sexta-feira, 22 de junho de 2018

IBOV indefinido aguarda exterior


Bom dia, investidor!

BOVESPA aguarda exterior, e exterior continua apreensivo com EUA x China >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com investidores ainda apreensivos com as desavenças comerciais entre EUA e China e à espera de uma decisão de grandes produtores de petróleo sobre a oferta da commodity.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,78%, a 22.516,83 pontos, influenciado pela recuperação de ontem do iene ante o dólar, embora a moeda japonesa tenha voltado a se enfraquecer nesta madrugada. Na semana, a perda acumulada do Nikkei foi de 1,47%, a maior em um mês.

Já na China, os mercados encerraram uma semana ruim em tom positivo. O Xangai Composto subiu 0,49%, a 2.889,76 pontos, após atingir mínima em dois anos no pregão anterior, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,21%, a 1.597,39 pontos. O Xangai, porém, teve desvalorização de 4,4% na semana e registrou sua quinta perda semanal consecutiva, o que não ocorria desde dezembro.

Nos últimos dias, os negócios na Ásia foram pressionados por desdobramentos da rixa comercial entre Washington e Pequim. No começo da semana, os EUA ameaçaram adotar tarifas de 10% contra até US$ 400 bilhões em bens chineses se Pequim retaliar suas medidas comerciais. Antes disso, há uma semana, Washington anunciou planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Na ocasião, Pequim disse que retaliaria na mesma proporção.

Entre outras bolsas asiáticas, o Hang Seng apresentou leve alta de 0,15% em Hong Kong, a 29.338,70 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,83% em Seul, a 2.357,22 pontos, mas o Taiex cedeu 0,38% em Taiwan, a 10.899,28 pontos. Ao longo da semana, o Hang Seng, o Kospi e o Taiex acumularam perdas de 3,2%, 1,9% e 1,7%, respectivamente.

Há expectativa também para o resultado de uma reunião de cúpula que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros dez produtores que não integram o cartel iniciaram nesta sexta, em Viena. Nas últimas semanas, Arábia Saudita e Rússia vinham defendendo um aumento na produção combinada do grupo, uma vez que os preços do petróleo recentemente atingiram os maiores níveis em três anos e meio. O Irã, porém, afirma ser contrário a um eventual acréscimo na oferta de petróleo.

Por um acordo que está em vigor desde o começo do ano passado, a Opep e aliados têm procurado reduzir sua produção conjunta em cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd). Ontem, os sauditas propuseram um aumento de 1 milhão de bpd, que, na prática, reduziria os atuais cortes na oferta a 800 mil bpd.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York nesta manhã de sexta-feira, apagando parte das perdas que acumulou recentemente em meio à escalada de tensões comerciais e tendência de valorização do dólar.

Por volta das 8h55 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,29%, a US$ 6.819,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho avançava 0,68%, a US$ 3,0420 por libra-peso.

O dólar está devolvendo hoje parte dos fortes ganhos que acumulou nas últimas semanas, ajudando a sustentar as cotações do cobre.

Na segunda metade da semana, o cobre vem oscilando dentro de uma margem estreita, depois que investidores reduziram suas apostas na alta dos preços diante da troca de ameaças comerciais entre EUA e China.

No começo da semana, os EUA ameaçaram impor tarifas de 10% a mais US$ 400 bilhões em produtos chineses. Há uma semana, a Casa Branca já havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em bens chineses, com a maior parte dessas tarifas prevista para entrar em vigor em 6 de julho. Pequim promete retaliar as tarifas dos EUA com medidas na mesma proporção.

Entre outros metais básicos na LME, não havia tendência única: o zinco caía 0,72% no horário indicado acima, a US$ 2.914,00 por tonelada, o alumínio recuava 0,39%, a US$ 2.179,00 por tonelada, o estanho aumentava 0,32%, a US$ 20.540,00 por tonelada, o níquel subia 1,49%, a US$ 15.300,00 por tonelada, e o chumbo diminuía 0,23%, a US$ 2.391,00 por tonelada. 

O petróleo WTI avança 1,57%, a US$ 66,57 por barril, na Nymex, enquanto o Brent sobe 2,12%, a US$ 74,60 por barril, na ICE.


O gráfico diário do IBOV mostra um marobuzu de baixa, porém com baixo volume.

O fechamento da semana será muito importante para sinalizar o rumo do mercado doméstico no curto e médio prazo.

Para a compra, a região de 70.825 teria se ser rompida de forma plena, com volume e força, sendo um ponto de sustentação de preços.

Se o suporte próximo a 69K for violado, a baixa deverá imperar por aqui.

Pelos ventos no exterior, a sessão tende a inclinar-se para o lado dos touros.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 21 de junho de 2018

SELIC mantém 6.5; IBOV marca min e max mais altas


Bom dia, investidor!

IBOV prossegue reação; SELIC fica em 6.5; EUA x China gera incertezas >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores atentos a novos lances das desavenças comerciais entre EUA e China.

