sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Cenário 21/02/2020

A SulAmérica reportou lucro líquido de R$ 1,181 bilhão em 2019. O valor representa alta de 30,56% na comparação com o lucro líquido de R$ 905,057 milhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quinta-feira, em balanço enviado à CVM.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 21,725 bilhões. O resultado representa crescimento de 9,55% ante a cifra de R$ 19,831 bilhões na mesma base de comparação.

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 1,013 bilhão. O valor representa queda de 38,98% na comparação com o lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,660 bilhão em igual período do ano anterior.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 60,064 bilhões. O resultado representa crescimento de 10,68% ante a cifra de R$ 54,267 bilhões na mesma base de comparação

A B2W reportou prejuízo líquido de R$ 318,238 milhões em 2019. O valor representa queda de 20,02% na comparação com o prejuízo líquido de R$ 397,914 milhões de 2018. Os dados foram divulgados há pouco pela companhia.

Enquanto isso, a receita da companhia fechou o ano em R$ 6,767 bilhões. O resultado representa crescimento de 4,31% ante a cifra de R$ 6,488 bilhões na mesma base de comparação. 

A Lojas Americanas reportou lucro líquido de R$ 581,283 milhões em 2019. O valor representa alta de 155,5% na comparação com o lucro líquido de R$ 227,510 milhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quinta-feira, em balanço enviado à CVM.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 18,956 bilhões. O resultado representa crescimento de 7,16% ante a cifra de R$ 17,689 bilhões na mesma base de comparação.

Com os resultados financeiros pressionados com gastos da tragédia de Brumadinho há um ano, a Vale voltou para o vermelho e reportou um prejuízo líquido de US$ 1,683 bilhão em 2019, revertendo lucro de US$ 6,860 bilhões de 2018. No quarto trimestre do ano passado, o prejuízo da mineradora foi de US$ 1,562 bilhão, ante lucro de US$ 3,786 bilhões no último trimestre de 2018 e de US$ 1,654 bilhão no terceiro trimestre de 2019.

"Um ano se passou desde a ruptura da Barragem I, e gostaria de reafirmar o nosso respeito pelas famílias das vítimas. A Vale permanece firme em seus propósitos: reparar integralmente Brumadinho e garantir a segurança de nossas pessoas e ativos. Temos feito progressos significativos, com um efetivo programa de reparação, com melhorias relevantes em nossa governança e operações, e com um plano de descaracterização para nossas barragens a montante sob implementação acelerada. Estamos fazendo o de-risking da Vale. Estamos construindo o caminho para tornar o nosso negócio melhor, mais seguro e mais estável", comentou, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no quarto trimestre do ano ficou em US$ 3,536 bilhões, queda de 20,8% ante igual intervalo de 2018. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a queda foi de 23,2%. No ano a geração de caixa foi de US$ 10,585 bilhões, recuo de 36,2% em relação ao visto um ano antes.

A receita operacional líquida alcançou US$ 9,964 bilhões no intervalo de outubro a dezembro de 2019, expansão de 1,5% na relação anual. No ano passado a receita foi de US$ 37,57 bilhões, aumento 2,7 %.

No quarto trimestre de 2019 alcançou 78,344 milhões de toneladas, queda de 22,4% em relação ao registrado um ano antes. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve um recuo de 9,6%. Com isso, no acumulado do ano, a produção alcançou 301,972 milhões de toneladas, queda de 21,5% ante 2018. A perda de produção reflete principalmente os impactos decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. O desastre matou 270 pessoas.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu levemente de janeiro para fevereiro, de 51,2 para 51,1, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. Apesar da ligeira diminuição, a leitura acima da marca de 50 indica que a atividade na maior economia europeia continua em expansão neste mês.

Apenas o PMI industrial alemão subiu de 45,3 em janeiro para 47,8 em fevereiro, tocando o maior patamar em 13 meses e surpreendendo analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda a 44,8. Neste caso, o resultado abaixo de 50 sugere contração da manufatura, mas em ritmo mais comedido.

Já o PMI de serviços da Alemanha recuou de 54,2 para 53,3 no mesmo período. A previsão do mercado era de queda menor, a 53,7.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, diante da propagação do coronavírus para outras partes além da China, mas os mercados chineses avançaram após indicação de que empresas estão retomando operações em várias partes do país e ainda na esteira de recentes medidas de estímulo monetário.

O governo chinês relatou a ocorrência de 889 novos casos de infecção por coronavírus e 118 mortes ontem. Já a Coreia do Sul divulgou 100 novos casos da doença, que elevam o total no país a 204, um dia depois de anunciar seu primeiro óbito. No Japão, já foram registradas três mortes causadas por coronavírus.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,39% em Tóquio hoje, a 23.386,74 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,09% em Hong Kong, a 27.308,81 pontos, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 1,49% em Seul, a 2.162,84 pontos, e o Taiex cedeu 0,33% em Taiwan, a 11.686,35 pontos.

Na China continental, por outro lado, o Xangai Composto subiu 0,31%, a 3.039,67 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,12%, a 1.907,35 pontos.

Segundo o Ministério de Comércio chinês, a retomada de operações por empresas estrangeiras que atuam em Xangai, Shandong, Hunan e outras áreas da China chegou a um índice de 80%. Em Guangdong, Jiangsu e outras províncias relevantes no comércio exterior, a volta ao trabalho também avança rapidamente, acrescentou o ministério.

Ao longo da semana, o banco central chinês (PBoC) cortou juros em duas ocasiões e fez injeções de liquidez no sistema bancário, como parte de uma estratégia para amenizar o impacto do coronavírus na economia.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho hoje, depois de atingir recordes de fechamento nos dois pregões anteriores. O S&P/ASX 200 caiu 0,33% em Sydney, a 7.139,00 pontos.

O diário do IBOV mostra uma movimentação errática, complexa e descolada do exterior, onde as correções são leves e pontuais.

Com a abertura de hoje, que deverá ser em baixa moderada, vamos operar no nível de fechamento da semana anterior, devolvendo a recuperação vista no meio do período.

Se penetrar no intraday e voltar a negociar acima de 114.950, médias móveis e da LTA riscada em fúcsia, será um importante sinal de resiliência, algo que eu acho possível mesmo diante de todo o pessimismo que ronda o mercado.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Cenário 20/02/2020

A Petrobras reportou lucro líquido aos acionistas de R$ 8,153 bilhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 287,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior (R$ 2,102 bilhões). Nos três meses imediatamente anteriores, a empresa havia reportado lucro líquido de R$ 9,087 bilhões, conforme os números atribuíveis aos acionistas.

No ano, o lucro líquido chegou a R$ 40,137 bilhões, o maior da história da empresa. O número representa uma alta de 55,70% ante o ano anterior, principalmente como resultado do ganho de capital sobre desinvestimentos (principalmente TAG, BR Distribuidora e ativos de E&P), parcialmente compensado por maiores despesas financeiras com gerenciamento da dívida no mercado de capitais, maior impairment e menores preços do Brent.

No quatro trimestre ante o terceiro, o lucro líquido diminuiu 10%. Por outro lado, houve melhora nas margens de petróleo, menores despesas financeiras e ganhos de capital com a venda de ativos de E&P, de acordo com a petroleira.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de R$ 36,529 bilhões no quarto trimestre, alta de 25,27% ante os R$ 32,582 bilhões em igual período de 2018. Ante os três meses imediatamente anteriores, a variação foi de 12,11%.

Em 2019, a Petrobras atingiu Ebitda ajustado de R$ 129,2 bilhões, um aumento de 12% em relação a 2018, devido a redução dos custos de produção (R$ 11,4 bilhões), menores contingências (R$ 2,5 bilhões) e adoção do IFRS16 (R$ 17,2 bilhões). Esse resultado positivo foi parcialmente compensado pelo aumento das despesas de abandono (R$ 3 bilhões), aumento das despesas de vendas (R$ 3,8 bilhões) e pela redução das margens dos derivados.

Ja no quarto trimestre, o Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 36,5 bilhões, aumento de 12% em relação ao terceiro trimestre, devido a menores custos de produção, valorização das correntes e recuperação do preço do Brent. Por outro lado, houve aumento de gastos exploratórios, menores margens de diesel, GLP e gasolina e adesão aos programas de anistias estaduais.

A receita líquida somou R$ 81,771 bilhões no quarto trimestre de 2019, queda de 1,22% na comparação com o mesmo período do ano passado e alta de 6,13% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No ano, a receita de vendas totalizou R$ 302,245 bilhões, queda de 2,58% em relação a 2018.

O grupo Ultrapar, dono da rede de postos Ipiranga e da Ultragaz, registrou prejuízo de R$ 259,5 milhões no quarto trimestre de 2019. No intervalo entre outubro e dezembro de 2018, a companhia havia obtido lucro líquido de R$ 495,6 milhões. Ajustado pelo IFRS16, o prejuízo do último trimestre de 2019 atinge R$ 267,7 milhões.

O Ebitda da companhia no quarto trimestre de 2019 fechou em R$ 167,5 milhões, queda de 81,4% em relação ao mesmo período de 2018. Com o ajuste do IFRS 16, o Ebitda do quarto trimestre chegou a R$ 267,7 milhões.

No período, a receita líquida de vendas e serviços do grupo - que também engloba a Ultracargo, a Oxiteno e a Extrafarma - registrou ligeira alta de 0,83% na comparação anual, para R$ 23,662 bilhões.

A Ultrapar encerrou 2019 com dívida líquida de R$ 8,7 bilhões (2,87 vezes o Ebitda Ajustado), em comparação a R$ 8,6 bilhões em 30 de setembro de 2019 (2,72 vezes o Ebitda Ajustado).

