terça-feira, 18 de setembro de 2018

Arrancada supera 77.000


Bom dia, investidor!

Arrancada do IBOV ontem e alta moderada hoje supera os 77K >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas chegaram a mostrar mais fraqueza no início do pregão, mas fecharam na maioria em alta, com investidores em geral dando pouca importância ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que uma nova rodada de tarifas sobre produtos chineses entrará em vigor na próxima semana. Nesta madrugada, o governo chinês já disse que pretende retaliar. Algumas praças se recuperaram após quedas recentes, com Xangai e Tóquio registrando altas superiores a 1%.

A Bolsa de Xangai fechou com ganho de 1,82%, em 2.699,95 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,68%, a 1.467,99 pontos. Xangai se recuperou após recuar em 12 das últimas 15 sessões, depois de atingir na segunda-feira patamar próximo à mínima de fechamento em quatro anos. A Bolsa de Xangai chegou a oscilar durante o pregão, mas ganhou força nas horas finais.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou com ganho de 1,41%, em 23.420,54 pontos. Segundo a gestora de ativos Shinkin Asset Management, as tarifas dos EUA contra a China vieram como esperado, a economia global mostra solidez e os balanços em geral têm sido positivos, o que se reflete nos preços das ações. Papéis de companhias siderúrgicas, aéreas e seguradoras se saíram bem hoje.

Os contratos futuros de petróleo chegaram a operar em território negativo nesta madrugada, mas inverteram o sinal após relatos de que o governo da Arábia Saudita se declarou "confortável" com o barril do Brent na casa dos US$ 80. Além disso, investidores monitoram os sinais para a oferta e a demanda e também a disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Às 9h55 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 1,35%, a US$ 69,84 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 1,45%, a US$ 79,18 o barril, na ICE.

A sinalização da Arábia Saudita de que está confortável com o preço atual do barril é importante porque o país é o líder de fato da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e um dos principais nomes nesse mercado. Com isso, Riad sinaliza que não deve agir para colocar mais petróleo no mercado, o que pressionaria os preços.

O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, por sua vez, declarou mais cedo que, na avaliação dele, o patamar atual do petróleo é algo apenas temporário, fruto das sanções dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo a imprensa russa, Novak criticou as sanções americanas como "contraproducentes" e um "equívoco". O governo do presidente americano, Donald Trump, se retirou do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, o que abriu o caminho para a volta de sanções econômicas contra o país persa. Essas sanções devem se voltar especificamente contra o setor de petróleo iraniano em novembro, mas a expectativa por elas já influi no mercado e tem levado empresas a rever seus negócios com Teerã.

Investidores ainda aguardam o relatório semanal de estoques nos EUA do American Petroleum Institute (API), que sai às 17h30. 

O cobre opera com ganhos superiores a 1%, na manhã desta terça-feira.

Às 9h58 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,42%, a US$ 6.035 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e às 7h50 o cobre para dezembro tinha alta de 1,68%, a US$ 2,6955 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,74%, a US$ 2.373,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,91%, a US$ 2.052,00 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,32%, a US$ 19.000 a tonelada, o níquel operava em alta de 0,94%, a US$ 12.390,00 a tonelada, e o chumbo recuava 0,48%, a US$ 2.058 a tonelada. 

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira, 18, que não vai dar indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato. "Lula é o primeiro a dizer que não quer favor, quer reconhecimento do erro do Judiciário". Pressionado, Haddad, pela primeira vez, negou: "Não. Não ao indulto", disse, em entrevista à Rádio CBN e ao portal G1.

Na entrevista, Haddad citou novamente que nas visitas que faz ao líder petista ele próprio rechaça a ideia de deixar a prisão por meio de um decreto presidencial, pois confia que as cortes brasileiras de justiça e os fóruns internacionais irão atestar a sua inocência no processo do tríplex do Guarujá, em que foi condenado a 12 anos e um mês de prisão. Lula está preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba desde o dia 7 de abril. "Lula é o primeiro a dizer que não quer favor, quer reconhecimento do erro judiciário", emendou.

O IBOV inicia o pregão dessa terça-feira em leve alta, após a escalada vista na véspera.

Ontem houve o rompimento das duas médias e ainda da cunha de baixa. IBOV intradiário ondem e hoje: clique para ampliar.

O desafio é operar acima dos pontos vencidos, reunindo forças para superar 77.300, cujo rompimento projetaria teste de 78.785 em um ou dois pregões.

