sexta-feira, 20 de julho de 2018

Centrão fecha com Alckmin


Bom dia, investidor!


Notícias da corrida presidencial impulsionam a bolsa >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em geral com ganhos nesta sexta-feira. Após uma primeira metade do pregão mais fraca, horas após as praças de Nova York fecharem em território negativo, mercados acionários como os de Xangai e Hong Kong tiveram mais fôlego nas horas finais do dia, acompanhando a melhora do yuan.

A moeda chinesa esteve no radar, após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) orientar sua taxa de paridade para a maior desvalorização em relação ao dólar em dois anos. Em julho, o yuan já caiu 2,3% ante o dólar, o que beneficia exportações chinesas, mas pode gerar impactos negativos, como a fuga de capital da China. O yuan chegou a atingir mínimas em um ano mais cedo, mas ao longo da sessão se recuperou, o que apoiou o humor de investidores.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 2,05%, em 2.829,27 pontos, e a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,13%, a 1.665,97 pontos. Na semana, a Bolsa de Xangai recuou menos de 0,1%, porém este foi seu oitavo recuo semanal nas últimas nove semanas.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,76%, a 28.224,48 pontos, com ações do setor financeiro em destaque. ICBC subiu 2,8% e China Construction Bank teve alta de 2,4%. A praça local, porém, teve recuo semanal pela 14ª vez nas últimas 18 semanas.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei foi na contramão da maioria e recuou 0,29%, a 22.697,88 pontos, embora tenha avançado 0,4% na semana. Ao longo da sessão de hoje, Tóquio reduziu perdas, acompanhando a melhora do humor em outras praças asiáticas. O risco de protecionismo segue no radar e é uma ameaça para a economia do Japão, mas o Goldman Sachs lembra que o país pode se beneficiar no mais longo prazo da assinatura de acordos comerciais recentes, um deles com a União Europeia.

Líderes de partidos do chamado "Centrão" fecharam ontem acordo para apoiar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) na eleição presidencial. Depois de reunião com Alckmin na capital paulista, o grupo indicou ao tucano que a aliança será formalizada até a próxima semana, após conversas internas nas legendas para convencer os últimos defensores de uma coligação com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT).

Segundo fontes, as cúpulas de DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade bateram o martelo, mas precisarão chancelar a aliança com Alckmin no voto. Isso correrá nas respectivas convenções nacionais de cada partido - o prazo para realização vai até 5 de agosto.

Em contrapartida, o Centrão cobrou a indicação de Josué Gomes (PR), empresário dono da Coteminas, como candidato a vice-presidente. Na quarta-feira, Alckmin disse ter “grande estima” pelo empresário e citou que era muito próximo do pai dele, José Alencar (morto em 2011), que foi vice-presidente no governo Lula (PT).

Após ver o Centrão recuar de um possível apoio para sua campanha, Ciro "reconheceu" que "comete alguns erros", mas disse que quem quiser ajudá-lo terá que saber que seu governo "servirá aos mais pobres". "Preciso sinalizar a todos os brasileiros de boa-fé que não sou o dono da verdade, eu cometo erros. Não me custa nada reconhecer isso, mas nenhum deles foi por deserção", afirmou.

Até a semana passada, Ciro tinha mais força e a preferência de pelo menos dois presidentes dos partidos do Centrão. Porém, recentes declarações polêmicas de Ciro provocaram desgaste e receio nos partidos, como um xingamento a uma promotora de Justiça, na ação movida por injuria racial em declaração crítica ao vereador paulistano Fernando Holiday, do DEM. Além disso, há resistência a propostas econômicas do pedetista, como mostrou reportagem do Estado.

Ciro também acenou aos partidos de esquerda ao defender que a paz no País só será restaurada com a "liberdade" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como mantém negociações avançadas com PSB e PCdoB, ele aproveitou para fazer uma aceno, ao condenar o que chamou de "aberração" por parte do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ao julgar um pedido de habeas corpus em nome do ex-presidente.

O cobre opera em território positivo na manhã desta sexta-feira, com operadores aproveitando uma pausa no movimento recente de valorização do dólar. Ainda assim, a tensão no comércio segue no radar.

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,10%, a US$ 6.120,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), embora recue 1,5% até agora na semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro subia 0,87%, a US$ 2,7190 a libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,8%, a US$ 2.612 a tonelada, o estanho avançava 0,82%, a US$ 19.605 a tonelada, o níquel tinha alta de 1,57%, a US$ 13.615 a tonelada, o alumínio operava em alta de 1,32%, a US$ 2.032,50 a tonelada, e o chumbo ganhava 0,47%, a US$ 2.144,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira, mesmo com as preocupações em torno da disputa comercial entre os EUA e China. Hoje, o presidente americano, Donald Trump, retomou suas ameaças, afirmando que os EUA estão prontos para retaliar todas as importações provenientes do gigante asiático.

