quinta-feira, 17 de setembro de 2015

"Fed'ay"

Bom dia investidor!

Ontem os estrangeiros voltaram a aturar na venda e diminuíram o saldo comprado no índice futuro de 119.087 para 114.965 contratos.

Bolsas na Ásia fecharam sem direção única. Japão +1,43% e China -2,10%. Na Europa, também não existe uma tendência definida nessa quinta-feira. Londres -0,40%, Frankfurt +0,24% e Paris +0,16%. Futuros norte-americanos cedem ao redor de 0,20%.

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, apagando parte dos fortes ganhos de ontem que se seguiram a uma inesperada queda nos estoques dos EUA, com os investidores focados na decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O Brent para novembro recua 1,69%, a US$ 48,91 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o petróleo para outubro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) cai 1,44%, a US$ 46,47 por barril. 

O cobre trabalha em baixa de 0,61% na Comex.

O Federal Reserve anuncia hoje a decisão mais esperada e debatida nos últimos anos. Uma elevação de juros nos Estados Unidos não é vista desde junho de 2006 e as taxas dos Fed Funds estão próximas de zero desde dezembro de 2008, para estimular o crescimento econômico do país. O movimento, contudo, pode ser adiado. Além de dados mistos, dirigentes do BC dos EUA emitiram opiniões divergentes sobre a elevação dos juros nas últimas semanas, bagunçando o quadro de apostas.

No mercado financeiro, não se espera aumento hoje. Alguns ponderam que o Fed pode simplesmente optar por sinalizar mais claramente que o momento da elevação se aproxima e pode ocorrer em dezembro. Já outros economistas e estrategistas de grandes bancos aguardam o anúncio de taxas mais altas. Entre os pontos a serem observados, estão alguma menção à desaceleração da China ou a mercados emergentes.

Os pedidos de auxílio desemprego divulgados às 9h30 caíram para 264 mil; previsão 275 mil.

As construções de moradias iniciadas caíram 3% em agosto ante julho; previsão -2,5%.

As permissões para novas obras subiram 3,5% em agosto ante julho; previsão +1,8%.


O gráfico diário do Ibovespa mostra o rompimento de um pivot de alta, ao deixar para trás a região de 48.000.

Com a euforia de ontem, o benchmark não somente rompeu como buscou o primeiro objetivo em 48.620, recuando levemente em seguida.

Para a abertura de hoje é esperado um recuo, num típico movimento de pull back.

Pela inversão de polaridade da análise técnica, a antiga região de resistência agora é suporte.

Para que o rompimento não tenha sido falso, é importante um fechamento acima de 48K.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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