segunda-feira, 17 de junho de 2019

Cenário 17/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta segunda-feira, em clima de cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a ser anunciada na quarta-feira (19).

Embora não haja expectativa de que o Fed agirá nesta semana, a persistente desavença comercial entre EUA e China e sinais de desaceleração da economia global geram apostas de que o BC americano poderá voltar a cortar juros nos próximos meses, provavelmente a partir de julho.

O apetite por risco na Ásia também é contido pelo impasse nas negociações comerciais sino-americanas e por fatores geopolíticos.

No fim da semana passada, a China divulgou que sua produção industrial cresceu em maio no menor ritmo em 17 anos, mais uma evidência dos efeitos da rixa comercial entre Washington e Pequim. Além disso, um ataque a dois navios petroleiros no Golfo de Omã, na última quinta-feira (13), ajudou a intensificar as tensões entre EUA e Irã, desestimulando investimentos em ativos financeiros considerados mais arriscados.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,20% hoje, a 2.887,62 pontos, graças a ações de companhias farmacêuticas, mas o menos líquido Shenzhen Composto recuou 0,20%, a 1.502,12 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei ficou perto da estabilidade, mas garantiu o segundo ganho consecutivo, de 0,03%, a 21.124,00 pontos.

O Deutsche Bank planeja criar um "banco ruim" para abrigar ou vender ativos avaliados em até 50 bilhões de euros (US$ 56 bilhões), à medida que a instituição prepara uma reestruturação de sua divisão de trading. A reestruturação deverá ser anunciada no fim de julho, junto com o balanço semestral do banco. 

Com a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES após ser duramente criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, o governo cogita mudanças para o banco. Uma das hipóteses é que a instituição seja assumida pelo secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, e, com ele, seja transferido para o BNDES parte das atribuições da secretaria. Outros cotados são Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central que assumiu a presidência do conselho do BNDES neste ano, Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, funcionária de carreira do BNDES e atual presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

À espera do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta semana, os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. A principal novidade é que, agora, eles projetam uma Selic este ano abaixo do piso histórico atual, de 6,50% ao ano.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic em 2019 foi de 6,50% para 5,75% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 7,00% para 6,50% ao ano, ante 7,25% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 foi mantida em 7,50%, também igual ao visto um mês antes.

Em 8 de maio, o Copom anunciou a manutenção, pela nona vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, indicou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico se elevou desde a reunião anterior, em março. A instituição reiterou, porém, que manterá "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis". Na quarta-feira (19), o Copom volta a decidir sobre a Selic.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 foi de 6,50% para 5,75% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. No caso de 2020, seguiu em 6,50%, ante 7,00% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,50%. Há um mês, estava em 8,00%. Para 2022, a projeção do Top 5 foi de 7,50% para 7,00%, ante 7,75% de um mês antes.


O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto decisivo, pois a mínima do pregão de sexta-feira (14) foi uma forte resistência recente, derrubando os preços no intraday por quase duas semanas seguidamente.

O mercado tem memória e poderemos ter alta na sessão de hoje, apesar de todas a turbulência do final de semana.

Na minha leitura, para isso bastaria um rompimento firme de 98.325, levando junto a média móvel de 5 períodos.

Ademais, temos uma LTA tocada, fechamento acima de 98k e sombra inferior.

A palavra de ordem será volatilidade.

Os "entendidos" que adiantaram um cenário de baixa, sangue, depreciação de ativos com forte volume, caos e perdas generalizadas para essa segunda-feira, após a correta demissão de Joaquim Levy, na minha visão pessoal, serão profetas ou patetas?

O mercado, sempre soberano, dará a resposta.

Meu nome preferido para o BNDES é Gustavo Franco, mas penso que os potenciais indicados são ótimos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Cenário 14/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, à medida que a escalada de tensões no Oriente Médio levou investidores a evitar ativos financeiros considerados mais arriscados, como ações.

