terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Ainda à espera do FED, IBOV desenha fundo


Bom dia, investidor!

Mercados no mundo à espera dos juros do FED; IBOV desenha fundo >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça-feira, influenciadas mais uma vez por um novo tombo nos mercados americanos, em meio a preocupações com a saúde da economia global e à espera de mais uma alta de juros nos Estados Unidos.

Ontem, as bolsas de Nova York sofreram perdas de mais de 2% após recentes sinais de desaceleração da economia mundial e temores de que os EUA voltem a enfrentar uma recessão.

O ambiente de negócios também é marcado por cautela antes da decisão de política monetária do Federal (Fed, o banco central americano), que amanhã, segundo analistas, deverá elevar seus juros básicos pela quarta vez este ano, apesar de reiteradas críticas do presidente dos EUA, Donald Trump. No Twitter, Trump afirmou ontem ser "incrível" que o Fed esteja considerando outro aumento de juros num momento de "dólar forte e praticamente nenhuma inflação".

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,82% hoje, a 2.576,65 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda semelhante, de 0,81%, a 1.312,55 pontos.

Em discurso para comemorar o 40º aniversário das reformas econômicas chinesas, o presidente Xi Jinping disse nesta terça que o país vai se manter na trajetória atual de reformas e "jamais buscará a hegemonia", numa tentativa de minimizar preocupações sobre sua excessiva influência econômica. Xi também manifestou apoio ao sistema multilateral de comércio, mas não fez referências diretas às atuais tensões comerciais entre Pequim e Washington.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 1,82% em Tóquio, a 21.115,45 pontos, também pressionado pela valorização do iene frente ao dólar durante a madrugada, e o Hang Seng registrou baixa de 1,05% em Hong Kong, a 25.814,25 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,43% em Seul, a 2.062,11 pontos, e o Taiex apresentou queda de 0,70% em Taiwan, a 9.718,82 pontos.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 102 em novembro a 101 em dezembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado, que marcou a quarta queda consecutiva do indicador, veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam redução a 101,6.

O chamado índice de condições atuais do Ifo recuou de 105,5 em novembro para 104,7 em dezembro, enquanto o índice de expectativas econômicas diminuiu de 98,7 para 97,3.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,05% na segunda quadrissemana de dezembro, desacelerando em relação à alta de 0,15% observada na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda leitura de dezembro, seis dos sete componentes do IPC-Fipe caíram com maior intensidade ou avançaram com menos força. Foi o caso de Habitação (de -0,17% na primeira quadrissemana para -0,33% na segunda quadrissemana), Alimentação (de 0,27% para 0,26%), Transportes (de -0,76 para -0,93%), Saúde (de 0,86% para 0,79%) e Vestuário (de 0,15% para 0,14%).

A exceção foi o item Educação, com aumento de 0,08% na segunda prévia de dezembro, um pouco maior que o acréscimo de 0,06% da primeira quadrissemana.

Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada ontem (17), o ministro extraordinário da Transição e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, acrescentou uma nova área ao gabinete de transição governamental: Assuntos Estratégicos. O gabinete agora passa a contar com 19 grupos técnicos.

Além de Assuntos Estratégicos, compõem o gabinete de transição as seguintes áreas temáticas: Agricultura; Atualização e Consolidação de Atos Normativos; Cidadania; Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Defesa; Desenvolvimento Regional; Desenvolvimento Sustentável; Economia e Comércio Exterior; Educação; Infraestrutura; Justiça, Segurança e Combate à Corrupção; Minas e Energia; Modernização do Estado; Mulher, Família e Direitos Humanos; Previdência; Relações Exteriores; Saúde; e Turismo.

Onyx Lorenzoni também designou, em edição extra, Carlos Alberto dos Santos Cruz, futuro ministro da Secretaria de Governo, para exercer a função de Coordenador do Grupo Técnico de Assuntos Estratégicos do Gabinete de Transição Governamental. Por fim, Onyx Lorenzoni realizou alterações no Grupo Técnico de Atualização e Consolidação de Atos Normativos e Turismo e criou a composição da equipe de Assuntos Estratégicos, que será coordenada por Carlos Alberto dos Santos Cruz e Mauro Biancamano Guimarães (Coordenador-Adjunto). 