Às 8h27 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro, que já é o mais líquido, subía 0,23%, a US$ 69,71 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro ganhava 0,52%, a US$ 72,89 o barril, na ICE.

Trump afirmou estar disposto a impor tarifa sobre todas as importações da China, caso não ocorram mudanças na relação comercial. "Estamos prontos a ir até 500", afirmou, durante entrevista à rede CNBC, referindo-se ao déficit comercial americano com os chineses todo o ano passado, de US$ 505 bilhões. "Eles estão tirando vantagem de nós e não gosto disso", afirmou Trump, ao comentar as relações comerciais americanas em geral, não apenas com a China.

Enquanto isso, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a União Europeia está pronta para retaliar contra eventual tarifa dos EUA sobre carros. "Situação no comércio global é séria", acrescentou.

Por outro lado, o anúncio de ontem da Arábia Saudita sobre redução de suas exportações em agosto limita as perdas. De acordo com o país árabe, suas exportações de petróleo em julho devem ficar no mesmo nível das exportações de junho, enquanto em agosto as exportações devem cair em cerca de 100 mil barris por dia.  

O gráfico diário do IBOV sugere que a simetria proposta na imagem foi cumprida, o que abriria espaço para uma sexta-feira positiva.

Pelo que vemos no mercado futuro e EWZ em Nova York, assim será.

A sombra inferior no pregão de ontem já mostrava apetite por risco por parte dos investidores, na esteira da corrida presidencial.

Minha expectativa é pela busca de 78.500 alguns minutos após a abertura dos negócios, sendo a máxima da semana, que deve ser rompida e jogar o mercado no decisivo 78.890, onde a briga será mais equilibrada.

Acima de 78.890 o alvo seria 79.690, fundo de fevereiro/18.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2018


Bom dia, investidor!

As bolsa asiáticas fecharam em território negativo nesta quinta-feira. Em várias praças a abertura foi positiva, porém ao longo do pregão o quadro piorou, diante da queda do petróleo e com a cautela em relação ao comércio global no radar.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,13%, em 22.764,68 pontos. Com isso, a bolsa japonesa interrompeu uma sequência de quatro altas, em dia de valorização do iene frente ao dólar, o que tende a pressionar ações de exportadoras locais. Na agenda de indicadores, dados oficiais mostraram que o Japão teve superávit comercial de 721,4 bilhões de ienes em junho, o que superou a expectativa de 534,2 bilhões de ienes dos analistas. O superávit comercial japonês com os EUA avançou 0,5% na comparação anual de junho, o que pode reforçar o argumento do governo americano de que é alvo de injustiças na arena comercial.

A Bolsa de Xangai teve queda de 0,53%, a 2.772,55 pontos, em sua quinta queda consecutiva, a primeira sequência do tipo nessa praça desde o fim de maio. As ações do setor de aviação tiveram jornada negativa, com China Southern e Air China em baixa de mais de 5%, enquanto o yuan continuou a recuar ante o dólar. O petróleo fraco também não ajudou. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,79%, a 1.647,40 pontos.

Os contratos futuros de petróleo caem na manhã desta quinta-feira, após um aumento nos estoques da commodity na última semana nos Estados Unidos. 

Às 9h31 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 0,86%, a US$ 68,17 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 1,07%, a US$ 72,12 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo avançaram 5,836 milhões de barris, o que contrariou a previsão de queda de 3,3 milhões de barris dos analistas. Os estoques de gasolina, porém, recuaram 3,165 milhões de barris.

O cobre opera em território negativo nesta quinta-feira, em meio a temores sobre o comércio global, que penalizam as commodities. Além disso, o dólar valorizado contribui para o movimento.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 3,03%, a US$ 5.993 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro caía 2,75% ,a US$ 2,6840 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em Londres, o contrato recuou abaixo da marca importante de US$ 6 mil a tonelada, atingindo nova mínima em 12 meses.

No câmbio, o dólar mais forte torna as commodities, cotada nessa moeda, mais caras para os detentores de outras divisas. A pressão cambial tem sido fator crucial para que o cobre tenha perdido um quinto de seu valor em seis semanas. Os futuros de cobre em Londres recuam quase 22% desde suas máximas em vários anos do início de junho.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 4,2%, a US$ 2.510 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,61%, a US$ 19.410 a tonelada, o níquel cedia 2,63%, a US$ 13.305 a tonelada, o alumínio caía 1,15%, a US$ 2.012 a tonelada, e o chumbo tinha queda de 2,76%, a US$ 2.110 a tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires. 