O apetite por risco foi prejudicado depois que dois navios petroleiros foram atacados ontem no Golfo de Omã, na costa do Irã. Os Estados Unidos acusam os iranianos de estarem por trás do ataque, que deu forte impulso às cotações do petróleo.

O regime iraniano tem ameaçado bloquear o tráfego no Estreito de Ormuz, que fica próximo ao local do ataque, em retaliação à decisão de Washington de retomar sanções contra Teerã.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,99% hoje, a 2.881,97 pontos, enquanto o menos líquido Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 1,81%, a 1.505,06 pontos. Na semana, porém, o Shangai e o Shenzhen acumularam ganhos de 1,90% e 2,75%, respectivamente, em parte impulsionados por planos do governo chinês de incentivar grandes projetos de infraestrutura.

Quando os negócios nos mercados chineses estavam se encerrando, foram divulgados os últimos números de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos do país, que mostram desaceleração mais acentuada da segunda maior economia do mundo.

A produção industrial chinesa teve expansão anual de 5% em maio, menor que o ganho de 5,4% de abril e abaixo da projeção de analistas (+5,5%). Por sua vez, os investimentos em ativos fixos não-rurais cresceram 5,6% entre janeiro e maio ante igual período de 2018, desempenho que frustrou as expectativas de aumento de 6,1%, variação que foi observada nos primeiros quatro meses do ano.

Por outro lado, as vendas no varejo da China se recuperaram em relação a abril, que havia marcado o pior resultado em anos. Em maio, o setor varejista do país vendeu 8,6% mais do que no mesmo mês de 2018, superando a projeção de economistas, que era de ganho de 8,2%. Em abril, as vendas haviam subido 7,2% na comparação anual.

Os dados vêm num momento de impasse nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Há expectativas de que os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se encontrem às margens da reunião de cúpula de líderes do G20 prevista para o fim deste mês, no Japão, para discutir um acordo comercial. A presença de Xi no evento, porém, ainda não foi confirmada.

O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira formaliza a exoneração do general Carlos Alberto dos Santos Cruz do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência e publica a nomeação de seu substituto, o também general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira.

Alvo de ataques do escritor Olavo de Carvalho e do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), Santos Cruz foi demitido ontem pelo presidente Jair Bolsonaro durante almoço no Palácio do Planalto. O diálogo ocorreu pouco antes de Bolsonaro viajar para Belém (PA), com a presença também dos ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno Ribeiro, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Santos Cruz vinha acumulando desgaste desde que reagiu às críticas de Olavo, mas não foi endossado por Bolsonaro. Ele integrava o núcleo duro do Planalto e é o primeiro ministro militar a deixar o governo.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) desacelerou a alta a 0,49% em junho, após ter aumentado 0,70% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado anunciado há pouco ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de 0,13% e 0,66%, e abaixo da mediana de 0,51%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de junho, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram avanço de 0,72% no mês, ante uma elevação de 0,84% em maio. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,02% em junho, após a elevação de 0,47% em maio. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,04% em junho, depois de um avanço de 0,31% em maio.

O IGP-10 acumulou um aumento de 3,78% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 6,57%.

O período de coleta de preços para o indicador de junho foi do dia 11 de maio a 10 deste mês.


O gráfico diário do IBOV segue sua movimentação complexa e enigmática no curto prazo, deixando sinais dúbios e de difícil interpretação.

Por um lado temos sombra superior e preços distantes da média de 21, por outro forte volume, conservação de 98.325 e da média móvel de 5 períodos como suporte, além de mínima e máxima de ontem mais altas que na véspera.

Os drivers internos e externos são antagônicos, exemplo maior metais x petróleo, que caminham em direções opostas no curto prazo.

Na minha visão, o fechamento da semana será a prova do nove, como dizia-se na minha época de primário.

