terça-feira, 22 de setembro de 2015

Aversão ao risco no Brasil e exterior


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a terça-feira comprados em 116.360 contratos de índice futuro.

Bolsas na Ásia fecharam em alta. Na Europa, baixa generalizada. Londres -2,33%; Frankfurt -2,96%; Paris -3,19%.

Dow Jones futuro cai 1,42%; S&P 500 recua 1,48%; Nasdaq perde 1,77%.

Petróleo cai 2,13% na Ice e cede 2,81% na Nymex.

Os futuros de cobre operam em forte baixa em Londres e Nova York, após dados positivos de comércio da China não terem sido suficientes para abafar temores sobre a demanda futura do maior consumidor mundial do metal, em meio a um quadro econômico global turbulento.

Por volta das 8h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 2,8%, a US$ 5.120,00 por tonelada, depois de atingir a mínima em duas semanas de US$ 5.106,00 por tonelada mais cedo na sessão. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha queda de 2,49%, a US$ 2,3290 por libra-peso, às 8h57 (de Brasília).

Ontem, os preços do metal avançaram após a China anunciar que suas importações de cobre refinado tiveram alta anual de 12% em agosto, a 262.691 toneladas. O suporte ao cobre, porém, teve vida curta.

Segundo o IBGE, o IPCA-15 ficou em 0,39% em setembro, ante 0,43% em agosto.

A agência de classificação de risco Fitch passará a manhã no Ministério da Fazenda reunida com secretários para avaliar a situação econômica do País. Há pouco, Paulo Moreira Marques, técnico do Tesouro que acompanhava a equipe na entrada do Ministério afirmou que "de agora até o fim dos trabalhos, será sigilo total".

Ao meio dia, os representantes da Fitch se reunirão com o ministro Joaquim Levy. Pela manhã, a agência conversará com os secretários de acompanhamento econômico, Paulo Corrêa, do Tesouro, Marcelo Saintive, e de Política Econômica, Afonso Arinos.

O governo busca mostrar seu esforço para que o Brasil não perca o grau de investimento por mais uma agência. No início do mês, a Standard & Poor's rebaixou a nota do País. Desde então, a equipe econômica e o Palácio do Planalto aumentaram os esforços e divulgaram cortes e medidas para aumento de receita afim de zerar o déficit de R$ 30,5 bilhões previsto no orçamento do próximo ano e realizar um superávit primário de 0,7% do PIB. 

O Planalto decidiu trabalhar para adiar, mais uma vez, a sessão de apreciação de 32 vetos presidenciais prevista para hoje no Congresso. A estratégia foi definida na reunião da coordenação política do governo na manhã desta segunda-feira (21) com a presença da presidente Dilma Rousseff, ministros e líderes governistas. O receio é de que a derrubada dos vetos possa custar, conforme dados do próprio governo, pelo menos R$ 127,8 bilhões até 2019.
Na reunião, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), sugeriu à presidente que mobilize a base para tentar adiar a sessão do Congresso. Interlocutores do governo decidiram então deflagrar uma operação para impedir que haja quórum suficiente para a realização da sessão conjunta de deputados e senadores. A ação envolve parlamentares, lideranças partidárias e até os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).





O gráfico diário do Ibovespa mostra mais uma sessão de baixa, fechando sobre o importante 46.480.

Como a maré é de venda, teremos teste do decisivo 45.850 ou mesmo de 45.592 na sessão de hoje.

Se perder esses patamares, o último suporte antes do fundo do ano em 42.750 será 45.278.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

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