O valor médio de locação de imóveis residenciais em 15 cidades brasileiras permaneceu praticamente estável em novembro, com uma ligeira queda de 0,08%. Comparativamente, a inflação medida pelo IPCA (IBGE) foi de -0,21% no período. Os dados foram divulgados pelo Índice FipeZap de Locação Residencial.

De acordo com o levantamento, nove das 15 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap apresentaram alta no preço médio do aluguel residencial no mês de novembro, com destaque para as variações observadas em São Bernardo do Campo (+1,37%), Distrito Federal (+0,57%) e Belo Horizonte (+0,47%). Já entre as cidades que registraram queda nos preços de locação residencial no último período estão Rio de Janeiro (-0,65%), Recife (-0,49%) e Santos (-0,43%).

A direção do Banco Central (BC) manteve a avaliação de que o atual cenário econômico exige política monetária estimulativa, mas retirou trecho do texto em que o BC indicava que esse estímulo deveria ser removido gradualmente. No documento conhecido nesta manhã, os diretores da autoridade monetária defendem que o ambiente "prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente" de 6,50% ao ano.

No parágrafo 26 da ata da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC repetiram a avaliação de que "a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural".

Ao contrário da ata divulgada após a reunião de outubro, porém, o texto de dezembro não menciona mais que "esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora".

O documento conhecido nesta manhã de terça-feira nota ainda no parágrafo 26 que "a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente". Para os próximos meses, os diretores do BC afirmam que "os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação". 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra que o benchmark sentiu a linha tracejada em azul na primeira batida, sendo essa a LTA mais longa dentre as quais estão apontadas na imagem.

A linha de tendência de alta marrom ganha força e destaque, uma vez que segurou os preços inúmeras vezes desde o início de outubro e foi justamente onde fechou o candle na véspera.

Hoje teremos um pregão decisivo, com um ponto ótimo para a formação de um fundo se bons ventos soprarem do exterior.



Bons negócios e sucesso!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Drive da semana é o FED


Bom dia, investidor!

FED deverá elevar juros nesta semana >> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta e com ganhos moderados nesta segunda-feira, apagando parte da forte queda que sofreram no pregão anterior, quando indicadores fracos da China e da zona do euro reavivaram preocupações com o arrefecimento da economia global e derrubaram os mercados acionários mundiais. O clima, no entanto, é de cautela na semana em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deverá voltar a elevar juros.

O Nikkei liderou o movimento de valorização na Ásia, com alta de 0,62% em Tóquio, a 21.506,88 pontos. Impulsionaram o índice japonês ações de varejistas e de concessionárias públicas.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,16%, a 2.597,97 pontos, sustentado por papéis de bancos e do setor imobiliário, depois que o PBoC - o BC chinês - fez hoje uma injeção no mercado financeiro de 160 bilhões de yuans (US$ 23,2 bilhões), ao oferecer contratos de recompra reversa pela primeira vez em 37 dias úteis. Por outro lado, o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,31%, a 1.323,31 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve ganho marginal de 0,08% em Seul, a 2.071,09 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,14% em Taiwan, a 9.787,53 pontos, mas o Hang Seng sofreu um ajuste para baixo na última meia hora de negócios, fechando com ligeiro declínio de 0,03% em Hong Kong, a 26.087,98 pontos.

O comportamento contido dos mercados asiáticos precede o anúncio de política monetária do Fed, que na quarta-feira (19) deverá aumentar seus juros básicos pela quarta vez este ano, segundo analistas. Investidores ficarão particularmente atentos a possíveis sinais de desaceleração no ritmo de elevação de juros no próximo ano.

Os preços de cobre operam em baixa nesta segunda-feira, em meio a um quadro mais amplo de mercados no vermelho, também à medida que uma usina na Índia parecia prestes a reabrir, eliminando uma ruptura de suprimento e aumentando a oferta.

Às 10h06 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal tinha queda de 0,40%, a US$ 6.113,00. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), a libra-peso do cobre para março perdia 0,71%, a US$ 2,7430.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio perdia 0,16%, a US$ 1.922,50, a do zinco subia 0,14%, a US$ 2.536,00, a do estanho ganhava 0,03%, a US$ 19.395,00, a do níquel tinha alta de 0,14%, a US$ 11.055,00, e a do chumbo descia 1,18%, a US$ 1.931,00. 