Depois vinha o ginásio, colegial e faculdade para os poucos privilegiados.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Cenário 13/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, em meio a dúvidas sobre a capacidade de Estados Unidos e China de superarem suas desavenças comerciais e protestos em Hong Kong que pressionaram o mercado local pelo segundo dia consecutivo, embora o Hang Seng tenha praticamente zerado as perdas no fim do pregão.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto ficou perto da estabilidade, com alta marginal de 0,05%, a 2.910,74 pontos. Já o menos líquido Shenzhen Composto teve modesta valorização de 0,29%, a 1.532,79 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,05%, a 27.294,71 pontos, depois de chegar a registrar queda de 1% no começo dos negócios, em reação a violentos confrontos entre a polícia local e manifestantes contrários a um polêmico projeto de lei que propõe a extradição de supostos criminosos para a China continental. A votação da proposta foi adiada.

O impasse nas negociações comerciais entre EUA e China continua no radar, após o recente endurecimento da retórica pelos governos de ambos os países.

Nos últimos dias, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, alertou que um eventual encontro entre os presidentes americano, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, às margens da reunião de cúpula do G20 marcada para o fim deste mês no Japão, não levará a um acordo comercial definitivo entre as duas maiores economias do mundo.

O diálogo comercial sino-americano foi interrompido semanas atrás, após surgirem divergências sobre determinados pontos do acordo que estava em discussão.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei recuou 0,46% em Tóquio hoje, a 21.032,00 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi cedeu 0,27% em Seul, a 2.103,15 pontos, e o Taiex caiu 0,51% em Taiwan, a 10.561,01 pontos.

Um grupo de segurança marítima do Reino Unido fez um alerta hoje sobre um incidente não especificado no Golfo de Omã e pediu "extrema cautela" em meio a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã e uma visita oficial do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ao país do Oriente Médio. Em reação à notícia, o petróleo tipo Brent chegou a subir mais de 4% nos negócios da madrugada desta quinta-feira.

A mídia iraniana alega - sem oferecer evidências - que houve uma explosão que tinha como alvo navios petroleiros no Golfo de Omã. Uma empresa privada de inteligência afirmou posteriormente que um petroleiro estava à deriva e em chamas.

A companhia Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, pela sigla em inglês), que é gerida pela marinha britânica, fez o alerta, mas não deu mais detalhes sobre o incidente.

Às 9h40 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para entrega em agosto subia 3,13% na ICE, a US$ 61,85, depois de chegar a ser negociado a US$ 62,64, com alta de mais de 4%. Já o barril do WTÏ para julho avançava 2,76% na Nymex, a US$ 52,55.

Ontem, os futuros de petróleo sofreram tombos de 3,7% a 4%, em reação a um inesperado aumento nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada, de cerca de 2 milhões de barris, apontado em pesquisa do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano.

O site The Intercept Brasil publicou na noite de quinta-feira uma versão expandida das conversas já publicadas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, obtidas por meio de subtração do aplicativo de mensagens Telegram ao longo de vários anos da Lava Jato. O site explica que não se trata da íntegra do material até aqui publicado, pois há conversas ainda sob investigação e ainda não foram fornecidos os contextos de trocas de mensagens entre Deltan e outros procuradores, no grupo da força-tarefa.

Nos diálogos expandidos não há muitas revelações além do que já havia sido publicado, só mais detalhamento ora de preocupações com o futuro da operação, ora de estratégias para próximas fases ou contraposição a manifestações do PT ou do STF. Também falam sobre recursos do Ministério Público e combinam pelo menos uma reunião.

A leitura do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara deve concentrar as atenções do mercado de câmbio nesta quinta-feira de agenda externa mais fraca.

O investidor deve monitorar ainda os desdobramentos do anúncio ontem pela Petrobras de revisão na periodicidade de reajustes nos preços de óleo diesel e gasolina comercializados em suas refinarias. E também deve avaliar o desempenho misto do dólar no exterior. O índice do dólar (DXY) mostra viés de baixa, enquanto a divisa americana opera sem direção única frente moedas de países emergentes exportadores de commodities.

