por meio de nota, como "significativas" as revisões do FMI para o crescimento do Brasil em 2016 e 2017.

Ontem, o ex-presidente Lula defendeu que não havia necessidade de aumentar a Selic neste momento.

Na Suíça, o ministro Nelson Barbosa afirmou que Lula é uma liderança importante do Brasil e que "nós também ouvimos".

À noite, a decisão foi pela manutenção, apesar de o BC ter passado semanas indicando que um aumento de meio ponto estava a caminho.

O BC justificou a decisão dizendo que, "considerando a elevação das incertezas domésticas e, principalmente, externas, o Copom decidiu manter a Selic". 

Foram seis votos pela manutenção e dois pelo aperto de meio ponto - vindos de Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon, que já haviam votado pela alta de juros no encontro de novembro.


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O gráfico diário do Ibovespa apresenta um candle de reversão, denominado martelo.

Somente um fechamento firme, acima da máxima do padrão (38.056) seria um sinal concreto de fundo, projetando um repique ou mesmo reversão.

Bons negócios!


Wagner Caetano

Cartezyan

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O dia do Copom


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em baixa. China -1,03% e Japão -3,71%.

A China atraiu 77,02 bilhões de yuans (US$ 12,23 bilhões) em investimento estrangeiro direto em dezembro, 5,8% menos que em igual mês do ano anterior, segundo dados publicados hoje pelo Ministério de Comércio do país.

Já os investimentos externos diretos da China fora do setor financeiro totalizaram 86,5 bilhões de yuans em dezembro, com alta de 6,1% ante um ano antes.

Em todo o ano de 2015, o investimento estrangeiro direto cresceu 6,4%, enquanto os investimentos externos diretos não financeiros aumentaram 14,7%, de acordo com números divulgados pelo ministério na semana passada. 

Europa opera em forte queda. Londres -2,94%; Frankfurt -3,02%; Paris -3,03%.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha caiu mais que o esperado em dezembro, tanto na comparação mensal quanto na anual, pressionado mais uma vez pelos preços de energia.

Em relação a novembro, o PPI alemão recuou 0,5% no mês passado, segundo dados da agência de estatísticas Destatis. No confronto anual, o índice teve queda de 2,3% em dezembro.

Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam declínio mensal de 0,3% e baixa anual de 2,1%.

Apenas os preços de energia diminuíram 1,4% em dezembro ante novembro e registraram queda de 6,8% na comparação anual.

Excluindo-se os custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI teve leve redução de 0,1% em dezembro ante novembro e caiu 0,6% na comparação anual.

Em todo o ano de 2015, o PPI da Alemanha teve recuo médio de 1,8%, a queda mais acentuada desde 2009, quando a maior economia da zona do euro estava em recessão. 

Petróleo cede cerca de 2% em Londres e Nova York.

Alexandre Tombini mudou de ideia. Essa foi a leitura do mercado financeiro ontem, quando o presidente do Banco Central deixou de lado o voto de silêncio que geralmente marca as vésperas da decisão do Copom para dizer que as revisões das projeções para o Brasil, pelo FMI, foram "significativas". Pegou mal, bastante mal, entre a maior parte dos analistas.

Ainda mais porque não se sabe se foi mesmo Tombini que mudou de ideia, ou se ele foi forçado a mudar pela chefe, Dilma Rousseff.

No mercado de DIs, as taxas passaram a precificar chances maiores de a elevação da Selic hoje ser de 0,25 ponto porcentual - e não de 0,50 ponto, como vinha sinalizando o BC.

Desde o fim de dezembro, quando ocorreu o encontro mais recente do Copom, todas as comunicações do BC reforçavam a perspectiva de um aperto monetário mais forte.

No dia 8 de janeiro, por exemplo, o IBGE informou que a inflação acumulada em 2015 havia sido de 10,67%.

Em sua carta ao Ministério da Fazenda para justificar o estouro do teto da meta de inflação no ano passado, o BC reforçou a tendência de alta de 0,50 ponto da Selic, para segurar os preços.

Ontem, porém, o fato de o FMI ter reduzido para -3,5% a projeção do PIB do País este ano e para estabilidade a do ano que vem foi o gancho que Tombini precisava para mudar tudo - pelo menos esta foi a avaliação no mercado.

Em nota, ele disse que "todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado".


O gráfico diário do Ibovespa tem as mínimas muito próximas nas últimas três sessões.

Isso poderia alimentar a chance de um fundo pelo fato de estarmos distantes da média móvel exponencial de 21 períodos e muito esticados na venda.

O sinal seria uma pinça, além de ontem termos um martelo invertido verde.

