sexta-feira, 20 de abril de 2018

Bolsa equilibrada tem novo IPO


Bom dia, investidor!


Notredame Intermedica é o primeiro IPO do ano >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, após garantirem amplos ganhos por dois dias seguidos, influenciadas principalmente por ações de tecnologia, que foram pressionadas por uma desanimadora perspectiva de vendas da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC).

A TSMC, um dos maiores fabricantes de chips do mundo, previu que suas vendas no segundo trimestre serão mais de 10% menores do que analistas vinham esperando, devido à fraca demanda por smartphones mais sofisticados. A projeção da TSMC, que é uma fornecedora da Apple, levou o chamado Índice de Semicondutores da Filadélfia, ou SOX, a sofrer um tombo de 4,3% ontem nos EUA.

Hoje, no mercado taiwanês, a TSMC despencou 6,3%, em seu pior desempenho diário desde julho de 2013. Com isso, o índice Taiex - que tem a TSMC como seu maior componente - caiu 1,75%, sua queda mais acentuada desde 6 de fevereiro, e encerrou o pregão a 10.779,38 pontos.

O alerta da TSMC pressionou empresas ligadas a semicondutores de outras partes da Ásia. No Japão, o Nikkei recuou 0,13%, a 22.162,24 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões de valorização, em parte por causa da Tokyo Electron (-2%) e da Shin-Etsu Chemical (-4,9%). Em Seul, a capital sul-coreana, o Kospi teve baixa de 0,39%, a 2.476,33 pontos, com queda de 2,2%da Samsung Electronics.

Na China, as perdas se intensificaram nos negócios da tarde e o Xangai Composto caiu 1,47%, a 3.071,54 pontos. O Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups de menor valor de mercado, teve baixa de 2%, a 1.778,34 pontos.

Os mercados chineses estão sob pressão desde que os EUA, em meados da semana, baniu exportações para a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, que tem sede em Shenzhen.

Em Hong Kong, papéis de tecnologia também pesaram e o Hang Seng caiu 0,94%, a 30.418,33 pontos.

Os futuros de petróleo operam em alta moderada nos negócios da manhã, após se manterem perto da estabilidade durante a madrugada, com investidores de olho em uma reunião liderada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que acontece nesta sexta-feira na Arábia Saudita.

Às 9h24 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,35% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 74,04, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,40% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,60.

Durante a sessão de ontem, o Brent também ultrapassou a barreira de US$ 74 por barril, enquanto o WTI quase alcançou US$ 70 por barril, impulsionados por uma nova queda nos estoques dos EUA e por riscos geopolíticos à oferta no Oriente Médio.

A operadora de planos de saúde Notredame Intermédica quebrou o jejum da Bolsa brasileira para ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2018. A ação da companhia no âmbito da oferta saiu a R$ 16,50, um pouco acima do centro da faixa indicativa de preço, de R$ 14,50 a R$ 17,50. Com isso o IPO movimentou R$ 2,7 bilhões.

A oferta contou com forte demanda por parte dos investidores e superou em cinco vezes o número de ações ofertadas pela companhia. Cerca de 75% das compras foram feitas por investidores estrangeiros.

A estreia da ação na B3 será na próxima segunda-feira, dia 23. Notredame terá suas ações listadas no Novo Mercado, segmento de maiores exigências de governança corporativa da B3.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu prioridade no julgamento do recurso contra a decisão do ministro Edson Fachin que negou a reclamação do petista, feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) um dia antes de sua prisão. Lula cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde o dia 7 de abril.

Segundo o grupo de advogados do petista, o julgamento do caso "revela máxima urgência", uma vez que Lula se encontra preso em regime fechado por causa da decisão que a defesa tenta derrubar no recurso.

Para os advogados do ex-presidente, a prisão de Lula é ilegal porque o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ainda precisa decidir sobre a admissão dos recursos extraordinários no caso do tríplex do Guarujá. De acordo com a defesa, em função disso, a segunda instância da Justiça ainda não exauriu no caso do petista.

A defesa de Lula ainda pede que o recurso seja levado em mesa na próxima sessão da Segunda Turma da Corte, que ocorre no próximo dia 24.

O gráfico diário do IBOV mostra pouca mudança no pregão de ontem, com a formação de um candle contido, mostrando equilíbrio entre ursos e touros.

Na minha visão, o último topo (85.575) formado dia 12/04 e o pico do dia 29/03 aos 85.700 são suportes imediatos e pontos relevantes em caso de queda, cenário mais provável para o início dos negócios nessa sexta-feira, seguido pela linha superior da cunha e pelas médias que estão justapostas.

Se a compra mostrar reação e pressionar os preços, a região de 86.200 será a barreira a ser vencida.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Melhora o clima internacional


Bom dia, investidor!



Ratings de emergentes devem parar de cair >>> LEIA MAIS >>>

O ritmo de rebaixamento de ratings soberanos de países emergentes deve diminuir à medida que se avança o ano de 2018, na avaliação do BBH. Em relatório publicado nesta quarta-feira, a instituição alerta, porém, que os fundamentos dessas nações podem divergir, mesmo com a melhora dos preços das commodities. No caso específico do Brasil, o banco americano projeta manutenção das notas pelas três principais agências até as eleições.