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), disse, em entrevista à GloboNews nesta manhã, que espera que a apresentação do parecer do relator sobre a reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP), ocorra sem obstrução da oposição. De acordo com ele, ficou difícil para o bloco ficar contra reforma porque "tudo o que eles queriam que fosse retirado, como BPC, aposentadoria rural e idade mínima de 60 anos para professores, caiu". A estimativa de economia fiscal para o governo, caso o projeto seja aprovado do jeito que está hoje, em 10 anos, é de R$ 850 bilhões, disse o relator da proposta, Samuel Moreira. Ramos afirmou ainda que a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) dos bancos poderia, no relatório de Samuel Moreira, ficar em 20% para financiar a Previdência.

Em relação à retirada dos Estados e municípios da reforma, Ramos disse que acredita ser possível a inclusão em Plenário. O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto, alerta que "o problema fiscal dos Estados e municípios é mais sério que o da União". "Eles têm menos instrumentos para fazer frente à crise econômica, que afeta a geração de receitas", avalia. A retirada dos Estados do relatório representa, na visão de Salto, a perda de uma "oportunidade de ouro para endereçar uma mudança estrutural nas contas públicas". Ele lembrou que o déficit atuarial dos Estados está em mais de R$ 5 trilhões e que apenas quatro das 27 unidades federativas têm superávit financeiro.


O gráfico diário do IBOV mostra um candle de baixa relevante, acompanhado de volume e amplitude, distante da média móvel de 21 períodos, sinal de cautela e atenção.


Por outro lado, respeitou a média móvel de 5 períodos como suporte, marcando mínima na região, além de preservar a cabeça do pivot de alta (97.990) e o topo mais recente (98.325).

A abertura será altista, o desafio será manter os preços elevados.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cenário 12/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, após os mercados acionários de Nova York interromperem ontem uma sequência recente de valorização em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a defender o uso de tarifas como parte de sua estratégia comercial e disse que não avançará nas negociações com a China a menos que Pequim ceda em quatro ou cinco "grandes pontos" que ele não especificou. O governo chinês, por sua vez, prometeu uma "dura resposta" se Washington insistir em intensificar as tensões comerciais.

Há expectativas de que Trump e o presidente da China, Xi Jinping, se encontrem às margens da reunião de cúpula de líderes do G20 prevista para o fim deste mês, em Osaka, no Japão. A presença de Xi no evento, porém, ainda não foi confirmada.

Depois de avançarem nos dois pregões anteriores, os mercados chineses migraram para o vermelho hoje. O Xangai Composto caiu 0,56%, a 2.909,38 pontos, e o menos líquido Shenzhen Composto, formado por empresas menores, recuou 0,64%, a 1.528,40 pontos.

A queda também veio na esteira dos últimos dados de inflação da China. A taxa anual de inflação ao consumidor do gigante asiático acelerou de 2,5% em abril para 2,7% em maio, como previam analistas, atingindo o maior nível em 15 meses.

A desvalorização mais acentuada, porém, foi do Hang Seng, que caiu 1,73% em Hong Kong, a 27.308,46 pontos, em meio a violentos protestos locais contra um polêmico projeto de lei que propõe a extradição de supostos criminosos para julgamento na China continental.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,35% em Tóquio, a 21.129,72 pontos, após subir nas três sessões anteriores, e o sul-coreano Kospi recuou 0,14% em Seul, a 2.108,75 pontos, depois de quatro pregões de ganhos, mas o Taiex registrou alta marginal de 0,01% em Taiwan, a 10.615,66 pontos.

O Congresso Nacional aprovou, com apoio unânime de governistas, parlamentares de centro e oposição, uma autorização especial para que o governo possa pagar R$ 248,9 bilhões em benefícios sociais com dinheiro obtido com empréstimos. A prática é vedada pela Constituição e seu descumprimento é crime de responsabilidade, passível de impeachment.

A única exceção é se metade do Legislativo der o aval para que o governo emita títulos e use esses recursos para bancar as despesas. É essa permissão que foi aprovada ontem por 450 deputados e 61 senadores.

