quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Green Thursday


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a quinta-feira comprados em 69.068 contratos de índice futuro. Ásia fechou em forte alta.

China +1,81%; Japão +1,59%.

Europa opera em valorização expressiva. Londres +1,43%; Frankfurt +3,22%; Paris +2,58%.

Cobre e petróleo cedem cerca de 1%.

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu elevar a taxa básica de juros do patamar próximo a zero no qual se encontrava desde dezembro de 2008, mas enfatizou que os aumentos daqui para a frente serão graduais.
Em entrevista após a decisão, Janet Yellen, presidente da instituição, reforçou essa sinalização de gradualismo, porém destacou a confiança no fortalecimento da economia americana.
Como resultado, o dólar e os juros dos Treasuries chegaram ao fim do dia em alta, depois de terem oscilado enquanto os mercados digeriam as novidades. 

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones fechou em alta de 1,28%, ajudado pela visão otimista do banco central sobre a economia dos EUA.

Sob o impacto da retirada do grau de investimento pela agência de classificação de risco Fitch, parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovaram ontem uma proposta alternativa para reduzir a meta fiscal de 2016 de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) sem qualquer tipo de abatimento.

A proposta difere do que havia sido apresentado pela presidente Dilma Rousseff no dia anterior, quando ela sugeriu uma banda fiscal que ia variar de 0 a 0,5% do PIB.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou a sessão do Congresso Nacional para esta quinta-feira, 17, às 10h. Segundo Renan, o objetivo é desafogar a pauta orçamentária. 

"O objetivo é encerrar, votar tudo que se refere ao orçamento de 2016 de forma definitiva e encerrar, fazer o recesso", afirmou.

Apesar de confirmar o recesso, ele não se manifestou sobre uma possibilidade de convocação extraordinária do Congresso em janeiro, para a votação sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Renan confirmou que devem votar amanhã os projetos que concedem créditos suplementares ao Ministério da Justiça e outros órgãos do Executivo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual.

No plenário do Senado, a sessão está marcada para o meio-dia. 

Em seu relatório sobre o rito do impeachment, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, impôs ontem uma dura derrota ao governo ao rejeitar pontos centrais que a presidente Dilma Rousseff questionava na tentativa de barrar o processo de impedimento contra si na Câmara dos Deputados.

Depois da leitura do voto de Fachin, que durou duas horas, o julgamento da ação foi suspenso e deve seguir hoje com o pronunciamento dos demais dez ministros.

Fachin, relator da ação do roteiro do impeachment, afirmou que o Senado não tem competência para rejeitar a instauração do processo caso ele seja admitido pela Câmara.

Com o voto, o ministro rechaçou a possibilidade de deixar nas mãos do Senado a decisão sobre a continuidade do processo.

Segundo esse entendimento, Dilma deverá ser afastada do cargo por até 180 dias logo depois de o presidente do Senado ler a denúncia em plenário, o que marca a instauração do impeachment na Casa. 

O governo aposta em sua base aliada no Senado, considerada mais confiável que a da Câmara, para impedir o andamento do processo.

O ministro também reconheceu a legitimidade da Câmara para adotar o voto secreto ao eleger a Comissão Especial que vai analisar o processo contra a presidente.

O relator esclareceu, no entanto, que o procedimento não poderá ser adotado pelo colegiado para a votação final do pedido de impeachment na Casa, por se tratar de um despacho e não de uma eleição.

Fachin descartou, ainda, o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), à frente do processo.

O PCdoB, autor da ação, alega que o peemedebista age de maneira parcial e não tem condições de tocar o procedimento na Casa.

Para o ministro, entraves de ordem política são comuns em um julgamento jurídico-político como em um impeachment. “Soa natural que a maioria dos agentes políticos ou figuram como adversários do presidente da República ou comungam de suas compreensões ideológico-políticas”.

Para que o voto de Fachin determine o rito do impeachment, ele precisa ser acompanhado pela maioria do plenário no STF, formado por 11 ministros.

Se esses entendimentos prevalecerem entre eles, o STF impedirá que o processo contra Dilma volte à estaca zero e também manterá a chapa de oposição eleita na semana passada para compor a comissão. 

Os efeitos da liminar concedida por Fachin na quarta-feira passada, que suspendeu a Comissão Especial da Câmara dos Deputados, continua valendo até o fim do julgamento.


Temos um martelo no Ibovespa, sinal de fundo.

Um fechamento acima de 45.100 na sessão de hoje confirmará o sinal, se ocorrer.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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