segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Governo desiste de nova CPMF

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 92.097 contratos de índice futuro. Vale destacar que começaram a semana anterior com saldo positivo em 50.743.

O relatório Focus divulgado mais cedo apontou IPCA para 2015 de 9,29% para 9,28% e retração do PIB de 2,06% para 2,26% para o período.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, demonstrou no final de semana confiança na retomada da economia bem antes do que preveem os economistas. Segundo ele, já há alguns setores da indústria mostrando indicadores de recuperação. “Eu acho que se não houver uma ruptura, se não houver uma coisa muito complicada, e a gente cortar gastos públicos, é o caminho”, disse o ministro durante palestra no 7º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais da BM&FBovespa, em Campos do Jordão, interior de São Paulo.

O governo vai apresentar hoje ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2016 com déficit primário da ordem de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), admitindo que gastará mais do que vai arrecadar, mesmo sem levar em conta despesas com pagamento de juros. Trata-se da primeira vez na história que o governo não consegue fechar as contas e entra no vermelho, prevendo desequilíbrio fiscal. O resultado negativo deve ficar próximo de R$ 30 bilhões.

O vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer, disse durante o tradicional simpósio de Jackson Hole que o banco central norte-americano precisará proceder cautelosamente com a normalização da política monetária. Segundo ele, há "boas razões" para acreditar que a inflação nos EUA vai ganhar força e se dirigir para a meta de 2%.

Cobre opera em baixa de 1,19% na Comex. Petróleo cede 2,19% na Nymex e cai 2,66% na Ice.

As bolsas chinesas fecharam em baixa nesta segunda-feira, após acumularem fortes ganhos nas duas sessões anteriores, em meio a uma onda de realização de lucros causada por dúvidas sobre a disposição de Pequim de continuar sustentando as ações locais. Em outras partes da Ásia, porém, os mercados tiveram um dia majoritariamente positivo.

Europa em baixa e futuros norte-americanos cedem na ordem de 1%.


No gráfico diário do Ibovespa temos sinal de topo e indicação de uma sessão negativa. O primeiro alvo é 46.480, mas poderá descer até 45.850 para buscar suporte e novos compradores.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Dia de correção para o Ibovespa

Bom dia investidor!

Estrangeiros reduziram levemente a posição comprada no pregão de ontem, de 77.935 para 77.856 contratos.

Com exceção de Hong Kong, tivemos fechamento em campo positivo na ÁsiaChina +4,82% e Japão +3,03%.

Petróleo, velho continente e futuros norte-americanos operam em baixa moderada, corrigindo os excessos da semana. Cobre tem baixa de 0,49% na Comex.

O preço do minério de ferro subiu 4,1% no mercado à vista chinês indo a US$ 55,5 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no Porto de Tianjin, na China.

O lucro das maiores empresas do setor industrial da China teve queda de 2,9% em julho ante igual mês do ano passado, após recuar em ritmo bem mais comedido em junho, de 0,3%, informou a agência de notícias chinesa Xinhua, citando dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Os ganhos de companhias da indústria chinesa com receita anual superior a 20 milhões de yuans totalizaram 471,6 bilhões de yuans em julho, segundo a Xinhua. 
O resultado de julho foi atribuído à fraca demanda doméstica e à continuidade da queda nos preços ao produtor, que estão em declínio há 41 meses consecutivos, disse a agência.

Entre janeiro e julho, o lucro do setor industrial chinês caiu 1,0% ante o mesmo período de 2014, após diminuir 0,7% no primeiro semestre, de acordo com a Xinhua.

A agência de classificação de risco Moody's alterou a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) das economias do G20 para 2,8% em 2016, de 3,1% previsto anteriormente.
Segundo a agência, a medida reflete o impacto de uma desaceleração mais acentuada na economia da China e efeitos negativos mais prolongados da queda nos preços das commodities nos produtores do grupo mais cedo do que o esperado.

