quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Petrobras anuncia reajuste dos combustíveis


Bom dia investidor!

Estrangeiros atuaram na compra novamente no pregão de ontem, aumentando o saldo comprado de 96.391 para 97.206 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos um rali,com fechamentos beirando as máximas. Japão + 2,70% e China, que foi uma exceção, com leve alta de 0,48%.

Na Europa o botão de compra travou e as praças sobem expressivamente. Londres +2,34%; Frankfurt +2,53%; Paris +2,73%.

As bolsas europeias têm uma manhã positiva, com mineradoras e montadoras se recuperando de perdas recentes. Além disso, investidores ajustam portfólios no último dia de negociações do trimestre, o pior desde 2011 para vários mercados do continente. O índice pan-europeu Stoxx 600 caminha para uma queda de mais de 9% nos últimos três meses, seu pior desempenho trimestral em quatro anos.

A taxa de desemprego ajustada na Alemanha ficou em 6,4% em setembro, repetindo o nível de agosto e permanecendo no menor patamar desde a reunificação do país, em 1990. O resultado veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal.

A taxa de desemprego da zona do euro ficou em 11% em agosto, repetindo o resultado de julho, que foi revisado para cima, de 10,9% originalmente, segundo a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires previam a taxa em 10,9%. O número de desempregados no bloco europeu teve queda marginal de 1.000 pessoas durante agosto.

O cobre tem forte alta de 2,33%.

Os futuros de petróleo operam em baixa moderada, depois de oscilarem mais cedo na sessão, enquanto os investidores aguardam novos dados sobre os estoques e produção dos EUA.

Dow Jones futuro sobe 1,08%; S&P 500 ganha 1,15%; Nasdaq avança 1,34%.

A Petrobras anunciou o reajuste nos preços de gasolina e diesel, válidos já a partir da meia noite desta quarta-feira. O preço da gasolina nas refinarias subirá 6% e o do diesel 4%, segundo comunicado divulgado pela empresa. Este é o primeiro reajuste de preços nos combustíveis na gestão de Aldemir Bendine, que assumiu a petroleira em fevereiro com a missão de recuperar as finanças e a credibilidade da empresa junto aos investidores, após a crise vivida nos últimos anos.

Ainda não há estimativas oficiais sobre o impacto do reajuste para os consumidores. No último reajuste de preços de combustíveis, anunciado em novembro ainda pela ex-presidente Graça Foster, gerou impacto entre 2% e 2,5%, na época. O comunicado da companhia informou, também, que os preços sobre os quais incidem o reajuste "não incluem tributos federais, como Cide e Pis-Cofins.

O reajuste, anunciado de surpresa um dia antes do encontro, é também uma tentativa de sinalizar ao mercado que a companhia possui, de fato, autonomia para definir sua política de preços de combustíveis. Analistas e consultores do setor não esperavam um reajuste neste ano, apesar da fragilidade da companhia. A avaliação é que o cenário político instável, a baixa popularidade do governo e a crise econômica do País retardariam a decisão.

O gráfico diário do Ibovespa mostra um padrão parecido com um harami de fundo, candle que indica repique para o curto prazo.


Detalhe do gráfico IBOVESPA. Clique para ampliar.

A primeira resistência fica na média móvel exponencial de 5 períodos ,que deve ser rompida hoje e trabalhar como suporte posteriormente.

A alvo do repique será algo entre 45.278 e 45.592.

Acima de 45.850 o movimento ganha força e podemos pensar em reversão.


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Bons negócios!


Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ibovespa em ponto decisivo

Bom dia investidor!

Estrangeiros aumentaram o saldo comprado de 92.696 para 96.391 contratos de índice futuro no pregão de ontem.

Na Ásia tivemos baixa generalizada, com fechamento de -4,05% no Japão e perdas de 2,02% na China.