O empresário Josué Alencar, filho de José Alencar, falecido ex-vice-presidente da República de Luiz Inácio Lula da Silva, foi indicado ontem pelos partidos que compõem o chamado Centrão para ser candidato a vice na chapa presidencial que o bloco apoiar. 

O PR, sigla de Josué, estava em negociações com o PSL de Jair Bolsonaro e com o PT, mas no encontro desta quarta-feira do Centrão, o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no Mensalão, mas ainda o nome mais influente do partido, decidiu aderir ao bloco a fim de caminharem juntos nessas eleições. 

O Centrão terá agora de escolher se apoia Ciro Gomes (PDT), também cortejado pelo PSB, ou Geraldo Alckmin (PSDB), que ontem ganhou um reforço de peso em sua campanha, a adesão do PTB. Com a adesão do PR, o Centrão, composto também por DEM, PP, PRB e Solidariedade, deverá ter cerca de 40% do tempo de TV nessa corrida presidencial, o que numa campanha acirrada, curta e muito competitiva pode ser um fator decisivo para a conquista do Palácio do Planalto.

O gráfico diário do IBOV tem um sinal de correção marcado na véspera, movimentação normal dentro de um cenário de topos e fundos ascendentes.

O fluxo cambial positivo e o fato dos estrangeiros terem saldo relevante no mercado à vista no mês de julho no Brasil (+ R$ 3.223.236,00) até o dia 16/07, são variáveis que podem dar sustentação à uma recuperação dos preços, talvez ainda hoje durante o pregão.

Na minha leitura teremos uma abertura em baixa, com uma provável busca por suporte na região de 76.500, com posterior reação e fechamento próxima da estabilidade nessa quarta-feira.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 18 de julho de 2018

IBOV comprado tentará 80.000


Bom dia, Investidor!

IBOV, com touros no comando, tem primeira barreira nos 78.900 - se vencida testará 79.690 >>> LEIA MAIS >>>


Clique para ampliar

As bolsas asiáticas não tiveram movimento unificado nesta quarta-feira. Na Bolsa de Tóquio, o iene mais fraco apoiou os negócios, porém na China a Bolsa de Xangai terminou a sessão em território negativo pelo quarto dia consecutivo, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

No Japão, o índice Nikkei avançou 0,43%, a 22.794,19 pontos. A alta na Bolsa de Tóquio foi a quarta seguida e o Nikkei fechou novamente na máxima em um mês. O iene mais fraco ante o dólar colaborou, já que isso beneficia ações de exportadoras japonesas. Durante o pregão, Tóquio chegou a subir mais de 1%, porém perdeu parte do fôlego antes do fechamento.

Na China, por outro lado, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,39%, a 2.787,26 pontos, e a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 0,75%, a 1.660,51 pontos. Xangai chegou a operar em território positivo, mas perdeu fôlego durante a sessão. Bank of China teve baixa de 0,02% e Air China recuou 0,25%, enquanto China Merchants Bank caiu 0,09% no pregão de hoje.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, diante da expectativa de uma combinação de desaceleração na demanda e avanço na produção, que pode vir a provocar alta nos estoques globais. Além disso, o dólar mais forte pressiona a commodity, com investidores à espera do relatório oficial de estoques na última semana nos Estados Unidos.

Às 9h42 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 0,71%, a US$ 67,60 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 0,50%, a US$ 71,70 o barril, na ICE.

O crescimento na produção de Arábia Saudita e de outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além da Rússia, em um quadro de desaceleração na demanda, tem pesado sobre os preços. A CMC Markets aponta que há temores sobre o crescimento da China.

Às 11h30, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o relatório de estoques na última semana. Ontem, o American Petroleum Institute informou que, na sua contabilidade, os estoques cresceram 600 mil barris. O Commerzbank diz que o dado do API e o avanço na produção russa da commodity pesam hoje sobre os preços.

No câmbio, o dólar mais forte torna o petróleo mais caro para os detentores de outras divisas, o que reduz o apetite dos investidores. 

O cobre opera em território negativo na manhã desta quarta-feira, tendo atingido em Londres os patamares mais baixos em um ano. O metal continua a estar sob pressão por causa do dólar valorizado.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,82%, a US$ 6.110 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), tendo recuado 1,5% até agora nesta semana. Já o cobre para setembro tinha queda de 0,80%, a US$ 2,7250 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os trabalhadores da mina Escondida, no Chile, apresentaram novas propostas para a BHP Billiton. O acordo coletivo atual vence no fim do mês. Há ainda cautela com o conflito comercial entre a China e os EUA, que piora o humor no mercado de cobre.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,15%, a US$ 2.562 a tonelada, o estanho avançava 0,18%, a US$ 19.515 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,85%, a US$ 13.430 a tonelada, o alumínio caía 0,10%, a US$ 2.029,50 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,71%, a US$ 2.159 a tonelada. 