A Moody's também alterou sua perspectiva de crescimento do PIB da China em 2016 para 6,3%, de 6,5% previsto anteriormente. "A desaceleração da economia na China faz um aumento significativo nos preços das commodities a curto prazo tornar-se improvável. Um período prolongado de baixos preços das commodities levará a baixas receitas de exportação e investimento nas economias exportadoras de commodities do G20", informou Marie Diron, vice-presidente sênior da agência.

A Moody's também informou que espera crescimento negativo do PIB no Brasil e na Rússia, estendendo a recessão em 2015. "A recente queda nos preços das commodities e a maior depreciação das moedas exacerbam a já desfavorável situação econômica nos dois países", divulgou a agência.

A contração do PIB no Brasil de 2,6% no 2ºTRI na comparação anual e a possível volta da CPMF serão os drivers para uma correção no pregão de hoje.

O gráfico diário do Ibovespa mostra que ontem tivemos teste da média móvel exponencial de 21 períodos, sendo natural um retorno para correção após esse movimento.



O alvo inicialmente é 46.480.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Bolsas avançam mundo afora

Bom dia investidor!


Estrangeiros aumentaram a posição comprada no índice futuro de 69.749 para 77.935 no pregão de ontem.

Petróleo opera em alta de 3,81% em Nova York e avança 3,87% em Londres. Cobre opera com alta de 1,48% na Comex. Futuros norte-americanos sobem na ordem de 1%.

Na Europa, todas as praças estão verdesFrankfurt + 2,55% e Paris 2,77%. Na Ásia, Japão +1,08% e China +5,34%.

A credibilidade da política econômica do governo avançou com uma nova postura na área fiscal, defendida por Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e com o firme combate do BC contra a inflação, destaca o relatório anual da Moody's sobre o Brasil. "A credibilidade da política melhorou com a indicação de uma nova equipe econômica cujo modus operandi levou a uma ruptura com o passado, particularmente em relação à frequente adoção anterior de ajustes ad-hoc nos cálculos do superávit primário, a fim de assegurar o cumprimento das regras fiscais."

De acordo com a Moody's, a política monetária tem conseguido dar tração ao processo de reduzir a inflação, com o Banco Central também "restaurando a credibilidade." Segundo a agência, o BC adotou um movimento de alta de juros desde meados de 2013, mas este ciclo está terminando. "Com a última elevação dos juros em julho de 2015, a Selic atingiu 14,25% em termos nominais e de 5%-6% em termos reais", destaca.

Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego caíram para 271 mil; previsão 273 mil.

O índice de preços do PCE subiu 2,2% e o núcleo do PCE subiu 1,8% no 2ºTRI.

O PIB cresceu à taxa anualizada de 3,7% no 2ªTRI; previsão +3,3%.

Os gastos com consumo foram revisados de +2,9% para 3,1% no 2ªTRI.

O gráfico diário do IBOVESPA mostra a confirmação do fundo marcado na segunda-feira, uma vez que o benchmark terminou seus negócios acima de 45.714 e também do fundo de dezembro de 2014 (45.850).


Esses pontos serão suportes imediatos em caso de correção.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Montanha-russa

Bom dia investidor!

Tivemos, mais uma vez, fechamentos mistos na Ásia.
Japão +3,20% e China -1,27%.

Na Europa as bolsas trabalham em queda generalizada, porém bem distantes de suas mínimas, em recuperação intraday.

Petróleo sobe 1,06%, para US$ 43,67 por barril, na Ice, enquanto na Nymex opera em alta de 1,17%.

Dow Jones futuro ganha 1,86%; S&P 500 avança 1,92%; Nasdaq sobe 1,97%.

A Petrobras informou que submeteu à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), pedido de análise prévia de registro de oferta de distribuição pública de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até 3 séries, no valor de R$ 3 bilhões. O valor poderá ser aumentado em função do exercício de eventual distribuição de debêntures adicionais e de debêntures suplementares.

