segunda-feira, 21 de maio de 2018

Trégua EUA-China; Maduro se reelege


Bom dia,investidor!

Trégua na guerra comercial EUA-China impulsiona mercados na Ásia >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, favorecidas pelos últimos desdobramentos das negociações comerciais entre EUA e China.

Em comunicado divulgado no sábado, Washington e Pequim disseram que concordaram em "reduzir substancialmente" o déficit comercial dos EUA com a China. Segundo o comunicado, os chineses irão ampliar significativamente suas compras de produtos e serviços dos EUA, embora ainda não estejam claros os montantes envolvidos.

Ontem, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que EUA e China colocaram uma possível "guerra comercial" em suspenso, enquanto buscam um acordo. Já o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, confirmou que ambos os lados concordaram em não impor tarifas a importações um do outro.

Nos negócios da China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,64% hoje, a 3.213,84 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,05%, a 1.848,06 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve valorização de 0,60%, a 31.234,35 pontos.

No Japão, o Nikkei apresentou ganho moderado de 0,31%, a 23.002,37 pontos, renovando máxima em três meses e meio. O índice japonês foi beneficiado pelo enfraquecimento do iene, que atingiu mínimas em quatro meses ante o dólar durante a madrugada com a melhora do apetite por risco diante da aparente "trégua" comercial entre EUA e China.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, em meio a um maior apetite por risco após sinais de arrefecimento das desavenças comerciais entre EUA e China.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 0,92%, a US$ 6.886,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 1,31%, a US$ 3,1035 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o alumínio subia 0,15% no horário indicado acima, a US$ 2.268,50 por tonelada, o zinco tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 3.098,50 por tonelada, o níquel aumentava 0,27%, a US$ 14.675,00 por tonelada, o estanho avançava 0,29%, a US$ 20.760,00 por tonelada, e o chumbo ganhava 1,33%, a US$ 2.364,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos, embora sem muito impulso. Investidores avaliam a possibilidade de que o resultado eleitoral da Venezuela leve a mais problemas para o setor no país, além de monitorar as notícias sobre o Irã e também as negociações comerciais entre EUA e China.

Às 9h06 (de Brasília), o petróleo WTI para julho subia 0,28%, a US$ 71,57 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho avançava 0,09%, a US$ 78,58 o barril, na ICE.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, venceu neste domingo e conseguiu novo mandato de seis anos, em uma disputa considerada ilegítima pela oposição e por governos estrangeiros. A vitória de Maduro abre caminho para a imposição de sanções internacionais mais duras, inclusive com a possibilidade de novas medidas contra os EUA que afetem o setor de petróleo local, já com problemas.

Já após a decisão de política monetária do Banco Central da semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019. Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a manutenção da Selic em 6,50% ao ano, contrariando a maioria dos economistas do mercado, que esperavam por um corte adicional de 0,25 ponto porcentual. Ao justificar a manutenção da Selic, o colegiado deu peso ao movimento de alta mais recente do dólar, no contexto de normalização das taxas de juros nas economias centrais. No Brasil, o dólar à vista acumula alta de 6,64% em maio e de 12,71% em 2018.

No Focus de hoje, a Selic média de 2018 foi de 6,34% para 6,38% ao ano, ante os 6,34% de mês antes. A taxa básica média de 2019 foi de 7,07% para 7,08%, ante 7,08% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 passou de 6,25% para 6,50% ao ano, ante 6,25% de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%, igual a quatro semanas atrás. 

O gráfico diário do IBOV buscou milimetricamente a linha inferior do canal de alta que guia os preços há um ano, deixando uma longa sombra inferior na região.

O fechamento dos negócios acima de 82.200 e especialmente 82.760 reforça o sinal.

A abertura desa segunda-feira deverá ser positiva, com certo grau de euforia.

Na minha leitura, quedas intradiárias seriam sinônimos de oportunidade na ponta compradora, caso sejam materializadas.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Bolsa tem queda >3% no aniversário da quinta negra


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, apesar de preocupações sobre a atual rodada de discussões comerciais entre EUA e China, que começaram ontem em Washington.

O principal índice acionário chinês, o Xangai Composto, se recuperou na segunda metade dos negócios e terminou o pregão em alta de 1,24%, a 3.193,30 pontos, graças a ações com elevado valor de capitalização. Com isso, o Xangai acumulou ganhos pela quarta semana consecutiva, na sequência mais longa desde janeiro. Já o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por start-ups, subiu 0,33%, a 1.828,79 pontos.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, terá hoje um segundo dia de conversas com autoridades americanas em Washington, numa tentativa de aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Em tom negativo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou ontem duvidar que as negociações sejam bem-sucedidas, uma vez que China e outros parceiros comerciais dos EUA "ficaram muito mimados".

