quinta-feira, 16 de julho de 2015

Grécia e Moody's o radar

Bom dia investidor!

O Parlamento da Grécia aprovou as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais para obter um novo programa de resgate para o país. As medidas, que impõem aumento de impostos e corte de gastos abrangentes, foram aprovadas com o apoio de 229 dos 300 parlamentares.

A maioria dos parlamentares que votaram a favor constituem os três partidos da oposição. 

Diversos membros do Partido Syriza, do governo, não seguiram as recomendações do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, e votaram contra as medidas, incluindo o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, e o ministro de Energia, Panagiotis Lafazanis.

De acordo com o jornal britânico, The Guardian, dos 64 votos contra o pacote, 32 foram do Partido Syriza, que ocupa 149 assentos no Parlamento. Além disso, seis parlamentares do partido se abstiveram e um estava ausente.

O pacote resultará em 9 bilhões de euros em corte de gastos e aumento de impostos nos próximos três anos em troca de 86 bilhões de euros em empréstimos de resgate da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Eurogrupo começa o dia em teleconferência para discutir o novo pacote de ajuda à Atenas, após a aprovação do plano de Bruxelas, no Parlamento grego. Ainda na Europa, a reunião do BCE será seguida de uma entrevista de DRAGHI (9h30), enquanto YELLEN deve confirmar no Senado (15h30) que o juro subirá ainda este ano, nos EUA. Aqui, LEVY faz hoje uma última tentativa para votar a reforma do ICMS, antes do recesso parlamentar.

Cobre sobe 0,54% na Comex e o petróleo trabalha com valorização de 1,61% na Ice e 1,30% na Nymex.

Europa e futuros norte-americanos em alta.

Embora o humor externo deva influenciar os negócios no Brasil hoje, a luz amarela segue acesa em mais um dia de visita da Moody's, desta vez ao Ministério da Fazenda, e às vésperas do recesso parlamentar, a partir de sábado. Se por um lado o governo espera que com essa parada de duas semanas no Congresso os ânimos se acalmem, dando trégua à crise política, por outro lado, devem ser postergadas medidas muito urgentes para o andamento do ajuste fiscal - a reforma do ICMS, o projeto de repatriação e a aprovação do projeto que volta a onerar a folha de pagamento de setores da economia. Quanto maior a dificuldade do governo em conseguir receitas para ajudar no cumprimento da meta de superávit primário, mais difícil fica para convencer as agências de rating, no caso agora a Moody's, a não rebaixar a nota de crédito do Brasil. Aliás, o downgrade já seria dado como inevitável pelo governo e pelo mercado, portanto, se Levy conseguir convencer a agência de não manter a perspectiva da nota como negativa isso já será de algum modo um ganho dentro de um cenário com tantos obstáculos. 

O gráfico diário do Ibovespa mostra entrada de força vendedora no pregão de ontem, mas sem definir a direção de curto prazo.

As duas linhas traçadas poderão sinalizar para que o lado o benchmark vai se definir nos próximos pregões.


Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

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