Após um breve alívio ontem, os mercados chineses voltaram a ficar pressionados. O índice Xangai Composto caiu 1,37%, a 2.875,81 pontos, atingindo o menor nível em dois anos e ampliando perdas acumuladas no ano para 13%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, recuou 2,13%, a 1.578,33 pontos, encerrando o pregão num patamar que não se via desde o início de 2015.

A rixa comercial entre EUA e China continua sendo fonte de incertezas. O porta-voz do Ministério de Comércio chinês, Gao Feng, afirmou hoje que Pequim está confiante de que conseguirá defender seus interesses nas disputas comerciais com Washington. Gao também comentou que as tarifas propostas pela Casa Branca contra produtos chineses são "irracionais" e servem apenas para manchar a imagem dos EUA.

No começo da semana, os EUA ameaçaram adotar tarifas de 10% contra até US$ 400 bilhões em bens chineses se Pequim retaliar suas medidas comerciais. Antes disso, na última sexta-feira, Washington havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Na ocasião, Pequim disse que retaliaria na mesma proporção. A maior parte dessas tarifas deve entrar em vigor em 6 de julho.

No Japão, por outro lado, o Nikkei ampliou ganhos da véspera com um avanço de 0,61%, a 22.693,04 pontos, à medida que o iene se manteve fraco em relação ao dólar.

O petróleo opera em queda na manhã desta quinta-feira, diante de sinais de que uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de nações aliadas, como a Rússia, resultará em um acordo para elevar a produção. A Opep realiza sua reunião semestral nesta sexta-feira em Viena.

Às 9h52 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 1,48%, a US$ 64,74 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuava 1,61%, a US$ 73,55 o barril, na ICE.

Mais cedo, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou estar otimista de que haverá consenso para elevar a produção. Segundo ele, o quanto será aumentada a oferta depende ainda de um consenso.

O cobre opera em território negativo na manhã desta quinta-feira, conforme o dólar se valoriza, em meio a tensões comerciais globais. Além disso, o movimento do petróleo e uma novidade no setor são monitorados.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,37%, a US$ 6.790,50 a tonelada. O cobre para julho recuava 0,48%, a US$ 3,0260 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Mais cedo, a Bloomberg informou que houve uma interrupção nas negociações salariais na mina Cerro Verde, no Peru, controlada pela Freeport-McMoran. A notícia poderia apoiar os contratos, mas até agora o movimento de baixa predomina, por causa do dólar forte e da cautela com o comércio.

Na semana passada, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou os juros pela sétima vez desde 2015, como esperado. Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) parece não ter pressa de apertar sua política, o que desvalorizou o euro ante o dólar.

Os investidores também monitoram dados dos EUA antes do fim de semana, bem como a reunião desta sexta-feira em Viena da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O petróleo opera em território negativo nesta manhã, o que pressiona o cobre, já que as duas commodities muitas vezes são negociadas em conjunto, com peso maior para o óleo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 1,32%, a US$ 2.961,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,48%, a US$ 2.164,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,34%, a US$ 20.515 a tonelada, o níquel subia 0,53%, a US$ 15.040 a tonelada, e o chumbo recuava 0,60%, a US$ 2.398,50 a tonelada. 

O Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege contra calotes na dívida soberana, do Brasil, caía há pouco 0,77 ponto, para 267,08 pontos, após ter fechado ontem em 269,15, segundo cotações apuradas pela Markit, levando em conta os contratos de 5 anos. 

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei da cessão onerosa, proposta que viabiliza o acordo entre União e Petrobras para a revisão dos termos do contrato e o leilão de excedentes da área. A proposta foi aprovada por 217 votos a favor, 57 contra e quatro abstenções. Para aprovar o projeto de lei, bastava obter maioria simples. Agora, o plenário deve votar os destaques, emendas que podem mudar o teor do texto.

A redação final do projeto de lei foi apresentada pelo deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), ex-ministro de Minas e Energia, e conta com apoio do governo, da Petrobras e do Tribunal de Contas da União (TCU). Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pela Presidência da República.

Com a aprovação da nova versão do projeto de lei da cessão onerosa, a expectativa do governo é que o leilão possa ocorrer ainda este ano, no dia 29 de novembro, disse o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix.

O novo texto do projeto de lei permitirá o fechamento do acordo de revisão do contrato de cessão onerosa assinado em 2010 com a Petrobras. Sem essa revisão contratual, o governo não pode vender o direito de exploração do excedente.

Pela segunda reunião consecutiva, os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. 

Com isso, a taxa manteve-se no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. No comunicado, o BC retirou a indicação usada em maio que sinalizava juros estáveis no futuro. Na decisão anterior, o comunicado citava que "para as próximas reuniões, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente". 

IBOV ontem e anteontem - clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV montou piso sobre a média móvel de 5 períodos na sessão de ontem, marcando mínima e máxima mais alta que a sessão anterior que havia sinalizado fundo.

