quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Turquia pesa no dólar e na Bovespa


Bom dia, investidor!

Turquia eleva tarifas e retém preso americano. Crise turca e tensões com EUA elevam o dólar e preocupam bolsas. >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, pressionadas pelo fraco desempenho de ações de tecnologia e preocupações com a crise da Turquia.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto teve forte queda de 2,08%, encerrando o pregão a 2.723,26 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou baixa semelhante, de 2,12%, a 1.481,82 pontos. Papéis de tecnologia se destacaram negativamente na China hoje, mas houve perdas também entre empresas do setor de saúde e fabricantes de aparelhos domésticos e vinho.

No Japão, o Nikkei caiu 0,68%, a 22.204,22 pontos, após relatos de que o governo chinês poderá desacelerar suas aprovações para novos jogos eletrônicos. Apenas a Nintendo sofreu um tombo de quase 3% em Tóquio.

Em outras partes da Ásia, papéis de tecnologia também pesaram sobre o Hang Seng, que recuou 1,55% em Hong Kong, a 27.323,59 pontos, atingindo o menor nível em um ano, e o Taiex, que caiu 0,99% em Taiwan, a 10.716,75 pontos, seu pior patamar em cinco semanas. Já a bolsa de Coreia do Sul não operou hoje, devido a um feriado nacional.

A crise turca também continua sendo motivo de preocupação para investidores globais.

Embora a lira turca esteja em seu segundo dia de recuperação nesta quarta, depois de registrar acentuadas perdas entre o fim da semana passada e o começo desta em meio a divergências entre Turquia e EUA, o governo turco anunciou mais cedo uma forte elevação de tarifas sobre uma série de produtos americanos, incluindo carros, álcool, carvão e arroz. A iniciativa veio depois que os EUA decidiram, na última sexta-feira, dobrar tarifas sobre aço e alumínio importados da Turquia.

Além disso, uma corte turca rejeitou nesta quarta um recurso que pedia a libertação do pastor americano Andrew Brunson, pivô das recentes desavenças comerciais entre Turquia e EUA.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, ampliando perdas moderadas da sessão anterior, após dados desfavoráveis sobre estoques americanos da commodity e em meio à valorização do dólar.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para setembro caía 1,24% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 66,21, enquanto o do Brent para outubro recuava 0,99% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 71,74.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve aumento de 3,7 milhões de barris na semana passada. O API também apontou acréscimo nos estoques de destilados, mas redução nos de gasolina.

Mais tarde, às 11h30 (de Brasília), investidores vão ficar atentos à sondagem oficial sobre estoques americanos, elaborada pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e que inclui números de produção. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal preveem que o DoE mostrará queda de 2,4 milhões nos estoques de petróleo bruto da última semana.

As cotações do petróleo também são pressionadas pelo dólar, que exibe tendência de valorização nos negócios da manhã, ainda sustentada pela crise da Turquia. O dólar forte torna o petróleo e outras commodities denominadas na moeda americana mais caros para quem utiliza outras divisas. 

O cobre opera em baixas consideráveis nesta quarta-feira, em meio a várias notícias que provocam cautela com o quadro macroeconômico e também com dúvidas sobre a oferta, o que gera uma onda de vendas de contratos do metal. 

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses tinha baixa de 2,6%, a US$ 5.888 a tonelada, na mínima em mais de um ano, na London Metal Exchange (LME), com outros metais industriais também em baixa de 2% ou mais. O cobre para setembro caía 2,65%, a US$ 2,6110 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores ainda acompanham as negociações trabalhistas na mina Escondida, no Chile, a maior do mundo. As mais recentes sinalizações, porém, eram de que um acordo poderia estar perto, o que evitaria uma greve similar à do ano passado, que apoiou o metal na ocasião. Um acordo rápido, neste ano, pode significar pressão de baixa para os preços.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 3,61%, a US$ 2.362 a tonelada, o alumínio cedia 2,15%, a US$ 2.025 a tonelada, o estanho tinha baixa de 1,75%, a US$ 18.755 a tonelada, o níquel recuava 2,23%, a US$ 13.125 a tonelada, e o chumbo caía 2,77%, a US$ 2.018,50 a tonelada. 

Termina hoje o prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas que irão disputar as eleições gerais de outubro deste ano. E as atenções do dia estarão voltadas, mais uma vez, para o ainda líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá e preso pela Lava Jato desde 7 de abril na sede da Polícia Federal de Curitiba, que insiste na manutenção de seu nome na corrida presidencial, nos limites permitidos pela legislação. 

Por ter sido condenado por um colegiado da justiça, na prática, o petista está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Para marcar o protocolo de sua candidatura, o PT programou para hoje, em frente ao TSE, um grande ato que reunirá correligionários, simpatizantes e movimentos sociais, como o MST.

Apesar da movimentação, alguns dirigentes do próprio partido, como o ex-governador Jaques Wagner, acreditam que a candidatura do ex-presidente deverá ser impugnada pela justiça eleitoral e que o plano B da legenda, com o ex-prefeito Fernando Haddad na cabeça de chapa e Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice, deve ser implementado rapidamente, sob risco do PT perder o timing numa eleição muito curta, de cerca de 50 dias. 