A expectativa para o pregão de hoje é de alta moderada.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

BC prevê PIB de +1,6%


Bom dia, investidor!

IBC-BR (prévia do PIB) apontou maior desempenho em 3 anos >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, com a disputa comercial entre Estados Unidos e China novamente no radar. No fim de semana, fontes ouvidas pelo Wall Street Journal afirmaram que o presidente americano, Donald Trump, pode anunciar tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses nos próximos dias, enquanto a China avaliaria a possibilidade de nem participar de novas negociações com Washington, no contexto atual. Nesse quadro, a Bolsa de Xangai fechou no menor patamar desde novembro de 2014, enquanto Tóquio não operou, devido a um feriado local no Japão.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,11%, em 2.651,79 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 1,54%, a 1.443,73 pontos, também na mínima de fechamento desde 2014.

Uma saída confusa e abrupta da União Europeia causaria sérios problemas para a economia do Reino Unido, advertiu o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório nesta segunda-feira. Em sua avaliação regular sobre a economia do país, o Fundo diz esperar que o Reino Unido cresça cerca de 1,5% neste ano e no próximo, contanto que Londres e Bruxelas cheguem aos termos do acordo para a saída da nação da UE, prevista para março de 2019.

O FMI afirma que um período de transição é essencial para evitar problemas nesse processo entre a saída e o início de uma nova relação econômica com o bloco. "O grande escopo de trabalho que ainda há e o tempo limitado antes da saída do Reino Unido da UE podem levar a preparações incompletas no dia da saída, mesmo diante dos esforços mais determinados", alerta.

O Fundo adverte que a saída do bloco sem um acordo sobre a retirada e a transição representaria "custos substanciais" para o Reino Unido e, em um tamanho menor, também para a UE. Nesse quadro, o FMI afirma que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) deve esperar sinais mais claros de pressão inflacionária, antes de elevar os juros de novo.

Autoridades britânicas e europeias têm mostrado confiança na chance de um acordo nas próximas seis ou oito semanas. Investidores, porém, acreditam que o risco de uma saída sem um acordo tem aumentado. 

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga nesta segunda-feira, às 11h, os resultados de mais uma pesquisa CNT/MDA de opinião. O levantamento traz as preferências eleitorais dos entrevistados em cenários para primeiro e segundo turnos de votação. Também traz a avaliação dos entrevistados sobre o governo federal o presidente Michel Temer.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Estados da Federação. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa está registrada sob o número BR-04362/2018.

A pesquisa será divulgada pelo site da CNT e nas redes sociais da entidade. 

O cobre opera em território negativo nesta manhã.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,39%, a US$ 5.882,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro recuava 0,85%, a US$ 2,6235 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na semana passada, o apetite por risco foi apoiado pelos sinais de que o governo Trump estava disposto a negociar novamente com a China. Agora, porém, parece que não deve haver mais diálogo no futuro próximo, alertam analistas do Commerzbank em nota. A China representa cerca da metade da demanda global por metais e há a visão crescente no mercado de metais de que as tarifas dos EUA têm sido um importante fator por trás de cerca perda de fôlego nos indicadores da China nos últimos meses.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,4%, a US$ 2.303,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,27%, a US$ 2.028,50 a tonelada, o estanho tinha queda de 0,66%, a US$ 18.920 a tonelada, o níquel operava em baixa de 0,85%, a US$ 12.310 a tonelada, e o chumbo caía 0,12%, a US$ 2.034,50 a tonelada. 

Os preços de petróleo avançam nesta segunda-feira, na esteira de um dólar mais fraco e expectativas continuadas de uma contração da oferta global.

Às 9h36 (de Brasília), o barril do WTI para outubro tinha 0,80%, a US$ 69,54, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para novembro subia 0,82%, a US$ 78,73 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os principais compradores do óleo bruto iraniano, como China e Índia, já começaram a reduzir importações, potencialmente apertando a oferta global. As exportações totais do país persa caíram 280 mil barris por dia (bpd) em agosto, para 1,9 milhão de bpd, de acordo com relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) publicado na semana passada.