O Morgan Stanley registrou lucro líquido de US$ 2,44 bilhões no segundo trimestre deste ano, ante US$ 1,76 bilhão registrados em igual período de 2017, alta de 38%.

O lucro diluído por ação foi de US$ 1,30 no segundo trimestre deste ano, acima dos US$ 0,87 totalizados no segundo trimestre do ano passado. O resultado ficou acima da projeção do FactSet, de US$ 1,11. O lucro atribuível aos acionistas foi de US$ 2,27 bilhões.

A receita total do banco aumentou para US$ 10,61 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 9,50 bilhões atingidos um ano antes, também acima do consenso de US$ 10,05 bilhões da FactSet, uma vez que a receita de títulos institucionais melhor que a esperada ajudou a compensar a gestão de patrimônio e receita de investimentos que veio abaixo das previsões.

De acordo com o banco, os resultados positivos foram impulsionados por vendas melhores do que as esperadas e desempenho comercial. 

As construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos caíram 12,3% em junho na comparação com o mês anterior, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,173 milhão, na maior queda mensal desde novembro de 2016, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio. As permissões para novas casas, que podem sinalizar construções futuras, caíram 2,2% no mês, à taxa anual de 1,273 milhão.

O resultado veio pior do que o esperado por economistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam queda de 2,2% nas construções de moradias iniciadas e alta de 2,2% nas permissões.

Os dados de construções de moradias iniciadas são voláteis e podem estar sujeitos a grandes revisões. O dado de maio foi revisado de 1,350 milhão para 1,337 milhão, e o de junho teve margem de erro de 8,3 pontos porcentuais. 

O gráfico diário do IBOV mostra a compra no comando, com o benchmark se aproximando do forte 78.890, topo que gerou a queda expressiva vista na primeira quinzena de junho.

O desafio será grande para os touros nessa região, que será uma verdadeira trincheira, recheada de ursos de plantão.

Se vencida, projeta teste de 79.690, fundo marcado em fevereiro/18.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 17 de julho de 2018

IBOV em alta - touros à frente


Bom dia, investidor!

IBOV deve manter tendência de alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em território negativo nesta terça-feira, com ações do setor de energia penalizadas, após ontem os dois contratos de petróleo fecharem com quedas superiores a 4%. Tóquio, porém, foi exceção, em alta na volta de um feriado no Japão.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,57%, em 2.798,13 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, de menor abrangência, recuou 0,17%, a 1.673,06 pontos. Analistas ainda ponderavam sobre os números da economia da China, um dia após a divulgação de dados de produção industrial e de investimentos em ativos fixos que não agradaram muito, mas com um Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre em linha com o esperado.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,44%, a 2.697,36 pontos. O iene relativamente estável colaborou para o movimento, na volta do feriado japonês. O Japão ainda assinou hoje um acordo comercial ambicioso com a União Europeia, que representa uma perspectiva positiva para empresas exportadoras locais.

O governo da China está avaliando o impacto da guerra comercial com os Estados Unidos e vai oferecer apoio direcionado a empresas afetadas pela disputa, afirmou nesta terça-feira o porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas (NDRC, na sigla em inglês) do país asiático Yan Pengcheng. 

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade na manhã desta terça-feira, com o mercado atento à possibilidade de que ocorram aumentos na oferta dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. Além disso, os EUA e a Rússia sinalizaram ontem a possibilidade de uma ação conjunta para equilibrar o mercado.

Às 9h59 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,06%, a US$ 68,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuava 0,03%, a US$ 71,82 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, os dois contratos fecharam em baixa superior a 4%, com operadores antecipando que haverá mais petróleo no mercado. Os observadores no mercado cada vez mais avaliam a possibilidade de que os EUA possa liberar suas reservas estratégicas, após declarações recentes do presidente Donald Trump.

Ontem, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Trump concederam entrevista coletiva em Helsinque, durante a qual o líder russo falou sobre a possibilidade de uma ação bilateral para regular os mercados de petróleo e gás.

Os preços também foram pressionados por sinais de que a Arábia Saudita, o maior exportador global, elevava sua produção mesmo antes do acordo para isso na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Analistas e investidores esperam o relatório do American Petroleum Institute de estoques semanais de petróleo nos EUA, que sai às 17h30. 

