quinta-feira, 23 de julho de 2015

Meta fiscal será o driver do dia



Bom dia investidor!

Maioria das bolsas asiáticas fechou em altaJapão +0,44% e China +2,43%Europa e futuros norte-americanos sem direção única.

O Parlamento da Grécia aprovou a segunda rodada de reformas exigidas pelos credores internacionais do país, em troca de um novo pacote de ajuda financeira. A votação ocorreu após um prolongado debate, que terminou às 4h desta quinta-feira (hora local). O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, novamente sofreu com uma revolta entre seus próprios parlamentares da esquerda radical, mas não teve dificuldade para conseguir a aprovação das medidas, com o apoio de partidos pró-Europa da oposição. As reformas eram um pré-requisito antes de Atenas começar a negociar com seus credores um terceiro pacote de ajuda, de cerca de 85 bilhões de euros (US$ 93 bilhões). 

No Brasil, segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 6,9% em junho, ante 6,7% em maio.

Os balanços da Fibria e da Klabin deverão mexer com o setor nessa sessão.

Petróleo trabalha em leve queda em Londres e Nova York. O preço do minério de ferro registrou hoje no mercado à vista chinês queda de 0,2%, cotado a US$ 50,6 a tonelada, de acordo com dados do The Steel Index. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que as novas metas fiscais para este e para os próximos anos são um piso com o qual o governo trabalha e que o alvo continua sendo um superávit anual de 2%. “Não descartaria a possibilidade de resultados melhores do que se está falando aqui, mas não podemos ser otimistas com o que não temos controle. O que estamos fazendo aqui é um piso”, acrescentou.

Depois de uma disputa entre a Fazenda e o Planejamento em que, segundo interlocutores, Levy vinha defendendo que a redução da meta fosse feita mais para a frente, o ministro afirmou: “Quem me conhece sabe que eu sou adepto da transparência e da pronta comunicação dos fatos relevantes para a economia”.

Levy voltou a repetir que seria uma ilusão pensar que, com a redução da meta, haverá um relaxamento da política fiscal. “Toda a agenda de reequilíbrio da economia continua”, completou.

A entrevista de LEVY e BARBOSA, que confirmou a meta de 0,15% do superávit primário e um corte adicional de R$ 8,6 bilhões nos gastos públicos, deixou a sensação de que nada saiu como esperavam. Ainda pior, projetou expectativas que, da mesma forma, podem não se confirmar, o que resultaria em déficit este ano. Os ministros expuseram toda precariedade do quadro fiscal, convenceram, mas isso não evitará o pessimismo.

clique para ampliar

O gráfico diário do Ibovespa mostra mínimas e máximas mais baixas nos últimos pregões e as médias bem inclinadas para vendaCaso o mercado permaneça com viés de baixa, o alvo de curto prazo é 49.910. Apenas o rompimento de 51.130, com volume relevante e com um candle de reversão desenhado na região, seria um sinal de repique concreto.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

Nenhum comentário:

Postar um comentário