Observadores do mercado de petróleo aguardam ainda a reunião de fim de semana na capital da Argélia entre os principais membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia, em busca de sinais sobre se os aliados continuarão a elevar a produção para compensar as baixas no Irã. 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve alta de 0,57% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição. A elevação ocorre depois de avanço de 3,42% em junho (dado já revisado), em movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,17 pontos para 138,96 pontos na série dessazonalizada de junho para julho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde outubro de 2015 (139,05 pontos).

A atividade em maio havia sido bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês. Em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar. Agora, em julho, mais uma vez, o indicador apresentou alta, embora em ritmo menor que o do mês anterior.

Na comparação entre os meses de julho de 2018 e julho de 2017, houve alta de 2,56% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 142,19 pontos em julho, ante 138,64 pontos de julho do ano passado.

O indicador de julho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 veio dentro do intervalo das projeções, mas mostrou desempenho acima do apontado pela mediana (1,75%) de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Broadcast Projeções (0,80% a 2,90% de intervalo). O patamar de 142,19 pontos é o melhor para meses de julho desde 2015 (143,63 pontos).

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. 

O gráfico diário do IBOV aponta consecutivos testes da região de 74.875 semana passada, fortalecendo esse patamar de preços.

Hoje devemos ter uma abertura negativa, provavelmente com o mercado se aproximando dessa região.

A minha visão é que ela será novamente respeitada, impulsionando uma sessão de recuperação e fechamento positivo.

A cunha de baixa deverá ter uma das extremidades posta à prova nos próximos dias. Clique no gráfico para ampliar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

IBOV testa 74/75.000


Bom dia, investidor!

Ontem alta moderada em torno de 75, hoje testa suporte; dados da China e da Alemanha movimentam bolsas no mundo; eleições tensionam B3 >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos nesta quinta-feira, interrompendo uma sequência de dias em geral negativos, em meio a notícias de uma nova rodada de diálogos sobre comércio entre China e Estados Unidos. Além disso, fatores locais influíram, como avanços em papéis de alguns bancos no continente.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,15%, em 2.686,58 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, avançou 0,71%, a 1.477,86 pontos. As ações chinesas abriram em alta, chegaram a operar em território negativo no meio do dia, mas retomaram a força, levando a Bolsa de Xangai a interromper uma sequência de três recuos consecutivos. Ações de energia e seguradoras puxaram os ganhos, enquanto o setor farmacêutico esteve sob pressão, por temores de medidas do governo na área.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,96%, a 22.821,32 pontos. SoftBank subiu 4,7%, na máxima em 18 anos, após a corretora Mizuho elevar o preço-alvo da ação. Papéis do setor de energia também se saíram bem, com a petroleira Inpex em alta de 3,7%.

A China atraiu US$ 10,43 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em agosto, uma alta de 11,4% em comparação com igual período do ano passado, informou o Ministério do Comércio nesta quinta-feira. Nos primeiros oito meses do ano, o IED na China avançou 6,1% ante igual intervalo de 2017, a US$ 68,5 bilhões.

O governo também disse que a China realizou US$ 74,09 bilhões de investimento direto não financeiro no exterior no período entre janeiro e agosto, alta de 7,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. 

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,1% em agosto ante julho e registrou alta de 2% na comparação anual, segundo dados finais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Os números vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e confirmaram estimativas preliminares divulgadas no fim de agosto.

Já o CPI harmonizado alemão ficou estável no confronto mensal de agosto e registrou acréscimo de 1,9% em doze meses, também como estimado anteriormente. 

O cobre opera com ganhos na manhã desta quinta-feira, apoiado por relatos de que os Estados Unidos convidou a China para uma nova rodada de diálogo sobre comércio.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,80%, a US$ 6.049,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro avançava 0,97%, a US$ 2,7020 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O governo do presidente Donald Trump está dando a Pequim mais uma oportunidade de tentar evitar novas tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, pedindo a autoridades uma nova rodada de diálogo ainda neste mês, informou o Wall Street Journal na quarta-feira. Hoje, o governo chinês confirmou a informação.

Operadores de metal têm reagido às notícias sobre o comércio nos últimos meses, diante do temor de que uma guerra comercial entre Washington e Pequim possa prejudicar a demanda por matérias-primas. A China representa quase a metade da demanda global por cobre e é um importante consumidor de metais básicos.