Em fato relevante, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal informa que a oferta será de, inicialmente, 300 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 10 mil, na data de emissão.

O Conselho Estatal da China, o gabinete do país, afirmou nesta quarta-feira que reduzirá tarifas para importação e exportação pagas por companhias locais, para ajudar a reduzir os custos em meio à fraqueza no cenário comercial.

Os contratos futuros de cobre recuavam em Londres e em Nova York, após um dia positivo, quando reagiram aos estímulos anunciados pelo Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). O impulso de ontem teve fôlego curto, com os participantes do mercado ainda temerosos diante da economia chinesa e para suas perspectivas futuras de demanda.

O preço do minério de ferro caiu 0,4% no mercado à vista chinês para US$ 53,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no Porto de Tianjin, na China. 

O gráfico diário do Ibovespa sinaliza uma possível formação de fundo.

Ontem fechou em leve alta, porém pressionado na etapa final.

A perda de 44.100 seria uma ducha de água fria para os compradores, enquanto um fechamento acima de 44.900 um sinal de repique de curto prazo.





Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Medidas na China impulsionam as bolsas

Bom dia investidor!

No histórico pregão de ontem, os investidores estrangeiros aumentaram o saldo comprado no índice futuro de 50.743 para 63.405 contratos de índice futuro, um sinal de que podemos estar formando um fundo no mercado, após teste de importantes suportes.

Na Ásia tivemos fechamentos sem direção única.

Praças menos influentes como Hong Kong e Austrália tiverem alta relevante, enquanto no Japão houve desvalorização de 3,96% e na China queda de 7,63%.

Futuros norte-americanos e bolsas na Europa decolam na manhã dessa terça-feira.

Dow Jones futuro sobe 3,86%; S&P 500 avança 4,02; Nasdaq ganha 4,52%.

Na Grécia o índice FtseGreece sobe 16,88%, Frankfurt 4,44% e Londres 2,96%.

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou sua taxa de juros em meio ponto porcentual e reduziu o compulsório dos bancos, também em meio ponto porcentual. O anúncio é realizado em meio a turbulências no mercado do país.

A China também acabou com o limite para a maior parte dos depósitos bancários. O PBoC removeu o teto de depósitos fixos com vencimento superior a um ano.

O PBoC disse em comunicado em seu site que também estava reduzindo o compulsório para os bancos que emprestam ao setor rural em meio ponto porcentual adicional.

O corte na taxa de juros entra em vigor na quarta-feira, enquanto a redução no compulsório começa a valer em 6 de setembro. No caso do corte no compulsório, a instituição disse que o objetivo era garantir a liquidez e o crescimento estável no crédito. O corte nos juros tem como meta reduzir custo de empréstimos para empresas.

O corte na taxa de juros é o quinto do banco central chinês desde novembro, enquanto o corte no compulsório para todos os bancos é o terceiro do ano.

A medida é anunciada em meio aos temores sobre a desaceleração no crescimento chinês. O índice Xangai Composto recuou 7,6% nesta terça-feira, após uma baixa de 8,5% na segunda-feira, levando sua queda a mais de 20% ao longo dos últimos quatro dias de negociação. 

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 108,3 em agosto, de 108,0 em julho, segundo dados publicados hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda do indicador, a 107,5.

O subíndice do Ifo de condições atuais avançou a 114,8 em agosto, de 113,9 em julho, superando a previsão do mercado, de estabilidade a 113,9. Já o subíndice sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses recuou ligeiramente, a 102,2, de 102,4, mas veio acima da leitura esperada de 101,8.

Segundo avaliação do Ifo, a economia da Alemanha, a maior da zona do euro, permanece sendo uma "rocha em águas turbulentas".  

O preço do minério de ferro ficou estável hoje no mercado à vista chinês em US$ 53,3 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no Porto de Tianjin, na China.

O petróleo para outubro sobe 2,41%, a US$ 39,15 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para outubro avança 2,65%, a US$ 43,82 o barril na plataforma ICE, em Londres.