Os contratos futuros de cobre operam em baixa na manhã desta terça-feira, embora sem grande impulso. Preocupações com a oferta na América do Sul ficavam em segundo plano, diante de temores de que questões geopolíticas possam prejudicar a demanda pelo metal.

Às 9h59 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,2%, a US$ 6.181 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Ao longo do último mês, esse contrato recua quase 12%. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro tinha baixa de 0,05%, a US$ 2,7630 a libra-peso.

Os contratos futuros do metal foram prejudicados na semana passada por mais uma onda de ameaças de tarifas entre os EUA e Pequim. O assunto segue em foco, mesmo com o surgimento de temores sobre a oferta sul-americana.

Hoje é o último dia da oferta de contrato da BHP Billiton a operadores na mina chilena Escondida, a maior do mundo. Sindicatos dizem que a oferta da empresa não deve ser suficiente, ameaçando realizar uma greve. No ano passado, uma paralisação no local durou 44 dias e apoiou os preços. O contrato oferecido não trazia elevação real do salário e previa menos da metade do bônus exigido pelos trabalhadores.

Entre outros metais básicos usados na LME, o zinco subia 2,44%, a 2.536 a tonelada, o estanho avançava 0,31%, a US$ 19.525 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,22%, a US$ 13.660 a tonelada, o alumínio ganhava 0,99%, a US$ 2.083 a tonelada, e o chumbo subia 0,95%, a US$ 2.189 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado com viés comprador, vide sombra inferior deixada ontem no candle diário, com alvo de curto prazo em 78.890, ainda para o mês de julho.

Correções devem aparecer pelo caminho, dentro de uma movimentação de topos e fundos ascendentes típicas de tendências de alta, sendo, na minha visão, oportunidades se ocorrerem.


Para essa terça-feira (17), eu espero uma sessão de alta moderada.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 16 de julho de 2018

IBOV aponta para 78.890


Bom dia, investidor!

Pregão de hoje em SP deve ser volátil >>> LEIA MAIS >>>

Os contratos futuros de cobre operam em baixa nesta segunda-feira. A cautela com a geopolítica, que já pressionava os contratos na semana passada, se somou a alguns indicadores modestos da economia da China, sobretudo a produção industrial.

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,63%, a US$ 6.176 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Ao longo do último mês, esse contrato recuou 12%, em meio à disputa comercial entre EUA e China e ao fortalecimento do dólar.O cobre para setembro tinha baixa de 0,67%, a US$ 2,7570 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar recua ante moedas fortes nesta manhã, mas ainda sobe mais de 5% em relação a elas nos últimos três meses. Além disso, alguns números da China desapontaram investidores.

A produção industrial chinesa cresceu 6,0% em junho, na comparação anual, desacelerando da alta de 6,8% em maio. Analistas previam avanço de 6,5%, portanto o número frustrou a expectativa. Além disso, os investimentos em ativos fixos atingiram a mínima histórica em junho, também na comparação anual. 

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,7% no segundo trimestre deste ano na comparação com igual período de 2017, informou o governo local. O desempenho veio em linha com a projeção de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

No primeiro trimestre de 2018, o PIB do país asiático avançou 6,8%. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 3,31%, a US$ 2.498 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,96%, a US$ 19.570 a tonelada, o níquel recuava 1,18%, a US$ 13.805 a tonelada, o alumínio tinha baixa de 0,1%, a US$ 2.034 a tonelada, e o chumbo caía 1,44%, a US$ 2.183 a tonelada. 

Com o final da Copa da Rússia e a França levando pra casa a taça do bicampeonato, as atenções no Brasil se voltam para o evento mais importante do calendário político: as eleições gerais de outubro. A semana será marcada pelo início oficial das convenções partidárias, que de acordo com o calendário oficial vai do dia 20 de julho até o dia 5 de agosto. 

O PDT realiza nessa sexta-feira, 20, em Brasília, a sua convenção nacional para oficializar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. É esperado, portanto, que até essa sexta-feira o Centrão se posicione. Em reunião no sábado entre os partidos que compõem esse bloco (DEM, Solidariedade, PP e PRB) e Ciro Gomes, ficou acertado que o pedetista fará uma tentativa para ajustar o discurso e propostas comuns, principalmente na área econômica, que viabilizem o apoio dessas legendas à sua candidatura, obviamente antes da convenção de sua legenda, no dia 20. 

Para essa semana estão previstos ainda novos encontros, um deles com representantes do PR, que já integrou o Centrão, mas hoje negocia com o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Com a convenção pedetista, outro partido que deverá definir essa semana seu rumo nessa corrida presidencial é o PSB, rachado entre seguir com Ciro Gomes, apoiar o PT ou liberar seus filiados.