Por outro lado, há relatos na mídia de que os chineses teriam proposto um pacote de cerca de US$ 200 bilhões em concessões comerciais ao governo Trump, com promessas de comprar mais produtos americanos e, consequentemente, reduzir o gigantesco superávit comercial de Pequim com os EUA. Além disso, a China anunciou hoje que desistiu de impor tarifas a importações de sorgo originário dos EUA.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40% nesta sexta, a 22.930,36 pontos, impulsionado por ações dos setores de energia e de seguros e encerrando sua oitava semana seguida de valorização.

No fim da noite de ontem, o Japão divulgou que sua taxa anual de inflação subjacente desacelerou de 0,9% em março para 0,7% em abril, ficando um pouco abaixo da previsão de analistas, de 0,8%. Isso significa que o banco central japonês, conhecido como BoJ, deverá ter de manter sua agressiva política de estímulos monetários por muito tempo ainda antes de atingir sua meta de inflação de 2%.

Os dois partidos antiestablishment que tentam formar um governo de coalizão na Itália, o Movimento 5 Estrelas e o Liga, chegaram a um acordo sobre um programa de governo conjunto que propõe cortes de impostos e aumento nos gastos com bem-estar social.

As siglas prometem reduzir a dívida pública da Itália através de medidas que estimulem o consumo interno e impulsionem o crescimento, com o argumento de que as políticas de austeridade antes implementadas estavam equivocadas e não ajudaram o país a reduzir seu endividamento, que é o terceiro maior do mundo.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,5% em abril ante março e registrou alta de 2% na comparação anual, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Excluindo-se custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI alemão avançou 0,2% em abril ante o mês anterior e teve acréscimo de 1,6% no confronto anual, informou a Destatis. 

Os contratos futuros de cobre operam em queda nesta sexta-feira, após uma sequência de pregões de dólar valorizado, que tende a penalizar as commodities.

Às 9h30, o cobre para três meses, negociado na London Metal Exchange (LME), caía 0,42%, a US$ 6.833,50 por tonelada, ao mesmo tempo em que o WSJ Dollar Index, que mede a força do dólar ante uma cesta de 16 divisas, avançava 0,1%. Já o cobre para julho, negociado na Comex, a divisão de metais da Nymex, recuava 0,70%, a US$ 3,0675 por libra-peso.

O dólar mais forte costuma prejudicar commodities precificadas na moeda americana, pois as deixa mais caras para detentores de outras divisas.

Entre outros metais negociados na LME, o alumínio subia 0,66%, para US$ 2.305,00 por tonelada, o zinco caía 0,02%, a US$ 3.092,50, o níquel avançava 1,44%, a US$ 14.805,00, o estanho recuava 0,12%, a US$ 20.650,00, e o chumbo caía 0,32%, a US$ 2.355,50. 

Petrobras informou no início da noite de ontem (17), quinta-feira, que o processo de revisão do contrato de cessão onerosa continua sendo negociado entre a companhia e representantes da União Federal: Ministério de Minas e Energia, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A cessão onerosa é uma área no pré-sal da bacia de Santos com reservas de até 5 bilhões de barris de petróleo que foi cedida à Petrobras em 2010, em troca de ações da empresa em uma operação indireta. O contrato da operação foi fechado a um determinado preço sob condição de ser revisto este ano. A demora para fechar o acordo deve-se ao cálculo do preço do barril de petróleo que será utilizado.

De acordo com a petroleira, a Comissão Interministerial do governo, constituída por meio da Portaria Interministerial nº 15/2018 para discutir o tema “evoluiu na definição de critérios a serem usados para cálculo do valor final do contrato”, mas a empresa não deu detalhes. As negociações seguirão entre a comissão interna da Petrobras e representantes do governo federal quando encerradas consultas da União a outros órgãos jurídicos, informou a estatal.

Fator fundamental para a gestão da política monetária, a condução das expectativas do mercado financeiro pelo Banco Central (BC), que vem sendo elogiada desde o início da presidência de Ilan Goldfajn, foi prejudicada por um deslize neste último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom). Essa é a percepção passada por economistas ouvidos pelo Broadcast, após o Copom ter mantido a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, contrariando a expectativa majoritária do mercado.

O ponto de maior crítica diz respeito à entrevista concedida pelo presidente da instituição, Ilan Goldfajn, à GloboNews, na noite do dia 8 de maio. Naquele dia, a entrevista ganhou importância em função do movimento mais recente do dólar ante o real. A moeda americana já havia subido cerca de 8% desde o fim de março, para a faixa dos R$ 3,56, e parte do mercado financeiro começava a enxergar chances maiores de a Selic permanecer em 6,50% ao ano, em função da pressão no câmbio.