O gráfico diário do Ibovespa mostra um sinal de fundo no pregão de ontem.

Após marcar mínima em 42.749, o benchmark recuperou-se e fechou longe do piso cotado a 44.336.

Suporte imediato em 44.107 (mínima de 2013) e resistências em 44.904 (mínima de 2014) e 45.850, fundo marcado em dezembro de 2014.



Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Sangue"


Bom dia investidor.

Abertura histórica nessa segunda-feira.

Na Ásia tivemos baixa generalizada. Nikkei fechou com queda de 4,61% e na China a bolsa tombou 8,49%. No velho continente todas as praças sangram e buscam novas mínimas. Londres -4,37%, Frankfurt -4,87% e Paris -4,67%. Dow Jones futuro cai 3,79%; Nasdaq recua 4,96%; S&P 500 perde 3,39%.

O preço do minério de ferro iniciou a semana com queda de 4,1% no mercado à vista chinês, indo a US$ 53,3 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no Porto de Tianjin, na China. 

Petróleo Brent cai 4,07% na Ice e em Nova York recua 4,18%.

As grandes petroleiras europeias operam em forte baixa, em meio à onda de liquidação de ações e commodities - incluindo o petróleo - causada por preocupações com a economia da China. Por volta das 8h35 (de Brasília), as ações da Shell e da BP caíam 4,81% e 4,42%, respectivamente, em Londres, enquanto as da Total recuavam 5,14% em Paris. Os papéis da BP acumulam perdas de cerca de 15% desde o começo do ano, enquanto os da Shell mostram desvalorização de 26% desde janeiro. 

No front interno, pela terceira semana consecutiva, a mediana das projeções para o IPCA do ano que vem, justamente onde está o foco de atuação do Banco Central neste momento, apresentou elevação no Relatório de Mercado Focus. A taxa subiu de 5,44% para 5,50% - há um mês, estava em 5,40%.

O BC promete levar a inflação para a meta de 4,5% no fim do ano que vem, mas recentemente, a autarquia vem chamando a atenção para “novos riscos” que surgiram para o comportamento dos preços. Pelos cálculos da instituição revelados no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho, o IPCA ficará em 4,8% em 2016 no cenário de referência e em 5,1% no de mercado.

No caso da inflação de 2015, após a estabilidade nas estimativas na semana passada após 17 rodadas seguidas de elevação no boletim Focus, houve a primeira queda das previsões. A mediana para esse indicador passou de 9,32% para 9,29%. Mesmo assim, segue mais elevada do que a taxa projetada há quatro semanas, de 9,23%. No RTI de junho, o BC havia apresentado estimativa de 9% no cenário de referência e de 9,1% usando os parâmetros de mercado. Na última ata do Copom, porém, o BC informou que suas projeções para 2015 também subiram mais.

No Top 5, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, a mediana para o IPCA de 2015 caiu de 9,53% para 9,41%. Ainda assim, a projeção segue bem mais alta do que a de há um mês, quando estava em 9,12%. No caso de 2016, a previsão desse grupo passou de 5,38% para 5,37%. Quatro semanas antes estava em 5,27%.

Para a inflação de curto prazo, houve mudanças para baixo após a divulgação do IPCA-15 de agosto. A projeção para o IPCA deste mês caiu de 0,30%, onde já estava quatro semanas atrás, para 0,26%. No caso de setembro, a taxa esperada passou de 0,40%, onde também estava estacionada um mês atrás, para 0,38%. As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente também mostraram recuo na pesquisa Focus de hoje, passando de 5,65% para 5,63%. Há quatro semanas, estava em 5,76%.

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 50.743 contratos de índice futuro.


O gráfico diário do Ibovespa já mostrava queda pela frente após o fechamento na sexta-feira, quando houve perda do forte 45.850, fundo marcado em dezembro de 2014.

Agora temos suporte no fundo de janeiro de 2014 em 44.904 e depois em 44.107, mínima de 2013.