Entre os metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,3%, a US$ 2.338 a tonelada, o alumínio subia 0,5%, a US$ 2.067,50 a tonelada, o estanho operava estável, a US$ 19.050 a tonelada, o níquel subia 0,7%, a US$ 12.720 a tonelada, e o chumbo subia 1,6%, a US$ 2.068 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quinta-feira, com os agentes digerindo o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) e monitorando o movimento do furacão Florence, que deve chegar aos Estados Unidos durante a noite.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para entrega em novembro caía 0,75%, para US$ 79,14, enquanto o WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuava 1,32%, para US$ 69,44 por barril.

Os preços do petróleo apresentam queda à medida que apresentaram forte avanço nos dias anteriores em meio à divulgação do relatório semanal dos estoques de petróleo nos EUA. De acordo com o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do país, o volume estocado de óleo cru caiu 5,3 milhões de barris na semana passada, para 396 milhões de barris, o que marca a primeira leitura abaixo de 400 milhões de barris desde fevereiro de 2015 e está 3% abaixo da média de cinco anos. Analistas esperavam queda menor, de apenas 1,6 milhão de barris.

Além disso, os contratos foram ajudados nos últimos dias pela aproximação do Furacão Florence dos EUA, que pode afetar um oleoduto. A tormenta, no entanto, perdeu força antes de tocar o solo americano esta noite e, agora, é de categoria 2. Mesmo assim, o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) alerta que o Florence continua a ser perigoso para a população americana.

Os agentes também digerem o relatório mensal de petróleo da AIE. Nesta manhã, a instituição apontou que, em agosto, a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) superou "com folga" a redução da oferta do Irã, cuja produção caiu 150 mil barris por dia em agosto e a exportação recuou 280 mil barris por dia mês passado. 

Um dos filhos do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições 2018, Carlos Bolsonaro, disse na madrugada desta quinta, 13, que o militar da reserva viveu uma noite "delicada", mas que a situação foi contornada. O presidenciável precisou passar por mais uma cirurgia de emergência, na noite desta quarta, por causa de um inchaço na região abdominal.

O procedimento desta quarta durou pouco mais de uma hora e foi bem-sucedido, de acordo com médicos do Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro está internado desde a última sexta. Na quinta, 6, o candidato foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora, e teve perfurações no intestino grosso e no intestino delgado. O hospital deve divulgar um boletim atualizado sobre o estado de saúde de Bolsonaro ainda na manhã desta quinta.

Com o aparecimento do inchaço nesta quarta, os médicos que cuidam do candidato decidiram realizar uma tomografia de abdome, que evidenciou a presença de aderência obstruindo o intestino delgado e a necessidade da cirurgia. 

O gráfico diário do IBOV apresenta uma cunha de baixa (costuma ser um padrão altista, desde que a linha superior seja rompida, naturalmente) e um harami de fundo, limitado pelo movimento curto que o antecede, porém não menos relevante.

O fechamento acima de 74.875 mantém a compra "viva" no diário.

A abertura deverá ser altista, pelo tom no exterior e índice futuro.

Caso acelere um pouco após a abertura do mercado a vista no Brasil e posteriormente do norte-americano, poderemos ter um importante teste da média móvel de 21 períodos como resistência.

A minha visão é que haverá um pregão com alta moderada, nos moldes de ontem.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

FED, OPEP e eleições


Bom dia, investidor!

FED, OPEP e atenções às pesquisas e nova operação com Pallocci >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em território negativo nesta quarta-feira, embora sem perdas acentuadas, com as incertezas no comércio global novamente prejudicando o apetite por ações, além de questões pontuais em algumas praças. A maior expectativa é por novidades na disputa entre Estados Unidos e China, que poderia levar a mais tarifas sobre produtos da potência asiática e a uma provável retaliação contra os americanos.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,33%, em 2.656,11 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,41%, a 1.467,42 pontos. A Bolsa de Xangai terminou perto de seu patamar mais fraco de fechamento desde janeiro de 2016, após uma sessão volátil. Xangai ainda recuou hoje pela décima vez nas últimas 12 sessões, com papéis dos setores farmacêutico e de telecomunicações sob pressão.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou com queda de 0,27%, em 22.604,61 pontos. A queda foi mais acentuada pela manhã, após a alta de 1,30% do pregão anterior, mas houve redução de perdas ao longo do dia de hoje.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 0,29%, a 26.345,04 pontos e atingiu nova mínima de fechamento em 14 meses. Houve quedas mais fortes em ações do setor médico, em meio a temores de medidas do governo no setor. Os dois maiores bancos da China também recuaram: China Construction Bank e ICBC encerraram ambos em baixa de cerca de 2%.