A tenência para esta quinta-feira é uma abertura em campo negativo, seguida por recuperação ao longo da sessão, na minha leitura.

O rompimento da máxima de ontem (72.620), abriria espaço para um teste de 75.000 em dois ou três pregões.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quarta-feira, 20 de junho de 2018

IBOV deixa o fundo


Bom dia, investidor!

Dia de forte reação configura fundo no IBOV >>> LEIA MAIS >>>

Clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, apagando parte das fortes perdas que registraram no pregão anterior com a escalada da retórica comercial entre EUA e China.

Entre os mercados chineses, a recuperação veio na segunda metade dos negócios. O índice Xangai Composto subiu 0,27%, a 2.915,73 pontos, após sofrer um tombo de 3,78% ontem, e o menos abrangente Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups, avançou 1,16%, a 1.612,60 pontos.

Na segunda-feira (18), as tensões comerciais entre Washington e Pequim se agravaram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou ter pedido um estudo sobre a imposição de tarifas de 10% sobre mais US$ 200 bilhões em bens chineses. No fim da semana passada, a Casa Branca já havia anunciado planos de tarifar em 25% um total de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Em resposta às ameaças do governo americano, Pequim disse estar preparada para retaliar na mesma medida.

Apesar das incertezas, alguns analistas acreditam que haverá uma pausa temporária nos desdobramentos comerciais, permitindo que o apetite por risco tome fôlego. "Na área comercial, provavelmente veremos um período de 'hibernação' de dois meses, enquanto os EUA levam adiante o processo legal das tarifas sobre os próximos US$ 200 bilhões e a China aguarda a resposta formal da (Casa Branca)", disseram estrategistas da RBC Capital Markets em nota a clientes.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei mostrou recuperação mais convincente em Tóquio, com alta de 1,24%, a 22.555,43 pontos, à medida que o iene voltou a se enfraquecer ante o dólar, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 1,02% em Seul, a 2.363,91 pontos, o Hang Seng avançou 0,77% em Hong Kong, a 29.696,17 pontos, e o Taiex exibiu valorização mais modesta em Taiwan, de 0,21%, a 10.927,44 pontos.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, 19, absolver por unanimidade (5 a 0) a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. A análise do processo dos petistas marcou o segundo julgamento de uma ação penal da Lava Jato no STF - no mês passado, a Segunda Turma condenou por unanimidade o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR). 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu também na noite de ontem, 19, encerrar as discussões sobre o projeto de lei da cessão onerosa. Bem articulada, a oposição adotou manobras protelatórias que impediram que a votação pudesse ocorrer. A votação será retomada nesta quarta-feira, 20, às 9 horas. Também devem estar na pauta do plenário o requerimento de urgência para votação do projeto de lei que equaciona pendências e destrava a venda das distribuidoras da Eletrobras e os destaques da proposta do cadastro positivo, que ainda não foram apreciados.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar na próxima terça-feira (26) um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a prisão. O caso foi confirmado na pauta de julgamentos do colegiado prevista a próxima semana, atendendo a um pedido do relator, ministro Edson Fachin.

Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá.

A defesa do ex-presidente, preso há mais de dois meses, entrou no início deste mês com um novo pedido de liberdade no STF e Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição é para que as Cortes suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex no Guarujá até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no STF) e especial (do STJ).

No dia 11 deste mês, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o caso.

Os recursos, contra a condenação que resultou na prisão de Lula, ainda precisam ser admitidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que já rejeitou a concessão de efeito suspensivo no caso.

Após operarem em alta em um movimento de recuperação ajudado pela estimativa de queda dos estoques da commodity nos EUA divulgada ontem pelo American Petroleum Institute (API), o petróleo passou a operar próximo a estabilidade, com os investidores no aguardo pelos dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) e em meio a incertezas em torno da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados.

Às 09h00 (de Brasília), o Brent para agosto recuava 0,03%, a US$ 75,06 o barril, na ICE, e o petróleo WTI para agosto caía 0,05%, a US$ 64,87 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve queda de 3 milhões barris na semana passada, o que sustentou os preços da matéria-prima em alta. Os investidores aguardam agora os dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) para comprovar a retração, uma vez que a projeção é de baixa de 2,5 milhões nos estoques. O dado será divulgado às 11h30 (de Brasília).

Por outro lado, o mercado segue atento às falas de autoridades do setor antes do encontro semestral entre os produtores de petróleo para decidir sobre os aumentos de produção nesta sexta-feira (22), em Viena. O cartel tem drenado com sucesso os estoques mundiais, o que elevou os preços para picos de mais de três anos, cortando temporariamente sua produção.

Os principais exportadores de petróleo, Rússia e Arábia Saudita, estão pressionando para aumentar a produção, enquanto outros membros da Opep, cuja capacidade de aumentar a produção é limitada, estão resistentes.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, ampliando as fortes perdas que acumularam ao longo da última semana em meio à escalada das tensões comerciais entre EUA e China.