Pela violência da queda no índice futuro, em torno de 4%, eles deverão ser testados hoje no mercado à vista.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

PMI chinês derruba bolsas

Bom dia investidor!

Bolsas em queda mundo afora.

Japão fechou na mínima, com desvalorização de 2,98%.

China caiu 4,27%.

Na Europa temos baixa em todas as praças.

Futuros norte-americanos seguem a mesma trajetória.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha caiu a 9,9 na pesquisa de setembro do instituto GfK, de 10,1 na leitura para agosto. O instituto de pesquisa alemão utiliza dados do mês atual para estimar o indicador para o mês seguinte. O resultado de setembro contrariou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam estabilidade do indicador a 10,1.

O índice de atividade dos gerentes de compras do setor industrial da China recuou a 47,1 na leitura preliminar de agosto, ante 47,8 em julho, em medição feita pela Caixin Media (antes HSBC) e divulgada pela Markit Economics nesta quinta-feira.

O dado marca uma queda ainda mais acentuada do que em julho, que já havia registrado o menor patamar em dois anos e é o sexto mês seguido abaixo da marca de 50,0, que indica contração da atividade.

Metais em queda.

A China consome mais de 40% dos metais básicos globais, portanto os preços das commodities tendem a refletir de perto sua situação econômica. Quando sua economia enfrenta dificuldades, como agora, o mercado antecipa queda na demanda e nos preços.

Investidores estão fugindo dos mercados emergentes em meio à desaceleração da economia da China, queda do preço das commodities em escala global e expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) aumentará as taxas de juros em breve.

Essa fuga de capitais provocou, segundo a Markit, o resgate de US$ 3,7 bilhões dos 229 fundos negociados em bolsa que se baseiam em mercados emergentes e nos chamados BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China) somente neste trimestre.

A combinação de dólar forte e o baixo preço das commodities pressiona as economias emergentes que contam com recursos naturais. Ao mesmo tempo, grandes consumidores como a China enfrentam fraco desempenho econômico. Como resultado, o índice MSCI para os emergentes caiu para o menor nível em 4 anos.

No cenário doméstico, o IPCA-15 subiu 0,43% em agosto e acumula alta de 9,57% em 12 meses.
O gráfico diário do Ibovespa mostra o benchmark fora do canal de baixa, consolidando a perda do padrão.

Para hoje, temos suporte em 46.480 e 45.850.




Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Bolsas cedem com China e incertezas com juros norte-americanos

Bom dia investidor!

Bolsas em queda generalizada.

Na Ásia tivemos baixa de 3,42% na China e de 0,94% no Japão.

Velho continente, que ontem fechou nas mínimas, continua sua trajetória descendente.

Alemanha cede 1,01% e Inglaterra cai 0,41%.

A Grécia recebeu hoje uma primeira tranche de 13 bilhões de euros (US$ 14,5 bilhões) que integra o terceiro pacote de resgate obtido de seus credores internacionais. O desembolso, que já era esperado, foi confirmado pelo Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês).

Do total recebido, 12 bilhões de euros serão destinados para o pagamento de dívidas e o restante para acertar contas atrasadas com fornecedores do setor público.

Petróleo opera com desvalorização de 1,45% em Nova York e perde 1,40% em Londres.

Os principais drivers são as preocupações com a desaceleração econômica da China e incertezas sobre a perspectiva dos juros nos EUA. Os investidores também reagiram negativamente à decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de manter inalterada a composição de sua cesta de moedas de reserva por mais tempo, adiando a possível inclusão do yuan.

O cobre para setembro sobe 1,21% na Comex.

O preço do minério de ferro caiu 0,5% no mercado à vista chinês para US$ 55,6 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no Porto de Tianjin, na China. 

Futuros americanos têm queda na ordem de 0,70%.

No cenário interno, Eduardo Cunha será o grande personagem do dia.

O gráfico diário do Ibovespa mostra a perda do canal de baixa desenhado na imagem.