Os contratos futuros de petróleo operam sem tendência única, nesta manhã. O contrato do WTI mostra mais força, após uma sinalização de queda forte nos estoques dos Estados Unidos, enquanto o Brent oscila perto da estabilidade, em meio a temores sobre novos problemas no comércio global. Além disso, há expectativa pelo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h34 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,78%, a US$ 69,79 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,05%, a US$ 79,10 o barril, na ICE.

No fim da tarde de ontem, o relatório do American Petroleum Institute (API) mostrou queda de 8,6 milhões de barris nos estoques dos EUA na última semana, ante previsão de alta de 140 mil dos analistas ouvidos pela Trading Economics. Às 11h30, será divulgado o dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Na terça-feira, os dois contratos tiveram alta superior a 2%, com atenção para os rumos do furacão Florence, que pode atingir algumas áreas de produção da commodity nos EUA. Um relatório do DoE sobre a produção média do país para este ano também influiu.

Investidores aguardam agora o relatório da Opep, previsto para esta manhã. Serão buscadas informações sobre as exportações do Irã, que começam a sofrer com as sanções dos Estados Unidos, após o governo de Donald Trump abandonar o acordo internacional para controlar o programa nuclear de Teerã.

Por outro lado, a cautela com o comércio global impõe um freio no otimismo. Esperam-se novidades sobre as novas tarifas que os EUA podem adotar contra produtos da China, com provável retaliação de Pequim. 

Os preços de metais básicos estão amplamente em alta nesta quarta-feira, recuperando-se dos efeitos das elevadas preocupações de investidores em relação a atritos comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Às 9h39 (de Brasília), a tonelada do cobre para três meses subia 0,71%, a US$ 5.922,00, na London Metal Exchange (LME), enquanto na New York Mercantile Exchange (Nymex) o cobre para dezembro avançava 1,07%, a US$ 2,6495 a libra-peso.

Já o ouro para dezembro operava estável, a US$ 1.202,20 a onça-troy, também na Nymex.

Operadores de commodities metálicas revelaram suas ansiedades macroeconômicas ontem, em meio à confirmação pela Organização Mundial do Comércio (OMC) de que avaliará o pedido da China por permissão para impor sanções contra os EUA, em retaliação às ações antidumping americanas.

Além disso, investidores tinham a expectativa de que a Casa Branca oficializasse uma nova rodada de tarifas no fim da semana passada, mas a ausência dessa formalização sugere que o governo de Donald Trump está levando em conta o lobby de empresas americanas contrárias às tarifas, de acordo com Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

Olhando para frente, investidores manterão o olhar atento a discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e indicadores econômicos dos EUA mais tarde nesta quarta-feira. Amanhã, serão conhecidas as estatísticas de investimentos estrangeiros diretos da China.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio se encarecia 0,34%, a US$ 2.057,00, a do estanho baixava 0,45%, a US$ 18.955,00, a do níquel avançava 1,75%, a US$ 12.425,00, a do chumbo subia 1,88%, a US$ 2.010,50, e a do zinco tinha alta de 2,40%, a US$ 2.375,50. 

Em depoimento à força-tarefa da Operação Greenfield, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferia nos investimentos dos fundos de pensão mantidos por estatais, com o pedido de “vantagens indevidas” a empresas interessadas em receber aportes desses fundos.

Segundo Palocci, esses pedidos eram feitos pelos tesoureiros do PT. Palocci cita os nomes de Delúbio Soares, Paulo Ferreira e João Vaccari, que teriam exercido essa função em períodos diferentes. “O presidente Lula expedia determinações para colocar recursos em empreendimentos de interesse do governo. Que nem sempre era vantagem indevida, mas apenas para atender vantagem política”, diz trecho do depoimento de Palocci aos procuradores da força-tarefa, que apura desvios nos maiores fundos de pensão do País. Palocci afirmou que, mesmo antes de ser eleito presidente, Lula já tinha influência na administração dos fundos, mas o ex-ministro não detalhou essa atuação.

Palocci fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e vem prestando depoimentos em investigações e processos em andamento. Aos procuradores da Greenfield, o foco foi sobre o FIP Sondas, acionista da Sete Brasil, empresa criada à época da descoberta do pré-sal para alugar sondas para a Petrobras. Os fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Caixa (Funcef) e da Petrobras (Petros) eram os principais cotistas do FIP.