Por volta das 9h05 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,15%, a US$ 6.815,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho caía 0,18%, a US$ 3,0415 por libra-peso.

O índice DXY do dólar mostra tendência de alta nos negócios da manhã, alargando ganhos recentes e pressionando o cobre, que fica menos atraente para operadores que utilizam outras moedas.

No mercado inglês, o cobre acumula perdas de quase 6% na última semana, revertendo fortes ganhos a máximas em quase quatro anos que exibiu mais no começo de junho.

Entre outros metais na LME, não havia direção única: o zinco subia 0,22% no horário indicado acima, a US$ 3.008,50 por tonelada, o alumínio cedia 0,09%, a US$ 2.177,00 por tonelada, o estanho avançava 0,32%, a US$ 20.470,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,68%, a US$ 14.820,00 por tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,14%, a US$ 2.413,50 por tonelada. 

Temos sinal de fundo no gráfico diário do IBOV, acompanhado de forte volume, rompimento falso de 70.825 e fechamento acima da mínima do dia 07/06 (71.160), o que reforça o padrão.

Trata-se de um engolfo, forte candlestick de inflexão de preços, o que poderá marcar um fundo de médio prazo e mudar a direção dos negócios no front doméstico.

O alvo de um movimento inicial, que poderíamos classificar como repique, seria a região de 75.000, sendo esse um divisor de águas no curto prazo.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



segunda-feira, 18 de junho de 2018

IBOV completa um mês na descida


Bom dia, investidor!

IBOV fez forte volume e marte na sexta; agora a -1% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em baixa, pressionadas pelos últimos desdobramentos do conflito comercial entre Washington e Pequim. Os mercados da China continental, de Hong Kong e de Taiwan, porém, não operaram devido a feriados.

Na sexta-feira (15), os EUA anunciaram a imposição de tarifas de 25% sobre importações chinesas no valor de US$ 50 bilhões. No mesmo dia, a China anunciou uma retaliação na mesma proporção, apesar do presidente americano, Donald Trump, ter ameaçado adotar barreiras adicionais caso isso ocorresse.

As tarifas dos EUA serão aplicadas em duas etapas. A primeira atingirá importações de US$ 34 bilhões e entrará em vigor no dia 6 de julho. Já a barreira sobre os restantes US$ 16 bilhões estará sujeita a uma revisão antes de começar a valer. A China agirá da mesma forma, mas existe o temor de que Pequim tarife produtos de energia americanos na segunda fase, fator que ajuda a pressionar as cotações do petróleo desde o fim da semana passada.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,75% hoje, a 22.680,33 pontos, à medida que os temores comerciais ajudaram a impulsionar o iene em relação ao dólar, castigando ações de exportadoras japonesas, como Komatsu (-3,9%), Hitachi (-3%) e Sony (-1,6%). E o setor de energia e carvão teve queda de 3,7% na capital do Japão, diante do comportamento recente do petróleo, que ampliou perdas durante a sessão asiática, depois de fechar a última sessão em Nova York e Londres com robustas perdas de 2,7% a 3,3%.

O cobre opera perto da estabilidade, nesta segunda-feira, sem muito impulso, após os dois contratos caírem mais de 2% na sexta-feira em reação a tarifas comerciais dos Estados Unidos e à retaliação da China.

O cobre para três meses operava estável, a US$ 7.012 a tonelada, depois de uma semana anterior de volatilidade. O cobre para julho caía 0,21%, a US$ 3,1380 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os participantes do mercado estão de olho na reunião desta semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), já que os movimentos do petróleo muitas vezes afetam o cobre. Muitas vezes as duas commodities são negociadas em conjunto, com maior peso para o óleo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,06%, a US$ 3.076 a tonelada, o alumínio subia 0,05%, a US$ 2.213,50 a tonelada, o estanho avançava 0,14%, a US$ 20.775 a tonelada, o níquel tinha ganho de 0,1%, a US$ 15.185 a tonelada, e o chumbo subia 1,04%, a US$ 2.426 a tonelada. 

Mesmo após o avanço do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) em abril, conforme divulgação da última sexta-feira, o mercado financeiro reduziu suas projeções de crescimento da economia em 2018 e 2019. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 1,94% para 1,76% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,50%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de expansão do PIB de 2,80% para 2,70%, ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Na última sexta-feira (15), o BC informou que o IBC-Br subiu 0,46% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. O indicador é considerado uma espécie de "prévia" para o PIB. No acumulado do ano, houve avanço de 1,55% do IBC-Br. Estes porcentuais, no entanto, ainda não captam os efeitos da greve dos caminhoneiros e da piora das condições financeiras, que ocorreram em maio.

A projeção atual do BC, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%.
No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,51% para elevação de 3,50%. Há um mês, estava em 3,80%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,20%, ante 3,50% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 57,05% para 57,15%, ante 57,00% de um mês atrás.

