terça-feira, 10 de novembro de 2015

China derruba as bolsas, mas poderá ser um driver de alta na semana


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 117.080 contratos de índice futuro.

Bolsas na Ásia fecharam em direções mistas, sendo a maioria em baixa. Japão +0,15% e China -0,18%.

O presidente da China, Xi Jinping, disse nesta terça-feira em uma reunião com graduadas autoridades de que o governo deve trabalhar para impulsionar o ímpeto do crescimento, no momento em que este dá mais sinais de fraqueza na segunda maior economia mundial.
A China deve acelerar reformas em companhias estatais e nas áreas fiscal e financeira, para ajudar a melhorar o crescimento, disse Xi na reunião, segundo a agência estatal Xinhua.
Apesar de uma série de medidas de estímulo do governo, o crescimento econômico chinês desacelerou para 6,9% no terceiro trimestre deste ano, seu desempenho mais fraco desde a crise financeira global. Indicadores econômicos em outubro apontaram para uma maior desaceleração, em meio à fraqueza nas demandas doméstica e global.
Xi também se comprometeu a estabelecer um mercado de ações que possa proteger os interesses dos investidores, após Pequim dizer na semana passada que retomará em breve as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) depois de uma suspensão de quatro meses.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, órgão responsável pelo planejamento econômico da China, já começou alguns projetos de investimento em infraestrutura previstos originalmente para o próximo ano, afirmou o jornal estatal Economic Information Daily. A notícia é o mais recente esforço de Pequim para impulsionar uma economia que desacelera.

Na Europa temos o botão de venda acionado. Londres -0,49%; Frankfurt -0,69%; Paris -0,70%.

Dow Jones futuro cai 0,32%; S&P 500 recua 0,28%; Nasdaq perde 0,39%.

Petróleo opera de maneira lateral em Londres e Nova York.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) fará reunião extraordinária para publicar, até quarta-feira, resolução modificando decisão tomada no mês passado, que reduziu em R$ 30,5 bilhões o limite de R$ 50 bilhões que havia sido estabelecido anteriormente para operações do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES, em 2015. Agora, o Ministério da Fazenda terá de "devolver" ao programa em torno de R$ 3 bilhões, reduzindo o corte para R$ 27,5 bi.
A medida, que fez parte do esforço de redução de despesas do governo para este ano, vinha acompanhada da antecipação da data limite para protocolo dos pedidos no PSI. Antes prevista para 31 de dezembro, a data foi antecipada para 30 de outubro. Agora, o governo vai fixar novo calendário, alterando a data para 27 de novembro. O BNDES não pode reabrir o protocolo dos pedidos sem a nova resolução do CMN.


O gráfico diário do Ibovespa mostra a benchmark próximo de dois pontos importantes de suporte: 45.850 e a LTB destacada em vermelho.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

Nenhum comentário:

Postar um comentário