O caminho mais provável para hoje é a perda de 46.480 e a busca por apoio em 45.850, ponto não testado ontem por muito pouco.


Bons negócios!
Wagner Caetano 
Top Trader

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Aversão ao risco antes da ata do Fomc

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 62.579 contratos de índice futuro.

Na Ásia a maioria das bolsas fecharam em baixa, sob efeito da volatilidade na China.
Japão -1,61% e China +1,23%, mas chegou a cair forte no intraday.

Segundo Fu Xuejun, estrategista da Huarong Securities, os investidores ficaram decepcionados por Pequim não ter resgatado o mercado ontem, quando a Bolsa de Xangai despencou 6,15%. Para Fu, a ação do governo é como se Pequim estivesse "fornecendo drogas demais aos mercados" e os investidores estão ficando muito dependentes de medidas de estabilização.
Europa em queda.

Alemanha cede 1,24% e França 0,94%.

O Parlamento da Alemanha votou nesta quarta-feira a favor do novo pacote de ajuda financeira à Grécia, que liberará uma ansiada injeção de dinheiro para o endividado integrante da zona do euro. Antes da votação, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, disse aos congressistas que Atenas merecia mais ajuda, após aceitar duras reformas econômicas e cortes orçamentários ligados ao pacote de ajuda de 86 bilhões de euros (US$ 95 bilhões).
A moção do governo da Alemanha foi aprovada no Parlamento em Berlim por 454 votos a 113, com 18 abstenções. A votação é um importante passo para a adoção final do pacote pelos ministros das Finanças da zona do euro. Um primeiro desembolso, de 13 bilhões de euros, deve ocorrer nesta quinta-feira, quando Atenas já precisa pagar uma dívida de 3,4 bilhões de euros com o Banco Central Europeu (BCE)

O preço do minério de ferro caiu 0,2% no mercado à vista chinês, para US$ 55,9 a tonelada seca no mercado à vista chinês. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China.

Os contratos futuros de cobre operam em baixa, continuando a oscilar perto das mínimas em seis anos e em baixa pelo quarto dia consecutivo, com os investidores evitando assumir riscos, em meio aos temores sobre o futuro da demanda na China.

Futuros norte-americanos e petróleo em queda moderada.

Na agenda do dia, teremos estoques de petróleo (11h30) e ata do Fomc (15h) nos EUA e o fluxo cambial no Brasil às 12h30.

No cenário interno, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou baixa de 1,89% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro, na série com ajuste do BC.

O gráfico diário do Ibovespa mostra um spinning top, um candlestick de equilíbrio entre ursos e touros no pregão de ontem, marcado pela forte volatilidade e fechamento praticamente lateral, no preço médio do dia.



Isso torna o rumo do mercado doméstico mais previsível, pois para o lado que romper (mínima ou máxima de ontem), o benchmark deverá seguir no curto prazo.

Bons negócios!


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Mar vermelho

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a terça-feira comprados em 61.276 contratos de índice futuro.

Temos baixa generalizada mundo afora.

Na China houve forte queda de 6,15% e no Japão a bolsa caiu 0,32%.

Velho continente em terreno negativo, com queda moderada, porém longe das máximas.

Nos EUA, Dow Jones Futuro cai 0,36%; S&P 500 recua 0,31%; Nasdaq perde 0,35%.

O preço do minério de ferro no mercado à vista chinês ficou estável hoje em US$ 56,00 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no Porto de Tianjin, na China.

Os preços do petróleo estavam sob pressão nesta terça-feira, diante das preocupações sobre a economia chinesa, em meio à tendência geral de baixa nesse mercado. Com o cenário de excesso de oferta derrubando os preços desde o ano passado, a mais recente onda de vendas ocorre após a desvalorização do yuan na semana passada e em meio às preocupações sobre o crescimento econômico da China.

