quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Congresso e China em pauta


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a quarta-feira comprados em 111.856 contratos de índice futuro.

Dow Jones futuro sobe 0,30%; S&P 500 avança 0,25%; Nasdaq ganha 0,35%.

Bolsas na Europa nas máximas do dia. Londres +1,96%; Paris +1,01%; Frankfurt +1,03%.
Petróleo  e cobre sobem pouco acima de 1%. China fechou em baixa de 2,19%.

O índice de atividade dos gerentes de compras do setor industrial (PMI, na sigla em inglês) da China recuou para 47,0 na leitura preliminar de setembro, de 47,3 em agosto, de acordo com a Caixin Media (antes HSBC). Esse é o menor patamar do indicador em 78 meses.

O dado marca uma queda ainda mais acentuada do que a observada agosto, quando já havia atingido o menor nível em seis anos. É também o sétimo mês seguido abaixo da marca de 50,0, o que indica contração da atividade.

"O declínio indica que a indústria manufatureira da China chegou a uma etapa crucial no seu processo de transformação estrutural. No geral, os fundamentos são bons. A principal razão para o enfraquecimento da produção está ligada a fatores como demanda externa e preços. Será necessário paciência para que as políticas de estabilização demonstrem sua eficácia", disse He Fan, economista-chefe da Caixin Insight Group. 

O governo enviou nesta terça-feira (22) ao Congresso Nacional o pacote de medidas fiscais anunciado na última semana, que inclui a reedição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O potencial de arrecadação das propostas apresentadas é de R$ 10 bilhões em 2015 e R$ 32 bilhões em 2016, além de uma economia anual de R$ 2 bilhões.

Pelo texto apresentado, a alíquota da CPMF será de 0,20%. Apesar de especulações sobre a possibilidade de recuo do Palácio do Planalto, foi mantido o prazo de quatro anos de vigência do tributo, assim como havia indicado o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A proposta prevê cobrança até 31 de dezembro de 2019. A arrecadação da contribuição será destinada ao custeio da Previdência Social e não como receita extra para o caixa do governo.

O acordo fechado pela presidente DILMA com o PMDB, que a encorajou a enfrentar o plenário do Congresso, já deu resultado. Com o apoio do partido, 26 dos 32 vetos às pautas-bombas, votados em bloco, foram mantidos. Os vetos aos reajustes do Judiciário e aposentados só não foram apreciados porque partidos de oposição entraram em obstrução contra a estratégia dos aliados de esvaziar o quórum, interrompendo a sessão, às 2h30.

O gráfico diário do Ibovespa ostra ontem uma recuperação intraday, após teste de um forte suporte na região de 45.278. suficiente para elevar o benchmark acima de dois outros importantes pisos: 45.592 e 45.850.

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Um fechamento hoje acima da máxima do candlestick desenhado ontem, um martelo, em 46.585, seria um sinal de alta no curtíssimo prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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