segunda-feira, 14 de setembro de 2015

China, expectativa pelo FED e cenário político guiam o mercado doméstico


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 130.410 contratos de índice futuro.

O cobre para dezembro tem queda de 1,67% na Comex. Petróleo recua 0,54% na Nymex e cai 1,14% na Ice. Dow Jones Futuro cede 0,09%; S&P 500 recua 0,03%; Nasdaq sobe 0,09%.
Na Europa as bolsas operam em baixa generalizada, mesmo que leve.

No continente asiático, tivemos fechamentos mistos, porém desvalorização nas principais praças: Japão -1,63% e China -2,67%.

A produção industrial da China cresceu 6,1% em agosto na comparação com o ano passado, de acordo com dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado veio abaixo da expectativa de 12 analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam alta de 6,6%. Em julho, a expansão havia sido de 6%. Na comparação mensal, contra julho deste ano, a produção industrial subiu 0,53% em agosto. Em julho, a alta havia sido de 0,32% contra o mês anterior.

As vendas no varejo da China elevaram 10,8% em agosto em relação ao mesmo mês de 2014, uma aceleração quando comparado ao avanço de 10,5% registrado em julho. A variação de agosto veio acima do projetado por analistas, que era de 10,7%. Já os investimentos em ativos fixos urbanos elevaram 10,9% no período de janeiro a agosto de 2015 ante o ano passado, abaixo da projeção de 11,2% de analistas. O crescimento também foi inferior ao registrado de janeiro a julho, de 11,2%. Fonte: Dow Jones Newswires.  

O minério de ferro iniciou a semana cotado em US$ 57,5 a tonelada seca, queda de 1,7%, segundo dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China. 

Após a constatação de recessão econômica com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre pelo IBGE e o rebaixamento brasileiro pela agência de classificação de risco Standard & Poors, a mediana das previsões de analistas do mercado financeiro no Relatório de Mercado Focus piorou ainda mais. De acordo com o documento divulgado há pouco pelo Banco Central, a perspectiva de retração da economia este ano passou de 2,44% para 2,55% - um mês antes estava em queda de 2,01%. Para 2016, a mediana das previsões passou de -0,50% para -0,60% ante taxa de -0,15% de quatro semanas atrás.

As dificuldades econômicas aceleraram o processo de desgaste da presidente Dilma Rousseff, mas a oposição e setores rebelados do PMDB ainda não têm segurança se há votos suficientes para abrir um processo de impeachment contra ela na Câmara.
Mesmo rompido com o Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastou ontem a hipótese de avaliar, nesta semana, um pedido de afastamento de Dilma. “Decidirei no tempo da técnica e da responsabilidade. Não no tempo da especulação”, disse.

O gráfico diário do Ibovespa reflete a indefinição que tomou conta da semana passada.

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Enquanto acima de 46.480, a balança penderá para os touros, com chances reais de testar a decisiva resistência em 47.839.

Se houver perda de 46.480, haverá suportes em 45.850, seguido por 45.592 e 45.278.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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