sexta-feira, 31 de julho de 2015

Mercados operam sem direção definida


Bom dia investidor!

Ásia fechou em alta generalizada, com algumas bolsas como Tóquio na máxima da sessão (+0,30%). A exceção foi na China, com baixa de 1,13%.

O preço do minério de ferro caiu 3,1% em relação a ontem no mercado à vista chinês para US$ 52,9 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. No acumulado da semana, entretanto, o valor subiu 4,3%. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China.

Europa e futuros norte-americanos operam sem direção única. Cobre e petróleo em baixa.

As vendas no varejo da Alemanha caíram 2,3% em junho ante maio, considerando-se ajustes sazonais, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam estabilidade do indicador.
Na comparação anual, por outro lado, as vendas do varejo alemão subiram 5,1% em junho.
A taxa de desemprego da zona do euro ficou inalterada em junho ante maio, em 11,1%, segundo a Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, vindo em linha com a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.
Apesar da estabilidade da taxa, o número de desempregados no bloco formado por 19 países teve aumento de 31 mil em junho.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse nesta sexta-feira que nunca teve a intenção de tirar seu país da zona do euro, mas que realmente pediu ao seu então ministro das Finanças para preparar um plano de contingência, no caso de que o país se visse forçado a dar esse passo. 

Na agenda do dia, teremos o índice de sentimento do consumidor às 11h nos EUA.


O gráfico diário do Ibovespa mostra que o benchmark tocou a retração de 61,8% de Fibonacci e recuou, porém respeitando o suporte em 49.910, onde também está a média móvel exponencial de 5 períodos, reforçando a região.

É importante que esse patamar seja respeitado para manter o viés altista de curtíssimo prazo.

O rompimento da máxima de ontem (50.644) projeta algo entre 51.020 e 51.130.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Balanços corporativos no radar

Bom dia investidor!

No Brasil, a temporada de balanços segue a todo vapor. Resultados da Embraer, Ambev, Santander, Vale, Bradesco e Cielo terão forte impacto na sessão.

Foi unânime a decisão do COPOM de subir a SELIC em 0,50 pontos, para 14,25%, como já esperava a maioria do mercado. Mas a principal novidade veio no comunicado, que sinalizou o encerramento do ajuste, informando que "a manutenção desse patamar da taxa de juros, por tempo suficientemente prolongado, é necessária para levar a inflação à meta em 2016".

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que estende a atual política de reajuste do salário mínimo até 2019. Resultado da aprovação da Medida Provisória 672, o texto está publicado no Diário Oficial da União (DOU) e, como já anunciado, veio com veto à extensão da regra aos benefícios e aposentadorias pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Estrangeiros iniciam a quinta-feira comprados em 49,720 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamentos mistos novamente. Japão +1,08% e China -2,20%. Com exceção da Espanha, bolsas no velho continente trabalham em alta generalizada, assim como os futuros norte-americanos.

Na Zona do Euro, o índice de sentimento econômico atingiu o maior nível desde julho de 2011A taxa de desemprego ajustada na Alemanha ficou em 6,4% em julho, repetindo o nível de junho e permanecendo o desemprego de menor patamar desde a reunificação do país, em 1990. O resultado veio em linha com a previsão dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

Petróleo opera em alta em Londres e Nova York. Cobre recua 1,02% na Comex.


O gráfico diário do Ibovespa mostrou o rompimento de 49.910 e da média móvel exponencial de 5 períodos.

Pelo inversão de polaridade da análise técnica esses pontos agora são suportes imediatos. Tracei no gráfico retrações de Fibonaci entre o último topo e o fundo recente. O movimento parece mirar algo entre a retração de 50% de Fibonacci e o fundo marcado em 51.300A decisão de curto prazo para o benchmark será nessa região.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Compasso de espera pelo FED e COPOM

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 53.881 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamentos em direções opostas. Japão -0,13% e China +3,44%Europa trabalha em direções mistas, com a bolsa de Atenas ainda fechada. Futuros norte-americanos em alta moderada, assim como o cobre. Petróleo em leve baixa.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha se manteve em 10,1 na pesquisa de agosto do instituto GfK, inalterado ante julho. O instituto de pesquisa alemão utiliza dados do mês atual para estimar o indicador para o mês seguinte. O resultado de agosto veio em linha com o previsto por analistas consultados pelo Wall Street Journal. 