"Iniciamos o ano de 2019 com uma visão otimista em relação ao crescimento econômico do Brasil e seus efeitos positivos sobre o ambiente de negócios, expectativa que já nos primeiros meses mostrou-se pouco realista à luz da velocidade que se conseguiu imprimir às reformas", diz a mensagem da administração, assinada pelo presidente executivo Frederico Fleury Curado e o presidente do conselho de administração, Pedro Wongtschowski. 

A Marfrig registrou lucro líquido de R$ 27 milhões no quarto trimestre de 2019, ante prejuízo líquido de R$ 1,257 bilhão em igual período de 2018, informou a companhia em balanço financeiro divulgado há pouco. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,618 bilhão, recorde histórico para a companhia e aumento de 70,5% em relação ao igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado anual alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 33,7% ante 2018.
A receita líquida do quarto trimestre do ano passado também foi recorde, totalizando R$ 14,2 bilhões, um crescimento de 23,5% quando comparado à receita do quarto trimestre de 2018. Em 12 meses, a receita somou R$ 49,9 bilhões, um avanço de 11,2% no comparativo anual e superior ao guidance para o ano, que estava na faixa entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões.

No quarto trimestre, a Operação América do Norte da companhia teve receita líquida de US$ 2,3 bilhões (ou R$ 9,6 bilhões), 10,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O lucro bruto da operação ficou em US$ 343 milhões (R$ 1,4 bilhão), ganho anual de 36,5%. No acumulado do ano, o lucro bruto do segmento América do Norte chegou a US$ 1,2 bilhão, aumento de 19,3%. O Ebitda subiu 11,1%, para US$ 982 milhões (R$ 3,9 bilhões).

Já a Operação América do Sul teve lucro bruto de R$ 655 milhões no último trimestre de 2019. No acumulado do ano, o lucro bruto subiu 9,6%, para R$ 1,7 bilhão.

O mercado esperava resultados fortes para a empresa - a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 - preço já superado pelo papel.

Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China - são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina - a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana. Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.

O GPA reportou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 790,000 milhões em 2019. O valor representa queda de 31,24% na comparação com o lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,149 bilhão em igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira, em balanço enviado à CVM.

O lucro líquido foi de R$ 836,000 milhões em 2019. O valor representa queda de 34,89% na comparação com o lucro líquido de R$ 1,284 bilhão de igual período do ano anterior.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 56,635 bilhões. O resultado representa crescimento de 14,67% ante a cifra de R$ 49,388 bilhões na mesma base de comparação.
Um ótimo pregão.

O Grupo Fleury apurou um lucro líquido de R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, montante que representa crescimento de 12% ante os R$ 58,2 milhões registrados do mesmo período de 2018. No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 333,9 milhões, alta de 0,7% em relação aos R$ 331,6 milhões de 2018. A receita bruta trimestral foi de R$ 778,6 milhões, com alta de 9,1%, enquanto a anual foi de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 9,1% em relação ao acumulado de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também teve crescimento e foi a R$ 153,9 milhões, alta de 5,9% em comparação ao registrado no final de 2018, de R$ 145,4 milhões. Em todo o 2019, o Ebitda foi de R$ 719,6 milhões, o que representa alta de 4% em comparação aos R$ 691,6 milhões no acumulado de 2018.

Já a receita líquida entre outubro e dezembro do ano passado foi de R$ 720 milhões, alta de 10% em relação aos R$ 654,8 milhões registrados no quarto trimestre de 2018. No montante anual, a receita líquida chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 9%. A margem Ebitda recuou 0,8 ponto percentual entre o quarto trimestre de 2019 e o mesmo período de 2018, chegando a 21,4%.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi de 18,8%, recuo de 37 pontos base em relação ao mesmo período de 2018.

Durante o ano de 2019, a companhia realizou 82,1 milhões de exames, e 321,5 mil assessorias médicas. A empresa conta atualmente com 10 mil funcionários, incluindo 2,4 mil médicos.

O conselho de administração da Cielo aprovou hoje o início de um programa de recompra de até 4.006.776 ações ON. O prazo do programa vai de 02 a 10 de março deste ano. A companhia afirma que a situação financeira atual é compatível com o programa, que não vai comprometer o pagamento dos compromissos assumidos pela companhia.

A Raia Drogasil (RD) registrou lucro líquido de R$ 143,275 milhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 17,9% em relação ao mesmo período de 2018. Em todo o ano passado, a companhia teve ganhos de R$ 542,914 milhões, avanço de 6,5%. No critério ajustado, o lucro da RD ficou em R$ 168,692 no trimestre, número 9,2% maior na comparação anual. No ano, o ganho ajustado ficou em R$ 587,148 milhões, avanço de 7%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da RD somou R$ 311,92 milhões entre outubro e dezembro de 2019, alta de 19,3% ante o mesmo período de 2018. O indicador ajustado ficou em R$ 350,431 milhões, avanço de 12,6%. No ano, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,343 bilhão, crescimento de 12,3% frente a 2018.

A receita líquida da RD no trimestre ficou em R$ 4,785 bilhões, um crescimento de 19,7% na comparação com o mesmo período de 2018. No ano, as receitas somaram R$ 17,502 bilhões, avanço de 18,2%.

O resultado financeiro da RE no quarto trimestre ficou negativo em R$ 13 milhões, e no ano, negativo em R$ 106,2 milhões. A dívida líquida cresceu 37,5% em um ano, para R$ 827,3 milhões. No critério ajustado, esse valor chegou a R$ 923,4 milhões, valor 25,6% maior que ao final de 2018. Assim, o nível de alavancagem, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, passou de 0,6 vez para 0,7 vez em um ano.

O Burger King Brasil registrou lucro líquido de R$ 48,5 milhões em 2019, com retração de 62,1% frente ao reportado no ano anterior. Excluindo os efeitos do IFRS 16, o lucro teria totalizado R$ 70 milhões, indicando queda de 45,5%. Segundo a empresa, a diferença é explicada pelo efeito não recorrente do reconhecimento do imposto de renda diferido ativo no valor de R$ 30 milhões em 2018.

Na mesma base de comparação, o Ebitda ajustado cresceu 61,6%, somando R$ 465 milhões, com a margem Ebitda ajustada passando de 12,3% para 16,2%. Excluindo os efeitos da norma contábil (IFRS 16), o Ebitda ajustado teria sido de R$ 328 milhões, alta de 14%, e margem Ebitda recuaria para 11,4%.

Em 2019, as vendas do grupo no conceito mesmas lojas aumentaram 4,9%. No ano passado, a receita operacional líquida da companhia cresceu 22,1%, totalizando R$ 2,868 bilhões.

Em relatório da administração sobre os resultados, a empresa destaca que o ano de 2019 foi desafiador, principalmente em função da lenta recuperação
econômica do país e do ambiente mais competitivo. "Apesar disso, a companhia apresentou sólido ritmo de crescimento, com a abertura de 121 restaurantes, sendo 88 restaurantes Burguer King e 33 Popeyes". Com isso, no total a empresa atualmente opera 871 restaurantes da marca BK e 41 da marca Popeyes.

O Banco Central lançou nesta quarta-feira o PIX, meio de pagamento eletrônico que promete ser mais rápido e prático do que as transações feitas via DOC, TED ou boleto bancário. As instituições financeiras e de pagamento com mais de 500 mil contas, que incluem os principais bancos do País, serão obrigadas a oferecer a opção a seus clientes, a partir do dia 16 de novembro

Uma das principais vantagens do PIX, segundo o BC, é que as transações poderão ser feitas em qualquer horário, dia da semana ou do ano, diferentemente do que ocorre com DOC e TED, que têm restrições. Além disso, o pagamento será efetuado em no máximo dez segundos. Na TED, por exemplo, o tempo máximo é de uma hora e meia.

As empresas terão liberdade para cobrar tarifas de seus clientes, como se faz, por exemplo, na TED e no DOC e o PIX poderá ser usado em todos os dispositivos eletrônicos. A nova modalidade também poderá ser usada para qualquer tipo de transação, como transferências de dinheiro entre pessoas ou empresas, compras presenciais ou pela internet, pagamento de contas de água e luz, e também de taxas públicas, como a de passaportes ou impostos, ou de serviços públicos, como o transporte público.

A finalização da transação poderá ser feita por QR Code ou por preenchimento de dados pessoais como CPF, e-mail ou número de celular. Os mecanismos de segurança para autenticação do usuário vão variar de acordo com a instituição.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com as chinesas reagindo em forte alta a um novo corte de juros pelo banco central local e as demais acompanhando os desdobramentos da epidemia de coronavírus.

Na China continental, o Xangai Compostos subiu 1,84% hoje, a 3.030,15 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,15%, a 1.886,14 pontos.

O bom desempenho dos mercados chineses veio após o PBoC - como é conhecido o BC da China - cortar suas taxas de juros de referência para empréstimos de 1 ano e 5 anos, como parte de esforços de Pequim para amenizar o impacto econômico do coronavírus. A taxa de 1 ano foi reduzida de 4,15% para 4,05% e a de 5 anos, de 4,80% para 4,75%.

Amplamente esperada, a iniciativa veio dias depois de o BC chinês cortar o juro da linha de crédito de médio prazo e fazer novas injeções de liquidez no sistema bancário.

Quando os negócios com ações na China já haviam se encerrado, o PBoC divulgou que os bancos do país liberam o montante recorde de 3,34 trilhões de yuans (US$ 477,3 bilhões) em novos empréstimos em janeiro, também como parte de estratégia de combate ao coronavírus.

A China relatou uma drástica queda no número de novos casos de coronavírus, mas porque decidiu mais uma vez mudar a metodologia de contagem. Foram 384 novas infecções ontem e mais 114 mortes. Por outro lado, há relatos de duas novas mortes pela doença no Japão e de que a Coreia do Sul registrou seu primeiro óbito.

O índice acionário japonês Nikkei terminou o pregão de hoje em Tóquio em alta de 0,34%, a 23.479,15 pontos, mas o Hang Seng caiu 0,17% em Hong Kong, a 27.609,16 pontos, o sul-coreano Kospi recuou 0,67% em Seul, a 2.195,50 pontos, e o Taiex cedeu 0,29% em Taiwan, a 11.725,09 pontos.

Já na Oceania, a bolsa australiana renovou máxima de fechamento, beneficiada por balanços positivos de empresas locais. O S&P/ASX 200 avançou 0,25% em Sydney, ao patamar inédito de 7.162,50 pontos.

O diário do IBOV traz consigo "algo novo": acionamento do martelo desenhado na sessão anterior e forte volume. com o rompimento das médias móveis e da LTB riscada em fúcsia.

O desafio será resistir à pressão vendedora, que deverá "bater" no preço logo na abertura.

Um movimento até a região compreendida entre 117.580 e 117.700 seria o caminho mais provável entre hoje e amanhã, sendo apenas um voo de galinha, um simples repique.

Para mostrar força, o benchmark terá de estourar a região supra citada, deixando para trás um ponto que gerou as baixas recentes, por duas vezes em fevereiro/2020., transformado essa estrutura em suporte, de acordo com a inversão de polaridade da análise técnica.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Cenário 19/02/2020

A geradora Engie reportou uma redução de 18,9% no lucro líquido do quarto trimestre de 2019 frente ao mesmo período de 2018, para R$ 617,5 milhões.

O Ebitda da companhia, por sua vez, cresceu 21,6% em igual intervalo de comparação, alcançando R$ 1,317 bilhão. Na mesma linha, a receita líquida teve alta de 21,4%, totalizando R$ 2,795 bilhões.

No ano, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 2,311 bilhões em 2019, ligeira retração de 0,2% ante 2018. A geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 18,2%, para R$ 5,163 bilhões. Já receita líquida aumentou 11,5%, para R$ 9,804 bilhões.

A Iguatemi, dona participações em 16 shopping centers e três torres comerciais, teve lucro líquido de R$ 111,8 milhões no quarto trimestre de 2019, montante 47% maior do que no mesmo intervalo de 2018. O salto foi impulsionado pela venda de shoppings, volume recorde de luvas e corte de despesas financeiras, segundo balanço publicado há instantes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 200,2 milhões, um aumento de 25,9% na mesma base de comparação. A margem Ebitda cresceu 15,5 pontos porcentuais, para 94,8%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) alcançou R$ 145,3 milhões, aumento de 39,8%.

A receita líquida totalizou R$ 211,2 milhões, alta de 5,4%.

O balanço da Iguatemi contou com um ganho de R$ 52 milhões computados na linha de "outras receitas operacionais". Essa linha inclui o dinheiro da venda dos shoppings de Florianópolis e Caxias do Sul no ano passado, além da receita recorde com luvas na comercialização de lojas no trimestre.

Ao se excluir o ganho com a venda dos shoppings, considerado não recorrente, o Ebitda ajustado ficou em R$ 153 milhões, queda de 3,8%. Nesse mesmo critério, a margem Ebitda recuou 6,8 pontos porcentuais, para 72,5%, devido a despesas maiores no ano com o lançamento do marketplace Iguatemi 365.

O resultado líquido também foi sustentado pela queda de 25% na despesa financeira líquida, que chegou a R$ 25 milhões, graças à redução do custo da dívida em meio ao ciclo de queda da taxa de juros no Brasil.

A Ecorodovias Infraestrutura e Logística registrou lucro de R$ 79,2 milhões no quarto trimestre de 2019, um aumento de 40% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado se refere à controladora da companhia.

O lucro recorrente somou R$ 90,9 milhões, alta de 28,6% na comparação anual. Neste caso, o lucro exclui provisões dos acordos de leniência e com os ex-executivos da empresa, que foi alvo de investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O Ebitda do intervalo atingiu R$ 528,7 milhões, uma alta de 48,8% na comparação com o último trimestre de 2018.

A receita líquida pró-forma (que exclui receita de construção) somou R$ 2,94 bilhões no período, alta de 17% sobre o quarto trimestre de 2018.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 212,5 milhões, alta de 88,9% sobre o resultado financeiro negativo de R$ 112,5 milhões do quarto trimestre do ano anterior.

O Banco Pine apurou prejuízo de R$ 24 milhões no quarto trimestre de 2019, perdas três vezes menores que os R$ 75 milhões de um ano antes, e estáveis em relação ao terceiro trimestre. No ano, o prejuízo acumulado pelo Pine foi de R$ 118 milhões, quase o dobro dos R$ 60 milhões de 2018.

Os ativos totais do Pine cresceram 9% em 12 meses, para R$ 10,14 bilhões. Já o patrimônio líquido caiu 3,2% na mesma base de comparação, para R$ 841 milhões.

A carteira de crédito expandida do banco fechou o ano passado com saldo de R$ 4,308 bilhões, crescimento de 4,9% em 12 meses e de 3,1% em três meses. Destaque para os financiamentos para Empresas, o chamado middle market, de 67,1% em 12 meses e de 11,7% na comparação com o terceiro trimestre.

A inadimplência acima de 90 dias subiu de 0,9% no quarto trimestre de 2018 para 2,5% nos últimos três meses de 2019. No terceiro trimestre, o índice estava em 2,2%. O Índice de Basileia caiu de 11,9% para 10,8% em 12 meses.

A rentabilidade do Pine no quarto trimestre ficou negativa em 11,2%, em comparação com os 29,4% negativos de um ano antes. A margem financeira passou de 0,1% para 2,3%.

 A Smiles teve lucro líquido de R$ 179,5 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 9,1% ante o mesmo período de 2018. Em relação ao terceiro trimestre, a alta foi de 20%. Em todo o ano passado, o lucro da companhia foi de R$ 626,7 milhões, queda de 3%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 235,4 milhões entre outubro e dezembro, número 14,8% maior que o apurado um ano antes. Em 2019, o indicador somou R$ 792,7 milhões, alta de 4,4% ante 2018. A margem Ebitda da Smiles passou de 73,5% para 92,9% em um ano.

A receita líquida da Smiles no quarto trimestre ficou em R$ 253,3 milhões, queda de 9,3% na comparação anual. No ano, as receitas somaram 1,051 bilhão, avanço de 6,4%.

O resultado financeiro líquido da companhia foi positivo em 29,327 milhões no trimestre, 29,9% menor que o apurado um ano antes.

A EDP Brasil registrou um lucro líquido de R$ 499,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma redução de 4,7% em relação aos R$ 524,09 milhões apurados em igual intervalo de 2018. No critério ajustado, o lucro da EDP ficou em R$ 315,952 milhões, crescimento de 25,5% na mesma base de comparação.

A geração de caixa medida pelo Ebitda, por sua vez, teve um crescimento de 3,1% em igual intervalo de comparação, de R$ 847,34 milhões para R$ 873,9 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 603,935 milhões no trimestre, alta de 34,3% em relação ao mesmo período de 2018.

A receita líquida teve forte alta de 21,7%, passando de R$ 2,97 bilhões para R$ 3,61 bilhões.

No resultado acumulado do ano, a EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,337 bilhão, um crescimento de 5,1% em relação aos R$ 1,272 bilhão de 2018. "Esse é o maior lucro da história da EDP Brasil", afirmou o presidente da companhia, Miguel Setas. A empresa registrou alta de 5,3% no Ebitda, de R$ 2,76 bilhões para R$ 2,91 bilhões. A receita líquida teve uma redução de 2,38%, passando de R$ 12,86 bilhões para R$ 12,55 bilhões.

A Minerva Foods reportou lucro líquido de R$ 243,6 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 92,1 milhões registrados em igual período de 2018. No ano, o lucro líquido acumulado foi de R$ 16,2 milhões, após prejuízo de R$ 1,264 bilhão em 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 603,3 milhões entre outubro e dezembro, um aumento de 30,4% ante igual trimestre do ano anterior e recorde para a empresa. A margem Ebitda ajustada passou de 10% para 12,4% na mesma base de comparação. No ano, o Ebitda ajustado alcançou R$ 1,751 bilhão, expansão de 12,9% ante 2018 e também recorde.

A receita líquida da Minerva no quarto trimestre de 2018 ficou em R$ 4,860 bilhões, alta de 5,4% em relação a igual período do ano anterior, quando totalizou R$ 4,610 bilhões. No acumulado do ano, a receita atingiu R$ 17,12 bilhões, aumento 5,6% em comparação com 2018. Já a receita bruta consolidada ficou em R$ 18,197 bilhões no ano, recorde para a companhia e 6% a mais do que em 2018.

A alavancagem - relação entre dívida líquida e Ebitda - caiu de 3,8 vezes no terceiro trimestre do ano passado para 3,4 vezes no fim do ano. Se levados em conta os recursos líquidos do follow on completado em janeiro deste ano, de R$ 999,6 milhões, essa alavancagem recua para 2,8 vezes.

O setor como um todo vem registrando bons resultados, especialmente na América do Sul, principalmente por causa da quebra de produção na China causada pela peste suína africana. O gigante asiático perdeu parte expressiva do seu rebanho de suínos em decorrência da doença, e como o mercado global de carne suína não é suficiente para suprir o déficit do país, o consumo de chineses tem migrado para outros tipos de proteína, em especial as proteínas de frango e bovina. Em 2019, o Brasil bateu recorde de exportação de carne bovina - variedade com que a Minerva trabalha - tanto em volume quanto em faturamento.

O ressegurador IRB Brasil Re apresentou lucro líquido de R$ 632 milhões no quarto trimestre do ano passado, salto de 69,4% em relação ao mesmo período de 2018, de R$ 373 milhões. Acompanhada de um extenso relatório da administração, a divulgação de resultados ocorre após o imbróglio com a gestora carioca Squadra, que publicou duas cartas a cotistas nas últimas semanas questionando a recorrência dos resultados da companhia.

Sem mencionar a "briga", o ressegurador abre a carta a acionistas sinalizando a contratação de um novo auditor para seus números e ainda detalha ponto a ponto cada questionamento feito pela gestora. Agora, além da PWC, a EY (Ernst & Young) também fez a auditoria atuarial, como o IRB havia prometido ao mercado dentre os compromissos que assumiu para aumentar suas práticas de governança e transparência.

No ano fechado de 2019, o lucro líquido do IRB Brasil Re totalizou R$ 1,764 bilhão, elevação de 44,7% frente ao exercício imediatamente anterior. Ao comentar os números apresentados, o ressegurador destaca que construiu em 2019 mais um ano de "resultados sólidos", com crescimento do volume de prêmios e do lucro, e traz uma série de explicações sobre os fatores que influenciaram seus números no ano passado.

"Ao completarmos 80 anos de atuação, avançamos em transformação digital, antecipando o futuro do mercado de seguros e resseguros; nos tornamos uma corporation, empresa de capital difuso e sem acionista controlador e reafirmamos nossa liderança de mercado no Brasil e presença nos principais mercados da América do Sul", destaca a companhia, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

O volume de prêmios de resseguros emitidos pelo IRB foi da ordem de R$ 2,098 bilhões de outubro a dezembro, crescimento de 24,8% em 12 meses. Em 2019, somou R$ 8,515 bilhões, expansão de 22,3% frente a 2018. O desempenho ficou em linha com a projeção do ressegurador, de expansão 20% a 27% para o ano.

Do total de prêmios emitidos pela companhia, 56,7% foram no Brasil e 43,3% no exterior. O ressegurador tem se debruçado em crescer fora do País. A companhia reafirma, em relatório, o foco em iniciativas para manter a posição de líder no mercado nacional e intensificar o processo de expansão internacional.

Do lado dos custos, o IRB informa que seu índice de sinistralidade total ficou em 46% no quarto trimestre ante 52% no terceiro trimestre. Quanto maior é o indicador, mais elevados foram os seus gastos com sinistros.

Como consequência, o índice combinado, que mede a eficiência operacional, foi a 75,5% ao término de dezembro contra 82,9% ao fim de setembro. Nesse caso, quanto menor melhor. No conceito ampliado, utilizado pela companhia para a definição do guidance, o índice de eficiência do ressegurador foi de 70,1% no quarto trimestre ante 70,7% no terceiro.

O IRB comenta seus resultados do quarto trimestre em teleconferência com analistas e investidores, amanhã, às 8h30. Na sequência, em inglês. Mais tarde, às 13h30, a conversa será com a imprensa.

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, apresentou ligeiros avanços no faturamento e no lucro operacional no fim de 2019, devido à expansão da receita de serviços móveis e ao corte de custos, conforme balanço publicado há instantes. No entanto, a companhia sofreu uma queda no lucro líquido em função do maior pagamento de impostos - relacionado à menor declaração de juros sobre capital próprio no período - e maiores gastos com depreciação dos ativos.

A Telefônica reportou lucro líquido recorrente contábil de R$ 1,396 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 9,9% na comparação com o mesmo período de 2018. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente contábil somou R$ 4,839 bilhões, alta de 17,1% na comparação entre os mesmos períodos. A margem Ebitda cresceu 5,3 pontos porcentuais, para 42,5%. A receita líquida contábil totalizou R$ 11,377 bilhões, expansão de 2,6%.

O dado contábil leva em conta os efeitos da adoção do padrão contábil IFRS 16. Esse padrão exige que sejam reconhecidos os ativos e passivos decorrentes de todos os arrendamentos, como torres, terrenos, lojas, entre outros. Por sua vez, o dado recorrente exclui efeitos transitórios do balanço, como ganhos com créditos fiscais e vendas de data centers.

A Telefônica também divulga os seus números no conceito pro forma, que exclui os efeitos do padrão contábil IFRS 16. No critério pro forma, a companhia reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,486 bilhão no quarto trimestre de 2019, 4,2% menor do que no mesmo trimestre de 2018. O Ebitda recorrente pro forma atingiu R$ 4,351 bilhões, alta 5,4%, com margem de 38,2%, ganho de 1,0 ponto porcentual. A receita líquida alcançou R$ 11,377 bilhões, alta de 2,6%.

A WEG registrou lucro líquido de R$ 500,487 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 49,3% ante o informado um ano antes, e de 19,7% frente ao terceiro trimestre. No comparativo entre mesmos trimestres, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da WEG cresceu 36,1%, totalizando R$ 666,4 milhões. Frente ao terceiro trimestre foi apurada alta de 15,1%. A margem Ebitda, por sua vez, cresceu para de 12,5% ao final de setembro para 13,2%. No final do quarto trimestre de 2018, a margem era de 10,7%.

A receita líquida somou R$ 3,778 bilhões no último trimestre do ano, 20,9% maior no comparativo entre mesmos trimestre e 12,8% acima do terceiro trimestre. Em 2019, a receita líquida cresceu 11,5% ante o ano anterior, somando R$ 13,347 bilhões.

O Retorno sobre o Capital Investido (Roic, na sigla em inglês) atingiu 20,2% no quarto trimestre, indicando acréscimo de 2,6 pontos porcentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 1 ponto porcentual frente ao terceiro trimestre.

Em razão da renovação de financiamentos no exterior com menores taxas de juros e menor impacto das correções nas provisões realizadas no período, o resultado financeiro líquido da WEG ficou positivo em R$ 12,9 milhões no quarto trimestre. O desempenho representa uma melhora considerável ante R$ 39,4 milhões negativos do quarto trimestre de 2018 e negativos em R$ 15,5 milhões reportados no terceiro trimestre.

Em comentários da administração no informe de resultados, a empresa ressalta que a "continuidade desse cenário global vai depender do desempenho dos preços das commodities, dos níveis de inflação e de juros nas principais economias, além de fatores que podem melhorar as projeções do PIB global, como por exemplo, uma solução definitiva sobre as disputas comerciais entre EUA e China".

Para 2020, a WEG espera mais um ano de crescimento, embora as projeções sinalizem estabilidade no nível de crescimento global das principais economias, com PIB destes países projetados para crescer 1,7% segundo o FMI, em linha com o esperado para 2019.

A Gerdau reportou lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimeste de 2019, queda de 73% sobre igual trimestre de 2018.

No ano de 2019, o lucro líquido foi de R$ 1,216 bilhão. O valor representa queda de 47,69% na comparação com o resultado de R$ 2,326 bilhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira, em balanço enviado à CVM.

A siderúrgica teve uma redução de 19,4% em seu Ebitda ajustado no quarto trimestre, atingindo R$ 1,13 bilhão. No ano, o Ebitda ajustado recuou 14% e ficou em R$ 5,71 bilhões.

No último trimestre do ano, a receita líquida ficou em R$ 9,5 bilhões, um recuo de 12,5%. No ano, a receita foi de R$ 39,644 bilhões. O resultado representa queda de 14,12% ante a cifra de R$ 46,159 bilhões na mesma base de comparação.

O número de novos casos de infecção por coronavírus na China recuou pelo segundo dia consecutivo na terça-feira (18), somando 1.749, segundo a última atualização da Comissão Nacional de Saúde do país. Trata-se do menor total de novas infecções desde 29 de janeiro, segundo a agência de notícias Reuters.

Desde o início da epidemia, foram registrados 74.185 casos da doença na China continental.

A comissão também relatou 136 novas mortes por coronavírus na China, impulsionando o total acumulado para 2.004.

O gráfico diário do IBOV fortalece a simetria favorável á alta citada anteriormente, com a longa sombra inferior formada na sessão de ontem.

O fechamento ocorreu acima do forte 114.950 e colado com as médias móveis, as quais estão justapostas e poderiam impulsionar o benchmark, tipo um efeito "mola".

Percebam no diário a tríplice resistência formadas pela média de 5, média de 21 e LTB destacada em fúcsia.


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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Cenário 18/02/2020

A Itaúsa registrou lucro líquido de R$ 3,45 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 37,6% ante o mesmo período de 2018. No ano, o lucro da companhia de investimentos foi de R$ 10,312 bilhões, avanço de 9,3%.

O lucro recorrente da Itaúsa somou R$ 2,575 bilhões, queda de 5,4% na comparação anual. Já no acumulado de 2019, os ganhos recorrentes ficaram em R$ 9,765 bilhões, alta de 3,6%.

O ativo total da Itaúsa chegou a R$ 58,571 bilhões ao final do ano passado, 0,3% maior que o registrado em dezembro de 2018. Já o patrimônio líquido cresceu 0,2% em um ano, para R$ 55,232 bilhões.

A rentabilidade da Itaúsa, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido médio, ficou em 19,4% no ano passado, ante 18,2% de 2018. No critério recorrente, o indicador saiu de 18,2% para 18,4% em um ano.

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou lucro líquido de R$ 1,333 bilhão no quarto trimestre de 2019, expansão de mais de 22 vezes ante os R$ 59,25 milhões anotados no mesmo período do ano anterior. O forte aumento foi impulsionado pela constituição de crédito fiscal de Imposto de Renda e Contribuição Social, da ordem de R$ 1 bilhão. O mesmo item também impulsionou o resultado líquido anual, de R$ 1,163 bilhão.

Os crédito fiscais estão relacionados aos prejuízos acumulados no passado, que a nova gestão decidiu registrar em balanço diante da perspectiva de utilização futura desses valores, após ter dado início à recuperação operacional da companhia. A Cesp completou, em dezembro passado, um ano sob gestão privada, após a joint-venture entre Votorantim Energia e o fundo de pensão canadense CPPIB assumirem o comando da geradora, que foi levada a leilão em outubro de 2018. Na ocasião, já se falava que os créditos fiscais existentes e não contabilizados no balanço da Cesp, então estatal, eram um "upside" para a compra da empresa.

Outros fatores também influenciaram o forte resultado do quarto trimestre, como a reversão de impairment de ativos fixos da ordem de R$ 120 milhões, ante R$ 63 milhões anotados no quarto trimestre de 2018, e a reversão de provisões por litígio, da ordem de R$ 324 milhões, ante R$ 109 milhões em igual etapa do exercício anterior.

Do ponto de vista operacional, o desempenho do quarto trimestre de 2019 e também do consolidado do ano indicam as melhorias que vêm sendo implementadas pela nova gestão. A companhia reduziu quadro de funcionários, revisou contratos de serviços de terceiros e buscou uma gestão mais ativa do balanço energético. Também reavaliou os litígios em que está envolvida, visando reduzir as provisões. "Estamos passando por um período intenso de revisão da estrutura, processos e sistemas, o que tem proporcionado ganhos significativos em produtividade, redução de custos e rentabilidade. Como reflexo das iniciativas já implementadas neste processo de turnaround, verificamos 47% de redução nos custos e despesas gerenciáveis no quarto trimestre de 2019 comparado ao mesmo período do ano anterior", afirmou Mario Bertoncini, diretor presidente e de Relações com Investidores da Cesp, em nota.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Cesp apresentou um crescimento de 100% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com igual período de 2018, para R$ 471,5 milhões. Ajustado a fatores como provisão para litígios, reversão de impairment e gastos com programa de demissão voluntária, o Ebitda trimestral chegou a R$ 257 milhões, cerca de quatro vezes maior que os R$ 64,35 milhões de um ano antes. A margem Ebitda cresceu 44 pontos porcentuais no trimestre, para 59%.

No ano, o Ebitda recuou 12%, para R$ 862,07 milhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 50%, para R$ 751,84 milhões. A margem Ebitda do consolidado do ano ficou em 48%, 17 pontos porcentuais acima dos 31% anotados em 2018.

A receita operacional líquida cresceu 6% entre outubro e dezembro, na comparação com igual etapa do ano anterior, para R$ 432,8 milhões. No acumulado de 2019, a receita da geradora caiu 4%, para R$ 1,571 bilhão. A empresa explica que a queda reflete a nova estratégia de gestão do balanço energético, mas afirma que os impactos foram parcialmente compensados pelo aumento do faturamento decorrente de reajuste dos contratos nos mercados livre e regulado.

A Cesp reportou também um resultado financeiro líquido negativo em R$ 59,49 milhões no quarto trimestre de 2019, 77% maior frente ao resultado também negativo de R$ 33,67 milhões registrados em igual intervalo de 2018. No ano, as despesas financeiras líquidas somaram R$ 347,05 milhões, queda de 7% frente o apurado em 2018.

A Guararapes, dona da varejista de moda Riachuelo, viu o lucro do quarto trimestre de 2019 cair 56,5% na comparação anual, para R$ 440,6 milhões. O Ebitda ajustado recuou 40,4% no período, para R$ 640,9 milhões.

A receita líquida no período subiu 11,5%, para R$ 2,439 bilhões. O resultado da operação financeira cresceu 71,1% no trimestre, para R$ 170,82 milhões.

No quarto trimestre, houve um aumento de 34,6% com despesas gerais e administrativas, para R$ 265,43 milhões. As despesas de depreciação e amortização mais do que dobraram: alta de 112,1% no período, para R$ 105,61 milhões. Já a provisão de crédito de liquidação duvidosa recuou 33,3%, para R$ 187,79 milhões. As despesas com vendas se mantiveram praticamente estáveis, em R$ 564,47 milhões.

O lucro líquido da Midway, a financeira do grupo, saltou 303,7% no período, para R$ 105,15 milhões. O valor total da carteira líquida de empréstimo pessoal subiu 2,7%, para R$ 708,2 milhões.

O tíquete médio total no último trimestre de 2019 chegou a R$ 137,3, ligeira alta de 1,6% sobre o mesmo período de 2018. No período, a Riachuelo somou 32,4 milhões de cartões, uma alta de 4,7% na comparação anual. A companhia encerrou o ano com 321 lojas, aumento de 2,9% sobre os 312 pontos de vendas do final de 2018. As vendas em mesmas lojas aumentaram 9,8% no trimestre, enquanto a venda em todas as lojas cresceu 11,2%.

A Multiplan, dona de participações em 19 shopping centers no País, teve lucro líquido de R$ 142,3 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 26,3% em comparação com o mesmo período de 2018, segundo balanço publicado há instantes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 252,5 milhões, avanço de 9,9% na mesma base de comparação. A margem aumentou 2,69 pontos porcentuais, para 68,7%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) bateu em R$ 196,7 milhões, expansão de 18,8%. A margem aumentou 5,95 pontos porcentuais, para 53,5%.

E a receita líquida totalizou R$ 367,5 milhões, alta de 5,5%.

O aumento do lucro é resultado do avanço das receitas com locação (5,5%) e estacionamento (5,2%) no trimestre, associado à manutenção de despesas administrativas enxutas. Os desembolsos com a remuneração de executivos baseada em ações caiu 38,4%, para R$ 22,2 milhões.

Além disso, a companhia conseguiu baixar em 17,6% as despesas financeiras, para R$ 47,8 milhões. No trimestre, foram renegociados três contratos de dívida, gerando economia com pagamento de juros.

A Neoenergia, holding de energia controlada pela espanhola Iberdrola, registrou um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 618,4 milhões no quarto trimestre de 2019, o que corresponde a um aumento de 75,1% frente os R$ 353,2 milhões reportados em igual etapa do exercício anterior. Com isso, no consolidado do ano, a elétrica registrou um resultado líquido de R$ 2,229 bilhões, 45,1% maior que o apurado em 2018.

A geração de caixa medida pelo Ebitda cresceu 43% entre outubro e dezembro, na comparação com o registrado nos mesmos meses do ano anterior, passando de R$ 1,058 bilhão para R$ 1,513 bilhão. No ano, o Ebitda cresceu 25,6%, alcançando os R$ 5,719 bilhões. Desse total 84,8% são provenientes do segmento de redes, que reúne as atividades de transmissão e distribuição da empresa. A companhia controla as distribuidoras Coelba, da Bahia, Celpe, de Pernambuco, e Cosern, do Rio Grande do Norte.

Anteriormente, a companhia já havia divulgado suas prévias operacionais, que apontaram para um crescimento de 4,4% no mercado no quarto trimestre, encerrando o ano com uma expansão de 3,9% frente ao ano anterior.

Outros 10,7% do Ebitda são provenientes do segmento de Renováveis, com a geração de energia de usinas hidrelétricas e eólicas. Conforme antecipou a empresa, no quarto trimestre esses ativos produziram 12,94% menos no quarto trimestre, mas cresceram 6,60% no ano.

A receita operacional líquida totalizou R$ 7,216 bilhões nos últimos três meses do ano passado, ante os R$ 6,643 bilhões anotados nos mesmos meses de 2018, avanço de 8,6%. Ao longo de todo 2019, a Neoenergia obteve receita de R$ 27,623 bilhões, crescimento de 9,4%.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 367,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, uma piora de 13,5% na comparação com o mesmo período de 2018.

A dívida líquida da Neoenergia cresceu 8% em um ano, para R$ 17,134 bilhões. O nível de alavancagem da companhia, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, fechou o ano em 3 vezes, ante 3,33 vezes em setembro, e 3,49 vezes ao final de 2018.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, após a Apple se tornar a mais recente vítima das consequências econômicas do coronavírus. Já na China continental, os mercados subiram após Pequim anunciar que poderá conceder isenção tarifária a mais produtos dos EUA e ainda na esteira de recentes estímulos monetários.

Ontem, a Apple alertou que não deverá cumprir projeções de receita no trimestre até março, em razão dos efeitos do coronavírus, que já causou quase 1.900 mortes na China. O alerta do fabricante do iPhone prejudicou fortemente o setor de tecnologia asiático e comprometeu o apetite por risco na região.

O índice Hang Seng caiu 1,54% em Hong Kong hoje, a 27.530,20 pontos, e o Taiex recuou 0,97% em Taiwan, a 11.648,98 pontos. Ações de vários fornecedores da Apple são negociados em ambos os mercados. Em Hong Kong, também pesou o HSBC (-2,78%), banco britânico com foco na Ásia que nesta madrugada divulgou forte queda no lucro de 2019.

Também pressionados por papéis de tecnologia, o japonês Nikkei teve queda de 1,40% em Tóquio, a 23.193,80 pontos, e o sul-coreano Kospi apresentou desvalorização de 1,48% em Seul, 2.208,88 pontos.

Na China, por outro lado, o Xangai Composto registrou alta marginal de 0,05%, a 2.984,97 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1,12%, a 1.856,56 pontos.

Os ganhos das bolsas chinesas vieram após Pequim anunciar que pretende conceder isenção temporária de tarifas a mais produtos dos EUA. Além disso, o banco central chinês (PBoC) cortou ontem o juro de empréstimos de um ano e pode reduzir seus juros de referência ainda nesta semana, como parte de esforços para amenizar o impacto do coronavírus.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, influenciada também por balanços decepcionantes de empresas locais. O S&P/ASX 200 caiu 0,16% em Sydney, a 7.113,70 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 26,7 pontos em janeiro para 8,7 pontos em fevereiro, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda mais contida do indicador, a 21 pontos.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de -9,5 pontos em janeiro para -15,7 pontos em fevereiro. Neste caso, a projeção era de recuo a -10,5 pontos. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou estável (0,00%) na segunda prévia de fevereiro, após ter aumentado 0,57% na segunda prévia de janeiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 0,48% no ano de 2020 e alta de 6,86% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, recuou 0,15% em fevereiro, ante um avanço de 0,67% na segunda prévia de janeiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,25% na prévia de fevereiro, depois de uma elevação de 0,45% em igual leitura de janeiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve avanço de 0,44% na segunda prévia de fevereiro, depois da alta de 0,17% na segunda prévia de janeiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de janeiro a 10 de fevereiro. No dado fechado do mês de janeiro, o IGP-M teve elevação de 0,48%.

Nas últimas cinco sessões o IBOV tentou romper a LTB (linha de tendência de baixa) reforçada em fúcsia na imagem.

As médias móveis justapostas poderão impulsionar o preço de forma explosiva, mas falta combustível.

Ontem, na ausência de drivers negativos houve boa alta, mostrando a inclinação para compras no mercado doméstico, uma vez somos uma das poucas bolsas com liquidez que não voltaram ao patamar Pré-Conoravírus.

A simetria ainda ajuda, mas precisa reagir.


Um ótimo pregão.

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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Cenário 17/02/2020

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com as da China saltando após o banco central local cortar juros, numa tentativa de amenizar o impacto do coronavírus na segunda maior economia do mundo, e a do Japão caindo após dados fracos de crescimento.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 2,28% hoje, a 2.983,62 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve valorização ainda mais expressiva, de 3,18%, a 1.835,96 pontos.

Os ganhos vieram após o PBoC, como é conhecido o banco central chinês, reduzir hoje o juro de sua linha de crédito de médio prazo - que oferece empréstimos de um ano -, de 3,25% para 3,15%, como parte de esforços para sustentar a economia em meio à epidemia de coronavírus, que já causou quase 1.800 mortes no país. O PBoC também injetou 300 bilhões de yuans (cerca de US$ 43 bilhões) no sistema bancário, dois terços dos quais através da linha de médio prazo.

Há relatos também de que o governo da China se prepara para reduzir ainda mais os impostos para empresas e eliminar despesas federais desnecessárias.

No fim de semana, a mídia oficial chinesa publicou ainda um recente discurso do presidente Xi Jinping para mostrar que a China vem atuando desde o início da crise do coronavírus.

Por outro lado, o índice acionário Nikkei caiu 0,69% em Tóquio nesta segunda, a 23.523,24 pontos, após dados oficiais mostrarem que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão teve desempenho muito pior do que o esperado no trimestre de outubro a dezembro, com uma queda anualizada de 6,3%, a primeira contração em mais de um ano.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 0,52% em Hong Kong, a 27.959,60 pontos, mas o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,06% em Seul, a 2.242,17 pontos, na esteira de uma sessão volátil, e o Taiex cedeu 0,44% em Taiwan, a 11.763,51 pontos.

Petrobras, sob gestão de Roberto Castello Branco, está incomodada com a forma como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem conduzido o processo sobre conduta de ex-conselheiros da estatal, na época do primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff. O processo teve origem em reclamações feitas por investidores que questionaram a legalidade da política de preços da empresa entre 2011 e 2014. "O caso está lá [na CVM] parado há mais de ano, quando o papel do regulador é apurar e, se for o caso, punir", diz fonte próxima da estatal. Apesar da demora, segundo fontes, novos fatos poderão surgir, mudando os rumos do caso.
O Magazine Luiza reportou lucro líquido 11,4% menor no quarto trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 168 milhões. No ano de 2019, o lucro líquido cresceu 54,3%, para R$ 921,8 milhões.

Considerando o IFRS 16 e resultados não recorrentes, o lucro líquido ajustado da companhia atingiu R$ 185,3 milhões no quarto trimestre, queda de 0,5% ante igual período do ano anterior. Em 2019, por esse critério, o lucro líquido totalizou R$ 552,1 milhões, indicando uma retração de 6,4%.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 394,5 milhões, crescimento de 13,3% na comparação com o quarto trimestre de 2018. No ano, o Ebtida cresceu 5,7%, para R$ 1,303 bilhões. Segundo a empresa, contribuíram para o resultado o elevado crescimento das vendas e o resultado positivo do e-commerce, incluindo o marketplace.

Já a receita líquida da empresa subiu 38,5% no comparativo entre mesmos trimestres, para R$ 6,38 bilhões, e 27,6% em 2019, para R$ 15,5 bilhões.

No quarto trimestre de 2019, a despesa financeira líquida ajustada totalizou R$108,7 milhões, equivalente a 1,7% da receita líquida. Em relação à receita líquida, a despesa financeira melhorou 0,3 p.p. devido, principalmente, à forte geração de caixa da Companhia, à redução da taxa de juros no período e ao aumento de capital concluído em nov/19.

A mensagem da diretoria destaca o quarto trimestre de 2019 como o de maior crescimento de vendas da história, um total de 51%. "A empresa cresceu de forma orgânica. No ano, 159 novas lojas físicas foram inauguradas, as vendas aumentaram dois dígitos no critério de mesmas lojas no quarto trimestre do ano."

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 4,25% ao ano. Há um mês, estava em 4,50% ao ano.

Já a projeção para a Selic no fim de 2021 seguiu em 6,00% ao ano ante 6,25% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção seguiu em 6,50%, igual a um mês antes. Para 2022, permaneceu em 6,50%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás.

No início de fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 4,50% para 4,25% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC deixou claro que não pretende promover novo corte no encontro marcado para março. “Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, registrou o BC no comunicado da decisão.

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2020 seguiu em 4,25% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2021, foi de 6,25% para 5,75% ao ano ante 6,25% ao ano de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2022 no Top 5 passou de 6,25% para 6,00%. Há um mês, estava em 6,25%. No caso de 2023, foi de 6,25% para 6,00% ante 6,25% ao ano de quatro semanas antes.

O gráfico diário do IBOV deverá ter uma sessão com menor liquidez, devido ao feriado norte-americano.

A abertura será em alta, com base no mercado futuro.

Percebam a simetria, francamente favorável à compra, desde que exista, de fato, uma reação entre hoje e amanhã.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Excelente semana.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Cenário 14/02/2020

A B3 atingiu volume financeiro diário no mercado de ações de R$ 23,303 bilhões em janeiro de 2020, número 38,3% maior que no mesmo mês de 2019. Na comparação com dezembro, a alta foi de 1,7%.

O número de investidores ativos chegou a 1,852 milhão, alta de 110,5% em um ano, e de 9,6% na comparação com o mês anterior.

O valor de mercado das empresas das empresas listadas subiu 28% na comparação anual, para R$ 4,854 trilhões. Em relação a dezembro, houve expansão de 5,4%.

No mercado de derivativos, o volume médio diário de contratos subiu 59,1% em doze meses, para 4,555 milhões, e 11,5% na comparação com o mês anterior. A receita média por contrato caiu 25,3% em um ano, e 15% em um mês.

No mercado de balcão, as novas emissões de renda fixa somaram R$ 900,7 bilhões, alta de 9,1% em um ano, mas queda de 9,3% em um mês. Por sua vez, as novas emissões de derivativos subiram 1,5% em um ano, para R$ 943,1 bilhões. O número representou queda de 24,7%.

Em "Tecnologia, dados e serviços", o número de participantes teve alta de 7,8% em um ano, para 13,9 mil. O número de TEDs subiu 50,1%.

A Grendene reportou lucro líquido de R$ 210 milhões no quarto trimestre de 2019, o que representa uma queda de 16,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro líquido somou R$ 494,954 milhões, queda de 15,47% na comparação com 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 178,1 milhões entre outubro e dezembro, um recuo de 8,5% na comparação anual. Em 2019, o Ebitda ficou em R$ 430,8 milhões, montante 17,6% menor que 2018.

A receita líquida da empresa totalizou R$ 665,7 milhões nos últimos três meses do ano, uma queda de 10,3% ante igual período do ano anterior. No ano, a receita líquida recuou 11,2% para R$ 2,071 bilhões.

Em seu resultado financeiro, a empresa diz que o desempenho do quarto trimestre ficou abaixo das expectativas, com redução de 6,6 milhões de pares (queda de 11,9%)
em relação ao mesmo período do ano anterior, para um total de 49 milhões de pares.

O Banco BMG registrou lucro líquido de R$ 163 milhões no quarto trimestre de 2019, um valor quatro vezes maior que os R$ 40 milhões apurados no mesmo período de 2018. No ano, a instituição financeira acumulou ganhos de R$ 367 milhões, mais que o dobro dos R$ 171 milhões de 2018.

No critério recorrente, o lucro do BMG somou R$ 74 milhões entre outubro e dezembro, crescimento de 21,3% na comparação anual. Em todo o ano de 2019, o lucro recorrente ficou em R$ 344 milhões, alta de 33,3% em relação a 2018. Neste critério, o banco excluiu os efeitos da amortização de ágio e outros não recorrentes.

A rentabilidade sobre patrimônio líquido (ROAE) subiu de 6% para 20,7% em um ano, no quarto trimestre de 2019. No critério recorrente, o indicador caiu de 10,4% para 9,6% na mesma comparação. No ano, o ROAE chegou a 12,5% recorrente, ante 10,8% de 2018. O patrimônio líquido do BMG fechou o ano em R$ 4,028 bilhões, alta de 52,5% em um ano.

A carteira de crédito do BMG ao final do ano chegou a R$ 11,455 bilhões, crescimento de 20,4% em 12 meses e de 5,9% em três meses. Deste total, quase 70%, ou R$ 7,993 bilhões, correspondem a cartão consignado. O índice de Basileia do BMG disparou após a abertura de capital, passando de 13,8% ao final de setembro para 22,5% em dezembro. O indicador mostra que o banco está bem capitalizado para conceder novos empréstimos, já que o mínimo exigido pelo Banco Central é 11%.

A administradora de shopping centers JHSF registrou lucro líquido de R$ 211 milhões no quarto trimestre de 2019, valor quase 3 vezes maior que os R$ 70,9 milhões apurados um ano antes. Em todo o ano passado, a companhia teve ganhos de R$ 326,7 milhões, mais de 6 superior ao lucro de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) reportado pela JHSF somou R$ 312,2 milhões entre outubro e dezembro, crescimento de 58,3% comparado ao mesmo período de 2018. No ano, o indicador foi a R$ 643,7 milhões, alta de 101,5%. No critério ajustado, o Ebitda ficou em R$ 76,5 milhões no trimestre, avanço de 105,3%. As despesas não recorrentes levadas em conta incluem a transação com o fundo XP Malls, reestruturação societária, e provisões.

A receita líquida da JHSF entre outubro e dezembro somou R$ 53,7 milhões, alta de 15,8% na comparação anual. Em 2019, o valor foi de R$ 188,8 milhões, alta de 10,2%. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 18,6 milhões no quarto trimestre, uma melhora de 38,7% ante o apurado no mesmo período de 2018. No ano, o resultado foi negativo em R$ 138,4 milhões, piora de 17,8%.

A dívida líquida da JHSF caiu 55,3% em um ano, para R$ 254,2 milhões. O prazo médio aumentou de 3,9 anos para 6,4 anos. A companhia encerrou o ano com alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda em 1,1 vez.

A Biosev, braço sucroenergético do Grupo Louis Dreyfus, voltou a dar lucro líquido, reportando resultado de R$ 2,857 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2019/20, entre outubro e dezembro do ano passado - o resultado leva em conta os impactos da norma IFRS 16, sem a qual a companhia teria registrado lucro líquido de R$ 22,679 milhões. No mesmo trimestre da safra anterior, a companhia havia registrado prejuízo líquido de R$ 230,552 milhões. Em nove meses de safra, a companhia acumula prejuízo líquido de R$ 470,372 milhões, queda de 47,30% sobre os R$ 892,581 milhões de prejuízo em igual período de 2018/2019.

O prejuízo no acumulado da safra se deve, entre outros fatores, à variação cambial, já que cerca de 90% da dívida da companhia é em dólar. Já o lucro no trimestre é resultado, em parte, do avanço dos preços médios de açúcar e etanol.

A receita líquida da companhia (ex-HACC) caiu 12,7% na mesma base de comparação trimestral, para R$ 1,422 bilhão, e recuou 2,4% em nove meses, a R$ 4,926 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ex-revenda/HACC totalizou R$ 334,341 milhões no terceiro trimestre de 2019/2020, queda de 29,1% sobre igual período da safra passada, e subiu 9,4% na comparação dos três primeiros trimestres de 2018/2019 e 2019/2020, para R$ 1,373 bilhão.

A dívida líquida em 31 de dezembro do ano passado era de R$ 5,637 bilhões, 0,4% maior em comparação com a do segundo trimestre de 2019/2020, finalizado em 30 de setembro, de R$ 5,615 bilhões. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda da Biosev caiu de 3,10 vezes para 3,05 vezes entre os segundo e terceiro trimestres da atual safra.

A Biosev investiu um total de R$ 347,384 milhões no trimestre, 10,l% a mais que em igual período da safra passada. Do total, R$ 188,469 milhões foram investidos nas operações. Nos nove meses da safra, o Capex atinge R$ 759,618 milhões, alta de 8,4% sobre igual período de 2018/2019.

A Rumo registrou lucro líquido de R$ 202 milhões no quarto trimestre de 2019, montante 47,6% maior que o reportado em igual intervalo do ano anterior. No ano, o lucro líquido foi de R$ 786 milhões, ante resultado de R$ 273 milhões de 2018 (pró-forma).

Em seu resultado do trimestre, a empresa lembra que os números foram impactados pelo reconhecimento do contrato de subconcessão da Malha Central (Ferrovia Norte-Sul), assinado em 31 de julho.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 897 milhões nos últimos três meses do ano, um avanço de 13,5% na comparação anual. No ano, o Ebitda totalizou R$ 3,829 bilhões, uma alta de 9,4% ante 2018, também na comparação pró-forma.

A empresa explica que a consolidação da Malha Central no resultado anual trouxe impacto de R$ 27,4 milhões no Ebitda, em razão dos custos e despesas gerais e administrativas incorridos a partir de agosto. No lucro líquido, o impacto foi de R$ 121,2 milhões, principalmente em decorrência da contabilização de despesas financeiras e depreciação referentes ao contrato.

A receita operacional líquida chegou a R$ 1,664 bilhão no trimestre, crescimento de 1% ante igual etapa de 2018. No acumulado do ano, a receita somou R$ 7,088 bilhões, um crescimento de 7,6% no comparativo pró-forma.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 315 milhões nos últimos três meses do ano, um aumento de 72,5% ante resultado negativo de R$ 182 milhões de igual etapa de 2018. No ano, houve um recuo de 12,4% para um resultado negativo de R$ 1,198 bilhão.

O lucro líquido do BTG Pactual no quarto trimestre do ano passado atingiu R$ 1,179 bilhão, mais do que o dobro do que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando o lucro anotado foi de R$ R$ 552 milhões. Na relação trimestral o aumento foi de 17,5%. Em 2019 o lucro foi de R$ 3,828 bilhões, crescimento de 62,1% ante o observado em 2018. Um dos impulsos para o resultado foi o banco de investimento, diante da retomada do mercado de capitais no Brasil. A receita dessa unidade dobrou do ano para R$ 948,8 milhões, recorde desde a abertura de capital do banco, em 2012.

"Nossas perspectivas para 2019 foram comprovadas pelos resultados consistentes do ano, principalmente nas franquias de cliente. Novamente, as áreas de Asset e Wealth Management cresceram em volume de ativos sob gestão e Investment Banking registrou o melhor desempenho da história do Banco, desde o IPO. Estamos muito confiantes em 2020, com foco na excelência do atendimento aos nossos clientes, além de investimentos consistentes em inovação para manter o sólido crescimento de todas as áreas", afirmou, em nota, o presidente do BTG, Roberto Sallouti.

De acordo com o critério ajustado, o lucro no intervalo entre outubro e dezembro somou R$ 1,010 bilhão, alta de 42% na relação anual. Ante o trimestre imediatamente anterior, contudo, houve recuo de 6%. No ano, ainda nesse critério, o lucro foi de R$ 3,833 bilhões, alta de 39,8%. A diferença entre o lucro contábil e o ajustado é de itens não recorrentes e ágio.

A receita total do banco foi de R$ 2,486 bilhões no período, alta de 60,4% ante o quarto trimestre de 2018. Na relação trimestral o número foi 13,8% maior. No ano a receita total do BTG alcançou R$ 8,333 bilhões, aumento de 55,6% ante o anotado um ano antes.

O retorno anualizado, o ROAE, ficou em 19,1% no intervalo, ante 15% há um ano e de 20,8% observado no três meses anteriores.
A Usiminas viu seu lucro líquido referente ao quarto trimestre do ano cair 33% na relação anual para R$ 268 milhões, segundo dados divulgados há pouco pela companhia. O resultado, contudo, reverteu prejuízo de R$ 139 milhões observado no terceiro trimestre do ano passado. No ano, o resultado da siderúrgica mineira caiu mais do que pela metade (-55%) para R$ 377 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Usiminas ficou em R$ 469 milhões no intervalo de outubro a dezembro do ano passado, recuo de 44% ante o visto um ano antes e aumento de 6% na relação trimestral. No ano, a geração de caixa da companhia caiu 27% para R$ 1,973 bilhão.

Uma das razões para o aumento do Ebitda no comparativo trimestral é o reconhecimento do valor do principal de créditos a receber
da Eletrobras, no total de R$ 117 milhões.

A receita líquida, por sua vez, somou R$ 3,873 bilhões, aumento de 13% na relação anual e leve crescimento de 1% no comparativo trimestral. No ano, o faturamento líquido foi a R$ 14,949 bilhões, expansão de 9%.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 0,89% no acumulado de 2019, informou há pouco o Banco Central (BC). O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

A alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast , que esperavam resultado entre +0,80% e +1,00% (mediana em +1,00%).

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção do BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 1,2%. Para 2020, a estimativa é de 2,2%. Os dados do PIB de 2019 serão divulgados apenas no início de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O diário do IBOV mostra um fato interessante, em meio aos solavancos vivenciados ao longo da semana: após "escapar" da banda de bollinger inferior, o benchmark reagiu e desenhou uma barra elefante no dia seguinte, colocada em xeque, porque a memória era, de fato, vendedora no curtíssimo prazo.

A sua amplitude foi preservada, com três dias, naturalmente incluindo essa sexta-feira, de correção no tempo, na parte superior desse candle em questão.

Talvez um alívio para romper de vez a linha de tendência de baixa que separa o joio do trigo.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Excelente final de semana!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Cenário 13/02/2020

A Totvs teve lucro líquido de R$ 65,361 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 91,5% ante o resultado registrado um ano antes. Em 2019, a linha apresentou alta de 84,4%, para R$ 253,916 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 40,5% no trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 109,263 milhões. No ano fechado, a alta foi de 35,8%, para R$ 472,485 milhões.

A margem Ebitda nos três últimos meses de 2019 ficou em 18,9%, alta de 4,5 pontos porcentuais em um ano. No ano, o indicador foi a 20,7%, acréscimo de 4,2 pontos porcentuais.

A receita líquida no trimestre teve alta de 7,5%, para R$ 579,292 milhões, enquanto que em 2019, o aumento foi de 8,1%, para R$ 2,282 bilhões.

A Suzano registrou lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 61% ante o informado um ano antes. O desempenho, porém, reverte o prejuízo líquido de R$ 3,460 bilhões reportado no trimestre imediatamente anterior, com destaque para uma redução consideravelmente acima do esperado dos estoques de celulose.

Em 2019, a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo registrou prejuízo líquido de R$ 2,815 bilhões, revertendo lucro de R$ 3,3 bilhões reportado um ano antes. Segundo a empresa, “a jornada pós-fusão foi cumprida com sucesso e superada”.

Em comentários que acompanham o informe de resultados, a empresa aponta como principal destaque do período a redução de 650 mil toneladas nos estoques de celulose. Em média, os analistas do setor previam uma redução entre 500 mil e 550 mil toneladas. De acordo com a empresa, a dinâmica favorável de melhoria na demanda por celulose e reduções de produção impulsionaram o movimento de re-estocagem na cadeia dos produtores.

Entre os pontos fortes do período a direção também cita o aumento de 15% nas vendas de celulose (puxada pelo melhor desempenho na China) e acréscimo de 18% nas vendas de papel em relação ao terceiro trimestre.

Entre outubro e dezembro, o Ebitda ajustado da Suzano ficou em R$ 2,465 bilhões, com queda de 31% no comparativo anual, com a margem recuando de 49% para 35%. Já em relação ao terceiro trimestre foi registrada uma expansão de 3%. Em 2019, o Ebtida ajustado caiu 34%, totalizando R$ 10,724 bilhões, com a margem Ebtida passando de 52% para 41%.

A receita líquida somou R$ 7,049 bilhões no quarto trimestre, queda de 3% em relação ao mesmo período de 2018, mas acréscimo de 7% em relação ao terceiro trimestre de 2019. No ano de 2019, a receita líquida caiu 18%, somando R$ 26,013 bilhões.

A Duratex, fabricante de louças e metais sanitários, acabamentos cerâmicos e painéis de madeira, fechou o ano com melhora dos resultados, segundo balanço publicado há instantes.

O lucro líquido recorrente atingiu R$ 157,7 milhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 4,3% em comparação com o mesmo período de 2018. No critério reportado, o lucro da Duratex somou R$ 284,7 milhões, revertendo prejuízo de R$ 141,9 milhões no quarto trimestre de 2018. No ano, o lucro recorrente somou R$ 275 milhões, alta de 1,4% ante 2018.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e recorrente somou R$ 278,3 milhões, avanço de 17,5% na mesma base de comparação. A margem Ebitda permaneceu em 18,7%. No critério reportado, o indicador ficou em R$ 596,8 milhões, revertendo resultado negativo do mesmo período de 2018. No ano, o Ebitda recorrente somou R$ 908,8 milhões, avanço de 7,1%.

A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,378 bilhão, expansão de 9,1%.

A melhora nos resultados ocorreu pela incorporação da Cecrisa, fabricante de cerâmicos adquirida pela Duratex no ano passado, combinada com o aumento de preços de itens da Divisão Deca e iniciativas de ganho de eficiência e corte de custos em todo o grupo.

Os números no critério "ajustado e recorrente" excluem efeitos de negócios considerados não rotineiros, como foram os casos da venda de terras e florestas pela companhia ao longo do ano passado e o fechamento de plantas industriais.

Ao se contabilizar esses negócios, o lucro líquido da Duratex vai a R$ 284,7 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo líquido de R$ 141,9 milhões no mesmo período de 2018.

A Duratex informou também que o custo dos seus produtos subiu 10,3%, chegando a R$ 953,8 milhões. O resultado leva em conta os gastos de aproximadamente R$ 80 milhões com o fim da unidade de painel de madeira de Botucatu (SP) e com a reorganização da divisão de Revestimentos Cerâmicos.

As despesas com vendas foram de R$ 200,6 milhões, alta de 5,1% por conta da reestruturação da equipe comercial da divisão de Revestimentos Cerâmicos.

O grupo teve R$ 65,9 milhões em despesas gerais e administrativas, alta de 26,4%. O aumento inclui a incorporação da Cecrisa, que representou R$ 7,1 milhões. A linha também foi afetada pelos gastos extraordinários com o desenvolvimento da nova unidade de celulose solúvel, que gerou desembolsos de R$ 6 milhões.

A Duratex fechou 2019 com dívida líquida de R$ 1,705 bilhão, aumento de 0,3% em comparação com o fim de 2018. Nesse período, a alavancagem (relação entre dívida e Ebitda) baixou de 2 vezes para 1,88 vez.

Na Divisão Madeira, a Duratex sofreu com recuos em volume expedido (-14,6%), receita líquida (-14,7%) e Ebitda ajustado e recorrente (-2,5%) no quarto trimestre de 2019. A companhia avaliou que o cenário está mais desafiador, com retração da demanda no mercado brasileiro de painéis de madeira. Por conta disso, houve queda nas expedições e maior foco na venda de produtos de maior valor agregado.

Já na Divisão Deca, a companhia ampliou o volume expedido (16,1%), receita líquida (18,8%) e Ebitda ajustado e recorrente (29%). A Duratex explicou que, apesar de uma recuperação ainda lenta do mercado, a Divisão Deca melhorou seus resultados graças à implementação de medidas de maior eficiência operacional e logística, somados ao reajuste de preços de produtos premium.

Por fim, a Divisão de Revestimentos Cerâmicos teve um salto nos indicadores operacionais e financeiros com a incorporação da Cecrisa, dona das marcas Portinari e Ceusa. A expedição cresceu 335%, a receita subiu 355%, e o Ebitda ajustado e recorrente avançou 241%.

O Banco do Brasil anunciou na manhã de hoje lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 20,3% superior à vista no mesmo intervalo de 2018, de R$ 3,845 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, foi identificada expansão de 1,8%.

O resultado do BB no último trimestre de 2019, que encerra o período de divulgações de resultados dos grandes bancos de capital aberto, foi impulsionado pelo aumento da margem financeira bruta associado à redução com as despesas líquidas de provisão, as chamadas PDDs, conforme explica a instituição, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. Por outro lado, acrescenta o banco, as despesas de pessoal cresceram devido à efetivação dos gastos com a reforma do plano de saúde dos funcionários, a Cassi.

No ano de 2019, o lucro líquido ajustado do BB totalizou R$ 17,848 bilhões, elevação de 32,1% ante 2018, de R$ 13,513 bilhões. Com tal desempenho, o banco conseguiu entregar o guidance prometido para o ano, que ia de R$ 16,5 bilhões a R$ 18,5 bilhões.

Esse intervalo já havia sido revisado para cima após o banco ter apresentado resultados acima do previsto em um ano que a instituição iniciou uma agenda de venda de ativos e revisão da sua estrutura. Além de repaginar a rede física e o quadro de colaboradores, o BB anunciou, no fim do ano passado, a primeira reestruturação na gestão atual, com foco no digital e no setor de agronegócios.

A carteira de crédito ampliada do BB totalizou R$ 680,727 bilhões ao fim de dezembro, queda de 0,9% em relação a setembro. Em um ano, os empréstimos encolheram em 2,6%.

Impactado pela redução das operações junto aos clientes corporativos em meio ao foco do banco ao segmento de varejo, o BB perdeu, inclusive, o posto de maior carteira de crédito para o rival Itaú Unibanco. Assim como no sistema, a pessoa física foi quem estimulou o crédito em 2019. A carteira cresceu 8,9% no ano frente a 2018 e 2,5% no quarto trimestre contra quedas de 10,9% e 3,0% no segmento de pessoa jurídica, nesta ordem.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, após se valorizarem de forma generalizada por dois dias seguidos, em meio a um salto no número de novos casos de coronavírus na província chinesa de Hubei, onde o surto teve origem.

Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,71% hoje, a 2.906,07 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,77%, a 1.771,61 pontos. Ambos os índices interromperam uma sequência de sete pregões de ganhos.

A reversão veio após a província de Hubei, epicentro do novo coronavírus na China, relatar um forte aumento no número de novos casos locais, em função de um ajuste de metodologia que agora também considera casos "clinicamente diagnosticados".

O governo chinês decidiu hoje indicar o ex-prefeito de Xangai Ying Yong como principal líder do Partido Comunista em Hubei, que já conta com mais de 48 mil casos de infecção confirmados. Jiang Chaoliang, que até então atuava como líder na região, foi demitido do cargo, segundo a Xinhua, a agência de notícias oficial do país. Dois auxiliares de Jiang também foram afastados.

Os gestores de Hubei vinham sendo severamente criticados pela forma como administraram a crise de saúde, que começou na capital da província, Wuhan, e já atinge mais de 20 outros países.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve baixa moderada de 0,14% em Tóquio hoje, a 23.827,73 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,34% em Hong Kong, a 27.730,00 pontos, e o sul-coreano Kospi cedeu 0,24% em Seul, a 2.232,96 pontos. Exceção, o Taiex subiu 0,15% em Taiwan, a 11.791,78 pontos.

Na Oceania, a bolsa da Austrália driblou a tendência majoritariamente negativa da Ásia, e o índice S&P/ASX avançou 0,21% em Sydney, a 7.103,20 pontos, após tocar nova máxima intraday, com a ajuda de ações de petrolíferas e telecomunicações.

O gráfico diário do IBOV mostra um rompimento intradiário da linha de tendência de baixa (LTB) na sessão de ontem, com a formação de sombra superior.

Hoje temos o benchmark operando sobre as médias, logo após a abertura, além do forte 114.950.

Ademais, a simetria sugere recuperação ao longo do dia.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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