O IBOV teve um forte volume no pregão de sexta-feira, deixando um sinal de fundo longe da média móvel de 21 períodos, sendo este um martelo.

Uma vez acima de 70.825, teria a máxima do candle citado como desafio a ser vencido (71.420) para confirmar o sinal citado.

Caso esse cenário seja materializado, haveria uma rompimento falso da congestão vista entre novembro e dezembro/17.

A minha expectativa é por uma abertura negativa nessa segunda-feira, com recuperação ao longo do dia.

Bons negócios e boa semana!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Datena é candidato


Bom dia, investidor!

Datena é o novo outsider; IBOV continua desenhando o fundo >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, em clima de apreensão antes da possível imposição de novas tarifas dos EUA sobre produtos chineses e na esteira de decisões de política monetária na zona do euro e no Japão.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 0,73%, a 3.021,90 pontos, atingindo o menor nível em 21 meses, enquanto o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, caiu 1,76%, a 1.691,65 pontos.

O mau humor na China veio após notícia de que o presidente americano, Donald Trump, teria aprovado ontem a aplicação de tarifas a cerca de US$ 50 bilhões em bens chineses, segundo pessoas com conhecimento do assunto. A expectativa é que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) divulgue hoje a lista final de produtos chineses sujeitos à tarifação.

Em Tóquio, por outro lado, a continuidade da fraqueza do iene - que chegou a tocar mínimas em três semanas frente ao dólar durante a madrugada - favoreceu o Nikkei, que subiu 0,50%, a 22.851,75 pontos. Ações de farmacêuticas e ligadas a bens de consumo foram destaque positivo no mercado japonês, mas os papéis de bancos lideraram perdas após decisão do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de manter inalterada sua agressiva política de estímulos monetários.

Em coletiva de imprensa que se seguiu à decisão, o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, reiterou sua postura acomodatícia e ressaltou que ainda não viu problemas no sistema bancário japonês resultantes da atual política de juros extremamente baixos. Kuroda também reafirmou que ainda não chegou a hora de o BoJ discutir formas de retirar seus estímulos.

O comportamento do BoJ contrasta com o de outros grandes bancos centrais. Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) revelou planos de retirar gradualmente seu gigantesco programa de compras de ativos, conhecido como QE, até o fim do ano. Antes disso, na quarta-feira (13), o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) elevou seus juros básicos pela segunda vez este ano e preparou o terreno para mais dois aumentos no segundo semestre.

O Banco Central do Brasil anunciou que continuará com a ação para oferecer liquidez ao mercado de câmbio. Em nota divulgada no início da noite de ontem, a instituição anunciou que "estima oferecer montante em torno de US$ 10 bilhões em contratos de swaps" na próxima semana. "Esse montante poderá ser ajustado para cima ou para baixo, dependendo das condições de mercado", cita a nota do BC.

O montante mencionado para a próxima semana é menos da metade que a referência da atual semana. Entre os dias 8 e 15 de junho, o BC reafirmou na nota que oferecerá US$ 24,5 bilhões em novos contratos de swap.

Na nota, a instituição reafirma que "não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado". O BC diz que "continuará acompanhando as condições de mercado de câmbio e atuando para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento".

O texto diz ainda que o BC trabalhará junto com o Tesouro Nacional "de forma coordenada no mercado de juros para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento".

Nesta quinta (14), a atuação do BC no mercado cambial teve a colocação de 100 mil contratos de swap em três operações que somaram US$ 5 bilhões. Essa foi a emissão de contratos de swap tradicional em um único dia desde o início do uso desse instrumento, em 2002.

O petróleo opera em território negativo nesta sexta-feira, antes de uma importante reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Viena, na próxima semana, quando se espera uma decisão de aumentar a produção do cartel. Além disso, há cautela em geral nos mercados internacionais, nesta manhã, com investidores de olho em novidades do comércio internacional.

Às 9h05 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 0,28%, a US$ 66,70 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuava 1,03%, a US$ 75,16 o barril, na ICE.

Os preços do petróleo têm caído após atingirem máximas em mais de três anos em junho, diante da expectativa de que a Opep e seus aliados, como a Rússia, voltarem a aumentar sua produção, relaxando o acordo em vigor desde janeiro de 2017 para cortá-la.

A Arábia Saudita avalia uma alta de 500 mil a 1 milhão de barris por dia e a Rússia deseja aumentar a produção em até 1,5 milhão de barris por dia, segundo Carsten Fritsch, analista do Commerzbank. A reunião da Opep ocorre em Viena no dia 22.

O Irã, por sua vez, enfrenta o risco da volta de sanções contra os EUA ainda neste ano, após o presidente americano, Donald Trump, se retirar de um acordo internacional que minimizou essas sanções em troca de maior controle sobre o programa nuclear de Teerã. Analistas esperam que as exportações do Irã enfrentem dificuldades, com isso. Já na Venezuela, a crise econômica tem prejudicado a produção, o que também segue no radar do mercado. 