Na Europa a maioria das bolsas opera em terrenos positivo. Londres -0,41%; Frankfurt -0,30%; Paris -0,19%.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de vários setores corporativos e dos consumidores, subiu a 105,6 em setembro, de 104,1 em agosto, atingindo o maior nível desde junho de 2011, segundo dados da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. O número surpreendeu analistas consultados, que previam ligeira queda do indicador, a 104,1, uma vez que a leitura original de agosto havia sido de 104,2. O bom desempenho do dado veio apesar de preocupações com a desaceleração da China e seus efeitos no desempenho da economia mundial.

A confiança do setor industrial avançou para -2,2 em setembro, de -3,7 em agosto, ficando bem acima da projeção de -3,8. Por outro lado, a confiança do consumidor recuou para -7,1, de -6,9, embora tenha vindo em linha com o esperado.

Já o índice de clima das empresas da zona do euro melhorou para +0,34 em setembro, de +0,20 no mês passado. No setor de serviços, o indicador de confiança também subiu, para +12,4, de +10,1. 

Petróleo sobre cerca de 1% em Londres e Nova York. Cobre opera com leve alta de 0,16% na Comex.

Dow Jones futuro sobe 0,26%; S&P 500 avança 0,39%; Nasdaq ganha 0,53%.

Na agenda do dia teremos o aguardado fluxo cambial no Brasil, às 12h30.

O mercado espera os nomes da reforma ministerialA presidente Dilma Roussef vai retomar as negociações com o PMDB nesta terça-feira, de pois de voltar de viagem a Nova York. A expectativa inicial é que o anúncio da nova configuração da Esplanada fosse na quarta, mas auxiliares palacianos já trabalham com a possibilidade de ele acontecer somente na quinta.

Detalhe do IBOVESPA. Clique para ampliar.

O ibovespa fechou levemente abaixo de 44.180, um importante suporte no gráfico diário.

Se o viés de venda for mantido hoje, vai buscar 42.750 ao longo da semana.

Por outro lado, uma reação com rompimento de 44.180, seria um sinal de compra, pois mostraria uma penetração falsa do suporte.

IBOVESPA. Clique para ampliar.


Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Red Monday

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 92.626 contratos de índice futuro.

Bolsas asiáticas fecharam em direções mistas. Japão -1,32% e China +0,27%.

Na Europa, o botão de venda foi acionado após o respiro de sexta-feira. Londres -1,54%; Frankfurt -1,70%; Paris 2,27%.

Dow Jones futuro cai 0,70%; S&P 500 recua 0,69%; Nasdaq perde 0,78%.

O minério de ferro iniciou a semana com queda de 0,4% a US$ 56 a tonelada na China.

O lucro das maiores empresas do setor industrial da China teve queda de 8,8% em agosto ante igual mês do ano passado, após recuar em ritmo mais moderado em julho, de 2,9%, em meio à desaceleração da segunda maior economia do mundo, segundo dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país.

A China deve lançar mais medidas nos próximos três meses, para impulsionar os investimentos e as exportações no país, afirmou o jornal estatal Economic Information Daily. Segundo o diário, o governo deve afrouxar mais sua política monetária e conceder mais apoio ao mercado de ações nacional.

De acordo com o meio estatal, as medidas anteriores de apoio do governo, ainda que agressivas e de longo alcance, não foram o suficiente para garantir que a China atingirá sua meta de crescimento de cerca de 7% neste ano, mas o governo ainda tem opções para cumprir esse objetivo. O jornal diz, por exemplo, que Pequim pode expandir um programa de empréstimos suplementares para dois bancos do país, o Banco de Importação e Exportação da China e o Banco de Desenvolvimento Agrícola da China, para facilitar os empréstimos bancários.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, em meio a preocupações com o desempenho da economia mundial.

Por volta das 8h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,09%, a US$ 4.979,50 por tonelada. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha queda de 1,93%, a US$ 2,2395 por libra-peso, às 8h56 (de Brasília).

O petróleo cede cerca de 2% em Londres e Nova York.