A B3 prevê despesas ajustadas, em 2019, de R$ 1,030 bilhão a R$ 1,080 bilhão. Já as despesas relacionadas a depreciação e amortização deverão ficar entre R$ 950 milhões e R$ 1,0 bilhão.

De acordo com fato relevante divulgado pela B3, as despesas atreladas ao faturamento deverão totalizar entre R$ 245 milhões e R$ 265 milhões no próximo ano e os investimentos estão previstos para ficarem entre R$ 250 milhões e R$ 280 milhões.

Para 2018, as despesas ajustadas foram reafirmadas entre R$ 960 milhões e R$ 1,0 bilhão, enquanto as despesas relacionadas a depreciação e amortização deverão ficar entre R$ 910 milhões e R$ 980 milhões.

Em relação às despesas atreladas ao faturamento, o valor deve ficar entre R$ 200 e R$ 220 milhões e os investimentos, entre R$ 220 milhões e R$ 250 milhões.

Já as despesas relacionadas à combinação com a Cetip devem ficar entre R$ 45 milhões e R$ 65 milhões e os investimentos entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. A B3 espera, a partir do ano 2021, capturar R$ 110 milhões por ano em sinergias de despesas resultantes diretamente da combinação de negócios entre BM&FBovespa e Cetip. Nos anos de 2018 a 2020, espera-se capturar R$ 100 milhões por ano em sinergias. 

Após recuar 0,16% em setembro (dado já revisado), a economia brasileira teve leve alta em outubro de 2018. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve avanço de 0,02% em outubro na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 139,30 pontos para 139,33 pontos na série dessazonalizada no período. Este é o maior nível para o IBC-Br com ajuste apenas desde agosto (139,53 pontos).

A leve alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam resultado entre -0,6% e elevação de 0,3%, mas ficou melhor que a mediana negativa de 0,10%.

Na comparação entre os meses de outubro de 2018 e outubro de 2017, houve alta de 2,99% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 140,90 pontos no décimo mês, após 136,81 pontos de outubro do ano passado.

O indicador de outubro de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho acima do apontado pela mediana, que indicava expansão de 2,50%, das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de 1,10% a 2,90%. O nível de 140,90 pontos é o melhor para meses de outubro desde 2014 (149,70 pontos).

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,4%. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano seguiu em 1,30%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento ligeiramente mais forte, de 1,36%. Para 2019, o mercado subiu marginalmente a previsão de alta do PIB, de 2,53% para 2,55%, ante 2,50% de um mês antes.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No fim de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,8% no terceiro trimestre, ante o segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre de 2017, houve alta de 1,3%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 cedeu ligeiramente, de 1,99% para 1,91%. Há um mês, estava em 2,19%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi ajustada para cima, de 3,02% para 3,04%, ante 3,04% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 54,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa passou de 56,50% para 56,40%, ante os 56,95% de um mês atrás. 


O IBOV opera de forma praticamente lateral nessa segunda-feira.

IBOV às 11h52: clique para ampliar.

Na última sessão descolou do exterior e mostrou resiliência.

Temos um harami, sinal de fundo sobre um ponto de clímax no diário.

O ponto alto seria o rompimento da máxima da semana passada: 88.385.







Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Ásia em alta, Europa e Américas em baixa


Bom dia, investidor!

Ásia em alta com otimismo EUA-China; Europa e Américas, inclusive IBOV, enfraquecidos por realização de lucros e definição de tendências >>> LEIA MAIS >>>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, impulsionadas por novos sinais de que Estados Unidos e China estão avançando em esforços para superar suas divergências comerciais.

Ontem, circulou notícia de que a China planeja substituir uma política industrial muito criticada pela Casa Branca por um programa que garantirá maior acesso a companhias estrangeiras. Também foi confirmado hoje que os chineses voltaram a comprar soja dos EUA, como parte de um compromisso de Pequim de ampliar importações de produtos agrícolas americanos.

Antes disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia sinalizado nesta semana que está disposto a fechar um acordo comercial com a China, depois da trégua de 90 dias acertada com o presidente chinês, Xi Jinping, no último dia 1º.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,23% hoje, a 2.634,05 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,11%, a 1.360,92 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,29%, a 26.524,35 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei mostrou valorização de 0,99% em Tóquio, a 21.816,19 pontos, impulsionado por ações dos setores siderúrgico e de transporte marítimo; o sul-coreano Kospi subiu 0,63% em Seul, a 2.095,55 pontos; e o Taiex avançou 0,43% em Taiwan, a 9.858,76 pontos.

