terça-feira, 25 de agosto de 2015

Medidas na China impulsionam as bolsas

Bom dia investidor!

No histórico pregão de ontem, os investidores estrangeiros aumentaram o saldo comprado no índice futuro de 50.743 para 63.405 contratos de índice futuro, um sinal de que podemos estar formando um fundo no mercado, após teste de importantes suportes.

Na Ásia tivemos fechamentos sem direção única.

Praças menos influentes como Hong Kong e Austrália tiverem alta relevante, enquanto no Japão houve desvalorização de 3,96% e na China queda de 7,63%.

Futuros norte-americanos e bolsas na Europa decolam na manhã dessa terça-feira.

Dow Jones futuro sobe 3,86%; S&P 500 avança 4,02; Nasdaq ganha 4,52%.

Na Grécia o índice FtseGreece sobe 16,88%, Frankfurt 4,44% e Londres 2,96%.

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou sua taxa de juros em meio ponto porcentual e reduziu o compulsório dos bancos, também em meio ponto porcentual. O anúncio é realizado em meio a turbulências no mercado do país.

A China também acabou com o limite para a maior parte dos depósitos bancários. O PBoC removeu o teto de depósitos fixos com vencimento superior a um ano.

O PBoC disse em comunicado em seu site que também estava reduzindo o compulsório para os bancos que emprestam ao setor rural em meio ponto porcentual adicional.

O corte na taxa de juros entra em vigor na quarta-feira, enquanto a redução no compulsório começa a valer em 6 de setembro. No caso do corte no compulsório, a instituição disse que o objetivo era garantir a liquidez e o crescimento estável no crédito. O corte nos juros tem como meta reduzir custo de empréstimos para empresas.

O corte na taxa de juros é o quinto do banco central chinês desde novembro, enquanto o corte no compulsório para todos os bancos é o terceiro do ano.

A medida é anunciada em meio aos temores sobre a desaceleração no crescimento chinês. O índice Xangai Composto recuou 7,6% nesta terça-feira, após uma baixa de 8,5% na segunda-feira, levando sua queda a mais de 20% ao longo dos últimos quatro dias de negociação. 

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 108,3 em agosto, de 108,0 em julho, segundo dados publicados hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda do indicador, a 107,5.

O subíndice do Ifo de condições atuais avançou a 114,8 em agosto, de 113,9 em julho, superando a previsão do mercado, de estabilidade a 113,9. Já o subíndice sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses recuou ligeiramente, a 102,2, de 102,4, mas veio acima da leitura esperada de 101,8.

Segundo avaliação do Ifo, a economia da Alemanha, a maior da zona do euro, permanece sendo uma "rocha em águas turbulentas".  

O preço do minério de ferro ficou estável hoje no mercado à vista chinês em US$ 53,3 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no Porto de Tianjin, na China.

O petróleo para outubro sobe 2,41%, a US$ 39,15 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para outubro avança 2,65%, a US$ 43,82 o barril na plataforma ICE, em Londres.

O gráfico diário do Ibovespa mostra um sinal de fundo no pregão de ontem.

Após marcar mínima em 42.749, o benchmark recuperou-se e fechou longe do piso cotado a 44.336.

Suporte imediato em 44.107 (mínima de 2013) e resistências em 44.904 (mínima de 2014) e 45.850, fundo marcado em dezembro de 2014.



Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

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