O Relatório de Mercado Focus mostrou mais uma rodada de piora das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o documento divulgado há pouco pelo Banco Central, a perspectiva de retração da economia este ano passou de 2,70% para 2,80% - um mês antes estava em queda de 2,26%. Para 2016, a mediana das previsões passou de -0,80% para -1,00% ante taxa de -0,40% de quatro semanas atrás.

A mediana das projeções para o IPCA do ano que vem, onde está o foco de atuação do Banco Central, apresentou a oitava elevação consecutiva - e das fortes - no Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pela instituição. A taxa subiu de 5,70% para 5,87 - há um mês, estava em 5,51%. No Top 5 de médio prazo, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, a previsão também disparou, saindo de 5,98% para 6,46%. Quatro semanas antes estava em 5,40%.

O gráfico diário do Ibovespa mostra uma sequência de 7 candlesticks vermelhos, naturalmente com a venda dominante, sob efeito da LTB tocada no pregão de 17/09.

Detalhe do gráfico IBOVESPA. Clique para ampliar.

Enquanto acima de 44.180, temos sinal de fundo que poderá alimentar um repique tendo a mesma LTB como alvo.

Um fechamento abaixo desse patamar desarma o repique e projeta 42.750.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

"Green Friday"

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 92.530 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamentos mistos, sem direção única. Japão +1,76% (na máxima do pregão) e China -1,60%.

Europa opera em alta generalizada, com forte puxada na ponta compradora. Londres +2,26%; Frankfurt +2,39%; Paris +3,33%.

Cobre e petróleo sem tenência definida, perto da estabilidade.

Dow Jones futuro sobe 1,23%; Nasdaq ganha 0,98%; S&P 500 avança 1,11%.

O mesmo Federal Reserve (Fed) que derrubou os mercados na semana passada resgata os ativos e coloca as principais bolsas europeias e futuros norte-americanos em firme alta nesta manhã. Após a presidente do BC dos Estados Unidos, Janet Yellen, ter afirmado que há possibilidade de aumento do juro ainda em 2015, investidores parecem aliviados com a percepção de que os problemas econômicos globais podem ser menores que previsões mais alarmistas citavam. 

Ontem, a presidente do Fed explicou em detalhes que a instituição pode elevar a taxa básica de juros ainda este ano. "Provavelmente será apropriado elevar a faixa alvo da taxa dos Federal Funds em algum momento neste ano e continuar impulsionando as taxas de curto prazo em um ritmo gradual depois disso, à medida que o mercado de trabalho melhorar ainda mais e a inflação retornar à nossa meta de 2%", disse.

Em discurso na Universidade de Massachusetts, o argumento central de Yellen foi o de que a folga na economia diminuiu a tal ponto que as pressões inflacionárias devem começar a crescer gradualmente. Por enquanto, porém, essa pressão não é visível porque o dólar forte e o petróleo barato anulam a pressão gerada pelo fechamento do hiato do produto. À medida que esses fatores mudarem, a inflação começará a subir. O Fed precisa estar à frente disso, argumentou.

O anúncio da reforma administrativa e ministerial prevista para ontem foi adiada para a próxima semana. De acordo com a nota, a presidente Dilma Rousseff está "efetivando proveitoso diálogo com os partidos políticos com representação no Congresso Nacional".

Ainda de acordo com o Planalto, o objetivo da reforma é ampliar a eficiência e a boa gestão dos recursos públicos, assim como assegurar a estabilidade política e econômica do Brasil. 
Como justificativa para o adiamento, o Planalto informou que "alguns dos partidos que integram a base aliada solicitaram o adiamento do anúncio da nova composição ministerial, para que mais consultas possam ser realizadas". 

O gráfico diário do Ibovespa mostra um candle de reversão conhecido como martelo.

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Se houver fechamento acima da máxima do padrão (45.571), reforça a compra no curto prazo.


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Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

Mar vermelho

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 97.064 contratos de índice futuro.