Ainda no gigante asiático, o preço médio das novas moradias registrou queda de 4,4% em julho ante julho de 2014, conforme levantamento em 70 cidades chinesas realizado pelo The Wall Street Journal e publicado nesta segunda-feira.

O resultado sinaliza que os preços de novas residências no país caíram de forma menos acentuada, depois de terem registrado recuo de 5,4% em junho e 6,0% em maio, ambos na comparação anualizada.

Em julho, os preços apresentaram queda em 29 das 70 cidades pesquisadas, ante 34 junho.
Os preços avançaram 0,15% em julho ante junho, que registrou aumento de 0,16%.


Os futuros de cobre e alumínio renovaram mínimas em seis anos em Londres.

No cenário doméstico, enquanto Eduardo Cunha coloca hoje em votação na Câmara mais uma pauta-bomba, o projeto que propõe a remuneração das contas do FGTS pelo rendimento da poupança, no Senado, Renan tenta garantir a medida mais importante do ajuste fiscal, que muda as desonerações da folha. Essa receita para o superávit fiscal já era dada como perdida, em função da crise com o Congresso.

O gráfico diário do Ibovespa mostra o benchmark colado na linha inferior do canal de baixa que vem guiando os negócios desde maio.

Um candle de reversão com volume acima da média nessa região seria um sinal concreto de repique para o curto prazo, porém temos aversão ao risco mundo afora, tornando a busca do suporte em 46.480 o caminho mais provável para o curtíssimo prazo.




Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Manifestações foram destaque no final de semana


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 61.136 contratos de índice futuro.

Tivemos o final da temporada de balanços no mercado doméstico na sexta-feira, restando apenas poucas empresas retardatárias para soltar seus números.

A 2ª prévia do Ibovespa para o período de setembro a dezembro deverá mexer com os ativos.

O relatório Focus divulgado mais cedo apontou IPCA para 2015 de 9,32%, retração do PIB de 1,97% para 2,01% em 2015 e retração do PIB de 0,15% em 2016.

Hoje é dia de ver a reação dos mercados domésticos aos protestos de ontem em todo o País contra Dilma Rousseff. Os números sobre o tamanho das manifestações divergem, mas todos apontam que foi menor do que os de 15 de março. Resta também saber como o governo e a oposição irão estabelecer suas estratégias a partir do evento deste domingo, que não poupou o ex-presidente Lula e o PT e ressaltou muito a insatisfação popular com a corrupção. 

O minério de ferro iniciou a semana com queda de 0,4% na China, cotado a US$ 56 a tonelada. Petróleo opera em queda de 1,62% em Nova York e cede 0,47% em Londres. Cobre recua 0,79% na Comex.

Na Ásia as bolsas fecharam sem direção única. As principais, Japão e China, subiram 0,49% e 0,71% respectivamente. Futuros norte-americanos trabalham de lado.

Na Europa temos leve alta na maioria das praças.

O Ibovespa perdeu um importante suporte ao fechar abaixo de 47.900.


Esse ponto é resistência imediata em caso de repique, pelo princípio de inversão de polaridade da análise técnica. Caso a força vendedora continue dominante, teremos teste e provável perda da linha inferior do canal de baixa desenhado na imagem.

Nesse cenário, o alvo imediato seria 46.480, mínima do ano marcada em janeiro.

Um improvável candle de reversão sobre a linha inferior do canal seria um sinal de repique para o curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Mundo verde

Bom dia investidor!

Estrangeiros aumentaram o saldo comprado de 59.705 para 62.494 no pregão de ontem, quando tivemos vencimento do índice futuro.

Temos alta generalizada mundo afora.

Japão fechou com valorização de 0,99% e China +1,76%.

Bolsas no velho continente se recuperam das perdas de ontem.

Alemanha sobe 1,70% e França 1,81%.

O Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) afirmou em comunicado nesta quinta-feira que tem capacidade de manter o yuan estável, ao mesmo tempo em que se compromete a abrir os mercados de câmbio do país para investidores estrangeiros.