Os ganhos na região asiática vieram também na esteira do desempenho positivo dos mercados acionários de Nova York, que ontem subiram cerca de 0,5% a 1%.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 13, a quinta fase da Operação Registro Espúrio, informou a Globonews.

O objetivo da nova etapa é aprofundar as investigações de desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES), por meio de pedidos fraudulentos de restituição de contribuição sindical.

Segundo a emissora, a equipe da PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Goiânia, Anápolis e Londrina. A PF fez buscas também na consultoria jurídica do Ministério do Trabalho, na capital federal.

Foram alvos em fases anteriores da Registro Espúrio o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Paulinho da Força (SD-SP). 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 13, a Operação Trato Feito, desdobramento da Prato Feito. Segundo a TV Globo, o objetivo é prender o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi (PSB).

São cumpridos ao todo dois mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão por 234 policiais. Todas as medidas foram decretadas, a pedido da PF, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O comunicado enviado pela assessoria da PF não detalha quem são os alvos e informa apenas que a operação de hoje mira uma organização criminosa voltada para o desvio de recursos públicos em contratos firmados com a Prefeitura de Mauá.

De acordo com a PF, o inquérito policial foi instaurado durante a análise do material apreendido na Operação Prato Feito.

Um movimento de realização de lucros enfraquece os índices acionários europeus e tira força dos futuros de Nova York antes da entrevista que o presidente do BCE, Mário Draghi, concederá após o anúncio da decisão de juros. Os analistas esperam a manutenção das taxas do BCE até o fim de 2019 ou início de 2020 e a confirmação do fim das compras líquidas de ativos promovidas pela instituição como parte do seu programa de afrouxamento quantitativo (QE) neste mês. Atualmente, a taxa de referência do BCE, a de refinanciamento, está em 0% e a taxa de depósito é de -0,4%. 

Além disso, as negociações do Brexit seguem no radar depois que a primeira-ministra Theresa May passou no teste de confiança do Partido Conservador e segue à frente das negociações do processo de saída do país da União Europeia. 

No Brasil, o Tesouro realiza o último leilão de títulos públicos deste ano e o mercado pode ter reação limitada ao Copom, que ficou dentro do script ontem à noite, ao manter da taxa Selic no piso histórico de 6,50% ao ano, pela sexta vez consecutiva, e indicar que uma elevação poderá demorar ainda por causa da inflação e da atividade econômica fracas no País, como também era esperado, e ainda que os riscos externos seguem altos para economias emergentes.

O gráfico diário do IBOV (clique para ampliar) mostra que o ponto de clímax formado pelo encontro das retas que formam o triângulo (marrom) e pela LTA vermelha impactaram os preços, estancando a queda, pelo menos na primeira batida.

O desafio do benchmark será romper e operar acima das médias móveis, que estão próximas, assim como de 87.025 e da linha de tendência de alta pontilhada em azul, sendo essa a mais antiga, digamos assim, de todas elas.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Mundo verde deve trazer liquidez


Bom dia, investidor!

Mundo verde no exterior e vencimento dos contratos de índice futuro >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, em meio a sinais de melhora na perspectiva das discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

Em entrevista à Reuters publicada nesta madrugada, o presidente americano, Donald Trump, disse que, se necessário, interviria no Departamento de Justiça americano no caso contra a executiva da gigante de telecomunicações chinesa Huawei que havia sido recentemente presa no Canadá se isso ajudasse a garantir um acordo comercial com os chineses. A executiva, Meng Wanzhou, foi solta ontem sob fiança. Trump afirmou também que não elevará tarifas sobre importações chinesas até que tenha certeza de um acordo.

Antes disso, circulou ontem notícia atribuída ao Wall Street Journal de que a China pretende reduzir tarifas sobre carros importados dos EUA de 40% para 15%, o que ajudou a impulsionar ações de montadoras no Japão e na Coreia do Sul.

O Nikkei liderou o movimento de valorização na Ásia hoje, com alta de 2,15% em Tóquio, a 21.602,75 pontos. No setor automotivo, destacaram-se Mitsubishi Motor (+2,57%), Toyota (2,22%) e até a Nissan (+0,95%), que ainda lida com o escândalo da recente demissão do presidente de seu conselho administrativo, o executivo brasileiro Carlos Ghosn.