Mercado asiático fechou em direções mistas. Japão -2,76% e China + 0,86%. Europa em baixa generalizada.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha caiu a 9,6 na pesquisa de outubro do instituto GfK, de 9,9 na leitura para setembro. O instituto de pesquisa alemão utiliza dados do mês atual para estimar o indicador para o mês seguinte. O resultado de outubro veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam queda marginal do indicador, a 9,8. Apesar de o declínio previsto na confiança ser o segundo consecutivo, o GfK avaliou que o índice permanece em um nível "muito bom". 

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 108,5 em setembro, da leitura revisada a 108,4 em agosto, segundo dados publicados hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda do indicador, a 107,9.

Dow Jones futuro cai 0,96%; S&P 500 cede 0,93%; Nasdaq perde 1,17%.

Petróleo e cobre operam sem direção.

No âmbito interno, logo após divulgar uma resposta à questão de ordem apresentada pela oposição na semana passada questionando o trâmite de um eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que a partir da semana que vem vai começar a se ater a avaliação dos pedidos de impeachment.

O gráfico diário do Ibovespa fechou colado numa forte região de suporte: 45.276-45.278, mínima de ontem e fundo do dia 01.09, respectivamente.



Se houver perda dessa região, em fechamento, a tendência de curtíssimo prazo muda para venda e mira 42.750 como alvo.

Por outro lado, uma penetração desse patamar no intraday, com reação ao longo do dia, seria sinal de penetração falsa e poderia abrir compra para o curtíssimo prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Congresso e China em pauta


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a quarta-feira comprados em 111.856 contratos de índice futuro.

Dow Jones futuro sobe 0,30%; S&P 500 avança 0,25%; Nasdaq ganha 0,35%.

Bolsas na Europa nas máximas do dia. Londres +1,96%; Paris +1,01%; Frankfurt +1,03%.
Petróleo  e cobre sobem pouco acima de 1%. China fechou em baixa de 2,19%.

O índice de atividade dos gerentes de compras do setor industrial (PMI, na sigla em inglês) da China recuou para 47,0 na leitura preliminar de setembro, de 47,3 em agosto, de acordo com a Caixin Media (antes HSBC). Esse é o menor patamar do indicador em 78 meses.

O dado marca uma queda ainda mais acentuada do que a observada agosto, quando já havia atingido o menor nível em seis anos. É também o sétimo mês seguido abaixo da marca de 50,0, o que indica contração da atividade.

"O declínio indica que a indústria manufatureira da China chegou a uma etapa crucial no seu processo de transformação estrutural. No geral, os fundamentos são bons. A principal razão para o enfraquecimento da produção está ligada a fatores como demanda externa e preços. Será necessário paciência para que as políticas de estabilização demonstrem sua eficácia", disse He Fan, economista-chefe da Caixin Insight Group. 

O governo enviou nesta terça-feira (22) ao Congresso Nacional o pacote de medidas fiscais anunciado na última semana, que inclui a reedição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O potencial de arrecadação das propostas apresentadas é de R$ 10 bilhões em 2015 e R$ 32 bilhões em 2016, além de uma economia anual de R$ 2 bilhões.

Pelo texto apresentado, a alíquota da CPMF será de 0,20%. Apesar de especulações sobre a possibilidade de recuo do Palácio do Planalto, foi mantido o prazo de quatro anos de vigência do tributo, assim como havia indicado o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A proposta prevê cobrança até 31 de dezembro de 2019. A arrecadação da contribuição será destinada ao custeio da Previdência Social e não como receita extra para o caixa do governo.

O acordo fechado pela presidente DILMA com o PMDB, que a encorajou a enfrentar o plenário do Congresso, já deu resultado. Com o apoio do partido, 26 dos 32 vetos às pautas-bombas, votados em bloco, foram mantidos. Os vetos aos reajustes do Judiciário e aposentados só não foram apreciados porque partidos de oposição entraram em obstrução contra a estratégia dos aliados de esvaziar o quórum, interrompendo a sessão, às 2h30.

O gráfico diário do Ibovespa ostra ontem uma recuperação intraday, após teste de um forte suporte na região de 45.278. suficiente para elevar o benchmark acima de dois outros importantes pisos: 45.592 e 45.850.

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Um fechamento hoje acima da máxima do candlestick desenhado ontem, um martelo, em 46.585, seria um sinal de alta no curtíssimo prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Aversão ao risco no Brasil e exterior


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a terça-feira comprados em 116.360 contratos de índice futuro.

Bolsas na Ásia fecharam em alta. Na Europa, baixa generalizada. Londres -2,33%; Frankfurt -2,96%; Paris -3,19%.

Dow Jones futuro cai 1,42%; S&P 500 recua 1,48%; Nasdaq perde 1,77%.

Petróleo cai 2,13% na Ice e cede 2,81% na Nymex.

Os futuros de cobre operam em forte baixa em Londres e Nova York, após dados positivos de comércio da China não terem sido suficientes para abafar temores sobre a demanda futura do maior consumidor mundial do metal, em meio a um quadro econômico global turbulento.

Por volta das 8h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 2,8%, a US$ 5.120,00 por tonelada, depois de atingir a mínima em duas semanas de US$ 5.106,00 por tonelada mais cedo na sessão. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha queda de 2,49%, a US$ 2,3290 por libra-peso, às 8h57 (de Brasília).

Ontem, os preços do metal avançaram após a China anunciar que suas importações de cobre refinado tiveram alta anual de 12% em agosto, a 262.691 toneladas. O suporte ao cobre, porém, teve vida curta.

Segundo o IBGE, o IPCA-15 ficou em 0,39% em setembro, ante 0,43% em agosto.

A agência de classificação de risco Fitch passará a manhã no Ministério da Fazenda reunida com secretários para avaliar a situação econômica do País. Há pouco, Paulo Moreira Marques, técnico do Tesouro que acompanhava a equipe na entrada do Ministério afirmou que "de agora até o fim dos trabalhos, será sigilo total".

Ao meio dia, os representantes da Fitch se reunirão com o ministro Joaquim Levy. Pela manhã, a agência conversará com os secretários de acompanhamento econômico, Paulo Corrêa, do Tesouro, Marcelo Saintive, e de Política Econômica, Afonso Arinos.

O governo busca mostrar seu esforço para que o Brasil não perca o grau de investimento por mais uma agência. No início do mês, a Standard & Poor's rebaixou a nota do País. Desde então, a equipe econômica e o Palácio do Planalto aumentaram os esforços e divulgaram cortes e medidas para aumento de receita afim de zerar o déficit de R$ 30,5 bilhões previsto no orçamento do próximo ano e realizar um superávit primário de 0,7% do PIB. 

O Planalto decidiu trabalhar para adiar, mais uma vez, a sessão de apreciação de 32 vetos presidenciais prevista para hoje no Congresso. A estratégia foi definida na reunião da coordenação política do governo na manhã desta segunda-feira (21) com a presença da presidente Dilma Rousseff, ministros e líderes governistas. O receio é de que a derrubada dos vetos possa custar, conforme dados do próprio governo, pelo menos R$ 127,8 bilhões até 2019.
Na reunião, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), sugeriu à presidente que mobilize a base para tentar adiar a sessão do Congresso. Interlocutores do governo decidiram então deflagrar uma operação para impedir que haja quórum suficiente para a realização da sessão conjunta de deputados e senadores. A ação envolve parlamentares, lideranças partidárias e até os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).





O gráfico diário do Ibovespa mostra mais uma sessão de baixa, fechando sobre o importante 46.480.

Como a maré é de venda, teremos teste do decisivo 45.850 ou mesmo de 45.592 na sessão de hoje.

Se perder esses patamares, o último suporte antes do fundo do ano em 42.750 será 45.278.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Política no radar dos investidores


Bom dia investidor!


Estrangeiros iniciam a semana comprados em 116.601 contratos de índice futuro.

O petróleo avança cerca de 2,5% em Londres e Nova York. O cobre opera em valorização de 0,84%. Dow Jones futuro sobe 0,70%; S&P 500 ganha 0,68%; Nasdaq avança 0,62%.

Na Europa temos alta generalizada. Londres +1,00%; Frankfurt +0,09%; Paris +1,39%.

Na Ásia tivemos baixa, porém a China foi exceção e subiu 1,89%.

O minério de ferro iniciou a semana estável em US$ 57,1 a tonelada na China.

Depois da retirada do selo de grau de investimento do Brasil pela Standard & Poors, a expectativa para a inflação de 2016 tem piorado seguidamente. Pela sétima semana consecutiva, a mediana das projeções para o IPCA do ano que vem, justamente onde está o foco de atuação do Banco Central neste momento, apresentou elevação no Relatório de Mercado Focus, subindo de 5,64% para 5,70% - há um mês, estava em 5,50%.

O ministro da casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que é alvo político daqueles que querem fragilizar o governo devido ao cargo que exerce. Em entrevista ao jornal O Globo, negou que o ex-presidente Lula esteja entre os que pedem sua saída do governo e apontou que a Casa Civil é uma função de plena confiança da presidente Dilma Rousseff. 

A sessão plenária do Congresso, amanhã, para analisar os vetos presidenciais às pautas-bomba, está sendo considerada um teste decisivo para medir as chances de um impeachment contra Dilma.

O gráfico diário do Ibovespa mostra que o benchmark sentiu a LTB tracejada em azul na imagem. Passou por uma sessão negativa na sexta-feia, com perda de suporte entre 48.084 e 47.900, região chave para o curto prazo.


IBOVESPA - clique para ampliar

Se permanecer abaixo desse patamar, podemos ter uma padrão de rompimento falso e o viés será de venda.

Um novo rompimento mostraria força, com os investidores que estão atrasados alimentando a puxada e deixando o mercado ainda mais forte.

detalhe do IBOVESPA - clique para ampliar

A semana será decisiva.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O dia depois do FED


Bom dia investidor!

Bolsas na Ásia fecharam em alta, com exceção do Japão que terminou a sessão com queda de 1,96%. Na China a alta foi moderada: +0,38%. Na Europa, o botão de venda está acionado desde a abertura. Londres -1,24%, Frankfurt -2,77% e Paris -2,53%.

O petróleo recua 1,16% em Londres e cede 2,67% em Nova York. O cobre perde 1,47% na Comex.

Dow Jones futuro cai 1,08%; S&P 500 recua 1,04%; Nasdaq cede 1,10%.

O preço do minério de ferro avançou 0,5% em relação a ontem no mercado à vista chinês e foi a US$ 57,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Na semana houve queda de 2,4%. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China.

O preço médio das novas moradias registrou queda de 3,2% em agosto ante agosto de 2014, conforme levantamento em 70 cidades chinesas realizado pelo The Wall Street Journal.
O resultado sinaliza que os preços de novas residências no país caíram de forma menos acentuada, depois de terem registrado recuo de 4,4% em julho, 5,4% em junho e 6,0% em maio, todos na comparação anualizada.

Em agosto, os preços apresentaram alta em 35 das 70 cidades pesquisadas, ante 31 em julho.
Os preços avançaram 0,17% em agosto ante julho, que registrou aumento de 0,15%. 

Ao manter os juros inalterados na faixa entre zero e 0,25% e não dar sinais claros sobre quando apertará a política monetária, o Federal Reserve decepcionou uma parcela do mercado que aguardava para ontem alguma ação do Banco Central dos EUA. O efeito disso foi de queda dos yields dos Treasuries e do dólar ante as principais moedas. No Brasil, contudo, o impacto foi bastante pontual, apesar de intenso, com as incertezas políticas prevalecendo sobre a percepção de risco dos agentes. A moeda norte-americana quase zerou o avanço diante do real, mas voltou a subir e terminou com valorização de 0,76% no mercado de balcão, a R$ 3,8620. 

No mercado futuro, a divisa para outubro foi ainda mais longe e saltou 1,81%, a R$ 3,9185. Os juros também perderam força momentânea após o Fed, mas reverteram o movimento e subiram de maneira consistente, com a taxa do DI para janeiro de 2021 saltando a 15,31% no fim da sessão estendida, de 14,99% na véspera. Por fim, a Bovespa, que chegou a renovar máximas ao longo da tarde, de olho em Nova York, acabou estável, aos 48.551,07 pontos.


detalhe do gráfico - clique para ampliar

O gráfico diário do Ibovespa mostra teste de uma LTB de curto prazo, que vem guiando o benchmark desde o topo de maio.

Sentiu na primeira batida, o que abre espaço para uma sexta-feira em campo negativo, com suportes em 48.084, 47.996, 47.900 e 47.839.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

"Fed'ay"

Bom dia investidor!

Ontem os estrangeiros voltaram a aturar na venda e diminuíram o saldo comprado no índice futuro de 119.087 para 114.965 contratos.

Bolsas na Ásia fecharam sem direção única. Japão +1,43% e China -2,10%. Na Europa, também não existe uma tendência definida nessa quinta-feira. Londres -0,40%, Frankfurt +0,24% e Paris +0,16%. Futuros norte-americanos cedem ao redor de 0,20%.

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, apagando parte dos fortes ganhos de ontem que se seguiram a uma inesperada queda nos estoques dos EUA, com os investidores focados na decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O Brent para novembro recua 1,69%, a US$ 48,91 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o petróleo para outubro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) cai 1,44%, a US$ 46,47 por barril. 

O cobre trabalha em baixa de 0,61% na Comex.

O Federal Reserve anuncia hoje a decisão mais esperada e debatida nos últimos anos. Uma elevação de juros nos Estados Unidos não é vista desde junho de 2006 e as taxas dos Fed Funds estão próximas de zero desde dezembro de 2008, para estimular o crescimento econômico do país. O movimento, contudo, pode ser adiado. Além de dados mistos, dirigentes do BC dos EUA emitiram opiniões divergentes sobre a elevação dos juros nas últimas semanas, bagunçando o quadro de apostas.

No mercado financeiro, não se espera aumento hoje. Alguns ponderam que o Fed pode simplesmente optar por sinalizar mais claramente que o momento da elevação se aproxima e pode ocorrer em dezembro. Já outros economistas e estrategistas de grandes bancos aguardam o anúncio de taxas mais altas. Entre os pontos a serem observados, estão alguma menção à desaceleração da China ou a mercados emergentes.

Os pedidos de auxílio desemprego divulgados às 9h30 caíram para 264 mil; previsão 275 mil.

As construções de moradias iniciadas caíram 3% em agosto ante julho; previsão -2,5%.

As permissões para novas obras subiram 3,5% em agosto ante julho; previsão +1,8%.


O gráfico diário do Ibovespa mostra o rompimento de um pivot de alta, ao deixar para trás a região de 48.000.

Com a euforia de ontem, o benchmark não somente rompeu como buscou o primeiro objetivo em 48.620, recuando levemente em seguida.

Para a abertura de hoje é esperado um recuo, num típico movimento de pull back.

Pela inversão de polaridade da análise técnica, a antiga região de resistência agora é suporte.

Para que o rompimento não tenha sido falso, é importante um fechamento acima de 48K.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Mundo verde x política interna


Bom dia investidor!


Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 119.087 contratos de índice futuro.

Temos alta generalizada mundo afora.

Na Ásia +0,81% no Japão e +4,89% na China. Na Europa todas as praças operam em terreno positivo. Londres +1.09%, Frankfurt +0,70% e Paris +1,43%. Futuros nortes-americanos em movimento lateral. O petróleo avança 2,07% em Londres e sobe 2,04% em Nova York. Cobre em alta de 0,40%.

O plenário do Senado aprovou a proposta que aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para bancos e outras instituições financeiras, como seguradoras e administradoras de cartão de crédito.