Tanto que, em março, o mercado de juros futuros chegou a embutir nos preços 85% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic em maio. Naquele dia 8, essa probabilidade já estava em 61%, segundo cálculos da gestora Quantitas. As chances de manutenção eram de 39%.

O gráfico diário do IBOV apresentou ontem a maior barra de queda desde a quinta-feira negra, quando vivenciamos o episódio envolvendo Temer e a JBS.

Trata-se de um marobuzu de grandes proporções, acompanhado de volume muito acima da média.

Assim sendo, a abertura dessa sexta-feira deverá ser negativa, buscando de cara suporte em 82.760, que será um ponto de briga ferrenha entre ursos e touros logo nos primeiros negócios, na minha leitura.

O alvo do topo duplo que guiou a baixa de ontem é 82.200, mínima do dia 08/05.

Se houver perda de 82.760, a região de 82.200 aparece como suporte natural e decisivo para o curto prazo, sem descartar as chances de haver algum repique ao redor de 82.760.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dólar forte segura SELIC


Bom dia, investidor!

Dólar forte e juro americano provoca "decisão surpresa" na SELIC >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, em clima de cautela antes de uma nova rodada de discussões comerciais entre EUA e China.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, se reúne hoje em Washington com os secretários americanos Steven Mnuchin (Tesouro) e Wilbur Ross (Comércio) para retomar negociações sobre desavenças comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Recentemente, uma delegação de autoridades dos EUA voltou de Pequim sem avanços concretos no sentido de superar os atuais entraves comerciais.

No fim da noite de ontem, o Ministério do Comércio chinês declarou estar preparado para "todos os possíveis resultados" decorrentes das negociações comerciais com a Casa Branca e anunciou que irá impor "tarifas recíprocas" a alguns produtos importados americanos, embora tenha decidido também suspender barreiras contra frutas e carne suína dos EUA.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto encerrou o pregão de hoje em baixa de 0,48%, a 3.154,28 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,52%, a 1.822,70 pontos.

Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,54%, a 30.942,15, apesar do salto de 3,7% da gigante de internet Tencent, que divulgou balanço trimestral melhor do que o esperado. O dia também foi de perdas nas bolsas sul-coreana, com queda de 0,46% do Kospi, a 2.448,45 pontos, e de Taiwan, onde o Taiex registrou desvalorização de 0,59%, a 10.833,81 pontos.

Na Japão, o Nikkei foi exceção entre os índices asiáticos e subiu 0,53%, a 22.838,37 pontos, graças a ações dos setores farmacêutico e químico e após ficar no vermelho nas duas sessões anteriores. O juro do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos, por sua vez, avançou meio ponto-base, a 0,055%, depois que o rendimento da T-note de 10 anos renovou máximas em quase sete anos ontem.

Os futuros de cobre operam em alta moderada em Londres e Nova York, apagando parte das leves perdas que acumularam ao longo da última semana.

Por volta das 10h05 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME subia 0,57%, a US$ 6.883,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 0,44%, a US$ 3,0840 por libra-peso.

Nas semanas mais recentes, o cobre tem operado dentro de uma faixa de preços restrita, e analistas preveem que é improvável que o metal tenha uma alta mais acentuada no curto prazo.

Investidores continuam acompanhando o comportamento do índice DXY do dólar, que voltou a se fortalecer nesta manhã, após operar perto da estabilidade mais cedo. A valorização do dólar tende a pesar no cobre e em outros metais básicos.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única: o alumínio recuava 0,89% no horário indicado acima, a US$ 2.291,00 por tonelada, o zinco caía 0,05%, a US$ 3.077,50 por tonelada, o níquel aumentava 1,07%, a US$ 14.605,00 por tonelada, o estanho tinha alta de 0,10%, a US$ 20.780,00 por tonelada, e o chumbo ganhava 0,06%, a US$ 2.341,50 por tonelada. 

A decisão do Banco Central brasileiro ontem à noite de manter a taxa básica de juros em 6,50% ao ano teve repercussão no site do jornal britânico Financial Times. Na edição online, a publicação ressalta que a escolha da estabilidade pela diretoria foi inesperada e que teve a recente venda de ativos de mercados emergentes como uma das justificativas para não ajustar a Selic no momento. A manutenção da taxa em seu patamar recorde de baixa, continuou a reportagem, confundiu o mercado financeiro, que contava amplamente com mais uma diminuição do juro, um movimento que já ocorria há um ano.