Em Seul, o sul-coreano Kospi subiu 1,44%, a 2.082,57 pontos, em boa parte impulsionado pela Hyundai (+6,3%).

Em outras partes da região asiática, o Hang Seng avançou 1,61% em Hong Kong, a 26.186,71 pontos, e o Taiex registrou alta de 1,13%, a 9.816,45 pontos, mas os ganhos na China foram mais moderados - o Xangai Composto subiu 0,31%, a 2.602,15 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou leve alta de 0,16%, a 1.346,03 pontos.

A Ambev está prestes a afastar, no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a maior parte de uma autuação bilionária sobre tributação de lucros de controladas no exterior. No julgamento, realizado ontem, os conselheiros votaram de forma parcialmente favorável à companhia. O resultado, porém, não foi proclamado e a seção foi suspensa para análise de pedido da Ambev. A empresa deseja compensar a parte que perdeu, relacionada a uma controlada na Argentina, com valores de impostos recolhidos naquele país.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, enfrentará um voto de não confiança no Parlamento britânico nesta quarta-feira, segundo a mídia britânica.

A decisão veio depois que May adiou por tempo indeterminado uma votação parlamentar sobre o acordo de Brexit que seu governo fechou com autoridades da União Europeia. A votação estava marcada para terça-feira (11) e a expectativa era de que o acordo fosse rejeitado por ampla margem.

De acordo com a Reuters, a Casa dos Comuns (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) do Parlamento votará a contestação à liderança de May entre 16h e 18h (de Brasília) e um anúncio do resultado será feito logo em seguida.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta terça-feira, 11, por unanimidade, uma das ações de investigação judicial apresentada pelo PT contra a campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no caso que gira em torno da empresa de ar condicionado Komeco, localizada na cidade de Palhoça (SC). Esse é o primeiro julgamento de ação de investigação judicial contra a campanha do presidente eleito concluído pela Corte Eleitoral.

No processo, o PT alegava haver abuso de poder na campanha porque o presidente da Komeco, Denisson Moura de Freitas, teria gravado áudio direcionado a funcionários solicitando que os empregados usassem adesivos e camisetas de apoio a Bolsonaro. Em seu voto, o corregedor-geral eleitoral e relator do caso, ministro Jorge Mussi, destacou que não ficou configurada prática abusiva pelo empresário, que teria "limitado-se" a convidar os funcionários para o ato, sem qualquer tipo de ameaça.

Hoje temos um mundo verde no exterior, com alta nas bolsas e commodities, além do vencimento dos contratos de índice futuro, o que deverá trazer alta liquidez e volatilidade.

O gráfico diário (clique para ampliar) mostra o mercado em um ponto de clímax, formado por duas linhas de tendência de alta e pela reta do triângulo acionado recentemente, portanto temos um pull back.

As chances de formação de um fundo na região são factíveis.

Também é possível observar um harami (mulher grávida em japonês) de fundo.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

IBOV, na contramão, faz marobozu


Bom dia, investidor!

Mundo reage bem à negociações Trump-China, mas IBOV tem forte correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com as chinesas reagindo positivamente aos últimos desdobramentos da trégua comercial entre Washington e Pequim.

No fim da noite de ontem, Estados Unidos e China iniciaram a última rodada de discussões comerciais com uma ligação telefônica envolvendo o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

As três autoridades discutiram compras de produtos agrícolas pela China e mudanças em políticas econômicas chinesas durante a ligação, segundo o Wall Street Journal, que citou pessoas com conhecimento das conversas.

Em breve comunicado, o Ministério de Comércio da China confirmou a ligação, que teve o objetivo de "seguir adiante nos próximos passos de um cronograma e mapa" para as negociações. Liu planeja viajar a Washington após a virada do ano, de acordo com fontes.

No último dia 1º, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, concordaram em suspender a aplicação de novas tarifas a importações um do outro por um período de 90 dias.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 0,37% hoje, a 2.594,09 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,85%, a 1.343,90 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng encerrou os negócios em ligeira alta de 0,07%, a 25.771,67 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,34% em Tóquio, a 21.148,02 pontos, pressionado por ações de tecnologia e de montadoras, e o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,04% em Seul, a 2.052,97 pontos, em meio a uma queda em papéis de construtoras, mas o Taiex registrou ganho de 0,62% em Taiwan, a 9.707,04 pontos, impulsionado por blue chips do setor tecnológico.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que "não há espaço para renegociação, mas esclarecimentos adicionais são possíveis" em relação ao acordo do Brexit.