Após o fim da sessão, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que o resultado da votação era um "sinal claro" da disposição dos parlamentares em apreciar matérias de interesse do País, não do governo. Ele agradeceu aos congressistas pela "maturidade" ao lidar com o tema.

A votação do crédito suplementar para liberar as despesas travadas pela regra de ouro só foi possível porque o governo selou um acordo que vai liberar R$ 1 bilhão em recursos para o Minha Casa Minha Vida e mais R$ 1 bilhão para o custeio de universidades. Também foram prometidos R$ 550 milhões para a transposição do Rio São Francisco e R$ 330 milhões para bolsas de pesquisas ligadas ao Ministério de Ciência e Tecnologia, áreas estranguladas pelo forte aperto orçamentário. O governo já precisou contingenciar R$ 32 bilhões até agora devido à frustração nas receitas.

Além disso, antes da votação do crédito suplementar para o governo, o Congresso derrubou quatro vetos presidenciais, três deles do presidente Jair Bolsonaro, na sessão conjunta de deputados e senadores nesta terça-feira.

Já sobre a reforma da Previdência, o presidente da comissão especial que trata do tema, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse ontem que a discussão do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) deve se estender por duas ou três sessões. Nesse cronograma, o debate ocuparia praticamente toda a semana que vem, caso o relator mantenha a previsão de leitura do parecer nesta quinta-feira (13).

Ele evitou, porém dizer se a votação na comissão acabará ficando para a primeira semana de julho, diante do feriado de Corpus Christi e das festas juninas - que geralmente mobilizam parlamentares do Nordeste a ficarem nas suas bases.

Após a reunião do Fórum dos Governadores, ontem, o governador do Piauí, Wellington Dias, deve se reunir com a bancada estadual na próxima semana para tratar da reforma da Previdência. Ele calcula que hoje é possível ter até seis votos de uma bancada de dez deputados. Com mudanças solicitadas pelos governadores, como a exclusão de mudanças na aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), será possível ampliar o número de apoiadores da reforma em outros três votos, prevê.

Outros governadores do Nordeste, que preferem falar em condição de anonimato, calculam que podem convencer ao menos dois terços de suas bancadas a votar a favor da reforma.

A Gerdau está negociando a aquisição da Siderúrgica latino-americana (Silat), localizada em Caucaia, no Ceará, que pertence ao grupo espanhol Hierros Añón. A companhia é produtora de aços longos, produto usado na construção civil. A empresa tem capacidade instalada anual para fazer 600 mil toneladas de vergalhões e fio-máquina e 60 mil toneladas de malhas eletrosoldadas. Segundo fontes, o valor do negócio é da ordem de US$ 100 milhões.


O gráfico diário do IBOV mostra uma marobuzu, acompanhado por forte volume na sessão de ontem (11), com a mínima marcada na média móvel de 5 períodos e rompimento de 97.610 e 98.325, agora suportes em caso de correção, pela inversão de polaridade da análise técnica.

O sinal é forte, mas não seria uma surpresa haver alguma correção, especialmente no intraday, seja pelo exterior negativo ou volatilidade extra em razão do vencimento do índice futuro nessa quarta-feira.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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terça-feira, 11 de junho de 2019

Cenário 11/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, lideradas pelas chinesas, depois de Pequim anunciar novas medidas para estimular o crescimento da segunda maior economia do mundo.

Em comunicado divulgado hoje com outras agências governamentais, o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) anunciou que vai apoiar a emissão de bônus com propósito específico por governos locais, cujos recursos serão destinados principalmente para investimentos em grandes projetos de infraestrutura.

A iniciativa vem num momento em que as tensões comerciais com os Estados Unidos prejudicam o desempenho econômico da China.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 2,58% hoje, a 2.925,72 pontos, registrando seu maior ganho em um mês. O menos líquido Shenzhen Composto, que é formado por empresas menores, avançou 3,71%, a 1.538,23, garantindo sua maior valorização desde o início de maio.