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,99% no acumulado do segundo trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,84% no segundo trimestre de 2018 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais. Neste caso, o resultado ficou dentro das projeções dos analistas, que variavam de alta de 0,50% a 1,70% (mediana positiva de 0,80%).

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

IBOV interrompe alta no curto prazo e sente crise da Turqueia

O gráfico diário do IBOV mostra um movimento na direção das médias móveis, conforme citado ontem no informe.

Deve abrir recuando, sentido a região como resistência, na primeira batida, uma vez que estão justapostas e formam um barreira dupla.

O fundo marcado dia 02/08 aos 78.575 também torna o rompimento mais difícil, logo de cara, sem falar em 78.890, ponto que gerou a forte baixa vista em junho.

A minha expectativa para hoje é de uma abertura em baixa moderada, perto de 1% no início dos negócios, com recuperação parcial ao longo do dia e fechamento em leve queda ou mesmo lateral.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Balanços e índice futuro agitam o pregão


Bom dia, investidor!

Hoje temos balanços importantes e amanhã será vencimento do índice futuro >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com algumas delas beneficiadas por uma recuperação parcial da lira turca e outras pressionadas por indicadores chineses mais fracos do que o esperado.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei saltou 2,28%, encerrando o pregão a 22.356,08 pontos e revertendo a queda de quase 2% de ontem, à medida que o iene voltou a se enfraquecer frente ao dólar, favorecendo ações de exportadoras.

O apetite por risco ganhou relativa força na Ásia depois que a lira turca operou em alta significativa frente ao dólar durante a madrugada, apagando parte das fortes perdas que acumulou desde o fim da semana passada, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou decisão de dobrar tarifas sobre importações de aço e alumínio da Turquia.

Analistas do Commerzbank, porém, preveem que a lira tende a voltar a se enfraquecer, alimentando preocupações sobre a crise financeira da Turquia, enquanto persistirem dúvidas sobre a independência do banco central turco em relação ao governo do país. Além disso, o dólar ainda acumula valorização de cerca de 70% frente à lira desde o começo do ano.

Na China continental e em Hong Kong, por outro lado, os mercados caíram na esteira de dados chineses que vieram aquém das expectativas. A produção industrial chinesa teve expansão anual de 6% em julho, menor do que o ganho de 6,4% previsto por analistas. Já as vendas no varejo subiram 8,8% no mesmo período, abaixo da projeção de alta de 9%. Os investimentos em ativos fixos de áreas não rurais, por sua vez, avançaram 5,5% entre janeiro e julho ante igual período do ano passado, registrando a menor taxa de crescimento desde o fim de 1999. Neste caso, a expectativa era de acréscimo de 6%.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto terminou o dia em baixa de 0,18%, a 2.780,96 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,45%, a 1.513,90 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,66%, a 27.752,93 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -24,7 em julho para -13,7 em agosto, segundo o instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço menor do indicador, a -20.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW aumentou marginalmente, de 72,4 em julho para 72,6 em agosto. 

A taxa de desemprego do Reino Unido caiu para 4% no trimestre até junho, de 4,2% no período de três meses encerrado em maio, atingindo o menor nível desde 1975, segundo dados publicados hoje pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam a manutenção da taxa em 4,2%.

A pesquisa do ONS também mostrou que os salários no Reino Unido, excluindo-se o pagamento de bônus, avançaram 2,7% na comparação anual do trimestre até junho, depois de subirem 2,8% nos três meses até maio, vindo em linha com a projeção do mercado. 

Os contratos futuros de cobre operam em baixa na manhã desta terça-feira, na esteira de indicadores chineses mais fracos do que o esperado e em meio a incertezas sobre disputas trabalhistas no Chile.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,46%, a US$ 6.101,00 por tonelada, atingindo seu menor nível em quase um mês.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro recuava 0,42%, a US$ 2,7195 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, o alumínio tinha leve baixa de 0,12% no horário indicado acima, a US$ 2.077,50 por tonelada, o estanho cedia 0,65%, a US$ 19.200,00 por tonelada, e o níquel recuava 0,66%, a US$ 13.440,00 por tonelada. Por outro lado, o zinco subia 0,47%, a US$ 2.478,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,57%, a US$ 2.114,50 por tonelada. 

O petróleo opera com ganhos nesta terça-feira, com a expectativa de que o recuo na produção do Irã compense os sinais de elevação na oferta global. Ao mesmo tempo, o dólar um pouco mais fraco em geral e a menor tensão com o quadro na Turquia contribuem para o movimento, um dia após os contratos da commodity fecharem em território negativo.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 1,16%, a US$ 67,98 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro tinha alta de 1,23%, a US$ 73,50 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou relatório que mostrou maior produção no cartel em julho, enquanto o grupo ainda reduziu sua perspectiva para a demanda neste ano e no seguinte.