Porém a baixa no mercado futuro compromete essa leitura a menor que exista recuperação após o início dos negócios do mercado à vista.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

China anima o mercado


Bom dia investidor!

Estrangeiros aumentaram o saldo comprado no índice futuro no pregão de ontem, de 114.455 para para 118.606 contratos de índice futuro.

Hoje temos tudo verde na tela.

Japão +0,55%; China +3,2%.

Londres +2%; Frankfurt +2,06%; Paris +2,64%.

Petróleo avança 5,50% em Londres e sobre 2,80% em Nova York.

Cobre tem alta de 2,62%.

Futuros norte-americanos flertam com 2% de valorização.

O PIB da China cresceu 6,9% no período de janeiro a dezembro de 2015, ante o mesmo período de 2014, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado veio em linha com a previsão de 15 economistas consultados pelo Wall Street Journal, mas foi o mais baixo desde 1990.

Ainda assim, o clima é de otimismo, uma vez que os mercados enfrentaram uma turbulência no início do ano devido à especulações de que a desaceleração chinesa poderia ser maior do que o esperada pelos investidores.

Em 2014, a China cresceu 7,3%.

Além disso, diante da expansão chinesa abaixo de 7% há a expectativa de que o gigante asiático anuncie mais estímulos econômicos.

"A China ainda tem um painel de botões na política monetária que podem ser acionados", disse Neil Williams, economista-chefe da Hermes Investment Management, observando que a China pode continuar a desvalorizar sua moeda, prometer um relaxamento quantitativo ou "dar estímulos fiscais", se necessário.

Com isso, as ações das empresas de mineração e de petróleo - que também se recupera das fortes perdas recentes - se destacam entre as maiores altas com a perspectiva de aumento da demanda.

Às 8h58 (de Brasília), os papéis das mineradoras Anglo American, Antofagasta e Glencore avançavam 9,78%, 3,94% e 9,26%, respectivamente, no Reino Unido.

Já as ações da Rio Tinto subiam 4,56%, impulsionadas também por notícias corporativas positivas. Ontem, a empresa informou que embarcou um volume recorde de minério de ferro em 2015, totalizando 336,6 milhões de toneladas, aumento de 11% no ano.

Entre as petrolíferas, a BP tinha alta de 1,88%.

IBOVESPA às 10:10

Espera-se para hoje uma sessão amplamente positiva no Brasil, com sinalização de fundo no gráfico diário.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Hoje tem vencimento de opções no Brasil


Bom dia investidor!

Estrangeiros atuaram na compra do índice futuro sexta-feira, aumentando o saldo de 112.829 para 114.455 contratos.

Bolsas asiáticas fecharam em direções mistas. Japão -1,12% e China +0,44%.

Os preços de novas moradias nas principais cidades da China deram novos sinais de recuperação em dezembro, avançando pelo oitavo mês consecutivo ante novembro e passando a subir também na comparação anual, segundo dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Europa em alta. Londres +0,23%; Frankfurt +0,46%; Paris +0,21%.

O minério de ferro abriu a semana com alta de 4,2%, cotado a US$ 41,9/T na China.

O cobre sobe 1,3% em Londres.

Petróleo sobre de leve em sessão de recuperação.

Hoje temos feriado nos EUA.

As projeções do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguem no terreno negativo, mas as estimativas de 2017 mostram alguma expectativa de recuperação, ainda que não seja tão forte.

A mediana das estimativas no Relatório de Mercado Focus, divulgado esta manhã pelo Banco Central (BC), permaneceu em -2,99% para 2016, como já apontava no levantamento anterior - há quatro semanas, a aposta era de queda menor, de 2,80%.

Pouco mais de um ano atrás, na primeira Focus de 2015, os especialistas consultados pelo BC acreditavam que haveria crescimento este ano, de 1,80%.

Já para 2017, a expectativa é mais otimista, de expansão de 1,00%.

Com o aumento visto hoje nas projeções a taxa volta para o patamar verificado há duas semanas - na semana passada, havia recuado para +0,86%.

Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem também era de 1,00%.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra algo interessante: o suporte 38.460 foi penetrado no intraday, mas o fechamento foi acima do mesmo.

Isso abre espaço para uma sessão positiva nessa segunda-feira, quando teremos vencimento de opções no Brasil.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Petróleo pressiona as bolsas mundo afora


Bom dia investidor!

Os estrangeiros voltaram a atuar na compra do índice futuro, aumentando o saldo comprado de 110.351 para 112.829 contratos.

Na Ásia, as bolsas fecharam em território negativo: China -3,55% e Japão -0,54%.