O rali na China veio apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar ontem tarifar mais US$ 300 bilhões em produtos chineses se o presidente chinês, Xi Jinping, não comparecer a uma reunião de líderes do G20 prevista para o fim do mês, no Japão. A expectativa é que Trump e Xi discutam um acordo comercial bilateral às margens do evento, mas Pequim ainda não confirmou a presença do líder chinês.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei apresentou alta moderada de 0,33% nesta terça, a 21.204,28 pontos, ajudado por ações financeiras e pelo enfraquecimento do iene em relação ao dólar durante a madrugada.

A agenda de indicadores e eventos desta terça-feira (11) traz em destaque a reunião de governadores para discutir sobre a permanência dos Estados na reforma da Previdência. A Comissão Mista de Orçamento (CMO) vota projeto sobre crédito suplementar que o governo solicitou ao Congresso. Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga o resultado da inflação medida pelo PPI em maio e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, discute as relações comerciais sino-americanas em evento do Wall Street Journal.

O presidente Jair Bolsonaro irá se encontrar pessoalmente, "em princípio", nesta terça-feira (11), com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para tratar do vazamento de suposto conteúdo de mensagens trocadas pelo então juiz federal e integrantes do Ministério Público Federal, informou ontem o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros. Segundo ele, Bolsonaro se colocará "à disposição" para "compartir" com Moro os fatos referentes ao vazamento. A agenda oficial de Bolsonaro para hoje, no entanto, não prevê este encontro.

Durante conversa com a imprensa, o porta-voz disse que o presidente não se pronunciará a respeito do conteúdo das mensagens, aguardando o retorno de Moro para a conversa. Quando perguntado se a situação apontaria para o caso de uma eventual renúncia de Moro, Rêgo Barros afirmou que "jamais foi tocado nesse assunto".

Segundo o porta-voz, a conversa é importante para o presidente "conhecer do próprio ministro a sua percepção" e, "a partir dessa conversa, traçar linhas e estratégias para avançar" no que o governo quer para o País.

O corregedor nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel Moreira, decidiu nesta segunda-feira abrir uma apuração preliminar para averiguar a conduta de membros do Ministério Público Federal, entre eles o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. Para o corregedor, o episódio indica 'eventual desvio na conduta' de membros do MPF.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,73% na primeira prévia de junho, após ter aumentado 0,58% na primeira prévia de maio. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,32% no ano de 2019 e avanço de 6,44% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de junho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,15%, ante um avanço de 0,74% na primeira prévia de maio. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,09% na prévia de junho, depois de um avanço de 0,35% em igual leitura de maio. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve redução de 0,07% na primeira prévia de junho, depois da alta de 0,09% na primeira prévia de maio.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de maio. No dado fechado do mês de maio, o IGP-M teve alta de 0,45%.

O gráfico diário mostra que, apesar da queda, o IBOV resistiu bravamente na sessão de ontem (10), em meio aos rumores internos.

Três pontos importantes foram respeitados como suportes: média móvel de 5 períodos, 97.125 e a LTB curta reforçada em azul.

Hoje a abertura será positiva, com rompimento de 97.610 logo de cara.

O desafio será manter-se acima desse patamar e do já quase lendário 98.000, região tocada e respeitada há duas semanas.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Cenário 31/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam na maioria em território negativo nesta sexta-feira, em dia de cautela nos mercados globais e menor apetite por risco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas contra o México para levar o vizinho a reforçar sua postura contra imigrantes ilegais. No próprio continente, um indicador fraco da China influenciou o humor.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem à noite que o seu governo vai impor uma tarifa de 5% sobre todos os bens importados do México, a partir de 10 de junho, até que imigrantes ilegais vindos através do país vizinho para dentro de território americano "parem". "A tarifa vai aumentar gradualmente até que o problema da imigração ilegal esteja remediado, ponto no qual as tarifas serão removidas", disse o republicano em sua conta no Twitter.