Os preços do petróleo caem com força nesta segunda-feira, em meio ao encontro muito aguardado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, cujo um dos assuntos deverá ser o aumento da produção de petróleo. Além disso, relatos de que a Arábia Saudita teria oferecido petróleo extra a alguns clientes pesam sobre a commodity.

Às 10h00 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto caía 1,62%, a US$ 69,87 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro tinha baixa de 2,02%, a US$ 73,81 o barril, na ICE.

Trump e Putin se encontram nesta segunda-feira em Helsinki, na Finlândia. Em meio a pressão de Trump para que países produtores de petróleo elevem sua produção para baixar os preços, o mercado especula que a Rússia anuncie disposição de elevar ainda mais a produção para preencher as lacunas de oferta no mercado global, se acordo com Thomas Pugh, economista de commodities da Capital Economics.

Há uma "chance justa" de Putin se comprometer em elevar a produção de petróleo em um nível mais alto do que a Rússia concordou no mês passado, em coordenação com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse Pugh.

Ao mesmo tempo, surgiram relatos de que a Arábia Saudita teria oferecido petróleo extra a dois clientes na Ásia. Além disso, especula-se que os EUA poderiam se mover para liberar mais barris de petróleo de suas reservas estratégicas de petróleo. "O governo está sofrendo uma pressão crescente diante do aumento nos preços da gasolina, com os preços médios da gasolina subindo quase 16% desde o início do ano", segundo analistas do ING Bank. 

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,53% para 1,50%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,76%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50% ante 2,70% de quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 2,65% para avanço de 2,96%. Há um mês, estava em 3,50%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,05% para 3,00% ante 3,20% verificados quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,95% para 54,93%. Há um mês, estava em 55,00%. Para 2019, a expectativa permaneceu em 58,00%, ante 57,15% de um mês atrás. 

Clique para ampliar

O IBOV aponta para 78.890 como alvo no curto prazo, sendo a região que detonou a última pernada de baixa iniciada em junho.

O suporte imediato fica em 75.895, máxima do dia 10/07 e último topo vencido.

Para sessão dessa segunda-feira eu espero um pregão volátil, uma vez que temos vencimento de opções.

Um alta moderada seria o caminho mais provável para abrir a semana, na minha leitura, após a abertura vista em leve queda, acompanhando o exterior.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 12 de julho de 2018

IBOV em correção tem recompra


Bom dia, investidor!

IBOV apresenta uma correção no tempo, após a forte escalada recente. >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em território positivo nesta quinta-feira, recuperando-se da fraqueza do dia anterior, quando a cautela com o comércio prejudicou o apetite por risco. Hoje, houve uma retomada regional, com as praças se recuperando do mau humor visto anteriormente.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei teve alta de 1,17%, a 22.187,96 pontos. A praça japonesa teve o terceiro ganho de ao menos 1% nos últimos cinco dias de negociações. Nesta quinta-feira, o fortalecimento do dólar ante o iene beneficiou ações de exportadoras locais. O avanço, porém, foi apoiado pelas chamadas ações defensivas, menos afetadas pelos ciclos da atividade de negócios global. Entre as ações em foco, a fabricante de medicamentos Eisai subiu 8%.

Na China, o índice Xangai Composto fechou em alta de 2,16%, a 2.837,66 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, menos abrangente, teve ganho de 2,7%, a 1.597,17 pontos. Trata-se da segunda alta forte dos mercados acionários chineses nesta semana, o que puxou a recuperação regional após a fraqueza provocada pela cautela com o comércio global um dia antes.

O humor na China foi ajudado pela retirada da proibição dos EUA a fazer negócios com a companhia ZTE, que atingiu o patamar máximo de valorização diária na bolsa chinesa, de 10%, o que também ocorreu hoje com várias outras empresas do setor de tecnologia.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng teve alta de 0,60%, a 28.480,83 pontos. O papel da ZTE negociado na praça local teve ganho de 25%, seu maior avanço diário em uma década. Sunny Optical subiu 6,7%, seu maior avanço em dois meses. Developer Country Garden teve avanço de 3,3%, mas alguns papéis do setor de tecnologia caíram.

O Ministério do Comércio da China informou que o investimento estrangeiro direto no país teve crescimento de 5,8% em junho, na comparação anual, a US$ 15,66 bilhões. No período entre janeiro e junho, a alta na comparação anual foi de 4,1%, para US$ 68,32 bilhões.