O Financial Times destacou um trecho do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que enfatizou o fato de o cenário externo ter se tornado mais desafiador e volátil. "A evolução dos riscos, em grande parte associada à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, levou a ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve uma redução no apetite por risco para as economias emergentes", foi o parágrafo escolhido pela publicação.

O FT citou que a "decisão surpresa" ocorre em um momento em que o dólar está mais forte e é registrado um aumento nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos. Estes dois pontos minam o apetite dos investidores por moedas, títulos e ações dos mercados emergentes. O site lembrou ainda que o índice de moedas emergentes do JPMorgan atingiu ontem seu nível mais baixo desde março de 2017.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, com o Brent chegando a superar a marca psicologicamente importante de US$ 80 por barril, à medida que a decisão dos EUA de reintroduzir sanções ao Irã continua impulsionando a commodity aos maiores níveis em três anos e meio.

Às 10h10 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para julho subia 0,87% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 79,97, depois de ultrapassar mais cedo a barreira de US$ 80, alcançando o maior nível desde novembro de 2014. Na New York Mercantile Exchange (NymeX), o WTI para junho avançava 0,97%, a US$ 72,18 por barril.

Na semana passada, os EUA abandonaram o histórico acordo internacional de 2015 que suspendeu sanções ao Irã, em troca de restrições ao programa nuclear iraniano. Como resultado, Washington deverá gradualmente restabelecer punições à indústria petrolífera do Irã em até seis meses.

Os EUA também ameaçaram adotar sanções secundárias a companhias europeias que continuem fazendo negócios com o Irã.

Segundo Amrita Sen, analista da consultoria Energy Aspects, pelo menos 400 mil barris de petróleo por dia do Irã estão em risco.

Ontem, a gigante petrolífera francesa Total anunciou que irá deixar um grande projeto de gás no Irã antes de novembro se não receber uma isenção da Casa Branca. A Total havia assinado um contrato de US$ 1 bilhão para desenvolver o campo iraniano de South Pars.

O petróleo também continua sendo favorecido por dados de ontem que mostraram queda nos estoques da commodity tanto nos EUA quanto na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra entrada de força vendedora desde a abertura dessa quinta-feira.

Ontem houve rompimento de 86.406, o que significa um pivot de alta acionado, em fechamento.

Se hoje o mercado fechar em queda, abaixo dessa região, a movimentação poderá ser interpretada como rompimento falso, detonando também a formação de um topo duplo na região.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 16 de maio de 2018

IBOV se recupera e abre em alta


Bom dia, investidor!

Após testar e respeitar os 83.900, IBOV recuperou-se hoje e abriu forte agora >>> LEIA MAIS >>>

IBOV intradiário de ontem e hoje - clique para ampliar


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, em meio a incertezas geopolíticas ligadas à Coreia do Norte e o avanço do juro da T-note de 10 anos ao maior nível em cerca de sete anos.

Ontem, a Península Coreana voltou ao foco depois que a Coreia do Norte desistiu de um encontro de alto escalão que faria hoje com autoridades da Coreia do Sul, em razão da realização de manobras militares conjuntas entre Seul e Washington. Além disso, a mídia norte-coreana afirmou que Pyongyang poderá reconsiderar a reunião de cúpula marcada para 12 de junho entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Já o rendimento da T-note de 10 anos chegou a atingir 3,09% durante os negócios de terça-feira, alcançando o maior patamar desde meados de 2011, na esteira de sólidos dados de vendas no varejo dos EUA.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,44% hoje, a 22.717,23 pontos, pressionado por ações de bancos e dos setores de mineração e petróleo. O salto no juro da T-note impulsionou o retorno do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos, que avançou a 0,055%.

No fim da noite de ontem, dados oficiais também mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) japonês registrou contração anualizada de 0,6% no trimestre até março, a primeira desde os últimos três meses de 2015. O resultado interrompeu o período mais longo de crescimento no Japão em 28 anos.

Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi ficou perto da estabilidade ao subir apenas 0,05%, a 2.459,82 pontos, em meio ao comportamento divergente das principais ações negociadas no país.

Na China, os mercados ficaram negativos perto do encerramento dos negócios, também influenciados por uma queda em papéis do setor financeiro. O Xangai Composto recuou 0,71%, a 3.169,57 pontos, e o Shenzhen Composto, formado por empresas menores, caiu 0,41%, a 1.832,27 pontos.

Os preços de moradias na China subiram levemente na comparação mensal de abril, graças a aumentos em algumas cidades menores do país.

O valor médio de novas moradias em 70 cidades chinesas teve alta de 0,6% em abril ante março, excluindo-se projetos de habitação subsidiados pelo governo, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) do país.