No câmbio, o dólar mais fraco tende a apoiar os contratos, já que nesse caso ele fica mais barato para os detentores de outras moedas. O quadro da Turquia, por sua vez, continua a atrair a atenção dos investidores, mas por ora gera menor cautela que em dias recentes, o que apoia o maior apetite por risco e, consequentemente, os contratos da commodity.

Às 17h30, o American Petroleum Institute divulga seu relatório semanal de estoques de petróleo nos EUA.

Clique para ampliar

Ontem o IBOV foi no ponto citado no Cenário, região de 75.900, montando seu piso por ali.

Trata-se de um suporte "escondido" porém importante, uma vez que sustentou a última pernada de alta desde o dia 19/07.

O que esperar para hoje: temos inúmeros balanços importantes e amanhã será vencimento do índice futuro, portanto eu apostaria as minhas fichas em uma sessão agitada, com bom volume e altista, de forma moderada.

As médias móveis serão uma resistência relevante, uma vez que estão justapostas e dividem o território comprador do vendedor.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Indicadores indicam oportunidade



Bom dia, investidor!

Praças longe das mínimas, petróleo e o ferro em alta e IBOV testando suportes mostram oportunidades >>>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, à medida que a crise financeira da Turquia e a forte queda da moeda local levaram investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações, e a buscar alternativas tidas como mais seguras, caso do iene.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei sofreu expressiva baixa de 1,98% hoje, encerrando o pregão a 21.857,43 pontos, uma vez que a valorização do iene ante outras divisas principais pressionou ações de exportadoras, como as do setor automotivo. A montadora Toyota, por exemplo, caiu 2,10%.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 1,50% em Seul, a 2.248,45 pontos, o Taiex registrou perda de 2,14% - a maior em seis meses -, a 10.748,92 pontos, e o Hang Seng caiu 1,52% em Hong Kong, a 27.936,57 pontos.

Na China, por outro lado, os mercados tiveram desempenho relativamente melhor. Principal índice acionário do país, o Xangai Composto terminou o dia em baixa de 0,34%, a 2.785,87 pontos, apagando a maior parte da queda de até 1,9% que havia exibido durante a sessão, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,31%, a 1.520,71 pontos, impulsionado por ações de tecnologia.

No fim da noite de hoje, está prevista a divulgação de indicadores chineses sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos referentes a julho.

A forte desvalorização recente da lira turca continua alimentando o movimento de aversão a risco. Durante a madrugada, a moeda da Turquia atingiu nova mínima histórica, chegando a ser negociada a cerca de 7,2 liras por dólar, antes de reduzir parte de suas perdas em reação a medidas anunciadas pelo banco central turco para sustentar a lira e garantir "toda a liquidez necessária" ao setor bancário local.

O tombo da lira pesa também em outras moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, o yuan chinês e as rupias da Índia e Indonésia.

Na sexta-feira (10), a divisa turca já havia perdido cerca de 16% de seu valor depois que o presidente americano, Donald Trump, revelou que os EUA planejam dobrar as tarifas sobre importações de aço e alumínio da Turquia.

A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) responsabilizou a ex-presidente Dilma Rousseff e demais ex-conselheiros de administração da Petrobras por causa da aquisição da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O relatório do Inquérito Administrativo instaurado em 2014, concluído em junho e ao qual o Broadcast teve acesso, pede que o Colegiado da xerife do mercado responsabilize Dilma e os demais conselheiros por "ter faltado com o dever de diligência quando da aprovação da aquisição" da refinaria.

O inquérito foi instaurado a partir das investigações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006. Os primeiros indícios de irregularidades na compra foram revelados pelo Estadão/Broadcast e, posteriormente, seriam incluídos nas investigações da Operação Lava Jato. A investigação da CVM foi instaurada em 2014, após as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal avançarem.

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,50% para 1,49%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,50%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,85% para elevação de 2,79%. Há um mês, estava em 2,96%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao verificado quatro semanas antes.

Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial subiu 13,1% em junho, em um movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. Em maio, a produção industrial havia despencado 11%.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 permaneceu em 54,25%. Há um mês, estava em 54,93%. Para 2019, a expectativa seguiu em 57,70%, ante os 58,00% de um mês atrás. 

Os contratos futuros de cobre operam em território negativo na manhã desta segunda-feira, em um dia de menor propensão ao risco nos mercados, diante da crise econômica e financeira da Turquia. Além disso, o dólar mais forte em geral tende a conter o apetite dos investidores detentores de outras moedas, já que nesse caso o metal fica mais caro para eles.

O cobre para três meses operava em queda de 0,54%, a US$ 6.121,50 a tonelada, às 9h48 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME). Já o cobre para setembro tinha baixa de 0,86%, a US$ 2,7190 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores aguardam o fim das negociações entre a BHP Billiton e os funcionários da mina chilena Escondida. Uma greve é provável, caso o diálogo siga inconclusivo, disseram analistas. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,65%, a US$ 2.521,50 a tonelada, o alumínio subia 0,36%, a US$ 2.086 a tonelada, o estanho cedia 0,03%, a US$ 19.495 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,11%, a US$ 13.790,00 a tonelada, o chumbo caía 0,6%, a US$ 2.085,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam sem direção única, depois de cair após o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mostrar avanço de 41 mil barris por dia na produção de julho, mesmo com queda na oferta da Arábia Saudita. Ainda assim, a commodity tenta se recuperar das recentes perdas.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 0,03%, a US$ 72,83 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,31%, a US$ 67,42 o barril, na ICE.