Os preços do cobre operam em queda nesta sexta-feira em meio ao dólar mais forte, expectativa de anúncio de tarifas dos EUA sobre produtos chineses e a retomada de um pagamento de royalties da Glencore.

Às 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,30%, a US$ 7.138,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h26, o cobre para julho tinha baixa de 0,36%, a US$ 3,2105 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O índice do dólar DXY, que mede a moeda em comparação com uma cesta de 6 outras divisas fortes, opera em alta de 0,10%. Um dólar mais forte tende a tornar as commodities denominadas nessa moeda mais caras para os detentores de outras moedas.

Esse aumento do dólar veio depois que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) elevou as taxas de juros na quarta-feira e definiu um aumento adicional da taxa para 2018, elevando o total esperado para este ano de três para quatro.

Entre os demais metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,79%, para US$ 3.155 por tonelada, o alumínio recuava 0,58%, para US$ 2.239,50 por tonelada métrica, o estanho subia 0,07%, para, US$ 20.840 a tonelada métrica, o níquel tinha alta de 0,59%, para US$ 15.365 a tonelada métrica e o chumbo baixava 0,28%, para US$ 2.453 a tonelada métrica. 

Recém-filiado ao DEM, o apresentador José Luiz Datena, da rádio e TV Bandeirantes, pode ser o novo outsider dessa corrida presidencial, depois que o apresentador global Luciano Huck e o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa deixaram o páreo. 

A informação, revelada pelo site BR18, pegou os concorrentes de surpresa e pode mexer significativamente com o cenário eleitoral, principalmente com as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), que vêm empreendendo esforços para uma aliança nacional com o DEM. 

Em entrevista publicada na edição de hoje do Estadão, Datena fala do desejo de concorrer a uma vaga no Senado, provavelmente na chapa do ex-prefeito João Doria (PSDB), pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, mas não descarta concorrer ao Palácio do Planalto. 

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,55% em 2018 até abril, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,52% nos 12 meses encerrados em abril.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

O gráfico diário do IBOV tenta montar um fundo na mesma região que o fez em dezembro/17.

Temos considerável distância em relação à média móvel de 21 períodos, porém é a média de 5 períodos que tem atuado como resistência, impedindo uma reação do benchmark.

Isso significa que um eventual rompimento da MM5 seria algo novo, caso materializado, podendo animar os investidores.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 14 de junho de 2018

IBOV faz nova mínima, seguida de compras


Bom dia, investidor!

IBOV fez nova mínima e deixou candle com longa sombra >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas encerraram os negócios desta quinta-feira com perdas generalizadas, que superaram 1% em alguns casos, depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizar que apertará sua política monetária em ritmo mais intenso do que antes. Na China, pesaram também indicadores macroeconômicos mais fracos do que se previa.

Como era amplamente esperado, o Fed elevou ontem seu juro básico em 0,25 ponto porcentual pela segunda vez este ano, para a faixa de 1,75% a 2,00%. O BC americano também indicou, porém, que deverá elevar juros mais duas vezes na segunda metade do ano, o que daria um total de quatro ajustes em 2018. Até março, a previsão do Fed era de três altas de juros ao longo do ano.

Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, anunciou que haverá coletivas de imprensa após todas as reuniões da instituição a partir de janeiro de 2019. Atualmente, o Fed realiza coletivas a cada duas reuniões. Tradicionalmente, o BC dos EUA só altera sua política em dias de coletiva.

Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,99%, a 22.738,61 pontos, à medida que o iene se recuperou de recentes perdas frente ao dólar. Na primeira hora desta sexta-feira, o Banco do Japão (BoJ) irá anunciar sua decisão de política monetária, mas não há expectativa de mudanças, uma vez que a inflação doméstica permanece muito abaixo da meta oficial de 2%.

Nos mercados da China continental, a desvalorização foi relativamente menor. O Xangai Composto teve baixa moderada de 0,18%, a 3.044,16 pontos, e o Shenzhen Composite, que é em boa parte formado por startups, caiu 0,55%, a 1.721,89 pontos.

Os últimos números chineses sobre produção industrial, vendas no varejo investimentos em ativos fixos vieram todos aquém do esperado. A indústria da China, por exemplo, produziu em maio 6,8% mais do que em igual mês do ano passado, mas analistas previam um avanço de 7%. Já no varejo, as vendas subiram 8,5% na mesma comparação, ante expectativa de acréscimo de 9,6%.

Apesar da elevação de juros pelo Fed, o Banco do Povo da China (PBoC) decidiu hoje manter inalteradas as taxas de juros de curto prazo de seu sistema interbancário. Em ocasiões anteriores, o BC chinês seguiu o Fed e ajustou suas taxas para cima.

