sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Relatório de empregos nos EUA vai guiar os mercados

Bom dia investidor!

Estrangeiros voltaram a aumentar o saldo comprado no índice futuro, elevando a posição de 130.689 para 131.884 no pregão de ontem.

As encomendas à indústria da Alemanha diminuíram 1,4% em julho ante junho, no cálculo ajustado, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério de Economia do país. A queda frustrou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam recuo bem mais modesto, de 0,6%.

O resultado de julho se deveu às encomendas estrangeiras, que caíram 5,2% em relação a junho. As encomendas domésticas, por outro lado, subiram 4,1%, após três declínios consecutivos. Na comparação anual, as encomendas à indústria alemã tiveram queda de 0,5% em julho, desconsiderando-se ajustes.

A variação mensal das encomendas em junho foi revisada para baixo, para alta de 1,8%, do aumento estimado originalmente em 2,0%, informou o ministério. 

Europa trabalha em baixa generalizada. Na Ásia, com o feriado na China, as bolsas fecharam com desvalorização. Japão -2,15%.

 O preço do minério de ferro caiu 1,4% no mercado à vista chinês para US$ 55 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Na semana houve perda acumulada de 0,9%. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no Porto de Tianjin, na China. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, com o feriado na China e a espera por dados sobre criação de empregos nos EUA comprometendo a liquidez dos mercados de metais básicos, onde ainda prevalece um sentimento negativo.

Por volta das 8h30 de (Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,92%, a US$ 5.114,50 por tonelada. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha queda de 1,76%, a US$ 2,3425 por libra-peso, às 8h49 (de Brasília).

O cancelamento, à tarde, da ida do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para o encontro do G-20, na Turquia - sendo que à noite ele mudou a agenda novamente e decidiu ir para Ancara -, e o anúncio de que teria uma reunião com a presidente Dilma Rousseff trouxe muita volatilidade para o ativos. Inicialmente, o temor era de que o ministro poderia sair do governo, o que fez a Bovespa migrar para o território negativo e o dólar e os juros subirem um pouco mais. Logo depois, contudo, tudo mudou. Surgiu a versão de que o encontro, que também teve a participação dos ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, seria da junta orçamentária e teria como finalidade pacificar as coisas dentro da equipe econômica, podendo até mesmo fortalecer o ministro da Fazenda.

Futuros norte-americanos operam em baixa de 1% aproximadamente, à espera do relatório de empregos, com divulgação prevista para as 9h30.

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Ontem o Ibovespa mostrou força ao romper 46.480, a média móvel exponencial de 5 períodos e ainda a média móvel exponencial de 21 períodos, agora suportes imediatos em caso de correção. Se mostrar força ao longo do dia, poderá testar 47.900 ou mesmo o decisivo 47.996, cujo rompimento confirmaria um pivot de alta e reversão técnica no gráfico diário para o benchmark.

detalhe ampliado do gráfico



Bons negócios!
Wagner Caetano
Cartezyan

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