Europa em baixa generalizada. Londres -1,49%; Frankfurt -1,13%; Paris -1,53%.

O minério de ferro subiu 1,5% na China, fechando a semana a US$ 40,2/T.

O petróleo recua cerca de 5% em Londres e Nova York, perdendo o suporte de US$ 30, em meio à expectativa de que o Irã amplie suas exportações, agravando ainda mais a situação de oferta  excessiva da commodity.


Temos sinal de fundo no Ibovespa, um martelo com volume levemente acima da média.

Não seria uma surpresa se a sessão de hoje for de recuperação ao longo do dia, com nova alta.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mercado entre o caos e a oportunidade


Bom dia investidor!

Muitos relatórios, das mais variadas origens, circulam na internet nesse período turbulento pela qual passam as bolsas mundiais.

Alguns falam que a queda nem começou, outros que estamos na iminência de uma virada, especialmente para os ativos brasileiros, bastante penalizados já há algum tempo.

Ontem os estrangeiros aumentaram o saldo comprado 98.155 para 110.351 contratos de índice futuro.

Mercado asiático fechou em baixa, com exceção da China que subiu 1,97%.

Mas o problema não era a China?

Europa mergulhada num mar vermelho. Londres -1,72%; Frankfurt -2,90%; Paris -2,63%.

Gaps abertos para cima, se começarem a se distanciar das suas mínimas poderão se recuperar ao longo do dia.

Futuros norte-americanos em ligeira valorização.

O minério de ferro subiu 0,8% no mercado à vista chinês e foi a US$ 39,6 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China. 

Cobre alternando entre leve alta e baixa em Londres e Nova York.

Petróleo sobe cerca de 1%.


Ibovespa sob domínio dos ursos, à espera de um candle de reversão.

Se esse candle aparecer, será repique ou reversão? Eis a questão!

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dados chineses animam as bolsas e commodities


Bom dia investidor!

Estrangeiros aumentaram o saldo comprado no índice futuro ontem de 97.499 para 98.155 contratos.

Na Ásia tivemos fechamento em forte alta, com exceção da China que cedeu 2,42%.

Europa parece mesmo ter feito fundo após as correções de início de ano e fechamentos de gaps.

Londres +1,03%; Frankfurt +1,00%; Paris +1,26%.

As exportações da China medidas em dólares recuaram pelo sexto mês consecutivo em dezembro, na comparação anual, mas tiveram um desempenho melhor do que o esperado no último mês de 2015.

Dados da Administração Geral de Alfândega mostram que as exportações chinesas caíram 1,4% em dezembro ante igual mês do ano anterior, após recuarem 6,8% em novembro. Embora evidencie as dificuldades que a segunda maior economia do mundo enfrenta, a redução foi consideravelmente menor que o declínio de 8% previsto por 15 economistas consultados pelo Wall Street Journal.

Em todo o ano de 2015, as exportações da China sofreram uma queda de 2,8%, que contrasta com o aumento de 6,1% verificado em 2014, em meio a um enfraquecimento da demanda externa que contribuiu para a desaceleração do gigante asiático.

As importações diminuíram 7,6% em dezembro ante um ano antes, depois de caírem 8,7% em novembro, também superando a expectativa dos analistas, que era de queda de 11%. No ano passado, as importações chinesas recuaram 14,1%, após subirem 0,4% em 2014.

O superávit comercial da China, por sua vez, aumentou para US$ 60,1 bilhões em dezembro, de US$ 54,1 bilhões em novembro. 
A previsão era de saldo positivo menor, de US$ 53 bilhões.

No acumulado de 2015, a China teve superávit comercial de US$ 594,5 bilhões, bem maior que o superávit de US$ 382,5 bilhões registrado no ano anterior. 

As importações de petróleo bruto, minério de ferro e cobre da China subiram em dezembro em relação a igual mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Administração Geral de Alfândega do país.

As compras chinesas de petróleo bruto registraram avanço anual de 9,3% em dezembro, a 33,19 milhões de toneladas, enquanto as de minério de ferro cresceram 11%, a 96,27 milhões de toneladas, e as de cobre saltaram 26%, a 530 mil toneladas.

Em todo o ano de 2015, as importações chinesas de petróleo subiram 8,8% em relação a 2014, a 335,50 milhões de toneladas, enquanto as de minério de ferro tiveram alta mais moderada, de 2,2%, a 952,72 milhões de toneladas.

As compras de cobre, por outro lado, recuaram 0,3% no ano passado, a 4,81 milhões de toneladas. 

Petróleo avança 3% em Londres e Nova York, enquanto o cobre sobe pouco mais de 1% na Comex.