A Opep disse nesta segunda-feira que sua produção de petróleo subiu 41 mil barris por dia julho, para uma média de 32,32 milhões de barris por dia, mesmo quando a produção do líder de fato do cartel - a Arábia Saudita - declinou. De acordo com o cartel, o aumento foi impulsionado pela maior produção no Kuwait, Nigéria, Emirados Árabes Unidos e no Iraque.

A produção de petróleo da Arábia Saudita caiu quase 53 mil barris por dia em julho, de acordo com fontes secundárias. A Arábia Saudita disse diretamente à Opep que sua produção caiu de fato 200 mil barris por dia, para 10,29 milhões de barris por dia no mês passado, ampliando as discrepâncias entre os dados oficiais de produção do Reino e os dados fornecidos por agências externas.

O mercado doméstico deve abrir a semana em baixa, refletindo a aversão ao risco no exterior. Clique no gráfico para ampliar.

Todavia, muitas praças operam longe de suas mínimas, assim como o petróleo e o minério de ferro, que fechou com ganhos de 0,98% na China.

Assim sendo, a minha visão do momento é de oportunidade para quem está líquido ou tem compras parciais.

Estamos perto de uma LTA, tocando a banda de bollinger inferior, entre as retrações de 61,8% e 50% de Fibonacci entre o fundo de junho e o topo recente.

Ademais, existe um suporte um pouco escondido aos 75.900, que impulsionou a última perda de alta iniciada dia 19/07.

Na sexta-feira o mercado desceu bem perto do mesmo, aos 76.040.

Na minha visão, essa região vai segurar os preços, caso seja testada hoje, o que vai refletir em uma segunda-feira de recuperação e fechamento positivo.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Estrangeiros continuam comprando na Bolsa de SP



Bom dia, investidor!

Apesar das eleições aqui e da crise na Turquia, estrangeiros aumentam posições compradas >>> LEIA MAIS >>>


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As bolsas asiáticas fecharam na maioria em baixa, nesta sexta-feira. Várias praças pioraram nas horas finais do pregão, em meio a notícias sobre a cautela com a exposição de bancos da Europa ao quadro financeiro e econômico frágil da Turquia, que pressionava mercados financeiros em geral. Na China, porém, o dia foi de alta modesta na Bolsa de Xangai, enquanto no Japão foram avaliados dados do Produto Interno Bruto (PIB) e o iene forte pressionou as ações locais.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,03%, em 2.795,31 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,69%, a 1.584,92 pontos. Após oscilar ao longo do pregão, Xangai conseguiu avançar modestamente, no fim de uma semana de volatilidade no mercado acionário chinês, com foco nas tensões comerciais entre EUA e Pequim. Entre algumas ações, Bank of China caiu 0,28% e Air China recuou 0,53%, mas Bright Dairy & Food avançou 0,10%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,84%, a 28.366,62 pontos, para interromper uma sequência de quatro altas. A cautela vinda da Europa mais para o fim do pregão pesou. No setor de energia, CNOOC e PetroChina caíram ambas 1,5%.

Em Tóquio, o índice Nikkei teve queda de 1,33%, a 22.298,08 pontos. Na agenda de indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) japonês cresceu 0,5% no segundo trimestre ante o primeiro, o que superou a previsão de alta de 0,3% dos analistas. Além disso, a cautela nos mercados globais elevou a demanda por iene, o que valorizou a moeda. Isso tende a pressionar ações de exportadoras japonesas. No setor financeiro, Mizuho Financial Group caiu 1,02%.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings reafirmou a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil em BB- e manteve a perspectiva estável.

Em comunicado divulgado ontem, a S&P apontou que, após as eleições gerais no País, tanto o futuro presidente quanto o Congresso "enfrentarão um cenário fiscal desafiador e a necessidade de implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e aumentar a dívida para reverter uma fraqueza dos ratings". De acordo com a agência, o atraso no avanço das medidas fiscais corretivas até o momento e a incerteza com a questão política "pesam sobre a credibilidade soberana do Brasil".

Apesar disso, a agência manteve a perspectiva estável ao apontar que o perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade da política monetária e cambial do país "ajudaram a ancorar o rating de longo prazo em BB-". A S&P diz, ainda, que vê um crescimento lento e fraquezas fiscais como as principais restrições de crédito. "A economia diversificada saiu de uma forte contração de vários anos, mas esperamos que o crescimento permaneça abaixo de seus pares. Os altos déficits do governo persistem, com a dívida prevista para continuar a subir até 2021", afirma a agência.

A agência acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 1,6% em 2018, "um pouco menos que o esperado anteriormente". Entre 2019 e 2021, a S&P estima um crescimento em média de 2,3% e diz que as perspectivas de expansão da economia brasileira foram e continuarão a ser inferiores às de outros países em um estágio similar de desenvolvimento. Além disso, a S&P espera que a dívida do governo geral aumente de 57% do PIB em 2016 para 72% em 2021.