O gráfico diário do IBOV mostra um teste da decisiva região ao redor de 74.875, que marcou uma correção no tempo antes da escalada vista no início de julho e posteriormente cravou fundo da simetria em "V".

Temos uma leve sombra inferior e a preservação da mínima da semana passada (74.275).

Pelas negociações no índice futuro, a abertura será altista e o mercado terá tudo para manter esse viés de ponta a ponta do pregão.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Eleição e aversão ao risco pautam Bolsa


Bom dia, investidor!

Novas pesquisas; PT confirma Haddad; Vamos ver a reação dos agentes em meio a esse turbilhão de informações.  >>> LEIA MAIS >>>

IBOV diário até ontem - clique para ampliar

As bolsas asiáticas não tiveram sinal único nesta terça-feira, com Tóquio em alta considerável, mas Hong Kong em baixa e entrando no chamado "bear market". Na China, a Bolsa de Xangai mostrou pouco fôlego e terminou em queda modesta, com o comércio global no radar.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em queda de 0,72%, em 26.422,55 pontos. Com isso, a bolsa local entrou no "bear market", caracterizado por uma queda de 20% ou mais em comparação com um pico recente. Ações de cassinos têm mostrado desempenho ruim nas últimas semanas, diante de temores sobre o crescimento chinês e os gastos dos consumidores mais endinheirados. Operadoras de cassinos no território de Macau, Galaxy Entertainment Group e Sands China caíram 5,7% e 3,7%, respectivamente, e recuam ambas mais de 15% até agora em setembro. As duas integram o Hang Seng. Ente os papéis mais negociados, China Tower caiu 0,85% e China Construction Bank teve baixa de 1,37%.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,18%, em 2.664,80 pontos, mas a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,17%, a 1.473,39 pontos. A cautela com possíveis novas tarifas dos Estados Unidos contra o país continuou a colocar um freio no otimismo nas praças locais.

A Bolsa de Tóquio se destacou, com o índice Nikkei em alta de 1,30%, em 22.664,69 pontos. O iene mais fraco ajudou ações de exportadoras do Japão. Além disso, alguns papéis se recuperaram, após ficarem pressionados por desastres naturais ocorridos na semana anterior no país. Entre os destaques, a farmacêutica Daiichi Sankyo subiu 4,3% e Kose, do setor de cosméticos, avançou 3%.

O índice ZEW de expectativas econômicas na Alemanha teve alta de -13,7 em agosto a -10,6 na leitura de setembro, informou o próprio instituto nesta terça-feira. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam -12,9.

O índice das condições atuais da economia alemã avançou de 72,6 em agosto a 76,0 em setembro. A projeção, nesse caso, era de queda para 72,0. 

O cobre opera sem impulso na manhã desta terça-feira, com o mercado à espera de novos sinais da disputa comercial entre Estados Unidos e China. O país asiático é o maior consumidor de metais para a indústria.

Às 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses estava estável, a US$ 5.892,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro subia 0,04%, a US$ 2,6290 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, disse que poderia haver uma terceira rodada de tarifas, contra US$ 267 bilhões em importações chinesas. Os EUA já impuseram tarifa de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos da China e consideram adotar outras sobre mais US$ 200 bilhões em produtos do país.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,78%, a US$ 2.344,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,73%, a US$ 2.079,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,42%, a US$ 19.060,00 a tonelada, o níquel subia 0,08%, a US$ 12.420,00 a tonelada, e o chumbo recuava 1,31%, a US$ 1.991,00 a tonelada. 

Os preços do petróleo marcavam alta na manhã desta terça-feira, em meio a riscos à oferta da Líbia após um ataque à empresa estatal no país africano.

Às 9h26 (de Brasília), o barril do Brent para novembro subia 0,78%, a US$ 77,98, na Intercontinental Exchange (ICE), enquanto o barril do WTI para outubro avançava 0,36%, a US$ 67,80, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Ontem, um grupo armado invadiu a sede da National Oil Corporation (NOC), matando duas pessoas. O ataque elevou preocupações sobre novas rupturas da produção de petróleo líbia, na esteira de uma série de interrupções causadas por ofensivas em outras ocasiões ao longo de 2018. Mais recentemente, a produção aparentava estar se estabilizando.