A agência de classificação de risco Standard & Poor's revisou de estável para negativa a perspectiva dos ratings de 30 empresas brasileiras. As notas de crédito foram reafirmadas. A decisão veio após a S&P ter alterado ontem a perspectiva do rating BBB- do Brasil, também de estável para negativa. Entre as empresas que tiveram a perspectiva rebaixada estão AmBev, Braskem, Cesp, Eletrobras, Votorantim, Ultrapar, Samarco e Net.

Na agenda do dia teremos vendas pendentes de imóveis às 11h, estoques de petróleo às 11h30 e decisão do FED às 15h nos EUA.

No Brasil o destaque ficará por conta do fluxo cambial às 12h30 e pela decisão do Banco Central em relação ao aumento de juros.


O gráfico diário do Ibovespa aponta duas situações interessantes: uma pinça de fundo, quando dois candles seguidos apontam as mínimas próximas e o fato do benchmark ter respeitado a linha inferior do canal de baixa desenhado na imagem, alimentando chances concretas da continuidade do repique.

Haverá forte resistência em 49.910, onde temos um fundo marcado no final de março de 2015 e a média móvel exponencial de 5 períodos. O rompimento dessa região fortalece a compra e projeta 51.130 como alvo de curto prazo.

Balanços corporativos previstos para hoje: Cielo, Energias BR, OdontoPrev, Tecnisa, Telefonica Brasil e Weg.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 28 de julho de 2015

Dia de alívio no exterior

Bom dia investidor!

Ásia fechou em direções mistas. Japão -0,10% e China -1,68%Europa e futuros norte americanos em alta generalizada.

A volta das baixas no mercado de ações da China deve significar que o Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) irá acelerar o afrouxamento monetário, disse o economista Tim Condon, do ING. Analistas veem bastante espaço para mais reduções no compulsório dos bancos, uma medida que liberaria dinheiro dos bancos para empréstimos. 

Após uma abertura em forte queda, Xangai reduziu as perdas com a reação de papéis financeiros, mas o receio da "bolha da China" deve se manter como risco adicional para os mercados no Brasil.

Na véspera das reuniões do COPOM e do FED, o DÓLAR não parece ter chance de uma correção mais firme, o que reforça as novas apostas de alta de 0,50 ponto da SELIC, enquanto o governo se lança num discurso vazio contra o pessimismo.

O governo da Grécia lançou ontem negociações complexas com seus credores, mas enfrentou o revés do vazamento da informação de que o ex-ministro das Finanças Yannis Varoufakis formou um comitê secreto para planejar a possível conversão de euros em dracmas. O ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos, disse no fim da segunda-feira que as reuniões em Atenas começaram entre funcionários gregos e as equipes de negociação que representam os credores e que as conversas devem se intensificar nesta terça-feira, abrindo caminho para discussões de nível mais alto possivelmente no fim da semana.

Na agenda do dia teremos PMI industrial às 10h45 e índice de confiança do consumidor às 11h nos EUA.

Petróleo em baixa e cobre em alta, porém o óleo negro trabalha distante das mínimas, em recuperação.

Balanços corporativos para hoje: Duratex, Inds Romi e Pão de Açúcar.


O gráfico diário do ibovespa continua indicando sobrevenda e chances de um repique de curto prazo.

Temos um canal de baixa desenhado na imagem. O mercado encontra-se na linha inferior.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan


segunda-feira, 27 de julho de 2015

China derruba bolsas mundo afora


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 52.383 contratos de índice futuro.

No exterior o cenário é de aversão ao risco. Japão fechou em baixa de 0,95% e China caiu 8,48%.
Europa opera no vermelho. Alemanha -1,71% e França 1,92%. Futuros norte-americanos têm baixa na ordem de 0,5%.

O lucro de grandes empresas industriais da China teve queda de 0,3% em junho ante igual mês do ano passado, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do país. O recuo veio após o lucro do setor industrial chinês ter crescido 2,6% em abril e 0,6% em maio, também na comparação anual. 

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 108,0 em julho, de 107,4 em junho, segundo dados publicados hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado veio acima da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam modesta alta do indicador, a 107,5.
O subíndice do Ifo de condições atuais avançou a 113,9 em julho, de 113,1 em junho. Já o subíndice sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses aumentou para 102,4, de 102,0. 

O relatório Focus divulgado há pouco aponta aumento do IPCA para 2015 de 9,15% para 9,23% e retração do PIB para 2015 de 1,70% para 1,76%.

Ainda no cenário interno teremos a balança comercial às 15h e os balanços da Cremer, Jsl, MdiasBranco e Via Varejo no pregão de hoje.


O gráfico diário do Ibovespa mostra um mercado sobrevendido, com chances de um repique no curtíssimo prazo. Se houver rompimento da máxima de sexta-feira em 49.831 e do antigo suporte, agora resistência 49.910 abre espaço para o citado repique.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Meta fiscal será o driver do dia



Bom dia investidor!

Maioria das bolsas asiáticas fechou em altaJapão +0,44% e China +2,43%Europa e futuros norte-americanos sem direção única.

O Parlamento da Grécia aprovou a segunda rodada de reformas exigidas pelos credores internacionais do país, em troca de um novo pacote de ajuda financeira. A votação ocorreu após um prolongado debate, que terminou às 4h desta quinta-feira (hora local). O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, novamente sofreu com uma revolta entre seus próprios parlamentares da esquerda radical, mas não teve dificuldade para conseguir a aprovação das medidas, com o apoio de partidos pró-Europa da oposição. As reformas eram um pré-requisito antes de Atenas começar a negociar com seus credores um terceiro pacote de ajuda, de cerca de 85 bilhões de euros (US$ 93 bilhões). 

No Brasil, segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 6,9% em junho, ante 6,7% em maio.

Os balanços da Fibria e da Klabin deverão mexer com o setor nessa sessão.

Petróleo trabalha em leve queda em Londres e Nova York. O preço do minério de ferro registrou hoje no mercado à vista chinês queda de 0,2%, cotado a US$ 50,6 a tonelada, de acordo com dados do The Steel Index. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que as novas metas fiscais para este e para os próximos anos são um piso com o qual o governo trabalha e que o alvo continua sendo um superávit anual de 2%. “Não descartaria a possibilidade de resultados melhores do que se está falando aqui, mas não podemos ser otimistas com o que não temos controle. O que estamos fazendo aqui é um piso”, acrescentou.

Depois de uma disputa entre a Fazenda e o Planejamento em que, segundo interlocutores, Levy vinha defendendo que a redução da meta fosse feita mais para a frente, o ministro afirmou: “Quem me conhece sabe que eu sou adepto da transparência e da pronta comunicação dos fatos relevantes para a economia”.

Levy voltou a repetir que seria uma ilusão pensar que, com a redução da meta, haverá um relaxamento da política fiscal. “Toda a agenda de reequilíbrio da economia continua”, completou.

A entrevista de LEVY e BARBOSA, que confirmou a meta de 0,15% do superávit primário e um corte adicional de R$ 8,6 bilhões nos gastos públicos, deixou a sensação de que nada saiu como esperavam. Ainda pior, projetou expectativas que, da mesma forma, podem não se confirmar, o que resultaria em déficit este ano. Os ministros expuseram toda precariedade do quadro fiscal, convenceram, mas isso não evitará o pessimismo.

clique para ampliar

O gráfico diário do Ibovespa mostra mínimas e máximas mais baixas nos últimos pregões e as médias bem inclinadas para vendaCaso o mercado permaneça com viés de baixa, o alvo de curto prazo é 49.910. Apenas o rompimento de 51.130, com volume relevante e com um candle de reversão desenhado na região, seria um sinal de repique concreto.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Minério de ferro e meta fiscal na pauta


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 50.027 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamento em baixa generalizada, com exceção da China que subiu 0,21%. Europa trabalha em baixa, assim como os futuros norte-americanos.

O preço do minério de ferro caiu 2,7% na China, fechando cotado a US$ 50,7 a tonelada. Petróleo opera em queda como novo aumento semanal dos estoques nos EUA.

Resultados corporativos das Apple e Microsoft pressionam as bolsas, além das mineradoras pela queda do minério. Na agenda do dia teremos vendas de moradias usadas (11h) e estoques de petróleo (11h30) nos Estados Unidos e no Brasil o aguardado fluxo cambial às 12h30.

No cenário interno, a sinalização do Planalto de que vai reduzir a meta do Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência) e, com isso, a meta de superávit primário, dele elevar o risco de o País ser rebaixado por agências de risco e provocar reações nos mercados.

O gráfico diário do Ibovespa mostra um candle montado sobre a região de suporte em 51.130, sendo que a mínima de ontem foi 51.244.

clique na figura para aumentar

Hoje deveremos ter o teste de 51.130, talvez um pouco abaixo desse ponto. Um fechamento abaixo dele projeta mais queda e mira 49.910 no curto prazo. Um candle de reversão sobre a região sinaliza repique para os próximos dias.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

terça-feira, 21 de julho de 2015

Meta fiscal e cenário político são destaques


Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 52.191 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos baixa generalizada. Japão + 0,93% e China + 0,64%.

Velho Continente opera em baixa moderadaBolsa de Atenas continua fechada.

Futuros norte-americanos de lado, assim como o petróleoCobre sobe 1,07% na Comex. O preço do minério de ferro avançou 0,4% no mercado à vista chinês US$ 52,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62%, negociado no porto de Tianjin, na China.

Agenda vazia de indicadores, aqui e no exterior, mantém na pauta dos mercados a crise política e abre espaço para o debate da meta fiscal, na véspera de ser enviado ao Congresso o Relatório Bimestral do Orçamento. Esta seria a oportunidade para reduzir a meta, mas, a expectativa é de que o governo não faça alterações no objetivo de economizar 1,13% do PIB para o superávit primário. Por um único motivo, LEVY não quer mudar.


O gráfico diário do Ibovespa mostra perda da LTA tracejada na imagem.

Um teste de 51.130 será o caminho mais provável para o curtíssimo prazo.

Em caso de pull back, a própria LTA, onde também está a média móvel exponencial de 5 períodos atuará como resistência.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Vencimento de opções e crise política no radar

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 52.806 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamento em alta na China (+0,88%) e Japão (+0,25%). Velho Continente trabalha em alta generalizada, com reabertura dos bancos na Grécia. A bolsa de Atenas permanece fechada.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, voltou a descartar um desconto da dívida grega, mas sinalizou que a Alemanha pode mostrar flexibilidade na forma como o dinheiro será pago pela Grécia.

No cenário interno, uma overdose de informações e especulações sobre a crise política dominou o noticiário deste final de semana, após o rompimento de Eduardo CUNHA com o governo, e deve prevalecer como o principal foco de preocupação do mercado. Analistas tentam entender a atitude do presidente da Câmara, considerada por uns como tiro no pé, mas, por outros, como parte de um projeto de poder do PMDB, que se coloca como opção a DILMA.

O relatório Focus apontou aumento do IPCA para 2014 de 9,12% para 9,15%. A retração do PIB para 2015 passou de 1,50% para 1,70%.

O vencimento de opções deverá trazer volatilidade extra para o pregão.

No período da tarde, às 15h, conheceremos os números da balança comercial.

O gráfico diário do Ibovespa mostra um candle de domínio vendedor na sexta-feira.



Se consolidar abaixo de 52.460 e perder a LTA tracejada no gráfico, a tendência será descer para testar 51.130 nos próximos dias.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Cenário político no Brasil é destaque

Bom dia investidor!


Ásia fechou em alta.

Japão +0,25% e China 3,51%.

Europa trabalha em direção única e a bolsa de Atenas continua fechada, assim como os bancos.

Futuros norte-americanos tem movimento lateral.

Nasdaq bateu máxima histórica no pregão de ontem.

A inflação ao consumidor e dados da construção serão conhecidos às 9h30 nos EUA, enquanto Fischer, vice do FED, discursa às 11h.

O Parlamento alemão vota hoje o programa de ajuda financeira à Grécia, enquanto nos EUA a inflação do CPI é importante para as apostas ao FED.

Petróleo trabalha de lado e cobre recua 1,05%.

A retaliação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao Palácio do Planalto por causa da acusação feita pelo lobista Júlio Camargo de que ele teria cobrado US$ 5 milhões terá seu primeiro capítulo nesta sexta-feira (17). Desafeto da presidente Dilma Rousseff, o peemedebista oficializará o rompimento com o governo.

Na quinta-feira, após a divulgação da delação de Camargo, Cunha encontrou-se com o vice-presidente da República, Michel Temer, comandante do PMDB, para tratar do assunto. O rompimento foi revelado pelo site da revista Época na noite de quinta. Cunha confirma a informação.

O gráfico diário do Ibovespa continua sem definição.

As linhas de tendência tracejadas na imagem poderão servir de balizamento para o curto prazo.

Expectativa pela Moody's, que poderá anunciar a qualquer momento o rating do Brasil.



Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Grécia e Moody's o radar

Bom dia investidor!

O Parlamento da Grécia aprovou as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais para obter um novo programa de resgate para o país. As medidas, que impõem aumento de impostos e corte de gastos abrangentes, foram aprovadas com o apoio de 229 dos 300 parlamentares.

A maioria dos parlamentares que votaram a favor constituem os três partidos da oposição. 

Diversos membros do Partido Syriza, do governo, não seguiram as recomendações do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, e votaram contra as medidas, incluindo o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, e o ministro de Energia, Panagiotis Lafazanis.

De acordo com o jornal britânico, The Guardian, dos 64 votos contra o pacote, 32 foram do Partido Syriza, que ocupa 149 assentos no Parlamento. Além disso, seis parlamentares do partido se abstiveram e um estava ausente.

O pacote resultará em 9 bilhões de euros em corte de gastos e aumento de impostos nos próximos três anos em troca de 86 bilhões de euros em empréstimos de resgate da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Eurogrupo começa o dia em teleconferência para discutir o novo pacote de ajuda à Atenas, após a aprovação do plano de Bruxelas, no Parlamento grego. Ainda na Europa, a reunião do BCE será seguida de uma entrevista de DRAGHI (9h30), enquanto YELLEN deve confirmar no Senado (15h30) que o juro subirá ainda este ano, nos EUA. Aqui, LEVY faz hoje uma última tentativa para votar a reforma do ICMS, antes do recesso parlamentar.

Cobre sobe 0,54% na Comex e o petróleo trabalha com valorização de 1,61% na Ice e 1,30% na Nymex.

Europa e futuros norte-americanos em alta.

Embora o humor externo deva influenciar os negócios no Brasil hoje, a luz amarela segue acesa em mais um dia de visita da Moody's, desta vez ao Ministério da Fazenda, e às vésperas do recesso parlamentar, a partir de sábado. Se por um lado o governo espera que com essa parada de duas semanas no Congresso os ânimos se acalmem, dando trégua à crise política, por outro lado, devem ser postergadas medidas muito urgentes para o andamento do ajuste fiscal - a reforma do ICMS, o projeto de repatriação e a aprovação do projeto que volta a onerar a folha de pagamento de setores da economia. Quanto maior a dificuldade do governo em conseguir receitas para ajudar no cumprimento da meta de superávit primário, mais difícil fica para convencer as agências de rating, no caso agora a Moody's, a não rebaixar a nota de crédito do Brasil. Aliás, o downgrade já seria dado como inevitável pelo governo e pelo mercado, portanto, se Levy conseguir convencer a agência de não manter a perspectiva da nota como negativa isso já será de algum modo um ganho dentro de um cenário com tantos obstáculos. 

O gráfico diário do Ibovespa mostra entrada de força vendedora no pregão de ontem, mas sem definir a direção de curto prazo.

As duas linhas traçadas poderão sinalizar para que o lado o benchmark vai se definir nos próximos pregões.


Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Grécia e Yellen guiam os mercados

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 60.644 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamento em direções mistas, com o Japão subindo 0,38% e a China caindo 3,03%.

Europa trabalha em alta moderada, assim como os futuros norte-americanos.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,0% no segundo trimestre, na comparação com igual período do ano anterior. O resultado foi o mesmo do primeiro trimestre e ficou acima da previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que era de 6,8%. Ainda assim, o desempenho de 7,0% do PIB iguala o mais fraco desde o início de 2009 no país, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas.

As vendas no varejo cresceram 10,6% em junho, na comparação com igual período do ano anterior. Nesse caso, a previsão dos analistas era de alta de 10,2%. O investimento em ativos fixos desacelerou para uma alta de 11,4% entre janeiro e junho, de 13,5% no primeiro trimestre do ano. A produção industrial com maior valor agregado avançou 6,3% no primeiro semestre, na comparação anual, abaixo do crescimento de 6,4% registrado nos primeiros três meses do ano.

Em Atenas, o Parlamento grego deve aprovar o plano da UE com os votos da oposição, abrindo uma crise no governo de TSIPRAS. Nos EUA, produção industrial, Livro Bege e YELLEN (11h) influenciam as expectativas para o FED e os juros. Aqui, não podia ser pior o momento para a chegada da Moody's.

O preço do minério de ferro subiu 1,4% no mercado à vista chinês e recuperou os US$ 50 a tonelada.

Com o fechamento em leve alta ontem o cenário não mudou muito para o Ibovespa.

Ele continua sobre a decisiva média móvel exponencial de 21 períodos, que será um divisor de águas entre compradores e vendedores no curto prazo.

Como hoje teremos market movers poderosos, será natural uma melhor definição.




Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

terça-feira, 14 de julho de 2015

Mercado deverá operar com cautela nessa terça-feira

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 58.961 contratos de índice futuro.

Na Ásia tivemos fechamento em alta no Japão (+1,47% e baixa na China (-1,16%).

O minério de ferro caiu 1%, para US$ 49,4 a tonelada.

Europa e futuros norte-americanos operam em queda moderada.

Bolsa e bancos na Grécia continuam fechados.

Na Alemanha, o índice ZEW de expectativas econômicas caiu a 29,7 em julho; previsão 28,0.
O índice ZEW de condições atuais subiu a 63,9 em julho; previsão 59,7.

A produção industrial na zona do euro caiu 0,4% em maio ante abril; previsão +0,2%.
As dificuldades para a aprovação no Parlamento grego do novo plano da UE a Atenas devem manter essa crise em stand-by.

Nos EUA, o índice de otimismo das pequenas empresas caiu a 94,1 em junho; previsão 98,4.

Por lá teremos ainda estoques das empresas, às 11h.

Aqui, as pedaladas fiscais são o tema da audiência de BARBOSA no Senado (10h), a uma semana do prazo para DILMA se explicar ao TCU, enquanto RENAN esnoba LEVY e CUNHA mostra a DILMA que não vai ser moleza.

Cobre opera em queda de 0,90%.

Petróleo cai 1,82% em Londres e recua 1,93% em Nova York.

O gráfico diário do Ibovespa mostra o benchmark num ponto decisivo: a média móvel exponencial de 21 períodos, que funcionará como uma espécie de divisor de águas entre compradores e vendedores no curto prazo.


Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Acordo na Grécia e dados chineses em destaque

Bom dia investidor!

Estrangeiros iniciam a semana comprados em 57.213 contratos de índice futuro.

Na Ásia Japão subiu 1,57% e China 2,39%.

Minério de ferro começou a semana estável, a US$ 49,9 a tonelada seca.

Europa e futuros norte-americanos operam em valorização, após acordo da Grécia com os credores.

Nos próximos dias, o Parlamento grego terá de aprovar as medidas de reforma previdenciária e os aumentos de impostos que os eleitores do país rejeitaram durante plebiscito realizado no último dia 5.

Um programa de ajuda mais detalhado, que será negociado posteriormente, trará medidas que vão bem além do tipo de monitoração e controles externos aos quais foram submetidos outros governos da zona do euro resgatados no passado.

A China teve superávit comercial de US$ 46,5 bilhões em junho; previsão +US$ 55,3 bilhões.
Exportações subiram 2,8% em junho ante junho/2014; previsão +0,5%.

Importações caíram 6,1% em junho ante junho/2015; previsão -16%.

No cenário interno, a equipe da agência de classificação de risco Moody's deve chegar a Brasília na quarta-feira para avaliação da nota do Brasil. Os representantes terão também encontros em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A maioria dos especialistas avalia que a nota do Brasil será rebaixada, mas continuará com o "selo" de grau de investimento. Conhecida pelo comportamento mais errático do que o das concorrentes Fitch e Standard & Poor's, a Moody's deve reduzir a nota do Brasil de "baa2" para "baa3", nível mais baixo do grau de investimento. A S&P fez o mesmo movimento no ano passado.

A avaliação negativa da Moody's deve ser reforçada pela instabilidade política do governo da presidente Dilma Rousseff e o quadro adverso da economia, com baixo crescimento, inflação em alta e dificuldade da equipe econômica para fazer o ajuste fiscal.


O relatório Focus apontou IPCA de 9,04% para 9,12% e retração do PIB em 2015 mantida em 1,5%.

O gráfico diário do Ibovespa mostra que o benchmark terá um semana decisiva.
Após definir a congestão com perda da linha inferior do movimento, sinalizou fundo e adentrou a região.

Se houver consolidação teremos um rompimento falso e alta pela frente.

Caso mostre fraqueza e volte a trabalhar em baixa, o venda vai prevalecer.




Bons negócios!
Wagner Caetano
Top Trader

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mundo verde


Bom dia investidor!


Bolsas operam em alta mundo afora.

Japão fechou em baixa de 0,38% e China em alta de 4,54%.

As bolsas europeias operam em forte alta desde os primeiros minutos do pregão desta sexta-feira, em meio à avaliação de que a Grécia tem melhores chances de fechar um novo acordo de resgate com seus credores no fim de semana.

Também contribuiu para o sentimento positivo na Europa o sólido desempenho das bolsas chinesas, que hoje fecharam com altas robustas pelo segundo dia consecutivo, aparentemente reagindo a várias medidas tomadas por Pequim para tentar conter a onda de liquidação que afetou os mercados locais nas últimas semanas.

Ontem o minério de ferro subiu 10% e hoje 2,26% na China. Petróleo sobre 0,87% na Nymex e 0,96% na Ice. Cobre tem queda de 0,92% na Comex.

Nos EUA, ontem as bolsas abriram em forte alta e fecharam perto da mínima da sessão.
Os futuros norte-americanos trabalham em alta nessa manhã.

Por lá teremos os estoques no atacado às 11h e a presidente do Fed, Yellen, discursa às 13h30.

No cenário interno, o Senado aprovou Medida Provisória 672, que estende a política de valorização do mínimo aos aposentados, que agora deve ser vetada pela presidenta Dilma.

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 55.395 contratos de índice futuro.

O gráfico diário do Ibovespa apontava, até quarta-feira, uma tendência de continuar em queda e buscar suporte entre 50.973 e 50.885. Essa hipótese não está descartada, porém hoje devemos ver o benchmark adentrar a congestão de junho. Se ele permanecer e se firmar dentro do movimento lateral, o rompimento para baixo terá sido falso e o mercado vai reverter. Porém se tocar a região e voltar a cair, a baixa vai prevalecer no curto prazo.


O pregão de hoje será decisivo e importante.

Bons negócios!

Wagner Caetano
Cartezyan