Além disso, a agência afirma que a inflação deve acelerar um pouco neste e no próximo ano, mas ressalta que os índices de preços permanecerão dentro das metas estabelecidas nesse período. 

Os preços do petróleo operam em alta, uma vez que a previsão para o aumento da demanda global por petróleo compensou as preocupações persistentes sobre as tensões comerciais.

Às 10h02 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro avançava 0,31%, a US$ 67,02 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro subia 0,43%, a US$ 72,39 o barril, na ICE.

A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua previsão em 110 mil barris por dia para 1,5 milhão de barris em 2019. Em relatório mensal divulgado mais cedo, a AIE também disse que a oferta global aumentou em 300 mil barris por dia no mês passado, principalmente devido à maior produção da Rússia e maior produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A AIE observou que existem riscos para a previsão de demanda em meio a crescente disputa comercial, juntamente com qualquer aumento nos preços causado por restrições de oferta. 

O cobre opera em baixa nesta sexta-feira pressionado pelo dólar forte ao redor do mundo e corrigindo os ganhos de quinta-feira, que foram sustentados, além de dados de inflação acima do esperado na China, por rumores de que o governo chinês pode anunciar algum estímulo fiscal para mitigar o impacto de uma guerra comercial.

Às 10h05 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,6%, a US$ 6.163,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro recuava 0,56%, a US$ 2,7500 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

As commodities denominadas em dólar tendem a ter uma relação inversa com o dólar. O índice do dólar WSJ, que mede a moeda dos EUA contra uma cesta de 16 outras divisas, subiu quase 0,5% nesta manhã, refletindo amplamente uma crise de confiança na lira turca.

Entre outros metais básicos, o zinco caía 1,9%, para US$ 2.548,50 por tonelada, o alumínio recuava 0,8%, para US$ 2.061,68, o estanho tinha baixa de 0,2%, para US$ 19.515,00, o níquel retraía 1,2%, para US$ 13.710,00 e o chumbo ficou estável a US$ 2.108,00 a tonelada. 

As vendas do comércio varejista subiram 0,3% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das previsões do mercado financeiro, que indicava uma alta de 0,05%. 

Na comparação com junho de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,5% em junho de 2018. Nesse confronto, o resultado veio abaixo da mediana e logo acima do piso das estimativas. As projeções iam de uma alta de 1,00% a 6,50%, com mediana positiva de 2,30%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,9% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,6%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 2,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. 

Na comparação com junho de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 3,7% em junho de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam de um crescimento de 1,60% a 5,80%, com mediana positiva de 3,40%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,8% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 6,7%. 

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,2% em julho na comparação com junho, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. 

Excluindo-se itens voláteis, como alimentos e energia, o núcleo do índice também subiu 0,2%, como previsto.

Na comparação anual, o CPI avançou 2,9% em julho, abaixo da previsão de 3,0%, enquanto o núcleo teve alta de 2,4%, o nível mais alto desde setembro de 2008, acima da projeção de 2,3%. 

O IBOV abriu em baixa nessa sexta-feira, refletindo a aversão ao risco no exterior.

Na minha visão, haverá uma recuperação parcial durante a sessão, com fechamento leve baixa ou mesmo lateral.

A correção essa semana foi bem aguda, após seis semanas de forte escalada.

Os estrangeiros iniciaram o período com +86.110 e amanheceram hoje com +118.207 contratos de índice futuro.

No mercado à vista somam saldo positivo de R$ 246.751,00 entre 01 e 08/08.

Em um movimento altista, as oportunidades não estão nos topos e longe da média móvel de 21 períodos, mas sim nas correções, algumas vezes agudas.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

IBOV a -0,5% agora às 12hs


Bom dia, investidor!


As bolsas asiáticas não tiveram sinal único, nesta quinta-feira. Na China e em Hong Kong, rumores de que o governo de Pequim poderia apoiar companhias de tecnologia impulsionaram o setor, levando a Bolsa de Xangai a subir quase 2%, enquanto Tóquio chegou a oscilar em território positivo, mas fechou em leve baixa. No geral, fatores locais predominaram, sem grandes novidades nas últimas horas nas tensões comerciais globais, enquanto os dados de inflação na China também foram avaliados por investidores.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,83%, em 2.794,38 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve ganho de 2,66%, a 1.574,08 pontos. Na quarta-feira, Xangai havia recuado 1,27% e Shenzhen, 1,90%. Hoje, porém, o setor de tecnologia esteve em destaque, diante dos rumores de que o governo chinês poderia anunciar medidas para impulsioná-lo. ZTE teve alta de 10%, o limite diário de ganhos.