As instalações da NOC foram invadidas anteriormente por milícias concorrentes. Nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas o grupo autodenominado Estado Islâmico já teve como alvo instalações de petróleo em ocasiões passadas.

A renovação da violência na Líbia surge num momento em que investidores do mercado de petróleo voltam a atenção para as exportações de óleo bruto do Irã, como resultado das iminentes sanções econômicas contra a indústria petrolífera do país persa, previstas para entrar em vigor em novembro. Isso porque o óleo líbio vinha sendo considerado uma alternativa ao iraniano.

As intenções de voto no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) oscilaram de 22% em agosto para 24% ontem, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite desta segunda-feira. Desta forma, o candidato segue na liderança da corrida eleitoral. Quatro candidatos estão tecnicamente empatados na segunda colocação, no limite da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais.

De agosto até agora, Ciro Gomes (PDT) subiu de 10% para 13%; Marina Silva (Rede) caiu de 16% para 11%; Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou de 9% para 10%; Fernando Haddad, que deve substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do PT, cresceu de 4% para 9%.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para Ciro, Alckmin e Marina. No caso de o oponente ser Haddad, o candidato do PSL aparece tecnicamente empatado.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. Foram ouvidos 2.804 eleitores nesta segunda-feira (10), em 197 municípios de todas as regiões do País. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02376/2018. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, foi preso nesta terça-feira, 11. A ordem é da Justiça do Estado e foi cumprida pelo Gaeco, do Ministério Público do Paraná.

Além desta ofensiva, aliados de Beto Richa foram alvo de mandados da Justiça Federal do Paraná. Também nesta terça, em mais uma ação ostensiva decorrente da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou a Operação Piloto nos estados da Bahia, de São Paulo e do Paraná.

Aproximadamente 180 policiais federais cumprem 36 ordens judiciais nas cidades de Salvador/BA, São Paulo/SP, Lupianópolis/PR, Colombo/PR e Curitiba/PR.

Em nota, a PF informou que a investigação mira suposto pagamento milionário de vantagem indevida, em 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, o departamento de propina da empreiteira, para agentes públicos e privados no Estado Paraná. Segundo os investigadores, a contrapartida seria um possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade Parceria Público-Privada (PPP).

O IBOV deve abrir em baixa nessa terça-feira, refletindo o gap de baixa no índice futuro e a aversão ao risco no exterior.

Na minha leitura, a tendência é de recuperação ao longo do dia, talvez com fechamento próxima da estabilidade.

Enquanto escrevo, recebo a notícia que o PT confirma a troca de Lula por Haddad como candidato ao Planalto.

Havia um temor que o PT desistisse da candidatura para apoiar Ciro Gomes, o que praticamente o colocaria no segundo turno.

Vamos ver a reação dos agentes em meio a esse turbilhão de informações.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Cai a expectativa do PIB


Bom dia, investidor!

Focus e BC diminuem as estimativas >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com sinais mistos nesta segunda-feira. Na China, indicadores do país, ameaças de tarifas dos Estados Unidos no comércio e a fraqueza do setor de tecnologia provocaram jornada negativa, mas no Japão o dia foi de alta modesta, encerrando uma sequência de seis baixas, com seguradoras e mineradoras em destaque.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,21%, em 2.669,48 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 1,85%, a 1.470,84 pontos. Shenzhen está próxima das mínimas de fechamento em quatro anos. No pregão na China, ações do setor de tecnologia se saíram mal, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que a Apple deveria trocar fornecedores, privilegiando as empresas americanas. Além disso, a ameaça americana de lançar mais tarifa contra produtos chineses continuou a influir negativamente.

Investidores também monitoraram dados da China. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país subiu 2,3% em agosto ante igual mês do ano passado, acelerando ante a alta de 2,1% de julho e superando a previsão de ganho de 2,2% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. A inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 4,1% na comparação anual em agosto, acima da previsão de alta de 4,0% dos analistas. Já o superávit comercial da China recuou a US$ 27,91 bilhões em agosto, ante previsão de US$ 30,6 bilhões dos analistas. Apenas com os EUA, porém, o superávit comercial cresceu a US$ 31,05 bilhões, segundo cálculos do WSJ a partir dos números oficiais, o que pode fazer Trump manter a pressão sobre Pequim.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,30%, em 22.373,09 pontos, interrompendo a sequência de seis quedas consecutivas. O setor financeiro teve dia positivo, em meio a sinais fortes da economia americana, como o relatório mensal de empregos (payroll) da sexta-feira divulgado nos EUA. As seguradoras japonesas subiram 1,7%, enquanto as mineradoras também tiveram desempenho positivo.

