segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cenário histórico

Investidores estrangeiros atuaram na venda do índice futuro na sexta-feira, diminuindo de 73.342 para 64.608 contratos a posição comprada.

O fechamento da semana passada precificou um segundo turno como certo, sem sabermos qual seria o adversário.

O enfraquecimento do PT nos Estados e a ascensão meteórica de Aécio Neves, juntamente com o apoio declarado de Eduardo Gianetti e sinalização de que aliados de Marina Silva irão formalizar apoio ao tucano no segundo turno fizeram com que a abertura dessa segunda-feira fosse histórica no índice futuro: 60.000, após fechar em 54.780.

Festa da democracia e dos comprados.

O pleito que vai definir o presidente ou a presidenta da República ocorrerá no dia 26 de outubro.

A palavra de ordem até lá será volatilidade.

Para ajudar a dar uma “forcinha” aos comprados, Europa e Estados Unidos sobem de forma expressiva nessa manhã.

Emprego nos Estados Unidos ainda repercute e menores tensões em Hong Kong são os vetores.

Metais em alta.

No Brasil, relatório Focus projeta agora crescimento de 0,29% para 0,24%, nova baixa.

De forma grosseira, o mercado precifica a vitória de Dilma a 45.000, precificava Marina a 60.000 e Aécio a 70.000.

Portanto, estamos agora entre dois extremos, aumentando mais ainda a volatilidade.
A média entre 45.000 e 70.000 é 57.500.

Nesse momento, enquanto escrevo, o mercado trabalha em 57.660, precificando um equilíbrio entre os dois candidatos, corrigindo o exagero da abertura do mercado futuro.

Segue gráfico histórico para guardar de lembrança, do dia que pode ter marcado a esperança de um Brasil melhor.



Wagner Caetano
Cartezyan

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