Na agenda de indicadores da China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,1% em julho, na comparação anual, segundo dados oficiais. O resultado ficou levemente acima da previsão de alta de 2,0% dos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O índice de preços ao produtor (PPI) cresceu 4,6% em julho ante igual mês de 2017, acima da previsão de alta de 4,4%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,20%, a 22.598,39 pontos. A praça japonesa chegou a subir, diante do iene mais fraco, porém sem impulso. No setor financeiro, Mizuho Financial Group teve baixa de 0,10% e Mitsubishi UFJ, de 0,49%. No mercado de bônus, os juros do papel de 10 anos da dívida do governo do Japão (JGB, na sigla em inglês) seguiu em 0,11% durante o pregão local. Segundo o UBS, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) segue atento às variações do retorno do JGB.

O Banco do Brasil, que encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,240 bilhões no segundo trimestre, cifra 22,3% maior que a registrada um ano antes, de R$ 2,649 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando o resultado foi de R$ 3,026 bilhões, teve elevação de 7,1%.

No primeiro semestre, o resultado do Banco do Brasil foi a R$ 6,3 bilhões, valor que representa crescimento de 21,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 5,164 bilhões. O desempenho do banco público teve como motores, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, o aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito.

A carteira de crédito ampliada do BB encerrou junho em R$ 685,462 bilhões, expansão de 1,5% ante o saldo ao fim de março, de R$ 675,645 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos estavam em R$ 696,121 bilhões, foi visto declínio de 1,5%. No segmento de pessoa física, o BB apresentou incremento de 2,2% tanto no segundo trimestre ante o primeiro como em um ano. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 6,2% e teve leve alta de 0,1%, nesta ordem.

Especialistas questionam a possibilidade de o nome do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) constar em pesquisas eleitorais a partir do dia 15 de agosto, quando o PT deve solicitar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque a Justiça Eleitoral exige que, a partir desse período, institutos de pesquisas coloquem os nomes de todos os candidatos que tenham requerido o registro na Justiça Eleitoral, o que não permitiria a apresentação de cenários sem Lula.

Até o momento, com a perspectiva de que a candidatura de Lula seja barrada na Justiça Eleitoral, as pesquisas têm simulado pelo menos dois cenários: um com o ex-presidente e outro com seu provável substituto, o ex-prefeito Fernando Haddad. A partir do dia 15, no entanto, essa situação abre margem para que adversários ou o Ministério Público questionem o expediente, avaliam especialistas consultados pelo Broadcast Político. O cenário sem Lula e com Haddad, com base nesse entendimento, só poderia voltar às pesquisas quando houver a substituição do candidato. Até lá, as empresas terão que avaliar a capacidade de transferência de votos de Lula com perguntas específicas ao eleitor, afirmam.

O cobre opera em alta na manhã desta quinta-feira, após dados de inflação da China. Além disso, analistas destacam que há um apetite forte de investidores especulativos.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,9%, a US$ 6.290 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 2,14%, a US$ 2,8100 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos usados na LME, o zinco subia 1,89%, a US$ 2.663 a tonelada, o alumínio avançava 0,57%, a US$ 2.117,91 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,49%, a US$ 19.565,00 a tonelada, o níquel subia 0,46%, a US$ 14.105,00 a tonelada, e o chumbo mostrava ganho de 0,61%, a US$ 2.151,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam próximo a estabilidade, tentando se recuperar em alguns momentos após recuarem 3% na sessão anterior, mas um conjunto de notícias negativas de ontem, envolvendo tarifas da China, Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e estoques, seguem pressionando a commodity.

Às 9h26 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,06%, a US$ 66,90 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro subia 0,04%, a US$ 72,31 o barril, na ICE.

Ontem, o Ministério do Comércio da China anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre US$ 16 bilhões em produtos americanos a partir da 00h01 (horário local) do dia 23 de agosto. A medida é uma resposta, na mesma proporção, do anúncio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA contra importações chinesas. Dos 333 produtos que serão atingidos pelas tarifas impostas pela China estão petróleo, carvão, diesel e alumínio.

O enfraquecimento da demanda por petróleo bruto norte-americano na China significará que mais petróleo ficará parado na Bacia do Atlântico, o que deve pressionar o preço do Brent para baixo, disse Olivier Jakob, executivo da consultoria de energia Petromatrix.

A commodity foi pressionado também pela notícia de que o ministro de petróleo do Irã enviou uma carta ao ministro de petróleo dos Emirados Árabes Unidos e presidente da Opep cobrando cumprimento das metas de produção fixadas pelo grupo, o que sugere que o acordo não tem sido cumprido por todos os países envolvidos.

Além disso, o Departamento de Energia dos EUA (DoE) divulgou ontem recuo de 1,351 milhão de barris nos estoques americanos na última semana, menos do que a queda de 2,3 milhões prevista.


O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto crítico e decisivo, com um triplo suporte: 78.890 (topo marcado no início de junho), 78.570 (fundo marcado dia 02/08) e a média móvel de 21 períodos.

Teoricamente, como o movimento anterior é de alta, temos uma correção aguda em direção à média, portanto, o caminho mais provável, seria de um pregão de recuperação nessa quinta-feira, com ganhos moderados.

Se romper e permanecer acima de 79.690, o IBOV mostrará que os touros estão na área. Na figura, IBOV agora às 12:00 recuperando-se de uma queda pela manhã - clique para ampliar.