Outro fator que pressiona as ações na China é o fato de que os EUA poderão confirmar até amanhã a imposição de tarifas a cerca de US$ 50 bilhões em produtos chineses.

cobre opera em queda na manhã desta quinta-feira, em uma jornada negativa para os metais básicos em geral, depois da divulgação de indicadores abaixo da expectativa na China. Além disso, há o temor de que diretrizes ambientais da potência asiática possam conter a demanda.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,55%, a US$ 7.202 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para julho tinha baixa de 0,60%, a US$ 3,2345 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,42%, a US$ 3.198,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,59%, a US$ 2.265,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,02%, a US$ 20.870 a tonelada, o níquel caía 2,17%, a US$ 15.310 a tonelada, e o chumbo cedia 0,32%, a US$ 2.477 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam com volatilidade nesta quinta-feira, divididos entre a queda nos estoques de petróleo dos EUA, divulgados ontem, e a possibilidade de um aumento na produção da commodity na próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h46 (de Brasília), o petróleo WTI para julho subia 0,53%, a US$ 66,99 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha alta de 0,04%, a US$ 75,76 o barril, na ICE.

O Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) divulgou ontem que os estoques de petróleo caíram 4,1 milhões de barris na semana encerrada em 8 de junho, enquanto os estoques de gasolina e de diesel caíram 2,3 milhões de barris e 2,1 milhões de barris, respectivamente.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira manter sua taxa de refinanciamento em zero e a taxa de depósitos em -0,4% e afirmou que não pretende elevar os juros "pelo menos até o verão [europeu] de 2019". 

Além disso, a instituição informou em seu comunicado que as compras do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) seguirão em 30 bilhões de euros, até setembro. Entre outubro e dezembro, essas compras serão reduzidas a 15 bilhões de euros por mês, mas isso estará sujeito a que os indicadores futuros confirmem a perspectiva de médio prazo dos dirigentes, advertiu o banco central. Em dezembro, as compras devem ser encerradas, diz a nota.

O programa de compra de bônus do BCE é de 2,5 trilhões de euros (US$ 2,9 trilhões) e é criticado por autoridades da maior economia do bloco, a Alemanha. A decisão de reduzir gradualmente o relaxamento monetário ocorre apesar de evidências de desaceleração econômica na zona do euro, em meio a ameaças como conflitos no comércio internacional e as turbulências políticas recentes na Itália. 


O gráfico diário do IBOV mostra uma nova mínima de 2018, marcada ontem, seguida por uma longa sombra inferior, que sinaliza fundo e mostra que a compra estava atenta no pregão.

Para confirmar o sinal (martelo), o mercado teria de romper e fechar acima da máxima de ontem (72.980), tendo, nesse caso, amplo espaço para subir.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 13 de junho de 2018

FED anuncia juro esta tarde


Bom dia, investidor!

FED anuncia juro; durante a semana teremos BoJ e BCE >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, em clima de cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Às 15h (de Brasília), o Fed deverá elevar seus juros básicos em 0,25 ponto porcentual pela segunda vez este ano, de acordo com analistas. Investidores, porém, ficarão particularmente atentos a sinais de quantas vezes mais o BC americano poderá elevar juros em 2018 e irão acompanhar também as novas projeções da instituição para a economia dos EUA.

Em março, o Fed projetou um total de três aumentos de juros ao longo deste ano. Há quem acredite, no entanto, que a previsão poderá ser ajustada para quatro elevações, o que significaria que os juros poderão subir outras duas vezes na segunda metade de 2018.

Após um breve alívio ontem, - quando as bolsas chinesas subiram na esteira da assinatura de um acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para a desnuclearização da Península Coreana -, os mercados da maior economia asiática retomaram a recente tendência de fraqueza. O Xangai Composto recuou 0,97% nesta quarta, a 3.049,80 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,58%, a 1.731,43 pontos, atingindo o menor patamar em quatro meses.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda significativa de 1,22%, a 30.725,15 pontos, em parte influenciada por um tombo de 42% nas ações da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicação ZTE, que voltou a ser negociada hoje após uma suspensão de dois meses e perdeu cerca de US$ 3 bilhões em valor de mercado na reestreia. Recentemente, a ZTE aceitou pagar uma multa de cerca de US$ 1 bilhão ao governo dos EUA para poder retomar a compra de componentes americanos. A ZTE havia sido punida por Washington por ter feito negócios com a Coreia do Norte e Irã.

Na Coreia do Sul, a bolsa de Seul não operou hoje devido à realização de eleições locais.

Os mercados de Tóquio e Taiwan, por outro lado, asseguraram ganhos moderados. O índice japonês Nikkei subiu 0,38%, a 22.966,38 pontos, ajudado mais uma vez por um movimento de desvalorização do iene frente ao dólar durante a madrugada, enquanto o Taiex avançou 0,26% na bolsa taiwanesa, a 11.173,21 pontos.

A semana vai trazer ainda decisões de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE), amanhã, e pelo Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês), na sexta-feira.

Os presidenciáveis que postulam o Palácio do Planalto nessas eleições intensificam os movimentos para atrair eventuais aliados nessa campanha e ganhar musculatura política e tempo no horário político gratuito no rádio e na televisão. 