Em um comunicado para repórteres nesta quinta-feira, o PBOC afirmou que a "ampla" reserva de moedas estrangeiras da China, boas condições fiscais e um sistema financeiro saudável dão grande suporte para uma taxa de câmbio estável. Mais uma vez, o BC da China negou que há qualquer base econômica para a contínua desvalorização do yuan.

Esse é o driver positivo que alimenta o rali no exterior.

Cobre cai 0,13% na Comex.

Petróleo em baixa em Londres (-0,24%) e Nova York (-1,04%).

Dow Jones futuro sobe 0,14%; S&P 500 avança 0,12%; Nasdaq ganha 0,18%.

Os pedidos de auxílio desemprego subiram para 274 mil nos EUA; previsão 270 mil.

As vendas na varejo avançaram 0,6% em julho, como previsto.

O índice de preços das importações caíram 0,9% em jun/jul; previsão -1,1%.

O gráfico diário do Ibovespa mostra ontem mais um pregão onde a média móvel exponencial de 5 períodos funcionou como paredão.

Pelo terceiro pregão seguido a máxima foi na região.

Vale notar também que as máximas têm sido mais baixas, assim como as mínimas, reflexo de pressão vendedora.

Enquanto abaixo de 48.624 a maré será de venda, com alvo em 47.900.

Se perder esse ponto mira 46.480 no curto prazo.

Um candle de reversão sobre a região, com fechamento acima de 48.624 seria um sinal de alívio e poderia gerar um repique.

Vale citar que a perda de 48.624 confirmou um pivot de baixa no gráfico diário.



Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Vencimento do índice futuro

Bom dia investidor!

Ontem os estrangeiros atuaram na venda do índice futuro, diminuindo o saldo comprado de 63.577 para 59.705, na véspera do vencimento.

Hoje temos novamente baixa generalizada mundo afora.

Japão fechou com queda de 1,58% e China -1,06%.

Velho continente vermelho.

Alemanha - 2,31% e França -2,40%.

A produção industrial da China cresceu 6% em julho ante igual mês do ano passado, mostrando desaceleração em relação ao ganho de 6,8% registrado em junho, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado de julho veio abaixo da expectativa de 13 analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam aumento anual de 6,6%.

Na comparação mensal, a produção industrial chinesa subiu 0,32% em julho, após avançar 0,64% em junho ante maio.

As vendas no varejo da China, por sua vez, cresceram 10,5% em julho ante o mesmo período de 2014, após subir em ritmo anual mais forte de 10,6% em junho. A variação de julho, porém, veio em linha com a previsão dos analistas.

Já os investimentos em ativos fixos urbanos avançaram 11,2% entre janeiro e julho em relação ao mesmo intervalo do ano passado, vindo abaixo da projeção, de alta de 11,5%. No período de janeiro a junho, os investimentos haviam subido 11,4% no confronto anual. 

O Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) estabeleceu a taxa de paridade do yuan ante o dólar nesta quarta-feira em linha com o fechamento da terça-feira, refletindo a promessa da China de permitir que as forças do mercado ditem a direção futura da moeda. O PBOC estabeleceu a taxa de paridade em 6,3306 yuans por dólar, ante 6,3231 no fim da terça-feira, 1,62% menor do que no dia anterior.

Petróleo em alta de pouco mais de 1% em Londres e Nova York.

Minério de ferro caiu 0,2% na China e cobre trabalha em leve baixa.

Futuros norte-americanos em terrenos negativo.

O rebaixamento do Brasil pela Moody's com perspectiva estável será precificado ao longo do pregão como um driver importante.

O gráfico diário do Ibovespa mostra que nas últimas duas sessões o mercado tentou passar a média móvel exponencial de 5 períodos sem sucesso.

A perda de 48.624 seria uma luz amarela para os compradores, enquanto a perda de 48.300 projetaria teste de 47.900 para o curto prazo, onde além de um fundo relevante o benchmark tem a linha inferior de um canal de baixa traçado na imagem.


Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader