segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Sangue"


Bom dia investidor.

Abertura histórica nessa segunda-feira.

Na Ásia tivemos baixa generalizada. Nikkei fechou com queda de 4,61% e na China a bolsa tombou 8,49%. No velho continente todas as praças sangram e buscam novas mínimas. Londres -4,37%, Frankfurt -4,87% e Paris -4,67%. Dow Jones futuro cai 3,79%; Nasdaq recua 4,96%; S&P 500 perde 3,39%.

O preço do minério de ferro iniciou a semana com queda de 4,1% no mercado à vista chinês, indo a US$ 53,3 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no Porto de Tianjin, na China. 

Petróleo Brent cai 4,07% na Ice e em Nova York recua 4,18%.

As grandes petroleiras europeias operam em forte baixa, em meio à onda de liquidação de ações e commodities - incluindo o petróleo - causada por preocupações com a economia da China. Por volta das 8h35 (de Brasília), as ações da Shell e da BP caíam 4,81% e 4,42%, respectivamente, em Londres, enquanto as da Total recuavam 5,14% em Paris. Os papéis da BP acumulam perdas de cerca de 15% desde o começo do ano, enquanto os da Shell mostram desvalorização de 26% desde janeiro. 

No front interno, pela terceira semana consecutiva, a mediana das projeções para o IPCA do ano que vem, justamente onde está o foco de atuação do Banco Central neste momento, apresentou elevação no Relatório de Mercado Focus. A taxa subiu de 5,44% para 5,50% - há um mês, estava em 5,40%.

O BC promete levar a inflação para a meta de 4,5% no fim do ano que vem, mas recentemente, a autarquia vem chamando a atenção para “novos riscos” que surgiram para o comportamento dos preços. Pelos cálculos da instituição revelados no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho, o IPCA ficará em 4,8% em 2016 no cenário de referência e em 5,1% no de mercado.

No caso da inflação de 2015, após a estabilidade nas estimativas na semana passada após 17 rodadas seguidas de elevação no boletim Focus, houve a primeira queda das previsões. A mediana para esse indicador passou de 9,32% para 9,29%. Mesmo assim, segue mais elevada do que a taxa projetada há quatro semanas, de 9,23%. No RTI de junho, o BC havia apresentado estimativa de 9% no cenário de referência e de 9,1% usando os parâmetros de mercado. Na última ata do Copom, porém, o BC informou que suas projeções para 2015 também subiram mais.

No Top 5, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, a mediana para o IPCA de 2015 caiu de 9,53% para 9,41%. Ainda assim, a projeção segue bem mais alta do que a de há um mês, quando estava em 9,12%. No caso de 2016, a previsão desse grupo passou de 5,38% para 5,37%. Quatro semanas antes estava em 5,27%.

Para a inflação de curto prazo, houve mudanças para baixo após a divulgação do IPCA-15 de agosto. A projeção para o IPCA deste mês caiu de 0,30%, onde já estava quatro semanas atrás, para 0,26%. No caso de setembro, a taxa esperada passou de 0,40%, onde também estava estacionada um mês atrás, para 0,38%. As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente também mostraram recuo na pesquisa Focus de hoje, passando de 5,65% para 5,63%. Há quatro semanas, estava em 5,76%.

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 50.743 contratos de índice futuro.


O gráfico diário do Ibovespa já mostrava queda pela frente após o fechamento na sexta-feira, quando houve perda do forte 45.850, fundo marcado em dezembro de 2014.

Agora temos suporte no fundo de janeiro de 2014 em 44.904 e depois em 44.107, mínima de 2013.

Pela violência da queda no índice futuro, em torno de 4%, eles deverão ser testados hoje no mercado à vista.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

Nenhum comentário:

Postar um comentário