segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dados chineses e cenário político interno no radar

Bom dia investidor!

Semana passada tivemos uma movimentação curiosa e intrigante no mercado doméstico.

Os estrangeiros aumentaram a posição comprada de 49.948 contratos de índice futuro para 60.792 ao longo do período.

Inclusive sexta-feira, quando tivemos forte queda, eles elevaram de 56.966 para 60.792.
Raramente eles erram a direção.

Na Ásia a bolsa China foi destaque, terminando o pregão com valorização de 4,92%, a  maior valorização em um único pregão em um mês, impulsionadas pela expectativa de que Pequim deverá continuar adotando medidas de estímulos e dando suporte às ações locais na esteira de uma nova rodada de indicadores fracos de comércio exterior e de inflação da China. 

Dados publicados no fim de semana reforçaram preocupações sobre o estado da economia chinesa e a leitura de que Pequim terá de manter a política de incentivos e de relaxamento monetário.

As exportações da China tiveram queda anual de 8,3% em julho, revertendo ganho de 2,8% em junho, e as importações recuaram pelo nono mês consecutivo, com redução de 8,1%, após o declínio de 6,1% visto em junho. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) do país sofreu em julho um tombo anual de 5,4%, o maior em quase seis anos. 
Europa opera em alta, assim como os futuros norte-americanos.

Negociações para assegurar um terceiro pacote de ajuda em tempo de evitar que a Grécia dê o calote este mês em títulos da dívida detidos pelo Banco Central Europeu parecem ter avançado depois de reuniões, que se alongaram durante toda a semana, entre autoridades de Atenas e os credores do país.

Europa opera em alta.

O ministro das Finanças grego Euclid Tsakalotos e o ministro da Economia Giorgos Stathakis se encontraram no domingo durante várias horas com representantes de quatro instituições que supervisionam o programa de resgate: A Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (ECB) e o fundo de resgate da Zona do Euro. As discussões deram continuidade a mais de seis horas de conversas no sábado.

No cenário interno, não é mais do impeachment que falam, mas da renúncia. As pessoas sentem que o País não aguentará muito mais tempo, não conseguem ver luz no fim do túnel, estão assustadas com o que terão de enfrentar. A presidente esbraveja, está ainda na fase da negação, diz que ninguém vai tirar a legitimidade que o voto lhe deu, mas está isolada e sem sustentação para virar esse jogo. Agosto avança veloz para cumprir as profecias da crise.

Relatório Focus apontou alta do IPCA de 2015 de 5,40% para 5,42% e retração do PIB de 1,80 para 1,97% em 2015.

Os futuros de petróleo operam sem direção única, mas próximos das mínimas em vários meses, em resposta a preocupações cada vez maiores com a situação de oferta excessiva e demanda fraca.

O gráfico diário do Ibovespa mostra o benchmark num ponto chave, região de forte suporte que será um divisor de águas entre a compra e a venda.

Abaixo de 48.624 teremos um pivô de baixa e queda no curto prazo, com alvo imediato em 47.900, mas potencial de buscar 46.480 ou mesmo 45.850 nas próximas semanas.

A formação de um canclestick de reversão na região, por sua vez, seria um sinal de fundo e compra.


Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

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