No Twitter, Juncker destacou que se encontrará hoje com a primeira-ministra britânica, Theresa May, em Bruxelas. Ontem, May cancelou por tempo indeterminado a votação do pacto para saída da União Europeia (UE), diante da possibilidade de uma derrota no Parlamento britânico.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -24,1 em novembro para -17,5 em dezembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta apenas marginal do indicador, a -24.

Por outro lado, o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 58,2 em novembro para 45,3 em dezembro. Neste caso, a projeção era de redução mais comedida, a 56,3.

A falta de tendência única na região asiática veio depois da acentuada volatilidade observada entre as bolsas de Nova York, que terminaram o pregão de ontem com valorização leve a moderada, depois de apagarem robustas perdas de mais cedo. O índice Dow Jones, por exemplo, chegou a cair mais de 500 pontos em seu pior momento.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,15% na primeira quadrissemana de dezembro, repetindo a variação de novembro, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na primeira leitura deste mês, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe caíram com maior intensidade ou avançaram com menos força. Foi o caso de Habitação (de -0,06% em novembro para -0,17% na primeira quadrissemana de dezembro), Transportes (de -0,51 para -0,76%), Saúde (de 0,92% para 0,86%) e Vestuário (de 0,25% para 0,15%).

Por outro lado, subiram com maior vigor os itens Alimentação (de 0,08% para 0,27%) e Despesas Pessoais (de 1,14% para 1,36%). Já os custos de Educação se mantiveram, com alta de 0,06%, idêntica ao resultado de novembro.

A Polícia Federal faz buscas nesta terça-feira, 11, em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). A investigação está relacionada à delação premiada de executivos do Grupo J&F.

Ao todo, a PF cumpre 24 mandados de busca em investigação envolvendo parlamentares na Operação Ross.

A operação foi a um apartamento da família do senador em Ipanema, zona sul do Rio.

As buscas alcançam mais cinco parlamentares: os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Benito Gama (PTB-BA) e senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

O objetivo da ação é investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três senadores da República e três deputados federais, entre os anos de 2014 e 2017. As vantagens teriam sido solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo dos frigoríficos que teria efetuado o pagamento, inclusive para fins da campanha presidencial de 2014. A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017.

Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam os cem milhões de reais, Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

Aproximadamente 200 policiais federais dão cumprimento aos mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Eles realizam 48 intimações para oitivas. As medidas estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ross faz referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo localizada na Antártida fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sob investigação. 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de forte baixa, um típico marobuzu, o que torna o pregão dessa terça-feira decisivo, tipo "o dia depois de amanhã".

Caso tenhamos continuidade da baixa, os ventos poderão virar a biruta de posição, por outro lado padrões semelhantes ocorreram em outubro e novembro e foram negados, com reações posteriores.

Vale destacar que a baixa de ontem trouxe os preços em uma região importante, formada pela linha rompida no triângulo simétrico e a LTA mais recente (vermelha), que une um fundo marcado em outubro e outros dois de novembro.


Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Dados sobre China e Japão impactam ações no mundo


Bom dia, investidor!

Balança comercial chinesa e PIB do Japão menores que o esperado >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta segunda-feira, após mais um tombo nos mercados de Nova York e na esteira de dados bem mais fracos do que se previa da balança comercial chinesa.

Na sexta-feira (07), as bolsas americanas tiveram mais uma rodada de fortes perdas, que variaram de 2,2% a 3%, em meio a preocupações com o andamento do diálogo comercial entre Washington e Pequim e temores de que o crescimento da economia mundial - em especial, dos Estados Unidos - desacelere.

No fim de semana, dados oficiais mostraram que a disputa comercial entre EUA e China está prejudicando o comércio do gigante asiático. Em novembro, tanto as exportações quanto as importações chinesas subiram bem menos do que o esperado, com ganhos anuais de 5,4% e 3%, respectivamente.

Também foram divulgados indicadores de inflação da China. A taxa anual de inflação ao consumidor diminuiu de 2,5% em outubro a 2,2% em novembro, enquanto a inflação ao produtor foi de 3,3% a 2,7% na mesma comparação.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto terminou o pregão de hoje em baixa de 0,82%, a 2.584,58 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou, 1,35%, a 1.332,53 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,19%, a 25.752,38 pontos.