O BBH produziu um modelo de ratings que pondera as notas atuais dadas por Fitch, Moody's e S&P Global e as estimativas dos principais indicadores das economias - como crescimento do PIB e resultado fiscal - para o segundo trimestre. A partir disso, foi construída uma estimativa das notas. Trinta países fazem parte da amostra.

No caso do Brasil, o rating implícito calculado pelo BBH é de BB, que equivale a dois níveis abaixo do grau de investimento. O País tem nota BB- pela Fitch e S&P Global e Ba2 pela Moody's, todos com perspectiva estável.

A África do Sul tem nota implícita de BB. O banco americano avalia que há risco de rebaixamento contínuo dos ratings Baa3 da Moody's e BB+ da Fitch.

Para o México, o rating implícito é de BBB, apesar das notas da Fitch e da S&P Global serem BBB+ e da Moody's, A3. Assim, o BBH entende que a nota mexicana ainda corre risco de rebaixamento.

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, favorecidas pela diminuição de tensões geopolíticas e por um forte avanço do petróleo, que estimulou o apetite por ativos mais arriscados.

Ontem, as cotações do petróleo saltaram quase 3%, em parte reagindo a uma queda maior do que se previa nos estoques dos EUA. Durante a madrugada, a commodity manteve a tendência positiva e atingiu máximas em três anos e meio.

Além disso, melhorou o clima geopolítico. A recente ofensiva militar liderada pelos EUA na Síria não gerou mais repercussão e, ao mesmo tempo, Washington dá sinais de que busca superar suas diferenças com o regime da Coreia do Norte.

Em coletiva de imprensa ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ele e sua equipe farão "o que for possível" para que seu planejado encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, seja bem-sucedido. A expectativa é que Trump e Kim se reúnam até o fim de maio ou começo de junho.

Já no âmbito comercial, China e EUA não voltaram a trocar ameaças significativas, embora Pequim tenha decidido aplicar medidas antidumping temporárias a importações de borracha dos EUA, da União Europeia e de Cingapura, a partir de amanhã.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,84% hoje, a 3.177,38 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,60%, a 1.814,64 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,40%, a 30.708,44 pontos. Ações de petrolíferas se destacaram em Xangai e em Hong Kong.

Os futuros de minério de ferro negociados na China fecharam em forte alta nesta quinta-feira, impulsionados por avanços nos preços de moradias de grandes cidades do país, segundo a Argonaut Securities.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro subiu 4,2% hoje, se aproximando do maior nível em quase um mês. Já em Xangai, o futuro do vergalhão de aço terminou a sessão em alta de 1%.

Os últimos dados oficiais mostraram que o índice de preços de novas moradias na China subiu 5,5% em março ante igual mês no ano passado. 

O petróleo atingiu o patamar mais alto em mais de três anos nesta quinta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior. O relatório de estoques dos Estados Unidos apoia o movimento, bem como uma declaração da Arábia Saudita de que gostaria de ver um avanço maior nos preços.

Às 8h49 (de Brasília), o petróleo WTI para junho operava em alta de 0,48%, a US$ 68,80 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subia 0,61%, a US$ 73,93 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, os contratos subiram com o relatório de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O dado mostrou queda nos estoques de petróleo e derivados na última semana, o que indica uma demanda saudável. O Commerzbank destacou o recuo na gasolina, algo "extremamente pouco usual" fora da temporada de verão local nos EUA.

Analistas da Accendo afirmam ainda que a Arábia Saudita apoia os contratos, ao dizer que estaria satisfeita com preços entre US$ 80 e US$ 100 o barril. Na avaliação dos economistas Mike van Dulken e Artjom Hatsaturjants, da Accendo, isso indica que o corte voluntário na oferta liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve ser estendido por mais tempo.

Nesta sexta-feira, haverá uma reunião da Opep na Arábia Saudita para tratar do acordo para a redução da oferta. Vice-presidente de mercados de petróleo da consultoria Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen disse que é normal que o mercado se movimente antes da notícia. Segundo o analista, os investidores se posicionam para reafirmar o compromisso com a redução dos estoques globais. A Opep e outros países, como a Rússia, têm cortado sua oferta desde janeiro de 2017, para estabilizar os preços e diminuir os estoques.

O cobre opera de lado nesta quinta-feira, sem fôlego após os contratos subirem mais de 2% ontem em Nova York e Londres. O alumínio, por sua vez, tem mais força, apoiado pelas sanções impostas a uma empresa da Rússia importante para o mercado desse metal.

Às 9h05 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,16%, a US$ 7.048 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio recuava 0,38%, a US$ 3,1465 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Já o alumínio avançava 2,88%, a US$ 2.622 a tonelada na LME, após as sanções dos Estados Unidos contra a Rusal, segunda maior produtora desse metal no mundo. O metal avançou 26% ao longo do último mês. O níquel tinha alta de 3,8%, a US$15.915 a tonelada, nas máximas desde 2014 por causa dos temores de que possam ser impostas mais sanções contra produtores de metal da Rússia.