O investimento estrangeiro direto dos EUA representou 29% do total no período entre janeiro e junho. Uma disputa comercial com os americanos, reclamações de empresas estrangeiras sobre regulações injustas e ventos contrários na economia nacional levaram Pequim a redobrar os esforços para atrair investimento do exterior. 

Os preços do petróleo operam em alta nesta quinta-feira, recuperando-se das fortes perdas de ontem, com os investidores reavaliando as notícias que levaram o petróleo do tipo Brent ao maior declínio em quase dois anos e meio.

Às 9h40 (de Brasília), o barril do Brent para setembro subia 1,08% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 74,19, enquanto o do WTI para agosto avançava 0,61% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 70,81.

O preço do petróleo bruto caiu ontem em meio à preocupação com o ressurgimento da oferta da Líbia e com a disputa comercial entre EUA e China, com os investidores temerosos com retaliações. O Brent fechou em queda de quase 7% depois que a National Oil Corporation (NOC), da Líbia, anunciou a suspensão da força maior nos portos de Ras Lanuf, Es Sider, Hariga e Zuetina, depois que as instalações foram entregues à empresa durante a manhã. 

De acordo com comunicado da NOC divulgado na quarta-feira, a produção e a exportação de petróleo voltariam ao nível normal em algumas horas. Analistas estimam que esses portos poderiam contribuir com aproximadamente 700.000 barris de petróleo por dia para o mercado global.

Membros do Comitê de Política Monetária do Banco Central Europeu (BCE)deixaram explicitamente em aberto a opção de renovar seu programa de compra de bônus (QE, na sigla em inglês) de 2,5 trilhões de euros (US$ 3 trilhões), em meio a preocupação de que os conflitos internacionais possam agravar a recente desaceleração da economia da zona do euro, apontou a ata da reunião de política monetária de junho, divulgada nesta quinta-feira.

Em uma medida amplamente esperada no mês passado, o BCE disse que "antecipou" a eliminação gradual de suas compras de títulos, conhecidas como flexibilização quantitativa ou QE, até dezembro - um passo significativo no caminho para elevar suas taxas de juros.

No entanto, o BCE disse que não espera iniciar a elevação das taxas de juros de curto prazo, atualmente em -0,4%, antes do verão de 2019 - uma medida que ajudou a conter a reação dos mercados financeiros ao fim de um grande programa de estímulo.

A ata da reunião, que ocorreu nos dias 13 e 14 de junho, apontou também que as autoridades estão preocupadas com sinais de desaceleração econômica da zona do euro e ameaças decorrentes do "aumento do protecionismo, tensões geopolíticas e novos riscos no mercado financeiro".

As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com maio de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 2,7% em maio de 2018. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 4,90% a alta de 4,60%, com mediana positiva de 2,80%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 3,2% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,7%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 4,9% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. 

Na comparação com maio de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 2,2% em maio de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam desde uma redução de 7,70% a uma expansão de 7,00%, com mediana positiva de 4,10%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 6,3% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 6,8%. 

O IBOV apresenta uma correção no tempo, após a forte escalada recente.

A expectativa para hoje é de alta moderada, com a compra no comando dos negócios desde a abertura.

A região de 75.000 foi a barreira que impediu uma continuidade da força compradora nas últimas cinco sessões, sendo o primeiro obstáculo a ser vencido.

IBOV no momento desta publicação, às 11h22 = clique para ampliar.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 11 de julho de 2018

No exterior, EUA x China; aqui, Blocão barganha apoio


Bom dia, investidor!

EUA impõem mais tarifas, e China considera "inaceitável" >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com perdas robustas nesta quarta-feira, após os EUA anunciarem planos de tarifar mais US$ 200 bilhões em produtos da China, interrompendo uma breve trégua no embate comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Um total de 6.031 tipos de bens chineses estarão sujeitos a tarifas de 10%, segundo comunicado divulgado ontem à noite pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O prazo de contestações da proposta tarifária termina em 30 de agosto.

O Ministério de Comércio chinês se disse "chocado" e descreveu o último lance de Washington como "totalmente inaceitável", prometendo tomar contramedidas não especificadas.

Na última sexta-feira (06), os EUA já haviam imposto tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar na mesma proporção.

Principal índice acionário da China, o Xangai Composto recuou 1,77% hoje, a 2.777,77 pontos, interrompendo uma trajetória de três pregões de ganhos, e o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, caiu 1,96%, a 1.554,62 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve queda de 1,19% em Tóquio, a 21.932,21 pontos, pressionado por ações de tecnologia, enquanto o Hang Seng perdeu 1,29% em Hong Kong, a 28.311,69 pontos, o sul-coreano Kospi recuou 0,59% em Seul, a 2.280,62 pontos, e o Taiex cedeu 0,74% em Taiwan, a 10.676,84 pontos.

