quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Botão de compra acionado



Bom dia investidor.

Ontem tivemos um pregão histórico, com os comprados surfando uma onda intraday de forte alta.

O cenário mais ameno no exterior, valorização das ADRs na véspera, fusão da Cetip e BM&F Bovespa e a forte valorização da Hypermarcas contribuíram para a escalada.

Na Ásia, alta generalizada. Japão: +1,30% e China +4,31%.

A China vai inaugurar um programa que conectará os negócios das bolsas de Shenzhen e de Hong Kong até o fim do ano, num novo esforço para liberalizar seu mercado de capitais e torná-lo mais acessível a investidores estrangeiros, segundo artigo do presidente do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês), Zhou Xiaochuan.
"Neste ano vamos revelar a Conexão de Ações de Shenzhen e Hong Kong, o que mostra que o mercado de capitais da China abriu um novo canal, se conectando ao mundo", disse Zhou no artigo, publicado ontem no site do PBoC.

A iniciativa era aguardada depois de as bolsas de Xangai e de Hong Kong terem lançado uma parceria semelhante, em novembro de 2014.

O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China avançou de 50,5 em setembro - o menor patamar em 14 meses - para 52,0 em outubro, segundo a Caixin Media, divulgado nesta quarta-feira (hora local) pela Markit Economics. Leituras acima de 50,0 indicam expansão da atividade.

De acordo com He Fan, economista-chefe da Caixin Insight Group, o avanço do indicador demonstra que as medidas de estímulo adotadas começaram a surtir efeito, enquanto a estrutura da economia melhora de forma gradual.

Europa trabalha com o botão de compra acionado, com exceção de Frankfurt, que cede 0,12%.
Londres: +1,17% e Paris +0,94%.

Os futuros de petróleo têm alta moderada nesta manhã, apagando perdas de mais cedo, mas operam pressionados por um movimento de realização de lucros que se segue ao rali de ontem.
Ontem, o petróleo na New York Mercantile Exchange (Nymex) subiu quase 4%, em reação a notícias de que algumas operações do Colonial Pipeline, o maior oleoduto dos EUA, foram interrompidas e sobre interrupções de oferta na Líbia, em meio a uma disputa política interna, e também no Brasil, onde os petroleiros estão em greve.
Temores persistentes causados pela oferta global excessiva têm mantido os preços do petróleo abaixo de US$ 50 por barril, ante mais de US$ 100 por barril há cerca de um ano. Grandes produtores, como Arábia Saudita e Rússia, vêm bombeando petróleo em ritmo recorde numa tentativa de defender suas participações de mercado.

Votando ao Brasil, a produção industrial caiu 1,3% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a setembro de 2014, a produção caiu 10,9%. Nessa comparação, as estimativas eram de recuo de 9,10% a 13,40%, o que gerou mediana negativa de 11,30%.

No ano, a produção da indústria acumula queda de 7,4%. 
Em 12 meses, houve recuo de 6,5%.


O gráfico diário do Ibovespa mostrou forte valorização, a maior alta do ano.
Suporte imediato em 47.900. Resistência em 48.837.

Se tiver forças para romper esse patamar nos próximos dias teremos provas de fogo em 49.395 e depois em 49.750.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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