Os estoques de alumínio da LME recuaram mais 4,5% na quarta-feira, após deixarem de aceitar o metal da Rusal. Desde 23 de fevereiro, os estoques recuaram 16%, segundo Dee Perera, da Marex Spectron.

Alguns analistas mostram-se céticos sobre a possibilidade de que mercados da China absorvam o alumínio da Rusal. Isso poderia pressionar os preços na Bolsa de Xangai, em comparação com os de Londres. Segundo os analistas, os preços teriam de subir o suficiente em Londres para tornar a exportação da China suficientemente rentável para operadores aceitarem o metal da empresa russa.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,2%, a US$ 3.256,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,75%, a US$ 21.600 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,59%, a US$ 2.534 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra o rompimento da cunha na sessão de ontem, com teste da região de 86.200.

Vale destacar que houve diversas formações de topo ao redor do ponto citado, desde a consolidação do movimento lateral iniciado em 16/03.

O topo mais recente é 85.580, portanto podemos utilizá-lo como referência nessa sessão.

Sua perda jogaria o benchmark na LTB, linha superior da cunha, em um movimento de pull back importante e decisivo.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders


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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Vencimento do índice futuro


Bom dia, investidor!


Agenda hoje tem vencimento do índice, Livro Bege e DoE >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, seguindo o tom positivo dos mercados acionários de Nova York, que ontem tiveram uma nova rodada de ganhos na esteira de uma série de balanços melhores do que o esperado de grandes empresas americanas.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,42%, a 22.158,20 pontos, encerrando o dia acima da marca de 22 mil pontos pela primeira vez em quase sete semanas. O índice japonês foi também beneficiado pela fraqueza do iene ante o dólar durante a madrugada.

Na China, o Xangai Composto avançou 0,80%, a 3.091,40 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta de 1,08%, a 1.803,84 pontos.

Ações financeiras se destacaram nos mercados chineses, após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciar ontem um corte de 1 ponto porcentual no compulsório bancário que irá liberar cerca de 1,3 trilhão de yuans (US$ 207 bilhões) em recursos. Os bancos beneficiados terão de usar cerca de dois terços desse total para saldar dívidas de curto prazo com o PBoC e repassar o restante na forma de empréstimos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,74% em Hong Kong, a 30.284,25 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,07% em Seul, a 2.479,98 pontos, e o Taiex mostrou ganho de 0,35% em Taiwan, a 10.847,89 pontos.

Os negócios na região asiática foram também favorecidos por uma melhora nas condições geopolíticas. Além de não haver novidades ligadas à recente ofensiva militar liderada pelos EUA na Síria, há sinais de que Washington e Coreia do Norte estão se movimentando para superar as tensões mútuas.

Segundo múltiplas fontes, o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Mike Pompeo, que foi nomeado para ser o futuro secretário de Estado dos EUA, fez uma visita secreta à Coreia do Norte durante o fim de semana da Páscoa para se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Espera-se que o presidente americano, Donald Trump, se encontre com Kim em maio ou no começo de junho.

Além disso, recentes preocupações com desavenças comerciais entre EUA e China parecem ter sido deixadas temporariamente de lado.

O índice de preços de novas moradias subiu 5,5% em março em relação ao mesmo mês de 2017, informou há pouco o Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado apresenta uma desaceleração em relação aos 5,8% de fevereiro, medidos em igual comparação.

Na comparação mensal, o indicador passou de elevação de 0,2% em fevereiro para aumento de 0,4% em março.

No ano, os preços das novas moradias subiram em 60 das 70 cidades pesquisadas. No mês, a elevação foi em 55. 

A agenda de indicadores e eventos desta quarta-feira tem como destaque o julgamento pelo STF do pedido de habeas corpus do deputado Paulo Maluf, que pode abrir caminho para que ministros revertam decisões, com impacto até na situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participa de eventos do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos Estados Unidos. Na agenda internacional, está prevista a divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve.

Os futuros de petróleo mantêm a tendência da madrugada e operam em alta significativa nesta manhã, favorecidos pela última pesquisa do American Petroleum Institute (API) sobre estoques dos EUA.

Às 7h59 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 1,24% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 72,47, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 1,43% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,46.

No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 1 milhão de barris na última semana. O API também apontou reduções nos estoques de gasolina, de 2,5 milhões de barris, e de destilados, de quase 900 mil barris.

Logo mais, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE) publica o levantamento oficial sobre estoques americanos, que inclui números de produção. Analistas preveem que o DoE mostrará diminuição de 200 mil barris nos estoques de petróleo bruto da semana passada. As expectativas também são de queda nos volumes estocados de gasolina e de destilados.

Clique no gráfico para ampliar

O gráfico diário do IBOV respeitou o suporte marcado na região de 82.825, onde cravou a mínima nas últimas duas sessões, registrando volume abaixo a média.

Hoje será um dia decisivo, pois teremos o vencimento do índice futuro.

Acima de 83.900 o benchmark mostra força e terá a compra no comando, abrindo caminho para testar a média móvel de 21 períodos no curto prazo.

