quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Tudo verde na Europa


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a quinta-feira comprados em 96.030 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamentos mistos, com o Japão subindo 0,49% e China caindo 0,34%.

A agência de classificação de risco Fitch reafirmou hoje os ratings de longo prazo da China, em moedas estrangeira e local, em A+, com perspectiva estável. O rating dos bônus chineses em moeda local e sem garantia também foi mantido em A+. Já o teto país da China permaneceu em A+ e o rating de curto prazo em moeda estrangeira, em F1.
Segundo a Fitch, a manutenção dos ratings leva em conta o forte balanço soberano da China e o robusto crescimento sustentado de sua economia, que contrastam com os elevados passivos contingentes soberanos e uma série de fraquezas estruturais e riscos.
Em comunicado, a Fitch prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês crescerá 6,3% em 2016 e 6% em 2017, desacelerando-se em relação a uma expansão estimada em 6,8% este ano.

No velho continente tudo verde, nas máximas do dia. Londres +0,59%; Frankfurt +1,31%; Paris +1,08%.

Petróleo sobe 0,21% na Nymex e cai 0,52% na Ice.

Com os mercados nos Estados Unidos fechados hoje por causa do feriado de Ação de Graças, a liquidez nas demais praças tende a ser reduzida.

Mas o cenário doméstico deve garantir emoções aos investidores, que seguirão atentos aos desdobramentos das prisões do senador petista Delcídio Amaral e do banqueiro André Esteves, presidente do BTG Pactual, tanto para o cenário político como para o financeiro.

Uma das consequências da prisão de Esteves foi que a Moody's anunciou ontem à noite que colocou em revisão para rebaixamento os ratings do banco.

As ações do BTG Pactual chegaram a cair 40% e fecharam o dia com queda de 21%.

No lado político, em votação aberta, o plenário do Senado decidiu por 59 votos a favor manter a decisão do Supremo Tribunal Federal de prender DelcídioForam 13 votos contrários e uma abstenção.

A prisão do senador já começa a conturbar o andamento do ajuste fiscal.

Foram adiadas de ontem para o dia 3, próxima quinta-feira, as votações, em sessão conjunta no Senado, de três vetos presidenciais, do projeto que altera a meta fiscal de 2015 e da a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016.

Com o fiscal incerto e com as expectativas de inflação para 2016 apontando para cima, o Banco Central dá sinais de que pode retomar o aperto monetário.

Pelo menos foi essa a leitura que ficou da reunião do Copom de ontem, na qual a Selic foi mantida em 14,25%, como esperado, mas com placar dividido.

Enquanto a maioria dos diretores do BC votou por manter a taxa básica, Tony Volpon e Sidnei Corrêa se mostraram falcões, ao avaliarem que a Selic poderia ter subido para 14,75%.


O gráfico diário do Ibovespa mostra um marobuzu de baixa cruel, capaz de penetrar 47.900 e as médias móveis em uma única sessão.

Ontem tivemos um evento de cauda, contra todos os sinais do fechamento de terça-feira.

O pregão dessa quinta-feira será importante para balizamento de curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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