Em um comunicado da Casa Branca divulgado após os seus tuítes, Trump explicou que a alíquota cobrada subirá cinco pontos porcentuais por mês se a "crise" de imigração ilegal persistir, podendo chegar a 25% em 1º de outubro. "As tarifas ficarão permanentemente no nível de 25% a não ser e até que o México pare substancialmente o fluxo ilegal de imigrantes entrando por meio do seu território", afirma o republicano.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China recuou de 50,1 em abril a 49,4 em meio, na leitura oficial. O resultado abaixo de 50 indica contração da atividade na pesquisa e também ficou abaixo da previsão de 49,9 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,24%, em 2.898,70 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,01%, a 1.602,03 pontos. Na semana, Xangai subiu 1,6%, mas recuou 5,8% em todo o mês de maio, seu pior desempenho mensal desde outubro. Ainda assim, hoje as ações ligadas a terras-raras voltaram a subir, em meio a relatos desta semana de que Pequim poderia restringir o envio desse componente usado na indústria para os Estados Unidos, como arma na disputa comercial.

Na Bolsa de Tóquio, a valorização do iene com a busca por segurança prejudicou ações de exportadoras do Japão. Com isso, o índice Nikkei fechou em baixa de 1,63%, em 20.601,19 pontos, sua maior queda em dois meses e para o patamar mais baixo desde 8 de fevereiro. Ações ligadas ao petróleo e a automóveis foram penalizadas. O Nikkei caiu 2,4% na semana e 7,45% em todo o mês de maio.

A chance de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) corte a taxa de juros pelo menos uma vez ainda neste ano subiu de 84,2% ontem a 89,9% hoje, segundo as apostas monitoradas pelo CME Group.

A maior parte das apostas de corte (35,4%) hoje acredita que o Fed reduzirá a taxa de juros em 50 pontos-base (pb) até dezembro, para a faixa entre 1,75% e 2,0%. Ontem, por outro lado, a maioria apostava em apenas um corte de 25 pb.

Outro destaque é que BRF e Marfrig anunciaram nesta quinta-feira, em fato relevante, que os conselhos de administração das companhias autorizaram a assinatura de um memorando de entendimentos que estabelece regras e condições para viabilizar uma operação de combinação de negócios entre as duas empresas do setor de alimentos. O acordo prevê que, por 90 dias - prorrogáveis por mais 30 -, nenhuma das partes pode negociar com outras empresas. As companhias deixaram claro que trata-se de conversas e que o acordo pode acabar não acontecendo.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 2,0 pontos em maio ante abril, para 91,8 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice diminuiu 1,6 ponto, a terceira queda consecutiva.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

Segundo o fato relevante, a combinação criaria uma empresa líder global e com menos riscos setoriais, por causa do caráter complementar das atuações. A BRF disse ainda que a transação, se completada, "reforçará o compromisso com a redução da alavancagem financeira".

O gráfico diário do IBOV mostra uma forte sequência de quatro candles de alta, com mínimas e máximas acima da sessão anterior sucessivamente, reflexo de força e domínio dos touros no curtíssimo prazo.


Tudo isso após corrigir milimetricamente até as médias móveis, materializando um mastro-bandeira clássico, com redução de volume durante a correção, diga-se de passagem.

Pois bem, o "alvo" da movimentação foi atingido, por assim dizer, sendo esse 97.610.

Hoje teremos uma abertura negativa, reflexo do exterior e do próprio índice futuro.

Teremos uma real medida da resiliência e descolamento dos ativos domésticos perante o stress visto no exterior.

Se mostrar fôlego e "segurar a onda", será um sinal de mudança de fluxo, na minha leitura.

Bons negócios!