Se arrefecer e perder 83.900 como suporte, deverá ter novo teste de 82.825, onde os compradores tentarão defender a região, definitiva para o rumo do mercado.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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terça-feira, 17 de abril de 2018

PIB da China repete +6.8%


Bom dia, investidor!

Dados sobre China e Alemanha movimentam o exterior >>> LEIA MAIS >>>

Foto China Daily - Clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, apesar de dados melhores do que o esperado sobre o crescimento econômico da China.

No fim da noite de ontem, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 6,8% no primeiro trimestre, um pouco maior que a alta prevista de 6,7% e igualando o resultado de 2017. As vendas no varejo da China também subiram mais do que o esperado em março, mas o avanço da produção industrial ficou aquém das expectativas.

A produção industrial da China apresentou alta de 6,0% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) do país. A leitura veio abaixo da estimativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam crescimento de 6,3% do indicador.

A indústria chinesa também mostrou desaceleração na comparação mensal. Na passagem de janeiro para fevereiro, a produção industrial registrou alta de 0,57%, enquanto em março ante fevereiro a produção industrial avançou 0,33%.

As vendas no varejo chinesas, por sua vez, subiram 10,1% na comparação anual de março, acelerando em relação ao aumento de 9,7% visto nos primeiros dois meses do ano. Analistas esperavam alta menor para o indicador, em alta de 9,7%. Na comparação com fevereiro, o varejo da China apresentou aumento de 0,73% em março, desacelerando dos 0,76% registrados na passagem de janeiro para fevereiro.

O NBS também informou que os investimentos em ativos fixos fora de áreas rurais da China cresceram 7,5% no período entre janeiro e março, abaixo do ganho esperado por analistas de 7,7%. Além disso, o indicador apresentou desaceleração, visto que, entre janeiro e fevereiro, os investimentos em ativos fixos subiram 7,9% na comparação com o mesmo período de 2017. Fonte: Dow Jones Newswires. 

Embora os índices acionários chineses tenham inicialmente reagido em alta aos indicadores, a recuperação durou pouco. Em seu quarto pregão consecutivo de perdas, o Xangai Composto recuou 1,41% hoje, a 3.066,80 pontos, atingindo o menor nível em 11 meses, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda ainda mais expressiva, de 2,20%, a 1.784,56 pontos.

Ainda que favoráveis, os últimos números macroeconômicos da China abrem o caminho para que a segunda maior economia do mundo aperte sua política monetária.

Exceção na Ásia, o Nikkei teve alta marginal de 0,06% em Tóquio, a 21.847,59 pontos, com a ajuda de ações dos setores alimentício e varejista. O clima na capital do Japão, no entanto, era de cautela antes de um encontro mais tarde do primeiro-ministro Shinzo Abe com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 5,1 em março para -8,2 em abril, segundo o instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, a -3.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW recuou de 90,7 em março para 87,9 em abril. Neste caso, a projeção do mercado era de redução maior, a 87. 

A emissora oficial do regime sírio informou nesta terça-feira, 17, que o país foi alvo de uma nova "agressão", com o bombardeio de uma base aérea em Homs.

O canal não informou de onde teria partido o ataque. No início do mês, o regime de Bashar Assad culpou Israel por um ataque semelhante em Homs.

Na sexta-feira, uma força-tarefa formada por Estados Unidos, Reino Unido e França realizou um ataque com o objetivo declarado de destruir supostas fábricas e depósitos de armas químicas na Síria. O bombardeio foi uma retaliação ao suposto uso de armas químicas contra a cidade de Douma por tropas de Assad.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, registrou baixa marginal de 0,01% na segunda quadrissemana de abril, revertendo a ligeira alta de 0,06% observada na primeira quadrissemana deste mês, de acordo com dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda prévia de abril, perderam força ou migraram para deflação os seguintes grupos de preços: Habitação (de 0,21% na primeira quadrissemana para 0,08% na segunda quadrissemana), Alimentação (de 0,01% para -0,17%) e Vestuário (de 0,33% para 0,22%).

Por outro lado, subiram com maior intensidade ou reduziram deflação os segmentos de Transportes (de 0,11% para 0,15%), Despesas Pessoais (de -0,63% para -0,51%), Saúde (de 0,57% para 0,67%) e Educação (de 0,08% para 0,11%).

Os aluguéis residenciais subiram 0,54% em março na comparação com fevereiro, considerando os valores médios de anúncios em 15 cidades. Essa foi a quarta elevação mensal consecutiva dos valores de locação. No ano, os aluguéis acumulam crescimento de 1,47%, e nos últimos 12 meses, alta de 0,30%.

O dono da Riachuelo e pré-candidato à Presidência pelo PRB, Flávio Rocha, afirmou que seu diferencial em relação aos mais de 15 postulantes ao cargo é a ausência de "discursos cruzados". "Sou o único liberal, reformista e conservador", disse o empresário, em entrevista ao programa Band Eleições, exibido pela Band na madrugada desta terça-feira, 17. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, Rocha soma 1% das intenções de voto.

