sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Será que pode piorar?


Bom dia investidor!

Estrangeiros atuaram na compra na pregão de ontem, elevando de 69.068 para 74.554 contratos a posição comprada no índice futuro.

Bolsas asiáticas fecharam em baixa. Japão -1,90% e China -0,03%.

Europa devolve parte dos ganhos expressivos de ontem, porém muitas praças já pressionam suas máximas da sessão. Londres -0,23%; Frankfurt -0,56%; Paris -0,29%.

Futuros norte-americanos em leve alta.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ganhou fôlego no cargo até pelo menos fevereiro, quando o Supremo Tribunal Federal julgará o pedido da Procuradoria-Geral da República pedindo seu afastamento do mandato parlamentar.

Também ficou para o ano que vem a análise do recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa contra a votação da admissibilidade do processo por quebra de decoro parlamentar, assim como o andamento da ação no Conselho de Ética.

No STF, o pedido será analisado pelo relator da Operação Lava Jato, ministro Teori Zavascki. Caberá a ele decidir se julga sozinho a questão ou se a leva ao plenário. A perspectiva na Corte e também na Procuradoria-Geral da República, no entanto, é que Zavascki divida com os demais ministros a decisão sobre Cunha.

Sem alarde, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ajudou ontem, 17, a aprovar um requerimento que determina auditoria do Tribunal de Contas de União (TCU) sobre decretos não numerados assinados pelo vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) para abertura de crédito ao Orçamento da União sem autorização do Congresso.

O caso pode subsidiar a abertura de um processo de impeachment contra Temer, pois ele teria cometido as mesmas irregularidades imputadas à presidente Dilma Rousseff no pedido de afastamento já em curso na Câmara dos Deputados.

Ambos teriam descumprido a Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O novo rito de impeachment definido nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal foi comemorado no Palácio do Planalto e recebido como uma derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na avaliação de ministros que compõem a coordenação política, a presidente Dilma Rousseff tem agora mais chances de se salvar, mesmo se a abertura do processo for autorizada pela Câmara. O governo tem maioria no Senado, presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL), e está em guerra com Cunha.

A esperança do Planalto, agora, é que o Supremo aceite o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastar Cunha, acusado de manter contas secretas na Suíça com dinheiro desviado da Petrobrás.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está de saída. Ontem (17), não deixou dúvidas sobre isso.

Encerrou a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) informando que não participará do próximo encontro de ministros da área econômica, marcado para o fim de janeiro. O anúncio da sua saída só não foi ainda oficializado porque a presidente Dilma Rousseff não conseguiu definir o nome de seu substituto.

O embate público do ministro em torno da meta fiscal de 2016 precipitou os acontecimentos. 
A situação é muito semelhante ao que ocorreu no ano passado quando o Ministério da Fazenda ficou nas mãos de um ministro demissionário.

Durante a campanha à Presidência, Dilma “demitiu” o ministro Guido Mantega ao indicar que seria substituído se ela fosse reeleita. Auxiliares de Dilma dizem que a substituição poderá ocorrer a qualquer momento, com grandes chances de ser antes do Natal.


O gráfico diário mostra o Ibovespa indefinido e contraído.

A abertura deverá ser em baixa.

Se respeitar a região de 44.100 e houver recuperação intraday mantém a chance de fundo no diário.

Bons negócios.

Wagner Caetano
Cartezyan

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