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Cenário 30/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam em geral em queda nesta quinta-feira. Após uma sessão negativa ontem em Nova York, os mercados do continente foram pressionados pelo temor com o quadro de tensões no comércio entre Estados Unidos e China e também com a trajetória do crescimento global, mesmo que sem grandes novidades nessas frentes nas últimas horas.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,31%, em 2.905,81 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,63%, a 1.602,21 pontos. Xangai reduziu perdas mais para o fim do pregão, mas as ações do setor tecnológico em geral estiveram sob pressão, especialmente as fabricantes de microchips.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,44%, a 27.114,88 pontos. Tencent subiu 0,75% e os bancos em geral também avançaram, mas AIA teve queda de 2,15%. Henderson Land cedeu 2,9% e HK & China, 1,7%, ampliando perdas recentes.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, teve baixa de 0,29%, em 20.942,53 pontos. Apesar de ter encerrado na máxima do dia, a praça japonesa atingiu seu patamar mais baixo de fechamento desde meados de fevereiro. Astellas Pharma recuou 4,2% e a varejista Aeon caiu 3,1%, enquanto alguns papéis do setor financeiro e de eletrônicos subiram, com Tokyo Election em alta de 3,3%.

A Câmara dos Deputados aprovou no início da madrugada desta quinta-feira, 30, a medida provisória que determina um pente-fino nos benefícios do INSS. O texto também modifica regras para a concessão de aposentadoria rural, eliminando o papel de sindicatos no cadastro do trabalhador do campo, com o objetivo de coibir fraudes.

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, e outros membros do governo estavam no Plenário da Câmara negociando diretamente com os deputados. Eles comemoraram a aprovação, apesar das modificações em parte do texto. O projeto vai ainda nesta quinta-feira ao Senado, onde precisa ser aprovado em plenário.

Em votação simbólica, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco a medida provisória 872/19, que ampliou o prazo para o pagamento de gratificações a servidores e empregados cedidos à Advocacia-Geral da União (AGU).

A medida prorrogou até 4 de dezembro de 2020 o prazo de pagamento da gratificação de representação de gabinete e da gratificação temporária a servidores ou empregados de outros órgãos que estejam trabalhando na AGU. O prazo para as gratificações se encerraria no dia 31 de janeiro deste ano, dia em que o Executivo editou a MP.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou em Plenário na quarta-feira, 29, a criação da Comissão Especial para analisar a reforma da Previdência dos militares. O Projeto de Lei 1645/19 estabelece ainda reestruturação salarial da categoria.

Os textos foram encaminhados em março pelo governo e preveem um impacto fiscal líquido de pelo menos R$ 10,45 bilhões em dez anos. Até 2022, a exposição de motivos assegura que serão R$ 2,29 bilhões.

A Comissão será composta de 34 membros titulares e de igual número de suplentes designados.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,45% em maio, após 0,92% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (30). O resultado ficou abaixo da mediana de 0,55% das estimativas da pesquisa do Projeções Broadcast, mas dentro do intervalo de expectativas, que ia de 0,33% a 0,64%.

Em 12 meses, o IGP-M também perdeu força, de 8,64% em abril para 7,64% em maio. Esse resultado também ficou aquém da mediana de 7,75%, mas no intervalo de 7,52% a 7,86%. No ano, o indicador acumula alta de 3,56%.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2019 ante o quarto trimestre de 2018, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio igual à mediana das estimativas calculada pelo Projeções Broadcast a partir do intervalo de previsões que ia de uma queda de 1,0% a elevação de 0,37%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, o PIB apresentou alta de 0,5% no primeiro trimestre de 2019, vindo também igual à mediana das estimativas, calculada pelo Projeções Broadcast. O intervalo ia de uma queda de 0,40% a alta de 1,13%.

Ainda segundo o instituto, o PIB do primeiro trimestre de 2019 totalizou R$ 1,713 trilhão. Os técnicos do IBGE concedem entrevista dentro de instantes para comentar os resultados.

O gráfico diário do IBOV traz consigo um desenho complexo e desafiador.

Já temos considerável distância em relação à média móvel de 21 períodos porém,a memória é compradora, no curto prazo.

Acima de 96.310 poderá esticar até 97.125, quem sabe "beliscar" 97.610.

A perda de 96.310 projetaria um teste de 95.210, onde está a média móvel de 5 períodos, reforçando a região.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br