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, com perdas mais acentuadas do Brent, após a Líbia indicar que irá ampliar sua oferta e em meio à retomada de tensões comerciais envolvendo os EUA e a China.

Às 9h27 (de Brasília), o barril do Brent para setembro caía 2,08% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,22, enquanto o do WTI para agosto recuava 0,58% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 73,68.

A Líbia anunciou hoje a retomada do controle de quatro portos na região leste que haviam suspendido exportações de petróleo desde que sofreram uma invasão por uma facção armada, no mês passado. "A produção e operações de exportação irão voltar para níveis normais nas próximas horas", informou a National Oil Corp. (NOC), petrolífera estatal líbia.

Os preços do cobre operam em queda acentuada nesta quarta-feira, em meio a escalada nas tensões comerciais, após os EUA anunciarem ontem que planejam aplicar novas tarifas em produtos importados da China.

Como a China é o maior importador de cobre do mundo, medidas contrárias ao país tendem a prejudicar o metal. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro recuava 2,57%, a US$ 2,7665 por libra-peso, às 9h47 (de Brasília). Por volta das 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 2,9%, a US$ 6.162,50 por tonelada.

Entre outros metais negociados na LME, o zinco recuava 2%, a US$ 2,574.50 a tonelada, o alumínio perdia 0,7%, a US$ 2,071 a tonelada e o estanho caía 2,1%, a US$ 19.335 a tonelada. Já o níquel tinha baixa de 3,1%, a US$ 13.725 a tonelada e o chumbo recuava 3,4%, a US$ 2.242 a tonelada. 

O Centrão, grupo formado por DEM, Solidariedade, PRB e PP, se reúne no início da tarde desta quarta-feira, 11, para tentar firmar posição sobre qual candidatura presidencial irá apoiar nessas eleições gerais. Além da prerrogativa de indicar o vice na chapa do candidato escolhido nessa corrida ao Palácio do Planalto, o Centrão, rebatizado agora de 'Blocão' quer mais. 

Outros pontos que fazem parte dessa costura são a recondução do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao comando da Câmara dos Deputados e a manutenção de cargos e postos estratégicos ocupados no governo de Michel Temer. 

Um dos maiores entraves para a definição do apoio é que os partidos têm preferências distintas. O DEM, por exemplo, está dividido entre as candidaturas presidenciais de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Ciro Gomes (PDT). O PRB flerta com o presidenciável do Podemos, senador Alvaro Dias. O PR, que chegou a integrar esse bloco, anda meio desgarrado porque está em negociações com Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL. 

A tendência do Centrão é seguir com Ciro Gomes, pois a avaliação é que sua candidatura teria mais viabilidade eleitoral de se consolidar para tentar chegar ao Palácio do Planalto. Ciro deverá ganhar também o apoio do PSB, que reúne sua executiva na próxima segunda-feira,

A paralisação dos caminhoneiros, que resultou em bloqueios de estradas por todo o Brasil por 11 dias ao fim de maio, provocou uma queda generalizada na indústria por todo o País. A produção recuou em 14 dos 15 locais pesquisados, na passagem de abril para maio, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou um tombo de 11,4%. Os recuos mais acentuados ocorreram em Mato Grosso (-24,1%), Paraná (-18,4%), Bahia (-15,0%) e Santa Catarina (-15,0%). Assim como São Paulo, o Rio Grande do Sul (-11,0%) também teve perda mais intensa do que a média global da indústria, de -10,9%.

As demais quedas ocorreram em Goiás (-10,9%), Minas Gerais (-10,2%), Região Nordeste (-10,0%), Pernambuco (-8,1%), Rio de Janeiro (-7,0%), Ceará (-4,9%), Amazonas (-4,1%) e Espírito Santo (-2,3%).

O Pará foi o único local com avanço no mês, uma alta de 9,2%, eliminando assim a queda de 8,5% observada em abril.

O gráfico diário do IBOV sugere correção, mesmo que seja intradiária, refletindo realização de lucros após a alta recente, o que poderá encorajar quem ficou de fora da ponta compradora a entrar com desconto.

A tendência para essa quarta-feira é de abertura baixista, de forma moderada, refletindo o exterior.

A média móvel de 5 períodos, respeitada ontem como piso, é suporte natural e imediato.

Na minha leitura, a tendência é de recuperação ao longo da sessão.

O benchmark terá duas barreiras decisivas pela frente, a fim de consolidar o movimento comprador: 75.075 e 75.340.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br