Mas foi o Nikkei que liderou as perdas na Ásia, com queda de 2,12% em Tóquio, a 21.219,50 pontos, após a divulgação de números decepcionantes do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão. Em Seul, o sul-coreano Kospi caiu 1,06%, a 2.053,79 pontos, e em Taiwan, o Taiex registrou baixa de 1,16%, a 9.647,54 pontos, atingindo o menor nível em seis semanas.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) caiu 0,06% na primeira quadrissemana de dezembro, após queda de 0,17% na última medição de novembro, revelou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Habitação (-0,94% para -0,61%), cujo item tarifa de energia elétrica residencial acelerou de -5,98% para 4,73%.

Ainda registraram acréscimos os grupos: Educação, Leitura e Recreação (de 0,40% para 0,83%), Alimentação (de 0,41% para 0,52%), Vestuário (de 0,11% para 0,33%) e Despesas Diversas (de 0,16% para 0,25%). "Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: passagem aérea (de 9,13% para 16,56%), refrigerantes e água mineral (de 0,44% para 1,50%), acessórios para vestuário (de 0,50% para 1,29%) e tarifa postal (de 4,28% para 5,64%)", aponta a FGV em nota.

Por outro lado, houve queda mais intensa no grupo Transportes (de -0,57% para -0,81%); desaceleração em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,09% para 0,03%) e Comunicação (de 0,18% para 0,12%). Aceleraram a queda ainda as taxas em gasolina (de -2,90% para -4,09%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de -1,14% para -1,28%). Ja pacotes de telefonia fixa e internet tiveram arrefecimento na alta (de 0,78% para 0,52%). 

À espera da última reunião de política monetária do Banco Central no ano, marcada para amanhã e quarta-feira, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica) para o fim de 2018.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim do próximo ano foi de 7,75% para 7,50% ao ano, ante 8,00% ao ano de quatro semanas atrás.

No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu também em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para 2020 e para 2021.

No fim de outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela quinta vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, o BC indicou que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da atividade, das projeções de inflação e do balanço de risco.

Ao abordar seu cenário básico, a instituição citou três riscos para a inflação brasileira. De um lado, a ociosidade da economia, que pode provocar baixa de preços. De outro, a possibilidade de as reformas não caminharem e o cenário externo mais desfavorável aos países emergentes, o que pode impulsionar a inflação. Em documentos anteriores, o BC vinha alertando que os riscos ligados às reformas e ao exterior eram maiores que aquele ligado à atividade econômica. Ou seja, o risco de os preços subirem era superior ao de eles caírem ou continuarem baixos. A instituição afirmou, porém, que essa "assimetria" diminuiu.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 7,00% para 7,25%, ante 7,50% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu em 8,00%. Há um mês, estavam em 8,25% para 2020 em 8,00% para 2021. 

Após o ministro Luiz Fux, do STF, suspender a aplicação de multas geradas pelo descumprimento da tabela que fixou preços mínimos de frete, caminhoneiros no Rio de Janeiro e em São Paulo realizam protestos na manhã desta segunda, 10.

No Rio, o protesto ocorre na rodovia Presidente Dutra, na altura de Barra Mansa. Em São Paulo, na região de Pindamonhangaba. O acesso ao Porto de Santos também está bloqueado nesta manhã, segundo a rádio CBN.

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção moderada após a marcação de topo na virada do mês.

Tivemos perda de 89.600 e posteriormente 88.520, projetando a média móvel e a LTA destacada em azul como testes, dentro de uma tendência de alta preservada, pelo menos até esse momento.

A média e a LTA supra citadas continuam como pisos imediatos e poderão ser testadas sem mudança de cenário, desde que respeitadas.

A abertura dessa segunda-feira deverá ser negativa, refletindo um cenário de queda no exterior.

De forma antagônica ao mais óbvio e provável, penso que poderemos ter recuperação e fechamento positivo, pois o mercado futuro mostrou resiliência frente aos soluços externos desde o início dos negócios.

Desejo uma ótima semana.

Sucesso!







Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

IBOV resiste na alta


Bom dia, investidor!

IBOV faz longa sombra, toca na LTA e resiste em desenho de alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, após dois dias de perdas generalizadas em meio a dúvidas sobre a trégua comercial entre Estados Unidos e China, à medida que os mercados acionários de Nova York se estabilizaram com relatos de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá desacelerar o ritmo de aperto de sua política monetária.