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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Pesquisa não mexe com BOVESPA


Bom dia, investidor!

Investidores aguardavam pesquisa: IBOV continua em torno dos 80K >>> LEIA MAIS >>>

Intradiário agora às 13hs = clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, nesta quarta-feira, mas com Xangai em baixa superior a 1%. A praça chinesa foi pressionada pelas perspectivas de tarifas americanas sobre produtos da potência asiática, enquanto investidores também monitoraram dados da balança comercial da China. A Bolsa de Tóquio também caiu, mas ficou bem perto da estabilidade.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,27%, em 2.744,07 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve recuo 1,90%, a 1.533,29 pontos. Ações ficaram pressionadas em meio a relatos de que o governo do presidente americano, Donald Trump, pode impor tarifas sobre mais US$ 16 bilhões me importações chinesas. A medida, já esperada e que pode entrar em vigor no dia 23, levaria o total de produtos chineses afetados por tarifas dos EUA a US$ 50 bilhões. Pequim já anunciou planos de retaliar de maneira equivalente. Em Xangai, ações ligadas ao consumo e a cuidados com saúde tiveram os piores desempenhos. O Credit Suisse avaliou que a postura ambígua de Pequim sobre um relaxamento na política e a perspectiva para o yuan seguem como preocupações para investidores, o que propicia um quadro de volatilidade nas praças locais.

Na agenda de indicadores, as importações da China avançaram e ajudaram o superávit comercial do país a recuar a US$ 28,05 bilhões em julho, ante expectativa de US$ 39,10 bilhões dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. O superávit comercial chinês com os EUA recuou a US$ 28,09 bilhões, após em junho ter batido recorde em US$ 28,9 bilhões.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,08%, a 22.644,31 pontos. Essa praça chegou a subir, mas perdeu força no meio da tarde, enquanto o iene batia máximas em relação ao dólar. Nesse caso, a moeda local mais forte pressiona as ações de exportadoras do país. Entre os papéis mais negociadas, Tokai Carbon e Pioneer recuaram 7,44% e 0,84%, respectivamente, mas TEAC subiu 2,60% e Mizuho avançou 0,61%.

As importações de petróleo, de cobre e de minério de ferro da China subiram na comparação anual de julho, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira pela Administração Geral de Alfândega do país.

No mês passado, as compras chinesas de petróleo bruto registraram avanço anual de 3,7%, para 36,02 milhões de toneladas, enquanto as importações de minério de ferro aumentaram 4,3%, para 89,96 milhões de toneladas. Já as compras de cobre e de produtos derivados do metal industrial saltaram 16% na mesma base comparativa, para 452 milhões de toneladas.

No acumulado do ano, as importações chinesas de petróleo tiveram expansão anual de 5,6%, para 260,83 milhões de toneladas e as de cobre avançaram 16%, para 3,05 milhões de toneladas. As de minério de ferro, por sua vez, apresentaram leve baixa, de 0,7%, para 620,65 milhões de toneladas nos primeiros sete meses do ano.

Os dados também mostraram que a China exportou 151 mil toneladas de petróleo bruto em julho, 21% menos que no mesmo mês de 2017. No acumulado do ano, houve queda de 40% nas vendas de petróleo, para 1,72 milhão de toneladas. Enquanto isso, as exportações de produtos derivados do aço recuaram 15% na comparação anual de julho, para 5,86 milhões de toneladas. 

Os contratos futuros de cobre operam próximos da estabilidade. 

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,07%, a US$ 6.152 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro tinha baixa de 0,02%, a US$ 2,7515 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores monitoram também as negociações trabalhistas em andamento na mina Escondida (Chile). No ano passado, uma greve no local apoiou os preços do cobre, mas agora ainda não está claro se isso poderia se repetir.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,29%, a US$ 2.609,50 a tonelada, o alumínio avançava também 0,29%, a US$ 2.044 a tonelada, o estanho ganhava 0,28%, a US$ 19.670 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,76%, a US$ 13.980 a tonelada, e o chumbo subia 0,19%, a US$ 2.145 a tonelada. 

O petróleo opera próximo da estabilidade na manhã desta quarta-feira, antes da divulgação do dado de estoques na semana dos Estados Unidos. Além disso, investidores avaliam os dados mais recentes da balança comercial da China e também o quadro na oferta e a demanda, após os EUA confirmarem sanções contra o Irã.

Às 9h55 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,04%, a US$ 69,14 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,07%, a US$ 74,60 o barril, na ICE.

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga às 11h30 o dado semanal de estoques da commodity. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal preveem queda de 2,3 milhões de barris. Ontem, o American Petroleum Institute (API) informou que, no seu levantamento, houve queda de 6 milhões de barris nos estoques de petróleo.

Investidores acompanham também o quadro para a oferta e a demanda. O fato de que os EUA impuseram sanções contra o Irã apoia os preços. Além disso, o governo do presidente Donald Trump ameaça impor sanções ainda mais duras em novembro.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou julho com alta de 0,33% ante um avanço de 1,26% em junho, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,94%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 3,61%.