Uma das 'noivas' da temporada é o DEM de Rodrigo Maia, que tem avançado em conversas com dois pré-candidatos, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). As costuras devem ser feitas até meados de julho e envolve, além do apoio a um candidato, os arranjos locais e regionais. 

Nessa corrida, um dos postulantes mais bem posicionados nas recentes pesquisas de intenção de voto, Ciro Gomes, tem traçado uma ofensiva, com a ajuda de seu irmão, o ex-governador Cid Gomes, para tentar quebrar as resistências do mercado financeiro ao seu nome.

Os preços do petróleo operam em baixa nesta quarta-feira, com os investidores na expectativa pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e no aguardo por dados de estoques nos EUA.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 0,53%, a US$ 66,01 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha baixa de 0,16%, a US$ 75,76 o barril, na ICE.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores, como a Rússia, devem se reunir em Viena em 22 de junho. A Arábia Saudita - a chefe de fato da Opep - e a Rússia indicaram recentemente a disposição de aumentar a produção diante de aumento dos preços e riscos geopolíticos de fornecimento na Venezuela e no Irã.

O foco principal do mercado está na reunião e na possibilidade de que a Opep e seus aliados aumentem a produção depois de mais de um ano de retração, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

As expectativas de que o cartel do petróleo e seus aliados possam abandonar um acordo coordenado para conter a produção em cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia pesaram sobre os preços nas últimas semanas, depois que o Brent ultrapassou a barreira dos US$ 80 por barril em maio. O acordo está definido para expirar no final deste ano.

No entanto, os preços perderam força, apesar da Agência Internacional de Energia (AIE) afirmar que espera que o apetite mundial continue robusto ao longo de 2019. Em seu relatório mensal, a agência previu que a demanda global por petróleo cresceria 1,4 milhão de barris por dia em 2019 em relação a este ano.

Por outro lado, a AIE também espera que a produção de petróleo de países fora da Opep continue a crescer, impulsionada principalmente pelo crescimento da oferta dos EUA, devendo desacelerar apenas ligeiramente em 2019, para 1,7 milhões de barris por dia, comparado com 2 milhões de barris por dia.

Os investidores estão de olho também nos dados oficiais de estoques nos EUA, que serão divulgados hoje pelo Departamento de Energia (DoE) às 11h30 (de Brasília). Ontem, o American Petroleum Institute (API) divulgou estimativa de aumento de 833 mil barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada. O API também apontou acréscimos nos volumes estocados de gasolina (+2,3 milhões de barris) e de destilados (+2,1 milhões de barris). 

Os contratos futuros de cobre estão próximos da estabilidade. Além da expectativa geral nos mercados internacionais pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), nesta tarde, investidores nesse caso monitoram notícias de empresas e também notícias de negociações entre funcionários e patrões na maior mina do mundo.

O cobre para três meses subia 0,03%, a US$ 7.214,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 9h45 (de Brasília), avançando 4% na comparação mensal. O cobre para julho avançava 0,08%, a US$ 3,2520 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar está perto da estabilidade, antes da decisão do Fed. Além disso, na quinta-feira haverá decisão do Banco Central Europeu (BCE), o que gera cautela antes das decisões de importantes bancos centrais.

Na semana passada, o cobre teve forte alta, em meio a uma combinação de decisões especulativas, movimentos cambiais e preocupação com a oferta. Negociações trabalhistas na América do Sul foram uma importante causa para o movimento, em meio ao diálogo entre a BHP Billiton e os funcionários da mina Escondida, no Chile, a maior do mundo. No ano passado, um impasse nesse diálogo provocou uma greve de 44 dias.

Analistas disseram que os dados de importação de cobre da Índia devem mostrar um aumento na quantidade do metal comprada pelo país, a fim de compensar a parada na operação da Vedanta Resources em Tâmil Nadu. A Glencore, por sua vez, revelou um plano de reestruturação de US$ 5,6 bilhões na Katanga Mining, no Congo, na qual detém 86%. Isso ocorre após a Glencore chegar a um acordo com a parceira local Gecamines e resolver uma disputa por capitalização, encerrando demandas judiciais.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,27%, a US$ 3.190 a tonelada, o alumínio recuava 0,81%, a US$ 2.274 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,90%, a US$ 20.870 a tonelada, o níquel cedia 0,43%, a US$ 15.190 a tonelada, e o chumbo subia 0,41%, a US$ 2.478 a tonelada. 

IBOV: equilíbrio ontem e hoje até aqui (10h40)
Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra que os touros equilibraram forças com os ursos, após a forte queda que tivemos recentemente.

As mínimas das três últimas sessões são mais altas que a sessão anterior.

Na minha leitura, o momento é de oportunidades, uma vez que trabalhamos ao redor dos topos de 2008 (máxima histórica) e 2010, assim como próximo do fundo que gerou a escalada desde dezembro/17.

A movimentação é uma provável contração de preços, talvez uma acumulação antes de disparar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br