Ontem, Dow Jones e S&P tiveram baixas contidas e o Nasdaq subiu moderadamente, recuperando-se de fortes perdas de mais cedo depois que o Wall Street Journal publicou reportagem sugerindo que o Fed poderá elevar juros de forma ainda mais gradual do que se esperava. Segundo o WSJ, o Fed está considerando dar uma sinalização de cautela em sua próxima reunião, nos dias 18 e 19, quando deverá elevar juros pela quarta vez este ano, e os dirigentes da instituição não sabem quando poderá haver um novo aumento das taxas depois deste mês.

Na quarta-feira (05), as bolsas americanas não operaram devido ao luto oficial pela morte do ex-presidente George H. W. Bush. No dia anterior, os índices acionários de Wall Street haviam tomado um tombo, registrando perdas de mais de 3% a quase 4%.

O Nikkei teve o melhor desempenho hoje na Ásia, com alta de 0,82% em Tóquio, a 21.678,68 pontos. Na semana, porém, o índice japonês acumulou desvalorização de 3,01%.

Na China, os mercados ficaram praticamente estáveis, depois de recuar nos dois pregões anteriores. O Xangai Composto teve alta marginal de 0,03%, a 2.605,89 pontos, enquanto o menos abrangentes Shenzhen Composto não se alterou em relação a ontem, terminando o dia em 1.350,70 pontos. Após o bom desempenho positivo da segunda e terça-feira, contudo, o Xangai encerrou a semana com ganho de 0,7%.

Nos últimos dias, as bolsas asiáticas ficaram pressionadas diante de incertezas quanto ao andamento das discussões comerciais entre EUA e China, que no último fim de semana concordaram em suspender a adoção de novas tarifas contra produtos um do outro por um período de 90 dias.

A prisão no Canadá da diretora financeira da gigante de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei, a pedido dos EUA, gerou dúvidas sobre o sucesso do diálogo entre Washington e Pequim. A detenção da executiva ocorreu no sábado (01), mesmo dia em que foi anunciada a trégua sino-americana, mas só foi divulgada na última quarta.

Em outras partes da região asiática, o sul-coreano Kospi subiu 0,34% hoje em Seul, a 2.075,76 pontos, e o Taiex avançou 0,79% em Taiwan, a 9.760,88 pontos. Na semana, contudo, Kospi e Taiex caíram 1% e 1,3%, respectivamente. O Hang Seng foi exceção hoje, terminando os negócios em Hong Kong em baixa de 0,35%, a 26.063,76 pontos, após um pregão de volatilidade.

A produção industrial da Alemanha diminuiu 0,5% em outubro ante setembro, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país. O resultado frustrou analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,4% na produção.

Apenas a produção manufatureira recuou 0,4% na comparação mensal de outubro, enquanto o setor de construção registrou contração de 0,3%.

Em relação a igual mês do ano passado, porém, a produção geral da indústria alemã cresceu 1,6% em outubro no cálculo sem ajustes. 

A Embraer informou ter tomado conhecimento de decisão, em caráter liminar, anunciada pela 24ª Vara Cível Federal de São Paulo de suspender a venda para a Boeing e que "tomará todas as medidas judiciais cabíveis" para revertê-la.

Em fato relevante, a fabricante de aviões brasileira destaca que na decisão, o juiz suspende parcialmente a combinação de negócios, "sem opor qualquer tipo de obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas". 

O conselho de administração da Gerdau aprovou a recompra de até 6 milhões de ações preferenciais de emissão própria para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento. O montante é equivalente a 0,57% das ações PN em circulação, que, em 31 de outubro de 2018, somavam 1.048.257.933 ações. Em fato relevante, a companhia destaca que o prazo para as aquisições termina em 7 de janeiro. 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um candle com longa sombra inferior desenhado na véspera, trazendo bom volume e algumas variáveis interessantes: toque da LTA (azul), média móvel de 21 respeitada, fechamento acima de 88.040, evitando assim o acionamento de um pivot de baixa no diário, (acionou no intraday e voltou) e o término dos negócios acima do forte 88.520, suporte imediato e que deverá ser testado hoje logo após a abertura.

Em resumo, a movimentação foi típica de uma tendência de alta, onde temos fundos e topos ascendentes.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br