O gráfico diário do IBOV aponta uma correção mais aguda na sessão de ontem, com penetração de 80.590 e aproximação de 79.690.

Houve a formação de sombra inferior e fechamento acima da média móvel de 5 períodos, o que sustenta a abertura altista nesta quarta-feira.

O desafio para a compra será manter os preços acima de 80.590, pois haverá pesquisa eleitoral por volta das 11h e depois o fluxo cambial divulgado pelo BC às 12h30.

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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 7 de agosto de 2018

IBOV cauteloso tem pouco volume


Bom dia, investidor!

IBOV teve correção e baixo volume na sessão de ontem >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam na maioria com ganhos nesta terça-feira, impulsionadas por uma jornada forte na China. Investidores mostraram-se interessados por ações que, na avaliação deles, estavam baratas após recuos recentes, o que garantiu o movimento positivo.

A Bolsa de Xangai terminou o dia com alta de 2,74%, em 2.779,37 pontos, na máxima do dia e revertendo a queda de 1,29% da sessão anterior. Xangai teve o maior avanço porcentual diário desde maio de 2016, em sessão positiva para os setores de infraestrutura e petróleo. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve ganho de 2,75%, a 1.563,00 pontos.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,54%, a 28.248,88 pontos, com um movimento mais forte de alta no fim do pregão. Após recuos recentes, papéis do setor imobiliário se destacaram hoje. Entre as ações em foco, Country Garden e Evergrande subiram 6,4% e 21%, respectivamente, com petroleiras chinesas também em alta.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou com alta de 0,69%, a 2.300,16 pontos. Além do bom humor vindo da China, SoftBank subiu 6,54%, após divulgar balanço. Entre as ações mais negociadas, Rakuten avançou 6,76%, mas Mizuho Financial teve baixa de 0,10%.

As reservas em moeda estrangeira da China tiveram crescimento pelo segundo mês consecutivo em julho, o que contraria a expectativa dos economistas e possivelmente reflete ganhos com o câmbio. As reservas avançaram US$ 5,82 bilhões em julho ante o mês anterior, para US$ 3,118 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam recuo de US$ 5 bilhões. Em junho, havia sido registrado avanço de US$ 1,51 bilhão nas reservas.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Lava Jato, desistiu do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiria seu pedido de liberdade e possivelmente sua condição para disputar a presidência da República. Lula foi lançado como candidato do PT. O pedido foi direcionado ao relator do processo, Edson Fachin, que ficará responsável pela decisão de homologar a desistência do petista.

O movimento da defesa de Lula foi feito após sinalizações de ministros da Corte, e do próprio relator, de que era importante dar celeridade ao caso. Com a desistência, os advogados colocam em prática a estratégia de evitar que a Suprema Corte discuta sobre a questão de inelegibilidade antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o registro de candidatura é feito.

Na petição, a defesa de Lula afirma que nunca procurou, neste processo, debater sobre o aspecto eleitoral, apenas sobre a execução da pena do petista, condenado em segunda instância. Lula teve a pena confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), situação que enquadra o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa.

O cobre opera em alta na manhã desta terça-feira, no momento em que as negociações salariais na maior mina do metal no mundo entram em fase crucial. Se não houver acordo, poderia ocorrer uma greve no local. Além disso, o dólar mais fraco colabora para o movimento.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,10%, a US$ 6.172,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 1,04%, a US$ 2,7600 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 7h57.

O dólar, por sua vez, recua ante outras moedas em geral. Nesse caso, as commodities, cotadas nessa moeda, ficam mais baratas para os detentores de outras divisas.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,79%, a US$ 2.611 a tonelada, o alumínio avançava 0,11%, a US$ 2.045,15 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,61%, a US$ 19.690,00 a tonelada, o níquel subia 1,21%, a US$ 13.850,00 a tonelada, e o chumbo tinha alta de 1,51%, a US$ 2.146,50 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em território positivo na manhã desta terça-feira. O mercado reage à decisão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sanções econômicas contra o Irã, e também ao dólar em geral mais fraco.

Às 9h46 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro avançava 0,83%, a US$ 69,58 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro tinha alta de 1,14%, a US$ 74,59 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump assinou um decreto que prevê a volta das sanções contra o Irã. Mais cedo nesta terça-feira, Trump afirmou que sanções ainda mais duras devem ser impostas em novembro e que nenhum país que mantém negócios com os iranianos poderão fazer o mesmo com os EUA.

O Risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege contra calotes na dívida soberana, era negociado há pouco em baixa de 0,63 ponto, a 212,15 pontos, ante 213,50 pontos do fechamento anterior, considerando o contrato de 5 anos, segundo cotações apuradas pela Markit. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma candle de correção, com baixo volume na sessão de ontem (07). Clique no gráfico para ampliar.

Um recuo até o topo anterior (80.590) não está descartado, sendo que não haveria alteração da expectativa de alta caso seja materializado.

Porém a expectativa para essa terça-feira é de alta, desde a abertura dos negócios.

Caso tenhamos rompimento da região de 81.800, o alvo imediato será 82.200.





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