terça-feira, 22 de julho de 2014

Uma reversão de tendência nunca ocorre por acaso

O exemplo mais recente foi o fundo marcado em março, após forte queda do IBOV.

motivo: o Brasil havia sido rebaixado.

Como assim?

Na bolsa, estávamos rebaixados havia tempo, portanto já estava tudo embutido nos preços.

Investidores começaram a precificar novas possibilidades, quais?

Pesquisas realizadas em sites, fóruns e casas de análise, indicavam que o único fator capaz de impulsionar nosso mercado seria uma mudança de governo.

As pesquisas começaram a ser divulgadas apontando queda da presidenta Dilma e crescimento da oposição, especialmente do candidato Aécio Neves.

Acima disso, a taxa de rejeição da presidenta aumentava a cada divulgação, além de aproximação entre os candidatos em um eventual segundo turno.

Fatores secundários, como investigação na Petrobras, mostrando uma gestão mais profissional e possível prejuízo aos bancos por causa de planos econômicos passados também estavam no radar, gerando volatilidade.

Quanto aos fatores externos, apenas indicadores chineses afetavam nosso mercado, gerando correções intermediárias.

Podemos também citar a precificação de balanços corporativos bons, que começaram a ser divulgados ontem.

Por fim, com o aumento sucessivo de juros, bancos nadaram de braçada  e investidores alocaram capital em busca da maior taxa de juros real do mundo.

pergunta que fica é: com o início da temporada de balanços precificados como bons (se vierem bons já estão precificados), fim do aumento de juros e possível redução em breve, um segundo turno já parcialmente embutido nos preços, definição do potencial impacto aos bancos pela Procuradoria Geral da União, haveria mais fatores para alimentar uma alta?

A resposta poderá ser sim, porque os nossos fundamentos cada vez mais deteriorados aumentam a reprovação do governo atual e solidificam as chances de uma vitória da oposição, porém isso vai depender do fluxo externo, uma vez que os investidores estrangeiros respondem por 50% dos negócios.

Em resumo, olho vivo no dólar e no fluxo cambial.

Se o dólar disparar o fluxo continuar a sair do Brasil, teremos uma reversão, uma temporada de baixa.

Quem sabe o Ibovespa marcou a sua máxima de 2014 hoje, ao bater a região de 57.980.

Wagner Caetano
Cartezyan

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