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O Ibovespa continua em área de sobrevenda e muito distante da média móvel exponencial de 21 períodos, que está colada no último fundo em 42.750.

O caminho mais provável para o curtíssimo prazo seria a formação de um fundo no pregão de hoje, com repique até os 42.750, uma alta considerável.

Nessa região saberíamos de o movimento seria somente um vôo de galinha ou uma reversão, ele funcionaria como um divisor de águas.

Ibovespa longo prazo - clique para ampliar

Bons negócios! 

Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Petróleo e China no radar


Bom dia investidor!

Estrangeiros atuaram na compra do índice futuro, aumentando o saldo de 92.499 para 97.449 contratos.

Na Ásia tivemos fechamentos mistos. Japão -2,71% e China +0,20%.

Europa opera em forte valorização. Londres +1,47%; Frankfurt +2,45%; Paris +2,11%.

O órgão de planejamento econômico da China afirmou nesta terça-feira que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2015 deve ficar em cerca de 7%, em linha com a meta do governo. A segunda maior economia do mundo registrou crescimento de 6,9% no terceiro trimestre do ano passado, o ritmo mais fraco para o país desde a crise financeira global.

Cerca de 7% de crescimento anual seria o desempenho mais fraco para a China em um quarto de século. 

Porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Li Pumin disse que o órgão aprovou 280 projetos de ativos fixos em 2015, com um investimento total de 2,52 trilhões de yuans (US$ 383,6 bilhões).

Li disse que a economia chinesa pode enfrentar mais dificuldades em 2016 e que o governo adotará uma política fiscal mais proativa e uma política monetária mais flexível, a fim de manter o crescimento em um patamar razoável.

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Os contratos futuros de petróleo seguem pressionados e chegaram a operar na casa dos US$ 30 por barril, em meio a um conjunto de fatores negativos para a commodity, que incluem o excesso de oferta global, o enfraquecimento da economia da China e um inverno ameno em alguns países do hemisfério norte neste início de ano.

O preço do minério de ferro caiu 2,2% no mercado à vista chinês e foi a US$ 40 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China. 

intradiário - clique para ampliar

O gráfico diário do Ibovespa mostra um mercado sobrevendido, porém sem sinal de reversão.

IBOV diário - clique para ampliar

Quem sabe hoje.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

BC deve sustentar uma sessão de repique no mercado doméstico


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em baixa. China - 5,33%, na mínima da sessão.

Europa trabalha sem direção única. Londres -0,19%; Frankfurt +0,27%; Paris +0,03%.

A Alcoa divulgará o seu balano hoje, abrindo a temporada de resultados nos EUA.

Petróleo e cobre cedem cerca de 2%.

Futuros norte-americanos em leve alta.

A carta aberta divulgada pelo BC na sexta-feira, com tom hawkish, deverá aliviar o temor dos investidores de uma mudança de rota para a política monetária, a chamada guinada à esquerda.

Na última sessão os estrangeiros atuaram na compra do índice futuro, aumentando o saldo de 90.601 para 92.499 contratos.

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Estamos numa região de sobrevenda do Ibovespa.

Temos também um candle de reversão: martelo invertido.

Um fechamento acima da máxima do padrão (41.220) seria um sinal de fundo e repique para essa semana.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Trégua?


Bom dia investidor!

Dólar em baixa e bolsa em alta.

O dia sinaliza uma trégua após o sell-off dos últimos pregões.

Petróleo beirando 2% de alta em Londres e Nova York.

Ontem os estrangeiros atuaram na compra do índice futuro, elevando a posição de 87.823 para 90.601 contratos.

Empresas de aço sobem na China com expectativa de reofrma no setor.

Vale e siderúrgicas no Brasil seguem o mesmo caminho.

O cobre tem alta de 0,30% na Comex.

Ásia fechou em alta generalizada, com a China subindo 1,58%.

A exceção foi o Japão, com queda de 0,39%.

Velho continente opera em direções mistas.

Depois e ganhar um fôlego e subir na última quinzena 2015, o minério de ferro perdeu força diante das preocupações em torno do mercado chinês e perdeu 3,3% na primeira semana deste ano.

O preço está hoje no mercado à vista chinês em US$ 41,5 a tonelada seca, registrando queda de 0,5% em relação a ontem, de acordo com dados do The Steel Index.

Em dezembro, o preço chegou a bater a mínima em mais de dez anos, em US$ 37 a tonelada. Em 2015 o preço recuou cerca de 40%. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China.



O Ibovespa entrou numa zona de sobrevenda.

Seria natural um pregão de alta, com um repique nos próximos dias.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan