terça-feira, 24 de março de 2015

Mercado agitado com S&P

Bom dia investidor.

Europa e futuros norte-americanos operam sem direção definida, com viés levemente altista, lembrando que ontem o Dow Jones fechou na mínima do dia, a 18.116.

Estrangeiros iniciam o pregão comprados em 81.467 contratos de índice futuro.

Ontem e hoje o dólar trabalha em terreno negativo, corrigindo exageros das últimas semanas.

Os investidores terão um verdadeiro quebra-cabeças para montar no pregão dessa terça-feira.

Por um lado a agência de classificação de risco S&P manteve o rating do Brasil, evitando a perda do grau de investimento, com perspectiva estável.

Por outro, ela estimou uma contração de 1% do PIB para 2015, número jamais projetado no relatório Focus, rebaixou o rating da Sete Brasil, empresa da qual bancos importantes são credores e ainda colocou o rating da Petrobras em perspectiva negativa, lembrando que a estatal está há um degrau da perda do investment grade.

Na China, o PMI industrial medido pelo HSBC caiu para 49,2 em março, de 50,7 em fevereiro, o que deverá impactar setores como siderurgia e mineração de forma negativa, pois além da queda, abaixo de 50,0 o indicador reflete contração.

Nos Estados Unidos, o CPI subiu 0,2% em fevereiro ante janeiro, previsão +0,2% e o núcleo do CPI avançou 0,2% em fevereiro ante janeiro, previsão +0,1%.

gráfico diário do Ibovespa mostra que o benchmark por pouco não bateu na resistência 52.457, topo que derrubou o mercado na virada de fevereiro para março desse ano.

Ontem deixou um candle de indefinição, mostrando equilíbrio entre ursos e touros após a escalada recente.

A perda da mínima de ontem em 51.515 seria um sinal concreto de realização de lucros, rumo a 51.240 ou mesmo 50.900 no curtíssimo prazo.

LTB rompida semana passada certamente será alvo da correção e divisor de águas entre mercado comprador ou vendedor para os próximos pregões.



Bons negócios!

Wagner Caetano
Top Trader


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