Na comparação anual, o preço médio das moradias avançou 5,3% em abril, depois de subir 5,5% em março. 

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após atingirem máximas em três anos e meio ontem, em meio a sinais de que o rali visto desde o começo do ano começa a afetar o ritmo de crescimento da demanda.

Às 9h34 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para julho caía 0,69% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,89, depois de chegar a alcançar US$ 79,47 na sessão anterior, o maior patamar desde novembro de 2014. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para junho recuava 0,27%, a US$ 71,12 por barril.

Em relatório mensal divulgado mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de aumento na demanda global por petróleo este ano, de 1,5 milhão de barris por dia (bpd) para 1,4 milhão de bpd. Isso significa que a demanda em 2018 deverá ficar em 99,2 milhões de bpd.

Após cair 0,10% em fevereiro (dado já revisado), a economia brasileira registrou nova baixa em março de 2018. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,74% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 137,57 pontos para 136,55 pontos na série dessazonalizada de fevereiro para março. Este é o menor patamar para o IBC-Br com ajuste desde setembro de 2017 (136,27 pontos).

Na comparação entre os meses de março de 2018 e março de 2017, houve baixa de 0,66% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 142,26 pontos em março, ante 143,20 pontos de março do ano passado.

O indicador de março de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho abaixo do apontado pela mediana (+0,3%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Broadcast Projeções (-1,2% a +1,2% de intervalo). O patamar de 142,26 pontos é o pior para meses de março desde 2016 (141,00 pontos).

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março. Já o Ministério da Fazenda projeta PIB de 3,0% em 2018 e em 2019. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candle com longa sombra inferior, mostrando uma recuperação intradiária no pregão de ontem.

Vale destacar que a região de 83.900 foi testada e respeitada, o que alimenta as chances de um OCOI no diário, sendo a sessão de hoje decisiva para o rumo do benchmark no curto prazo.

O início do pregão deve ser negativo, sendo essa quarta-feira o dia "D" para o rumo dos negócios no curto prazo.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Trump e FED acenam, mercado reage


Bom dia, investidor!

Trump, no twitter, indica a volta da ZTE >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, lideradas por Hong Kong, após um tuíte do presidente Donald Trump sugerir um possível avanço nas relações comerciais entre EUA e China.

Num gesto que surpreendeu Pequim, Trump afirmou ontem no Twitter que está disposto a ajudar o fabricante chinês de smartphones e equipamentos de telecomunicações ZTE a "voltar aos negócios, rapidamente".

As ações da ZTE estão suspensas em Hong Kong há cerca de um mês, quando a Casa Branca decidiu proibir a empresa de importar componentes dos EUA por ter supostamente feito embarques ilegais de equipamentos para o Irã e a Coreia do Norte.

Com a expectativa de que EUA e China retomem negociações comerciais ao longo da semana, a iniciativa de Trump foi vista por alguns analistas como uma concessão de Washington.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,35% hoje, a 31.541,08 pontos, impulsionada por outras empresas de tecnologia, como Lenovo e Tencent.

Na China continental, o Xangai Composto também ficou no azul, com alta de 0,34%, a 3.174,03 pontos, mas o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por companhias de menor valor de mercado, teve leve baixa de 0,10%, a 1.823,25 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,47%, a 22.865,86 pontos, o maior nível em três meses. O índice japonês foi impulsionado principalmente pela fabricante de cosméticos Shiseido, que saltou 16% a nível recorde de preço, após divulgar resultados trimestrais no fim da semana passada. O balanço mostrou que a aposta da Shiseido no mercado chinês está sendo muito bem-sucedida.

A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em Cleveland, Loretta Mester, disse nesta segunda-feira que a melhora da economia americana pode significar que a instituição terá de elevar juros mais vezes do que o esperado.

"Com a política fiscal mudando de restritiva para estimulante, a economia crescendo acima da tendência, e os investimentos aumentando, a taxa de equilíbrio de curto prazo está aumentando também", disse Mester em discurso feito durante evento em Paris.

Segundo Mester, à medida que a expansão continuar, o Fed, para atingir suas metas de inflação estável e desemprego baixo, poderá ter de elevar sua taxa básica de juros, durante algum tempo, acima do nível que deverá prevalecer no longo prazo.

Mester, que vota nas reuniões de política monetária do Fed este ano, é uma firme defensora de juros mais altos. O Fed elevou seu juro básico em 0,25 ponto porcentual em março, para uma faixa de 1,5% a 1,75%. Na ocasião, os dirigentes do BC americano também sugeriram que virão mais dois aumentos de juros em 2018, mas recentes dados fortes do mercado de trabalho e crescentes pressões de preços levam analistas a especular sobre a possibilidade de quatro altas de juros este ano.

