quinta-feira, 8 de outubro de 2015

TCU rejeita as contas de Dilma


Bom dia investidor.

Estrangeiros aumentaram a posição comprada no índice futuro no pregão de ontem de 109.732 para 134.018 contratos.

Bolsa na China fechou em forte alta no retorno do feriado: +2,97%. Japão recuou 0,99%.

Minério de ferro avançou 0,7%, cotado a US$ 54,8 a tonelada na China.

Os futuros de petróleo operam em alta moderada nesta manhã, em meio ao enfraquecimento do dólar ante outras moedas principais e a continuidade das operações militares da Rússia na Síria, embora permaneçam as preocupações com o excesso de oferta global da commodity.

O governo russo ampliou a ofensiva contra oponentes do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, ao lançar seu primeiro bombardeio naval ontem, uma semana depois de Moscou começar sua campanha no país, que está em guerra civil há quatro anos. A intervenção dos russos contribuiu para aumentar as incertezas no Oriente Médio, uma das maiores regiões produtoras de petróleo.

Bolsas na Europa operam sem direção única. Paris - 0,31%; Frankfurt -0,01%; Londres +0,20%.

Dow Jones futuro cai 0,47%; Nasdaq recua 0,52%; S&P 500 perde 0,53%.

Os pedidos de auxílio desemprego caíram 13 mil, para 263 mil na semana; previsão 273 mil.

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu nesta quarta-feira parecer pela rejeição das contas do governo Dilma Rousseff em 2014. Por unanimidade, os ministros entenderam que o balanço apresentado pela União continha irregularidades que feriram preceitos constitucionais, a Lei Orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A reprovação tem como base, principalmente, as "pedaladas fiscais" que consistiram em atrasar repasses do Tesouro Nacional para bancos pagarem despesas de programas sociais obrigatórios.

Será a primeira vez, desde 1937, que o TCU encaminhará ao Congresso Nacional um parecer pela rejeição das contas de um presidente da República. Nos últimos 78 anos, o tribunal sempre aprovou, com ou sem ressalvas, o balanço da União enviado pelos presidentes. A oposição e setores rebelados da base aliada pretendem usar essa recomendação para embasar um processo de impeachment da presidente Dilma.

Caberá ao Legislativo julgar as contas de Dilma, seguindo ou não a opinião do TCU. Isso só deve ocorrer no ano que vem, o que agrada ao Planalto, que aposta num esfriamento da crise política até lá. Eventual reprovação das contas nesse âmbito pode tornar a presidente inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa, o que a impediria de disputar cargos eletivos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) tentará agora anular o resultado da sessão do TCU em novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O gráfico diário do Ibovespa teve ontem uma sessão de alta com volume muito acima da média.

Clique para ampliar.

O desafio agora é romper a forte resistência em 49.395, que projeta 50.900, se vencida.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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