sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O dia depois do FED


Bom dia investidor!

Bolsas na Ásia fecharam em alta, com exceção do Japão que terminou a sessão com queda de 1,96%. Na China a alta foi moderada: +0,38%. Na Europa, o botão de venda está acionado desde a abertura. Londres -1,24%, Frankfurt -2,77% e Paris -2,53%.

O petróleo recua 1,16% em Londres e cede 2,67% em Nova York. O cobre perde 1,47% na Comex.

Dow Jones futuro cai 1,08%; S&P 500 recua 1,04%; Nasdaq cede 1,10%.

O preço do minério de ferro avançou 0,5% em relação a ontem no mercado à vista chinês e foi a US$ 57,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Na semana houve queda de 2,4%. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China.

O preço médio das novas moradias registrou queda de 3,2% em agosto ante agosto de 2014, conforme levantamento em 70 cidades chinesas realizado pelo The Wall Street Journal.
O resultado sinaliza que os preços de novas residências no país caíram de forma menos acentuada, depois de terem registrado recuo de 4,4% em julho, 5,4% em junho e 6,0% em maio, todos na comparação anualizada.

Em agosto, os preços apresentaram alta em 35 das 70 cidades pesquisadas, ante 31 em julho.
Os preços avançaram 0,17% em agosto ante julho, que registrou aumento de 0,15%. 

Ao manter os juros inalterados na faixa entre zero e 0,25% e não dar sinais claros sobre quando apertará a política monetária, o Federal Reserve decepcionou uma parcela do mercado que aguardava para ontem alguma ação do Banco Central dos EUA. O efeito disso foi de queda dos yields dos Treasuries e do dólar ante as principais moedas. No Brasil, contudo, o impacto foi bastante pontual, apesar de intenso, com as incertezas políticas prevalecendo sobre a percepção de risco dos agentes. A moeda norte-americana quase zerou o avanço diante do real, mas voltou a subir e terminou com valorização de 0,76% no mercado de balcão, a R$ 3,8620. 

No mercado futuro, a divisa para outubro foi ainda mais longe e saltou 1,81%, a R$ 3,9185. Os juros também perderam força momentânea após o Fed, mas reverteram o movimento e subiram de maneira consistente, com a taxa do DI para janeiro de 2021 saltando a 15,31% no fim da sessão estendida, de 14,99% na véspera. Por fim, a Bovespa, que chegou a renovar máximas ao longo da tarde, de olho em Nova York, acabou estável, aos 48.551,07 pontos.


detalhe do gráfico - clique para ampliar

O gráfico diário do Ibovespa mostra teste de uma LTB de curto prazo, que vem guiando o benchmark desde o topo de maio.

Sentiu na primeira batida, o que abre espaço para uma sexta-feira em campo negativo, com suportes em 48.084, 47.996, 47.900 e 47.839.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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