A mediana das previsões de dirigentes do Fed para o chamado nível neutro da taxa básica é de 3%. Mester lembrou que o gráfico de pontos mais recente do Fed prevê os juros acima de 3% em 2020. "Obviamente, 2020 ainda está distante e a trajetória de política que será de fato seguida responderá a mudanças na perspectiva", ressaltou.

Os preços do petróleo passaram a subir nesta manhã em meio a um dólar mais fraco em relação a moedas fortes e após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevar a previsão de demanda para este ano.

Às 9h28 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,35% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,39, enquanto o do WTI para junho avançava 0,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 70,83.

A Opep informou hoje que sua produção cresceu levemente no mês passado, enquanto a oferta global continuou avançando com mais força.

Em relatório mensal divulgado nesta manhã, a Opep disse que teve aumento de 12 mil barris por dia (bpd) na produção de abril ante março, para 31,9 milhões de bpd. O resultado se deveu basicamente a ganhos na produção da Arábia Saudita - maior exportador mundial e líder informal do cartel - e da Argélia.

No entanto, o cartel elevou sua projeção de aumento na demanda mundial por petróleo este ano, em 25 mil bpd, e disse que, em março, os estoques comerciais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCED) estavam apenas 9 milhões de barris acima da média em cinco anos.

Outro fator que contribui para a elevação da commodity é o dólar mais fraco ante moedas fortes. No horário acima, o euro subia a US$ 1,1988, ante US$ 1,1948 no fim da sexta-feira.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nos negócios da manhã, influenciados por um avanço nos estoques da London Metal Exchange (LME).

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME caía 0,77%, a US$ 6.868,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho recuava 1,03%, a US$ 3,0795 por libra-peso.

Após registrarem três quedas seguidas, os estoques de cobre na LME sinalizavam uma alta de 3,8% nesta segunda-feira, recuperando-se dos menores níveis desde o fim de janeiro, segundo nota de Alastair Munro, corretor da Marex Spectron.

Outros metais básicos na LME seguiam direções opostas, com o alumínio passando por um raro momento de tranquilidade após as fortes oscilações das últimas semanas. No horário indicado acima, o alumínio se mantinha estável, a US$ 2.274,50 por tonelada.

Na sexta-feira (11), a mineradora russa Rusal - segundo maior produtor mundial de alumínio - divulgou seu balanço do primeiro trimestre, no qual cancelou projeções feitas antes da introdução pelos EUA de sanções contra a empresa.

Ainda na LME, o zinco tinha queda de 1,26%, a US$ 3.054,00 por tonelada, o níquel subia 2,34%, a US$ 14.365,00 por tonelada, o estanho caía 0,14%, a US$ 20.970,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,94%, a US$ 2.370,00 por tonelada. 

O mercado financeiro reduziu suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 2,70% para 2,51% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,76%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Já a expectativa do Ministério da Fazenda é de 3,0%. Na próxima quarta-feira (16), o Banco Central deve divulgar os dados de seu Índice de Atividade (IBC-Br) referente a março.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,81% para avanço de 3,80%. Há um mês, estava em 3,97%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV tem novo sinal de topo, desenhado no pregão de sexta-feira (14).

Não seria exatamente uma estrela cadente, mas o fato de ter sombra superior, ser vermelho e apresentar fechamento perto da mínima da sessão favorece a venda.

Ademais, rompeu no intraday e não sustentou os preços acima de 86.200.

A confirmação viria na perda da mínima do candle citado (85.180).

Caso o cenário de correção seja confirmado, o primeiro suporte seria concentrado nas médias móveis, que estão justapostas.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mundo em alta, China pressionada


Bom dia, investidor!

Enquanto os mercados mundiais tiveram ganhos de até 5% na semana, dados da economia da China e embate comercial com EUA pressionam >>> LEIA MAIS >>>
Dow Jones avança mais de 5% na semana - Clique para ampliar


As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, mais uma vez beneficiadas pelos mercados acionários de Nova York, que ontem registraram sólidos ganhos em reação a dados de inflação mais fracos do que o esperado nos EUA. As chinesas, porém, contrariaram o viés positivo da região.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 1,16% hoje, a maior em três semanas e meia, encerrando o pregão a 22.758,48 pontos. Os negócios na bolsa japonesa foram sustentados também por ações de empresas que divulgaram balanços favoráveis, caso da montadora Suzuki (+9%) e do fabricante de eletrônicos Panasonic (+5%).

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 1,02% em Hong Kong, a 31.122,06 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,55% em Seul, a 2.477,71 pontos, e o Taiex apresentou ganho de 0,92%, a 10.858,98 pontos, ajudado por papéis de tecnologia.

Na China, por outro lado, as bolsas operaram pressionadas, à espera de novidades no embate comercial entre Washington e Pequim. O Xangai Composto caiu 0,35%, a 3.163,26 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,03%, a 1.825,14 pontos.

Os bancos chineses liberaram 1,18 trilhão de yuans (US$ 186,3 bilhões) em novos empréstimos em abril, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado superou o volume de 1,12 trilhão de yuans registrado em março e ficou acima também da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 1,1 trilhão de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, aumentou para 1,56 trilhão de yuans em abril, de 1,33 trilhão de yuans no mês anterior.

Já a base monetária da China (M2) teve acréscimo anual de 8,3% em abril, após subir 8,2% em março. Analistas esperavam avanço um pouco menor no mês passado, de 8,2%. 

As vendas de veículos na China somaram 2,32 milhões de unidades em abril, representando alta de 11,5% ante igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pela associação chinesa de montadoras. Entre janeiro a abril, as vendas tiveram expansão anual de 4,8%, a 9,5 milhões de veículos.

Os carros elétricos começam a se destacar, com 81.904 unidades vendidas em abril e um total de 225.310 no acumulado do ano, sugerindo que políticas adotadas por Pequim para incentivar a compra desse tipo de veículo estão surtindo efeito.

A meta do governo chinês é que as vendas de veículos elétricos atinjam 2 milhões de unidades em 2020. No primeiro trimestre, a China respondeu por quase metade das vendas globais de veículos elétricos.

Os futuros de petróleo operam de lado nesta manhã, após renovarem máximas em três anos e meio na sessão anterior, com investidores ainda de olho nos desdobramentos da recente decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar Washington do acordo nuclear com o Irã e restabelecer sanções à indústria petrolífera iraniana.

Às 9h30 (de Brasília), o barril do Brent para julho tinha leve baixa de 0,12% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,38, enquanto o do WTI para junho subia 0,10% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 71,43.

O ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, acusou hoje alguns integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de estarem "fazendo o jogo" dos EUA, ao apoiarem a iniciativa de Trump de abandonar o histórico pacto nuclear, que foi assinado em 2015 com outras potências globais, como Reino Unido, Alemanha e França.

Zanganeh também afirmou preferir o preço do barril do petróleo em cerca de US$ 60, contrastando com a visão dos sauditas, que apoiam o atual nível do Brent em torno de US$ 77.

Em junho, a Opep e outros grandes produtores vão se reunir, em Viena, para discutir um acordo - em vigor desde o início do ano passado - que reduz sua oferta combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia.

A expectativa é que os EUA restabeleçam sanções econômicas ao Irã gradualmente ao longo dos próximos seis meses, comprometendo a oferta de petróleo de um dois maiores produtores do Oriente Médio.

No passado, sanções ao Irã chegaram a reduzir as exportações de petróleo do país em cerca de 1 milhão de barris por dia. No entanto, como a União Europeia e outros reiteraram sua adesão ao pacto, as punições dos EUA deverão afetar as exportações iranianas em cerca de 350 mil barris por dia, segundo analistas do banco MUFG.

Mais tarde, às 14h (de Brasília), a atenção dos operadores deverá se voltar para o levantamento semanal da Baker Hughes sobre plataformas e poços em operação nos EUA

Os futuros de cobre operam em leve alta nesta manhã, ampliando os fortes ganhos de ontem, à medida que os estoques na London Metal Exchange (LME) continuaram a diminuir e o dólar interrompeu seu recente rali.

Por volta das 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME subia 0,16%, a US$ 6.928,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 0,18%, a US$ 3,1155 por tonelada.

O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, mantendo tendência vista desde ontem, quando foram divulgados números de inflação abaixo da expectativa nos EUA.

O cobre também é beneficiado por uma nova queda registrada ontem nos estoques da LME. A redução acumulada desde o início de maio chega a quase 17%, segundo analistas do banco ING. A maior parte da diminuição ocorreu por causa da China, onde a demanda dá sinais de que está crescendo.

Já o alumínio tinha forte queda de 2% no mercado inglês no horário indicado acima, a US$ 2.264,00 por tonelada, após atingir os maiores níveis em seis anos no mês passado, em meio a ameaças à oferta do segundo maior produtor mundial do metal, a mineradora russa Rusal.

Entre outros metais básicos da LME, o zinco tinha alta de 0,49%, a US$ 3.097,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,58%, a US$ 13.930 por tonelada, o estanho caía 0,19%, a US$ 20.760,00 por tonelada, e o chumbo subia 2%, a US$ 2.347,00 por tonelada. Fonte: 

O gráfico diário do IBOV mostra uma forte movimentação altista após um rompimento falso da região de 82.760.

Ontem o benchmark tocou e sentiu a forte estrutura de resistência localizada ao redor de 83.200, que derrubou o mercado em fevereiro, março e abril.

Assim sendo, caso a compra continue dominante e ocorra um fechamento da semana acima desse patamar, mostraria força e alvos em 87.180 e 87.335 no curto prazo, respectivamente topos marcados em 27/04 e 13/03.

Por outro lado, se a sessão de hoje for de baixa, corretiva, após a escalada das últimas três sessões, abriria espaço para teste de 83.900 ou mesmo de 82.760 na próxima semana.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 10 de maio de 2018

BB aponta lucro de 3bi no trimestre


Bom dia, investidor!

IPCA mantém faixa de 3% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, seguindo o tom positivo de ontem dos mercados acionários de Nova York e beneficiadas pela força das cotações do petróleo.

O petróleo, que ontem saltou mais de 3% e ajudou a impulsionar as ações em Wall Street, manteve o tom positivo e renovou máximas em três anos e meio durante a madrugada, ainda favorecido pela decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar Washington do acordo nuclear internacional com o Irã, anunciada na terça-feira (08). A expectativa é que os EUA restabeleçam sanções econômicas ao Irã nos próximos meses, comprometendo a oferta de petróleo de um dois maiores produtores do Oriente Médio.

Também sustentam o petróleo relatos de que Israel bombardeou hoje posições iranianas na Síria, após soldados israelenses terem sido supostamente atacados por forças iranianas nas Colinas de Golã.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,48%, encerrando os negócios desta quinta a 3.174,41 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 0,52%, a 1.844,04 pontos.

Dados publicados no fim da noite de ontem mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor na China desacelerou de 2,1% em março para 1,8% em abril, ficando um pouco abaixo da expectativa de analistas, de 1,9%. A meta de Pequim é manter a inflação doméstica abaixo de 3% este ano.

Os futuros de petróleo renovam máximas em três anos e meio na manhã desta quinta-feira, depois de saltarem mais de 3% na sessão anterior.

Tensões no Oriente Médio também foram intensificadas após Israel anunciar que bombardeou hoje "dezenas" de alvos iranianos na Síria, em resposta a um ataque iraniano com foguetes contra soldados israelenses posicionados nas Colinas de Golã.

Às 9h17 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,30% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,44, enquanto o do WTI para junho avançava 0,62% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 71,58. Os preços da commodity são os maiores desde novembro de 2014. 

O cobre opera em alta nesta quinta-feira, beneficiado pela fraqueza generalizada do dólar, e reverte as perdas do início da semana.

Às 9h19, a tonelada do metal subia 0,9% na London Metal Exchange (LME), para US$ 6.878,00, acumulando alta de 0,5% na semana. Já o cobre para entrega em julho subia 1,64% na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), para US$ 3,1065 por libra-peso.

O DXY, índice que mede a força do dólar ante outras seis moedas consideradas fortes, caía 0,23% no horário acima. Quando a divisa americana se enfraquece, costuma dar impulso às commodities listadas em dólar, pois as torna mais baratas para detentores de outras moedas.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio caía 1,44%, a US$ 2.321,00 por tonelada; o zinco recuava 0,1%, a US$ 3.087,50; o níquel operava em queda de 0,65%, a US$ 13.855,00; o estanho subia 0,31%, a US$ 21.210,00; e o chumbo avançava a 0,31%, a US$ 2.298,50. 

O Banco do Brasil, que fecha hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3,026 bilhões de janeiro a março, expansão de 20,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 2,515 bilhões. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, de R$ 3,188 bilhões, quando o banco entregou resultado recorde, considerando somente suas operações, houve queda de 5,1%.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,22% em abril, ante um avanço de 0,09% em março, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 0,92%, menor variação acumulada até abril desde a implantação do Plano Real. Em 12 meses, o IPCA acumulou avanço de 2,76%, abaixo da mediana, de 2,82%, com base num intervalo de 2,76% a 2,89%.

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra uma sessão de alta firme, cuja máxima tocou a média móvel de 21 períodos no diário.

A baixa recente foi guiada por uma figura conhecida como M ou topo duplo, cujo eixo é 83.350, formando, juntamente com a média supra citada, uma barreira importante e decisiva para os desdobramentos de curtíssimo prazo.

Acima desse patamar a compra ganha força, enquanto a perda de 83.900 traria a venda de volta à cena.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br