O empresário afirmou que, apesar de muitos pré-candidatos se venderem como liberais, suas posições são conflitantes. "Você tem discursos cruzados. Com direita na economia, mas discurso de esquerda em outros pontos. Tem também algum fenômeno crescente de ultraconservadorismo nos valores, mas não tão certo na economia", argumentou.

A JHSF Participações encerrou 2017 com prejuízo líquido de R$ 27,3 milhões, 89,4% menor que o do ano anterior. A companhia, que atua em shoppings, apresentou apenas os dados do exercício de 2017, sem detalhe do quarto trimestre. A divulgação era esperada para 28 de março e foi adiada para 29, depois para a noite de ontem, alegando análise de impactos da oferta inicial de ações (IPO) da JHSF Malls nos balanços das duas companhias. O IPO está temporariamente suspenso.

A companhia registrou receita líquida de R$ 355,9 milhões em 2017, queda de 7,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 203,8, revertendo dado negativo de 2016, de R$ 27,9 milhões. No critério ajustado, alcançou R$ 72,4 milhões, leve queda de 0,7% entre os períodos. A margem Ebitda ajustado, entretanto, cresceu um ponto porcentual, para 20%.

O resultado financeiro líquido representa uma despesa de R$ 149,6 milhões, 44,3% menor que a do ano anterior, o que a administração atribui a efeitos do processo de desalavancagem realizado em 2016 e a queda da taxa básica de juros. "Em dezembro de 2017, concluímos a repactuação de cerca de 75% do endividamento consolidado da Companhia, com ampliação da carência para pagamento de principal e redução do spread anual contratado."

A companhia realiza teleconferência de resultados hoje às 14h30.

O gráfico diário do IBOV mostra mais um marobuzu desenhado na sessão de ontem, com bom volume, levemente abaixo da média, rompendo o suporte 83.900 de forma convicta, levando, de quebra, 83.150, mínima da semana passada na bagagem.

Temos 82.890 e 82.825 como pontos importantes e decisivos, ambos muito próximos do fechamento de ontem aos 82.860, sendo "verdadeiras" trincheiras entre ursos e touros.

Um repique para testar 83.150 como resistência, o que seria configurado como um pull back também é possível, especialmente no início do pregão.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

IBOV lateral aguarda repercussão da Síria


Bom dia, investidor!

IBOV lateral aguarda Síria e vencimento de opções >>> LEIA MAIS >>>

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As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com investidores digerindo os últimos desdobramentos das recentes tensões no Oriente Médio.

Na noite de sexta-feira (13), EUA, Reino Unido e França lançaram uma ofensiva militar na Síria, alegando retaliação a um ataque com armas químicas que teria sido lançado pelo regime de Bashar al-Assad contra a população síria.

Analistas ficaram aliviados com o escopo limitado da operação liderada pelos EUA e com o fato de ela não ter levado a uma grande escalada no conflito na Síria, que já está em seu sétimo ano.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou ontem, porém, que ofensivas do tipo "inevitavelmente geram caos nas relações internacionais". Moscou é um antigo aliado do governo sírio.

Em Tóquio, o índice Nikkei garantiu modesta alta de 0,26% hoje, com a ajuda de ações de farmacêuticas, e terminou o pregão a 21.835,53 pontos. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi apresentou ganho marginal de 0,10%, a 2.457,49 pontos, graças ao bom desempenho de papéis dos setores de celulose, eletrônicos e automotivo.

Na China, por outro lado, o dia foi de perdas. O Xangai Composto recuou 1,53%, a 3.110,65 pontos, em sua terceira sessão negativa, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,52%, a 1.824,77 pontos. É provável que investidores locais tenham evitado tomar posições antes da divulgação, no fim da noite desta segunda, de uma série de indicadores chineses relevantes, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre e os últimos números sobre produção industrial e vendas no varejo.

Os investimentos diretos da China no exterior, desconsiderando-se o setor financeiro, cresceram 24,1% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, a US$ 25,5 bilhões, segundo dados publicados hoje pelo Ministério de Comércio do país.

Os setores de leasing, mineração, manufatura e tecnologia da informação foram os que mais atraíram investimentos da China, informou o ministério. 


Os futuros de cobre se mantêm estáveis em Londres e sobem levemente em Nova York, enquanto o rali estende o rali visto ao longo da semana passada.

Por volta das 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) operava a US$ 6.833,50 por tonelada, inalterado em relação ao fechamento da sessão anterior.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 0,15%, a US$ 3,0755 por libra-peso.

Já o alumínio na LME saltava 2,9%, a US$ 2.340,50 por tonelada. O rali do metal veio após os EUA decidirem, no último dia 6, impor novas sanções a oligarcas e empresas da Rússia, incluindo a Rusal, segundo maior produtor mundial de alumínio. Desde o anúncio das sanções, o alumínio acumula ganhos superiores a 16% em Londres.

Na última semana, tanto a LME quanto a Comex decidiram que irão banir temporariamente o alumínio fornecido pela Rusal, enquanto as agências de classificação de risco Moody's e Fitch retiraram os ratings que atribuíam à companhia russa. O banimento na LME entra em vigor a partir de amanhã (17).

Além disso, grandes produtoras de commodities têm alegado "força maior" para cancelar contratos de fornecimento do alumínio.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram quase generalizados. O zinco avançava 1,03% no horário indicado acima, a US$ 3.133,50 por tonelada, enquanto o níquel aumentava 1,08%, a US$ 14.060,00 por tonelada, e o chumbo tinha alta de 1,17%, a US$ 2.331,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o estanho caía 0,51%, a US$ 20.850,00 por tonelada. 

A prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfraqueceu sua candidatura à Presidência da República, é o que constata a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada de domingo(15). Em janeiro, a mostra indicava que Lula tinha 37% da preferência dos pesquisados, na pesquisa divulgada hoje, que inclui o período de sua detenção na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o petista registra 31% das intenções de votos no cenário mais favorável entre nove pesquisados.

Apesar da queda na pesquisa, Lula continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto. O Datafolha traçou 9 cenários na corrida presidencial. Lula aparece em três deles e oscila entre 30% e 31%, na liderança, à frente do deputado Jair Bolsonaro (PSL), que varia entre 15% e 16%, e Marina Silva (Rede), com 10%.

No cenário com Lula, Joaquim Barbosa (PSB) aparece com 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Alvaro Dias (Podemos) com 3%, Manuela D'Ávila (PCdoB) com 3%, Fernando Collor de Mello (PTC) com 1%, Rodrigo Maia (DEM) com 1%, Henrique Meirelles (MDB) com 1%, Flavio Rocha (PRB) com 1% e outros, como Paulo Rabello de Castro (PSC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 13% e não sabem 3%.

O mercado financeiro reduziu novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 2,80% para 2,76% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,83%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Na semana passada, o Ministério da Fazenda manteve sua expectativa em 3,0%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 4,29% para avanço de 3,97%. Há um mês, estava em 3,98%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa passou de 57,20% para 57,00%, ante 57,60% de um mês atrás.

O IBOV fechou a semana passada em leve baixa , após inciar a semana caindo, recuperar-se nos três dias seguintes e ceder ao longo do pregão de sexta-feira, logo após tocar a linha superior da cunha que temos na imagem.

Vale destacar as bandas de bollinger tão estreitas como nunca, refletindo o movimento lateral que persiste desde meados de março.

Hoje temos vencimento de opções, o que deve ser considerado um driver impactante para a sessão.

Com o exterior misto, a sessão deverá ser de volatilidade, com maiores possibilidades da venda pressionar os negócios, uma vez que as commodities, especialmente, tem inclinação de baixa nesse início de semana.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


sexta-feira, 13 de abril de 2018

PT e Planalto se unem contra prisão em segunda instância


Bom dia, investidor!

IBOV encosta em linha de tendência de baixa >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com algumas favorecidas pela diminuição de tensões geopolíticas e comerciais e as da China pressionadas pelo inesperado fraco desempenho de sua balança comercial no mês passado.

A melhora de sentimento veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, publicar no Twitter ontem que "nunca disse" quando ocorreria um eventual ataque americano na Síria. "Pode ser muito em breve ou nada em breve!", afirmou na rede social.

O tuíte aliviou preocupações de que uma ofensiva dos EUA na Síria poderia ser iminente. Trump vem ameaçando intervir na Síria desde que um suposto ataque com armas químicas matou dezenas de civis sírios no último fim de semana.

Além disso, Trump orientou ontem assessores a estudar a possibilidade de os EUA voltarem à Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), depois de decidir abandonar o acordo de livre comércio no começo ano passado. Os demais 11 países participantes assinaram o pacto recentemente.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,55% hoje, a 21.778,74 pontos. Na semana, o índice japonês acumulou valorização de 0,98%. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi avançou 0,51%, a 2.455,07 pontos, impulsionado pela Samsung Electronics (+1,6%) e pela siderúrgica Posco (+1,9%). Já em Taiwan, o Taiex registrou alta marginal de 0,09%, a 10.965,39 pontos.

Os mercados chineses e de Hong Kong, por outro lado, reagiram negativamente aos últimos números da balança comercial da China. Em março, a segunda maior economia do mundo teve um inesperado déficit comercial de US$ 4,98 bilhões, frustrando analistas que previam superávit de US$ 19,6 bilhões no mês passado. O déficit foi resultado de uma queda anual de 2,7% nas exportações de março e um avanço de 14,4% nas importações. A projeção de analistas era de ganhos de 10% tanto em exportações quanto em importações.

Na China continental, o Xangai Composto terminou o pregão de hoje em baixa de 0,66%, a 3.159,05 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,32%, a 1.834,38 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve ligeira baixa de 0,07%, a 30.808,38 pontos.

No comércio com os EUA, a China acumulou superávit comercial de US$ 58,25 bilhões no primeiro trimestre, 19,4% maior que o saldo positivo de igual período do ano passado. O forte avanço vem num momento em que os governos americano e chinês ameaçam tarifar seus respectivos produtos.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,4% em março ante fevereiro e registrou alta de 1,6% na comparação anual, segundo dados finais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Os números vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e com estimativas preliminares divulgadas no fim de março.

Já o CPI harmonizado alemão aumentou 0,4% no confronto mensal de março e mostrou alta de 1,5% em doze meses, também como estimado anteriormente.

Os futuros de petróleo operam em leve baixa nesta manhã, revertendo ganhos de mais cedo que vieram após a Agência Internacional de Energia (AIE) prever demanda robusta pela commodity neste ano.

Às 9h50 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para junho caía 0,08% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 71,94, enquanto o do WTI para maio tinha baixa marginal de 0,07% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,02.

Em relatório mensal publicado mais cedo, a AIE disse continuar prevendo que a demanda global por petróleo irá aumentar 1,5 milhão de barris por dia (bpd) este ano, ajudando a compensar parcialmente a forte expansão da produção de óleo de xisto nos EUA.

Por outro lado, a AIE alertou que a crescente tensão comercial entre EUA e China pode afetar significativamente o apetite global por petróleo.

Nos últimos dias, o petróleo atingiu máximas em três anos com a perspectiva de que EUA e aliados lancem uma ofensiva militar na Síria, em resposta a um suposto ataque com armas químicas que matou dezenas de civis sírios no último fim de semana. O Oriente Médio responde por cerca de dois terços das reservas de petróleo mundiais.

Mais tarde, às 14h (de Brasília), investidores vão acompanhar a pesquisa semanal da Baker Hughes sobre plataformas e poços de petróleo em operação nos EUA. 

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, favorecidos pelos últimos números da balança comercial da China, mas o alumínio continua sendo o destaque da semana, ao manter o rali que vem exibindo nos últimos dias.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,54%, a US$ 6.859,00 por tonelada, mantendo-se dentro do recente intervalo das últimas semanas.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 0,62%, a US$ 3,0825 por libra-peso.

Já o alumínio na LME avançava 1,75%, a US$ 2.323,50 por tonelada, acumulando ganhos de 13,1% na semana. O metal é impulsionado pela decisão dos EUA, no fim da semana passada, de impor sanções a oligarcas e empresas da Rússia, incluindo a Rusal, segundo maior produtor mundial de alumínio. Se mantiver o ritmo da manhã, o alumínio encerrará a semana com seu melhor desempenho em três décadas.

O cobre é beneficiado por sinais de sólida demanda da China, o maior consumidor mundial do metal. No primeiro trimestre, as importações chinesas de cobre tiveram expansão anual de 7,3%, a 1,23 milhão de toneladas, segundo dados oficiais publicados nesta madrugada. Apenas em março, a China importou 439 mil toneladas de cobre, 2,1% mais do que um ano antes.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. O zinco avançava 1,15% no horário indicado acima, a US$ 3.127,00 por tonelada, enquanto o estanho subia 0,43%, a US$ 21.035,00 por tonelada, o níquel aumentava 1,89%, a US$ 14.030,00 por tonelada, e o chumbo tinha alta de 0,43%, a US$ 2.360,00 por tonelada. 

O PT e o Palácio do Planalto iniciaram uma aproximação para tentar barrar a prisão após condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal. Conversas preliminares ocorreram há algumas semanas, antes mesmo de a Corte negar o habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foram intensificadas depois da prisão do petista, condenado na Operação Lava Jato.

Um dos objetivos é pressionar o ministro Alexandre de Moraes, nomeado pelo presidente Michel Temer e que já se manifestou a favor do início da execução penal após a segunda instância. A investida está vinculada à incerteza envolvendo o voto da ministra Rosa Weber. A expectativa é se a ministra manteria numa nova análise do assunto a posição pessoal contra a prisão após condenação de segundo grau.


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O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark sobre um ponto decisivo, sendo esse a LTB que marcou os últimos topos desde fevereiro.

O fechamento da semana será essencial para os projeções de curto prazo do mercado.

Um provável teste de 85K levaria o IBOV a descer até as médias, caso esse suporte, que marcou a mínima de ontem seja violado.

O vencimento de opções na segunda-feira e do índice futuro na quarta-feira deverá trazer grande expectativa aos players.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


terça-feira, 10 de abril de 2018

Moody's melhora rating do Brasil


Bom dia, investidor!

Moody's reafirmou 'Ba2' e alterou a perspectiva de negativa para estável >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, depois que o presidente da China, Xi Jinping, citou planos de abrir ainda mais a economia chinesa. Em discurso feito durante o Fórum Boao para a Ásia, Xi disse hoje que Pequim pretende reduzir tarifas sobre importações de carros e de outros produtos, além de fortalecer a proteção dos direitos de propriedade intelectual de companhias estrangeiras.

O tom conciliador de Xi ajudou a aliviar temores relacionados à atual disputa comercial entre China e EUA, contribuindo para a melhora do sentimento e gerando demanda por ações na região asiática.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou tarifar até US$ 150 bilhões em produtos chineses, em parte porque Pequim estaria forçando empresas americanas a transferir tecnologia a parceiros de joint ventures na China.

No discurso, Xi prometeu "ampliar de forma significativa o acesso externo ao mercado chinês este ano". "Isso é música para os ouvidos dos investidores", comentou Rodrigo Catril, estrategista de câmbio do National Australia Bank.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 1,66% hoje, seu maior ganho em seis semanas, terminando o pregão a 3.190,32 pontos, graças ao bom desempenho de grandes bancos, corretoras e seguradoras na esteira dos comentários de Xi. O menos abrangente Shenzhen Composto, por sua vez, avançou 0,51%, a 1.841,22 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,54%, a 21.794,32 pontos, impulsionado por ações de montadoras que reagiram à fala de Xi sobre tarifas menores para importações de carros.

A agência de classificação de risco Moody's reafirmou o rating 'Ba2' do Brasil e alterou a perspectiva de negativa para estável.

Em comunicado divulgado ontem (09), a Moody's diz esperar que o próximo governo brasileiro aprove as reformas fiscais necessárias para estabilizar as métricas de dívida no médio prazo. 

A agência também comenta que espera que o próximo governo trabalhe efetivamente com o Congresso para aprovar uma reforma previdenciária "suficientemente abrangente para conter o aumento dos gastos obrigatórios do governo e garantir o cumprimento do teto de gastos". Para a Moody's, embora a consolidação orçamentária seja gradual, ela irá continuar, sendo apoiada por poupanças de despesas correntes de reformas de segurança social e receitas mais fortes resultantes de uma recuperação robusta. Já o ambiente de baixa inflação e de taxa de juros em queda "também terá impacto positivo nas contas fiscais e na dinâmica da dívida".

Com esse cenário no radar, a Moody's aponta que o déficit fiscal deve diminuir, gradualmente, de 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 para 7,0% do PIB em 2018-2019, enquanto o saldo primário permanecerá entre 1,5% e 2,0% do PIB. Além disso, "apesar de um aumento gradual da relação dívida-PIB, a carga de juros do governo irá se estabilizar". A agência projeta que a dívida pública atinja 76% do PIB até 2019 e se estabilize em 82% do PIB até 2022.

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta nesta manhã, favorecidos por uma melhora do sentimento após um discurso conciliador do presidente da China, Xi Jinping, e sustentados ainda também pelas sanções que os EUA anunciaram contra empresas russas na semana passada.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,45%, a US$ 6.884,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 0,73%, a US$ 3,0995 por libra-peso.

Mas o foco continua no alumínio, que avançava 0,75% na LME, a US$ 2.148,50 por tonelada, depois de ter saltado 3% na sessão anterior em reação à decisão do Tesouro norte-americano, na última sexta-feira (06), de impor novas sanções a oligarcas e empresas da Rússia, incluindo a Rusal, segunda maior produtora mundial de alumínio. Ontem, as ações da Rusal perderam metade do seu valor de mercado, enquanto o índice acionário russo MICEX sofreu um tombo de mais de 8%.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o zinco subia 0,56%, a US$ 3.231,00 por tonelada, o estanho tinha leve alta de 0,14%, a US$ 21.230,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,93%, a US$ 13.570,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,10%, a US$ 2.385,00 por tonelada. 


O petróleo opera com ganhos nesta terça-feira, diante da menor tensão comercial entre Estados Unidos e China. Além disso, o risco geopolítico no Oriente Médio colabora para apoiar esse mercado.

Às 9h28 (de Brasília), o petróleo WTI maio avançava 1,31%, a US$ 64,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subia 1,37%, a US$ 69,59 o barril, na ICE.

No fim da semana passada, os contratos recuaram cerca de 2%, fechando sua pior semana em dois meses, após os EUA ameaçarem impor novas tarifas a importações chinesas e Pequim responder na mesma moeda. Mas os preços começaram a se recuperar na segunda-feira, após autoridades dos dois lados reduzirem a retórica. O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu em discurso que será "ampliado significativamente" o acesso de estrangeiros ao mercado interno do país.

Ao mesmo tempo, a escalada de tensões na Síria após um ataque com supostas armas químicas impulsionou a preocupação de que novos conflitos no Oriente Médio poderiam conter a produção de petróleo e pressionar os estoques globais. A crescente expectativa de que os EUA possam retomar sanções econômicas contra o Irã, prejudicando a indústria petroleira local, também contribui para o risco geopolítico e tem apoiado os preços nas últimas semanas.

Agentes do mercado ainda aguardam nesta semana os relatórios mensais sobre o setor da Agência Internacional de Energia (AIE) e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Hoje, às 17h, o American Petroleum Institute (API) divulga seu relatório sobre estoques da commodity nos EUA na última semana, uma prévia do dado oficial de amanhã. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candlestick de forte baixa na sessão de ontem, sendo o mais relevante na ponta vendedora desde 28/02.

A abertura de hoje foi positiva, seguindo as praças internacionais, commodities metálicas e o petróleo, sendo o desafio manter esse viés ao longo da sessão dessa terça-feira.

Na minha leitura, o caminho mais provável para os preços é arrefecer gradualmente, quem sabe entrando em terreno lateral, devolvendo total ou parcialmente os ganhos vistos nessa etapa inicial.

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Wagner Caetano, para o Cartezyan

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