O texto da medida provisória, que passou na Câmara há duas semanas, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff em votação simbólica - quando não há o registro nominal de votos dos senadores. A proposta tinha até a sexta-feira, 18, para passar no Senado, sob pena de perder a validade. 
Enviada em maio, a MP 675 elevou de 15% para 20% a alíquota da CSLL para o setor financeiro. Já na tramitação no Congresso Nacional, foi incluído um prazo para a alíquota maior vigorar, que vai até o dia 1° de janeiro de 2019, quando o porcentual volta ao patamar anterior.

Destaque para os números do fluxo cambial, que será divulgado hoje às 12h30.



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O Ibovespa marcou mais uma sessão de alta no pregão de ontem.


detalhe do gráfico; clique para ampliar

Tanto a mínima quanto a máxima foram mais altas que no pregão de sexta-feira.

Terá resistências na máxima de ontem (47.688), em 47.839, 47.900 e finalmente no ponto que rompido, confirmaria um pivot de alta (47.996).

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pacote do governo no radar


Bom dia investidor!


Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 120.301 contratos de índice futuro.

O petróleo avança 1,20% em Londres e sobre 1,30% em Nova York. O cobre sobe 0,50% na Comex. Futuros norte-americanos trabalham de forma lateral, sem viés definido. Bolsas na Europa operam sem direção única.

Na Ásia, tivemos fechamento positivo no Japão: +0,34% e negativo na China: -3,52%.

O minério de ferro caiu 1,9% no mercado à vista chinês para US$ 56,4 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China.

O governo chinês impulsionou seus gastos em agosto, no momento em que atua para impulsionar o crescimento econômico e combater o quadro de desaceleração. O gasto fiscal aumentou 25,9% em agosto, na comparação com igual mês do ano passado, para 1,28 trilhão de yuans (US$ 200,1 bilhões), acelerando da alta de 24,1% registrada em julho, informou o Ministério das Finanças.

No ambiente interno, o governo passou os últimos dias contando os votos que tem no Congresso para barrar a tramitação de um possível processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

A maior preocupação do Palácio do Planalto, agora, é com a deterioração do relacionamento com o vice-presidente Michel Temer, que comanda o PMDB, e com a bancada do partido.

Dilma conversou mais de uma vez por telefone, ontem, com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. À noite, ela reuniu para um jantar 19 governadores da base aliada, no Palácio da Alvorada. Embora o encontro tenha sido para pedir apoio às medidas de austeridade fiscal, com corte de R$ 26 bilhões, congelamento de salários do funcionalismo e reedição da CPMF, o governo tentou vender ali a imagem de que está reagindo à crise. Ficou claro, ainda, que Dilma espera o respaldo dos governadores contra a tentativa de derrubá-la.

Sobre a possível volta da CPMF, o governo isentará da cobrança da Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF) operações no mercado financeiro e uma série de transações, a exemplo do que foi feito no passado. 

Não incidirá CPMF sobre lançamentos em conta de corretoras que façam liquidação, compensação e custódia à Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, assim como nos débitos em conta corrente para liquidação de operações de aquisição de ações em oferta pública. 
Também não pagam os lançamentos em contas de corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, das sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e das sociedades e fundos de investimento. Não será cobrada contribuição nas retiradas de conta corrente para investimento, utilizada exclusivamente para realização de aplicações financeiras de renda fixa e renda variável. Outra exceção são as transferências de planos de previdência entre entidades de previdência complementar. Estão isentas ainda movimentações de valores entre contas do mesmo titular e em contas tituladas por população de baixa renda e para saque de FGTS e seguro-desemprego. 

O gráfico diário do Ibovespa mostra a formação de topos e fundos ascendentes no curtíssimo prazo.

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A média móvel exponencial de 21 períodos, rompida ontem em fechamento, será suporte natural e imediato em caso de correção e deverá sustentar os preços.

O desafio para os compradores será o rompimento da forte barreira entre 47.839, 47.900 e o decisivo 47.996, que confirmaria um pivot de alta caso seja vencido.

detalhe do gráfico - clique para ampliar


Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan