segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Bolsas na Ásia, metais e petróleo em alta


Bom dia, investidor!

Altas no mundo e tendência de curto prazo orientam o IBOV hoje >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas chinesas deram continuidade a um rali nesta segunda-feira e outros mercados da Ásia seguiram o tom positivo, em meio a expectativas de novas medidas de estímulos do governo da China.

Em entrevista ao Shanghai Securities News, o assessor de política do Banco do Povo da China (PBoC) Ma Jun afirmou que Pequim planeja novas iniciativas, incluindo um grande corte de impostos e taxas que pode superar 1% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. Os comentário de Mai vieram depois que Pequim revelou no fim de semana um plano preliminar de reduções no imposto de renda, que a Citi Research classificou como "generoso" e que será "o catalisador crucial para a possível recuperação do consumo".

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto fechou em alta de 4,09% hoje, a 2.654,88 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups de tecnologia, subiu 4,90%, a 1.325,73 pontos. Foram os maiores saltos em um único dia do Xangai e do Shenzhen desde março de 2016 e novembro de 2015, respectivamente.

O rali se seguiu a ganhos de cerca de 2,6% de ambos os índices chineses na sexta-feira (19), quando várias autoridades em Pequim se manifestaram para tranquilizar investidores após a publicação de dados trimestrais do PIB que vieram abaixo do esperado.

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta significativa na manhã desta segunda-feira, reagindo ao prosseguimento de um rali nas bolsas chinesas.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,10%, a US$ 6.289,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro avançava 1,44%, a US$ 2,8180 por libra-peso.

Como a China responde por cerca de metade da demanda global por metais básicos, essas commodities são bastante influenciadas por notícias do gigante asiático.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram unânimes. No horário indicado acima, o alumínio tinha alta de 1,15%, a US$ 2.029,50 por tonelada, o zinco subia 1,52%, a US$ 2.663,00 por tonelada, o estanho ganhava 0,29%, a US$ 19.190,00 por tonelada, o níquel avançava 1,28%, a US$ 12.640,00 por tonelada, e o chumbo se valorizava 1,45%, a US$ 2.024,50 por tonelada.

Os preços do petróleo operam em leve alta nesta segunda-feira de manhã, com o mercado voltando a se aproximar das sanções dos EUA contra a indústria petrolífera do Irã, que devem pressionar a oferta.

Às 9h27 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,07% US$ 69,33 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,15% a US$ 79,90 o barril, na ICE.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse no domingo que seria mais difícil para os importadores do petróleo iraniano obterem isenções dos EUA para contornar as sanções impostas por seu país a partir do dia 4 de novembro.

Em maio, o presidente Trump retirou os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano, preparando o terreno para a reinstituição das sanções. A produção e as exportações iranianas vêm caindo constantemente desde então, à medida que os compradores se preparam para que as sanções entrem em vigor. 

Após os dados mais recentes de atividade, divulgados na semana passada pelo Banco Central, a expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,34%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,35%. Para 2019, o mercado alterou a previsão de alta do PIB, de 2,50% para 2,49%, ante 2,50% de um mês antes.

No dia 17, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 0,47% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. Em relação a agosto do ano passado, houve elevação de 2,50% pela série sem ajuste. No ano, a alta acumulada é de 1,28%.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 2,67%. Há um mês, estava em 2,78%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,20% para 54,00%. Há um mês, estava em 54,32%. Para 2019, a expectativa passou de 57,80% para 56,90%, ante os 57,90% de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma configuração complexa e de difícil leitura nesse momento.

Temos três tentativas de romper a linha superior do canal de alta, o que esboça um OCO.

O desenho da figura não significa, necessariamente, que ela será acionada, mas em conjunto com o saldo vendedor recente dos estrangeiros alimenta essa possibilidade.

Por outro lado a memória recente é compradora, com topos e fundos ascendentes.

Temos mais uma LTA curta, reforçada em azul no gráfico abaixo.

Seria ela uma reta pescoço?



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Crescimento chinês abaixo do esperado


Bom dia, investidor!
Saída do BC move IBOV e dólar. Dados da China abaixo do esperado; governo chinês acalma mercado.  >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com destaque para as chinesas, que embarcaram num rali à medida que autoridades de Pequim se esforçaram de maneira coordenada para tranquilizar investidores após a divulgação de números de crescimento econômico abaixo do esperado.

Tanto o Xangai Composto quanto o menos abrangente Shenzhen Composto, os dois principais índices acionários da China, tiveram idêntica valorização de 2,58% hoje. O primeiro encerrou o pregão a 2.550,47 pontos e o segundo, a 1.263,81 pontos.

Os mercados chineses haviam iniciado os negócios no vermelho, em reação à última leva de indicadores econômicos do gigante asiático. O Produto Interno Bruto (PIB) da China decepcionou no terceiro trimestre ao registrar expansão anual de 6,5%, a mais fraca desde o começo de 2009, época da crise financeira mundial. Analistas previam avanço um pouco maior, de 6,6%, e o resultado também veio abaixo do ritmo de crescimento do segundo trimestre, de 6,7%.

As bolsas chinesas, no entanto, se recuperaram depois de comentários de autoridades que se esforçaram para acalmar investidores. O maior impulso veio após o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, considerado o guru econômico do presidente Xi Jinping, pedir confiança na perspectiva econômica do país. Antes dele, os chefes dos três principais órgãos regulatórios financeiros chineses já haviam divulgado comunicados na mesma linha.

Outros dados da economia chinesa vieram mistos, com a produção industrial aumentando mais do que se previa e as vendas no varejo e os investimentos em ativos fixos superando as expectativas.

Desde o começo do ano, porém, o Xangai Composto acumula perdas de 23%, mostrando o pior desempenho entre os principais índices acionários do mundo. Já o mercado menor de Shenzhen, onde são negociadas muitas empresas de tecnologia, apresenta desvalorização de 33% em 2018.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,42% em Hong Kong hoje, a 25.561,40 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,37% em Seul, a 2.156,26 pontos, mas o japonês Nikkei caiu 0,56% em Tóquio, a 22.532,08 pontos, e o Taiex cedeu 0,35% em Taiwan, a 9.919,26 pontos. Ao longo da semana, Hang Seng, Kospi, Nikkei e Taiex recuaram 0,9%, 0,3%, 0,7% e 1,3%, respectivamente.

O mercado financeiro aguarda uma definição sobre quem comandará o Banco Central em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) e profissionais fazem suas apostas em torno de alguns nomes, entre eles, o do atual comandante da instituição, Ilan Goldfajn.

Na tarde de ontem (18), quinta-feira, surgiram rumores de que Ilan não ficaria no cargo, o que causou a ampliação de perdas que os ativos já carregavam ao longo dia por causa principalmente do cenário externo. Dólar e juros futuros ampliaram alta e o Ibovespa encerrou o pregão bem perto da mínima do dia. Procurado, o Banco central disse que não comentaria.

As especulações começaram depois de uma reunião entre Ilan e os presidentes dos maiores bancos do País, que aconteceu anteontem. Em meio aos rumores, nomes começaram a surgir, entre eles o de Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do BC entre 1999 e 2003. Também especula-se sobre os nomes de Sérgio Eraldo, da Bozano Investimentos, João Cox, da TIM, e Pedro Jobim, economista-chefe da Legacy Capital Gestora de Recursos e ex-Santander.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, recuperando-se após dois dias seguidos de baixa. Os investidores continuam a monitorar sobretudo sinais para a oferta e a demanda, mas as tensões diplomáticas com a Arábia Saudita seguem no radar.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,68%, a US$ 69,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,98%, a US$ 80,07 o barril, na ICE.

Nos últimos dois dias, a forte alta nos estoques dos Estados Unidos revelada na quarta-feira pesou sobre os preços, em um quadro de mais dúvidas sobre a demanda, diante do risco de desaceleração econômica global. Analista do Julius Baer, Carsten Menke afirma que o sinal de grandes estoques provocou realização de lucros entre operadores especulativos, como fundos de hedge.

Às 14h, há expectativa pelo relatório semanal de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos, elaborado pela Baker Hughes.

O episódio do desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, um dissidente do regime saudita visto pela última vez ao entrar no consulado da Arábia Saudita na Turquia, é monitorado por investidores. Analistas em geral, porém, mostram-se céticos sobre o risco de isso provocar de fato alguma mudança na política de Riad para o petróleo, mesmo que ocorra uma deterioração na relação bilateral com os EUA. Apesar de declarações em parte críticas do presidente americano, Donald Trump, sobre o episódio, o próprio líder não dá sinais de que possa haver uma ruptura com o aliado. 

Os futuros de cobre operam em alta na manhã desta sexta-feira.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,80%, a US$ 6.181,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,27%, a US$ 2,7540 por libra-peso.

Apesar do tom positivo de hoje, o cobre tende a encerrar a semana com desvalorização, em meio a preocupações com a desaceleração da economia chinesa e, consequentemente, da economia mundial.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o alumínio tinha alta de 0,27%, a US$ 2.013,50 por tonelada, o zinco caía 0,09%, a US$ 2.662,50 por tonelada, o estanho subia 0,58%, a US$ 19.160,00 por tonelada, o níquel exibia ganho mais robusto, de 1,99%, a US$ 12.540,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,35%, a US$ 1.992,50 por tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação complexa, com um marobuzu de alta no pregão do dia 16/10, seguido por um candle de indefinição e ontem um marobuzu da baixa, por sua vez.

Na minha interpretação o mercado irá testar de qualquer maneira a LTA tracejada em azul e por ali será a decisão.

A abertura dessa sexta-feira ocorre em alta, com o benchmark operando sobre a LTB (reta vermelha) e tocando a média móvel de 5 períodos.

O desafio será sustentar a compra ao longo do dia.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

FED foi hawkish


Bom dia, investidor!

Ata do FED favorável ao aperto monetário derruba Ásia e deve pressionar US e BR hoje >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, seguindo o tom negativo de ontem dos mercados acionários de Nova York depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizou mais altas de juros no horizonte.

Após um breve respiro no pregão anterior, as bolsas chinesas tiveram perdas particularmente pronunciadas hoje e voltaram a renovar mínimas em quatro anos. O Xangai Composto caiu 2,94%, a 2.486,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,73%, a 1.232,01 pontos.

Em Tóquio, a desvalorização foi mais contida e o índice japonês Nikkei cedeu 0,80%, a 22.658,16 pontos, influenciado pelo fraco desempenho de ações de energia e do setor de automação de fábricas.

Numa ata de política monetária considerada "hawkish" - ou seja, favorável ao aperto monetário -, o Fed avaliou ontem que a força da economia americana justifica aumentos contínuos nas taxas de juros. O Fed já elevou juros em três ocasiões este ano e mais um ajuste é aguardado antes do fim de dezembro.

A China atraiu US$ 11,46 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em setembro, 8,3% mais do que em igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pelo Ministério do Comércio do país. Em agosto, o IED avançou em ritmo mais forte na comparação anual, de 11,4%.

Entre janeiro e setembro, o IED na China totalizou US$ 97,96 bilhões, representando alta de 6,4% ante o mesmo período do ano passado. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York na manhã desta quinta-feira, após as bolsas chinesas registrarem fortes perdas em meio à perspectiva de desaceleração da economia global.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,30%, a US$ 6.142,50 por tonelada, ampliando perdas acumuladas no ano a 15,3%.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha perdas de 1,24%, a US$ 2,7435 por libra-peso.

No fim da noite de hoje, serão divulgados vários indicadores chineses relevantes, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e a produção industrial e vendas no varejo de setembro.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o alumínio se mantinha estável, a US$ 2.024,00 por tonelada, o zinco subia 0,49%, a US$ 2.679,00 por tonelada, o estanho tinha alta de 0,21%, a US$ 19.190,00 por tonelada, o níquel cedia 0,81%, a US$ 12.255,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,15%, a US$ 2.032,00 por tonelada. 

Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 5 mil na semana até 13 de outubro, para 210 mil, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. A leitura veio em linha com a projeção de analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O dado da semana anterior foi revisado de 214 mil para 215 mil.

A média móvel nas últimas quatro semanas, que é uma medida calculada para reduzir a volatilidade do dado, avançou 2.000, para 211.750 pedidos.

Já o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos há mais de uma semana caiu 2 mil, para 1,64 milhão na semana encerrada em 06 de outubro. Esse dado sai com uma semana de atraso. 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark operando longe da média móvel de 21 períodos, além de testar a linha superior de um canal de alta (reta azul).

O caminho mais natural para essa quinta-feira seria de correção moderada, na minha leitura, com perda da média móvel de 5 períodos como suporte e também da mínima de ontem (84.945).




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

IBOV testa 85K de olho no FED


Bom dia, investidor!

IBOV testa LTA; FED divulga ata às 15hs  >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam os negócios desta quarta-feira majoritariamente em alta, na esteira de um rali nos mercados acionários de Nova York, que ontem saltaram mais de 2% graças a balanços trimestrais melhores do que o esperado.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,6% hoje, a 2.561,61 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,81%, a 1.266,55 pontos, com ambos os índices se recuperando de mínimas em quatro anos atingidas em pregões recentes.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 1,29%, a 22.841,12 pontos. Destacaram-se na bolsa japonesa ações de fabricantes de eletrônicos e de corretoras.

Os bancos chineses liberaram 1,38 trilhão de yuans (cerca de US$ 200 bilhões) em novos empréstimos em setembro, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado ficou acima do volume de 1,28 trilhão de yuans registrado em agosto e superou ligeiramente a previsão de 16 analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 1,355 trilhão de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, aumentou para 2,21 trilhões de yuans em setembro, de 1,93 trilhão de yuans no mês anterior.

Já a base monetária da China (M2) teve acréscimo anual de 8,3% em setembro, maior do que o ganho de 8,2% de agosto, e veio em linha com a projeção de analistas. 

O cobre opera em alta nesta quarta-feira, recuperando-se parcialmente após quedas recentes. Além disso, investidores continuam a monitorar nesse mercado os indicadores econômicos da China nesta semana.

Às 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,4%, a US$ 6.260 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro avançava 0,32%, a US$ 2,7885 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Nesta semana, são divulgados dados importantes da China. Na sexta-feira (horário local), a potência asiática publica o Produto Interno Bruto (PIB) e a produção industrial, indicadores fundamentais para a trajetória do metal.

Além disso, hoje há expectativa pela divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), às 15h. O documento pode dar mais sinais sobre a trajetória dos juros nos EUA, mexendo com o dólar e, consequentemente, com as cotações das commodities. Nesta semana, o presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar a elevação de juros conduzida pelo Fed, mas lembrou que a instituição é independente.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,67%, a US$ 2.643 a tonelada, o estanho caía 0,05%, a US$ 19.190 a tonelada, o níquel avançava 0,36%, a US$ 12.580 a tonelada, e o chumbo caía 0,61%, a US$ 2.053 a tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, revertendo ganhos da madrugada e a tendência positiva das últimas sessões, num possível movimento de realização de lucros e apesar de números favoráveis sobre os estoques dos EUA.

Às 8h50 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,50% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 71,56 por barril, enquanto o Brent para dezembro recuava 0,29% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 81,17 por barril.

Desde o fim da semana passada, o petróleo vinha acumulando ganhos, em boa parte devido a tensões em torno da Arábia Saudita e EUA, após o desaparecimento de um jornalista saudita dissidente, que, segundo alegações, teria sido assassinado a mando de Riad.

Além disso, pesquisa divulgada no fim da tarde de ontem pelo American Petroleum Institute (API) mostrou uma inesperada queda no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na semana passada, de 2,1 milhões de barris. Analistas consultados pela Trading Economics previam aumento de 2 milhões de barris. O API também estimou reduções nos estoques de gasolina e de destilados da última semana.

O petróleo chegou a reagir em alta ao API durante os negócios da madrugada, mas reverteu a tendência desde então, possivelmente influenciado por realização de lucros.

Logo mais, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o levantamento oficial sobre estoques dos EUA. A projeção de analistas é que houve alta de 1,5 milhão de barris nos estoques americanos de petróleo bruto da última semana. 

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) avançou 1,43% em outubro, após o aumento de 1,20% registrado em setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de outubro, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram alta de 1,92% no mês, ante uma elevação de 1,76% em setembro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,52% em outubro, após a alta de 0,08% no mês anterior. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,31% em outubro, depois de um avanço de 0,16% em setembro.

O IGP-10 acumulou um aumento de 9,44% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 10,69%.

O período de coleta de preços para o indicador de outubro foi do dia 11 de setembro a 10 deste mês. O IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 30 do mês passado, subiu 1,79%. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma sessão de forte alta ocorrida na véspera, com o desenho de um marobuzu no gráfico diário.

A distância em relação à média móvel exponencial de 21 períodos continua expressiva e eu penso que o benchmark ficou devendo um teste da LTA tracejada em azul.

Houve um fechamento um pouco acima da linha superior do canal de alta e bem acima da LTB (reta vermelha), o que sugere uma correção moderada na sessão dessa quarta-feira, pelo menos no início do pregão.





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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

IBOV com suporte em 81.790 e alvo em 84K


Bom dia, investidor!

IBOV estuda região 81~84 >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, com investidores retomando a cautela em meio a preocupações com disputas comerciais entre China e EUA, uma possível desaceleração da economia chinesa e o avanço recente nos juros dos Treasuries, apesar de os mercados acionários globais terem exibido uma significativa recuperação no fim da semana passada.

Nos negócios da China continental, os principais índices de ações atingiram novas mínimas em cerca de quatro anos e mais do que reverteram os ganhos da última sexta-feira (12). O Xangai Composto teve queda de 1,49% hoje, a 2.568,10 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,18%, a 1.281,08 pontos. O dia de perdas coincidiu com a entrada em vigor de um novo corte de compulsório pelo banco central chinês (PBoC), numa iniciativa que deve liberar quase US$ 175 bilhões em liquidez para o setor bancário do país.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 1,87% em Tóquio, a 22.271,30 pontos, atingindo o menor patamar em oito semanas, o Hang Seng cedeu 1,38% em Hong Kong, a 25.445,06 pontos, o sul-coreano Kospi perdeu 0,77% em Seul, a 2.145,12 pontos, e o Taiex registrou baixa de 1,44% em Taiwan, a 9.901,12 pontos.

No Japão, a Softbank foi destaque negativo, com um tombo de 7,3%, devido aos laços da operadora móvel com a Arábia Saudita, que tem sofrido crescente pressão internacional desde o desaparecimento de um proeminente jornalista crítico ao governo local.

A agenda de eventos internacionais desta semana traz como destaque a apresentação da proposta orçamentária da Itália e a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Haverá ainda discursos de dirigentes do Fed e do Banco Central Europeu (BCE).

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos na manhã desta segunda-feira, em meio a ameaças entre os Estados Unidos e Arábia Saudita por causa da suposta morte de um jornalista saudita dissidente.

Às 9h52 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,67%, a US$ 71,82 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 1,02%, a US$ 81,25 o barril, na ICE.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode haver "punição severa" sobre Riad, caso a investigação implique o governo saudita no caso de Khashoggi, que desapareceu após entrar no consulado saudita em Istambul, em 2 de outubro. Autoridades turcas afirmaram que têm registros de áudio e vídeo que supostamente mostrariam que Khashoggi foi morto dentro do consulado.

No domingo, os sauditas disseram que pretendem retaliar, caso sofram qualquer medida de punição de Washington, além de lembrarem que o maior exportador de petróleo do mundo "tem um papel de impacto e ativo na economia global".

Na avaliação de Patterson, isso gera preocupação de que os sauditas possam usar o petróleo como instrumento de retaliação, caso sofram sanções por causa do desaparecimento do jornalista. 

Os futuros de cobre operam sem direção única nesta manhã, à espera de uma série de indicadores da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) tinha baixa de 0,2%, a US$ 6.276,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro subia 0,21%, a US$ 2,8065 por libra-peso.

Dados de inflação da China serão divulgados hoje à noite e mais adiante, na quinta-feira (18), estão previstos os últimos números do Produto Interno Bruto (PIB), produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos do país.

O desempenho econômico chinês tem forte influência nos negócios com commodities, incluindo metais para uso industrial.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o zinco subia 0,3%, a US$ 2.646,50 por tonelada, o estanho tinha baixa marginal de 0,03%, a US$ 19.130,00 por tonelada, o níquel diminuía 0,2%, a US$ 12.660,00 por tonelada, e o chumbo avançava 1,69%, a US$ 2.080,50 por tonelada. 

A expectativa de alta para o PIB este ano continuou em 1,34%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,36%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

Há três semanas, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. As atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial em 2018 passou de 2,72% para 2,67%. Há um mês, estava em 2,67%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, como já estava quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 passou de 54,26% para 54,20%. Há um mês, estava em 54,32%. Para 2019, a expectativa passou de 57,85% para 57,80%, ante os 57,75% de um mês atrás. 

A produção de minério de ferro pela Vale no terceiro trimestre do ano bateu novo recorde ao somar 104,945 milhões de toneladas, aumento de 10,3% em relação a igual período do ano anterior. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o aumento foi de 8,5%. No acumulado do ano a produção alcançou 283,652 milhões de toneladas, crescimento de 3,1%.

A Vale informa, no relatório de produção divulgado na manhã de hoje, que no terceiro trimestre alcançou o ritmo de produção de 400 milhões de toneladas anuais. A companhia reiterou, ainda, a meta de produção de 390 milhões de toneladas de minério de ferro para este ano e de 400 milhões de toneladas de 2019 em diante, conforme o divulgado no final do ano passado.

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção no preço, após a disparada recente, com a média móvel de 5 inclinada para baixo e uma aproximação rápida de uma região de clímax, que concentra a média móvel de 21 períodos, LTA mais curta e topo anterior em 81.790.

Assim sendo, será natural uma abertura positiva nessa segunda-feira, com provável teste da LTB traçada em vermelho no gráfico, região logo abaixo de 84.000 pontos.

O desafio será manter-se em alta ao longo do dia, na mesma proporção do início dos negócios, o que eu acho improvável.

Na minha leitura, o caminho mais natural, ao longo dessa sessão, seria de baixa intradiária e fechamento praticamente lateral.

Uma ótima semana.

Sucesso!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

IBOV corrige e cai acompanhando o mundo


Bom dia, investidor!

Uma forte onda vendedora que tomou as bolsas de Nova York ontem se espalhou nesta quinta-feira para os mercados acionários da Ásia, que encerraram os pregões com perdas robustas.

Um movimento de aversão a risco levou o Nikkei a cair 3,89% hoje em Tóquio, a 22.590,86 pontos, o menor nível em um mês. Por outro lado, o iene e os bônus do governo japonês (JGBs) foram beneficiados, com valorização da moeda do Japão ante o dólar e redução de 1 ponto-base no juro do JGB de dez anos, a 0,14%.

Nos negócios de ontem, em Wall Street, Dow Jones e S&P recuaram mais de 3%, apresentando suas baixas mais intensas desde fevereiro, e o Nasdaq teve queda superior a 4%, a maior desde meados de 2016. Pesaram nos mercados de Nova York temores de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seja mais rigoroso no aperto de sua política monetária, maiores tensões comerciais entre EUA e China e perspectivas de expansão econômica global mais amena.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto sofreu um tombo de 5,22% nesta quinta, a 2.583,46 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto teve perda mais expressiva, de 6,45%, a 1.293,90 pontos. Foi o pior dia das bolsas chinesas desde o início de 2016.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York na manhã desta quinta-feira, em reação a um forte movimento de liquidação nos mercados acionários globais.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,1%, a US$ 6.150,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha queda de 1,46%, a US$ 2,7400 por libra-peso.

Investidores aguardam novos indicadores econômicos da China, incluindo a balança comercial de setembro, que será divulgada nesta sexta-feira. O país asiático é o maior consumidor mundial de metais básicos.

Ainda na LME, o zinco recuava 0,17% no horário indicado acima, a US$ 2.612,50 por tonelada, o estanho se mantinha estável, a US$ 19.000,00 por tonelada, o níquel diminuía 1,65%, a US$ 12.490,00 por tonelada, e o chumbo recuava 1,2%, a US$ 1.890,50 por tonelada. 

Os preços do petróleo operam em queda nesta quinta-feira, em meio a uma onda de vendas nos mercados globais, devido à preocupação de desaceleração do crescimento econômico mundial, o que poderia reduzir a demanda por petróleo.

Às 9h46 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 1,71%, a US$ 71,92 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro recuava 1,90%, a US$ 81,51 o barril, na ICE.

No início desta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou suas previsões de crescimento econômico global para este ano e para o próximo, citando o protecionismo comercial e a instabilidade nos mercados emergentes. Uma desaceleração no crescimento econômico provavelmente reduziria a demanda por petróleo, o que, segundo analistas, já está em risco devido ao aumento dos preços do petróleo.

Os preços do petróleo também estão sob pressão devido às expectativas de dados semanais. Ontem, o American Petroleum Institute (API) divulgou que estima que o volume estocado de petróleo bruto tenha subido 9,7 milhões de barris nos Estados Unidos na semana encerrada em 5 de outubro. O aumento superou a projeção de analistas consultados pela Trading Economics, que previam aumento de 370 mil barris. Hoje, às 14h00 (de Brasília), o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) divulgará os dados oficiais.

As vendas do comércio varejista subiram 1,3% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com agosto de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,1% em agosto de 2018. Nesse confronto, superaram o teto do intervalo das projeções, que iam de uma queda de 1,00% a expansão de 3,00%, com mediana positiva em 1,20%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,6% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,3%.

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de forte baixa, com domínio dos ursos durante todo o pregão na véspera.

Para hoje, o caminho mais natural será um repique na abertura, com chances de testar algo logo abaixo de 85.000 pontos.

O desafio será sustentar a compra e fechar em alta.

Se a barra de ontem não for negada pelo menos em 50%, a memória vendedora permanecerá no curto prazo, na minha leitura.

No gráfico, queda de ontem e parcial recuperação agora até 11hs. Clique para ampliar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Volatilidade e correção


Bom dia, investidor!

IBOV faz grandes sombras e fecha a zero. Volatilidade aguarda correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas não tiveram movimento único, nesta quarta-feira. Tóquio e Xangai conseguiram registrar altas modestas, em dia positivo para ações do setor de energia em geral, mas em Seul houve queda de mais de 1%, na volta aos negócios depois de um feriado na Coreia do Sul no dia anterior. Em Taiwan, um feriado local deixou os mercados fechados.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou com avanço de 0,18%, em 2.725,84 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa de 0,15%, a 1.445,92 pontos. A sessão foi de volatilidade, com ações do setor de metais e gás apresentando desempenho positivo, mas montadoras e o setor de saúde sob pressão.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,08%, a 26.193,07 pontos, em sua primeira alta em outubro. Tencent recuou 2,5%, mas China Mobile avançou 3% e Link REIT teve ganho de 2,5%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,16%, a 23.506,04 pontos, encerrando uma sequência de quatro quedas consecutivas. O setor de mineração se destacou, em alta de 2,6%, porém outros papéis importantes caíram, como SoftBank (-5,4%).

O cobre opera em queda nesta quarta-feira, pressionado pelo dólar mais valorizado ante outras divisas fortes. O movimento no câmbio torna o metal mais caro para os detentores de outras moedas, o que tende a reduzir o apetite dos investidores.

Às 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,30%, a US$ 6.278,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro recuava 0,27%, a US$ 2,7990 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,17%, a US$ 2.683,50 a tonelada, o estanho avançava 0,11%, a US$ 18.980 a tonelada, o níquel caía 0,39%, a US$ 12.920 a tonelada, e o chumbo subia 0,1%, a US$ 1.940 a tonelada. 

O petróleo opera perto da estabilidade, nesta quarta-feira, com investidores atentos aos sinais para a oferta e a demanda, ao furacão Michael, que se aproxima dos Estados Unidos e causa paralisação parcial das atividades de produtores no Golfo do México.

Às 8h45 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,20%, a US$ 74,81 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro recuava 0,20%, a US$ 84,83 o barril, na ICE.

O furacão Michael já causou a paralisação na produção de cerca de 671 mil barris por dia de petróleo, ou quase 6% do total da produção dos EUA no Golfo do México, segundo números oficiais. Michael se fortaleceu para a categoria 4 e deve chegar à Flórida nesta quarta-feira.

Além disso, analistas antecipam que pode haver revisões em baixa nas projeções para a demanda por petróleo, após o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduzir projeções de crescimento do mundo para este ano e 2019.

As sanções dos EUA ao Irã também estão em foco, já que tendem a prejudicar as exportações do país persa. O Standard Chartered projetou queda de 1,4 milhão de barris por dia nas vendas iranianas até o fim do ano, quando antes previa recuo de 1 milhão.

Na agenda, às 17h30 o American Petroleum Institute (API) divulga relatório semanal sobre estoques de petróleo nos EUA, uma prévia do dado oficial, que sai nesta quinta-feira. 

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou que, em um eventual governo dele, a reforma da Previdência será tratada "vagarosamente". "Se você fizer com calma e devagar, você chega lá", afirmou, em entrevista gravada à tarde e exibida na noite de ontem no Jornal da Band, da TV Bandeirantes, ao comentar sobre o ritmo de aprovação da reforma da Previdência. "Não é como muitos querem. Não adianta querer botar remendo novo em calça velha."

Na avaliação do candidato, o grande gargalo da Previdência é o serviço público. "Por exemplo, um homem do serviço público se aposenta hoje com 60 anos. Vamos botar 61. Você aprova. Se você botar 65 logo de cara, você não vai aprovar porque a esquerda vai fazer uma campanha enorme, dizendo, por exemplo, que no Piauí a expectativa de vida é de 69 anos de idade", afirmou.

Bolsonaro disse ainda que vai "acabar com as incorporações" salariais no momento da aposentadoria. Ele afirmou também que não pode tratar o policial militar e os membros das Forças Armadas da mesma forma que os outros trabalhadores. "O que não pode é fábrica de marajás", disse.


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A quarta-feira deverá ser de correção no mercado doméstico, seja pela distância dos preços em relação à média móvel de 21 períodos, exterior patinando ou realização de lucros.





A região de 84.000 aparece como alvo, talvez a ser testado no pregão de amanhã, na minha leitura, pois concentra a média móvel de 5 períodos e a LTB riscada em vermelho no gráfico diário. Traçado da LTB de mais longo prazo: clique para ampliar.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br