O petróleo avança na manhã desta segunda-feira, após uma semana anterior de volatilidade, com os investidores novamente atentos a potenciais problemas para a oferta global.

Às 9h42 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,66%, a US$ 68,20 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,78%, a US$ 77,43 o barril, na ICE.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou seu país de um acordo internacional para controlar o programa nuclear iraniano, o que abriu espaço para a volta das sanções econômicas.

Além disso, a sede da National Oil, estatal da Líbia, foi atacada nesta segunda-feira em Trípoli, em um aparente ataque terrorista. Isso pode prejudicar as exportações de petróleo do país. 

A diretora executiva do Ibope, Márcia Cavallari, disse ao Estado que as intenções de voto do deputado Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, estão consolidadas e que deverá ser muito difícil reverter esse cenário até o dia da eleição.

Segundo dados da mais recente pesquisa Ibope, 77% das pessoas que declararam voto em Bolsonaro na pesquisa estimulada já tinham citado antes, de forma espontânea, o nome do capitão reformado.

O candidato do PSL oscilou positivamente dois pontos - passou de 15% para 17%, repetindo o mesmo movimento na pesquisa estimulada, na qual passou de 20% para 22%. Ciro Gomes (PDT) passou de 2% para 4%, enquanto Marina Silva (Rede) foi de 1% para 3% e Geraldo Alckmin (PSDB), de 2% para 3%.

“É um fenômeno. É muito difícil reverter esse voto. Não me lembro de ter visto uma pergunta espontânea que caiu ao longo da campanha. Nunca vi espontânea cair de uma pesquisa para outra, oscilar negativamente. Sempre crescente. O voto dele é firme e consistente”, afirmou.

Ela diz, porém, que os ataques contra Bolsonaro podem aumentar, o que o impediria de crescer mais. “Com a consolidação da espontânea, a probabilidade de ele ir para o segundo turno é grande. Mas não sabemos o que vai acontecer com as pessoas depois desse fato (o ataque a faca sofrido pelo candidato)”, disse Márcia.

A diretora do Ibope disse ainda que a pesquisa não detectou o real poder de transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (cuja candidatura não foi aceita pelo TSE) para o ex-prefeito Fernando Haddad. “As pessoas não têm conhecimento pleno de que o Haddad é o candidato do Lula. Essa comunicação ainda não chegou como deveria. A gente pegou apenas um dia de programa eleitoral nessa pesquisa. Nas próximas, vamos ver se as pessoas estarão sabendo que o Haddad é o candidato do Lula e se o Alckmin cresce com o programa eleitoral dele.”

O sociólogo Antonio Lavareda é o principal consultor de pesquisas da campanha do presidenciável do PSDB. O Ipespe, instituto do qual ele é presidente do conselho científico, tem contrato com o partido na campanha. Ele disse que a propaganda na TV precisa de até 10 dias para dar resultado. “Os primeiros 10 dias de TV são vitais para mostrar os pequenos sinais de redução de uns e crescimento de outros.”

Lavareda reconhece a dificuldade de mudar o voto espontâneo, mas disse que o arsenal de Alckmin na TV poderia quebrar essa fortaleza de Bolsonaro nas pesquisas. “O voto espontâneo pode ser modificado, embora não seja o mais fácil.”

Segundo Lavareda, o fato de Bolsonaro ter um bom desempenho na intenção de voto espontânea é “um sinal de consolidação” do candidato do PSL. “Mas, mesmo as intenções de voto espontâneas, não resistem à chegada de novas informações que modificam a percepção que a pessoa tem do candidato”, disse ele.

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,44% para 1,40%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,49%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de julho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.

No fim de setembro, foi a vez de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o PIB cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,43% para elevação de 2,26%. Há um mês, estava em 2,79%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,89% para 2,82%, ante 3,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,25% para 54,20%. Há um mês, estava em 54,25%. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,60%, ante os 57,70% de um mês atrás. 

Houve um rali no índice futuro após o fechamento do mercado a vista, na quinta-feira, antes do feriado.

Assim sendo, esperamos uma abertura positiva nessa segunda-feira, deixando para trás a média móvel de 21 períodos (linha vermelha). Clique no gráfico para ampliar.

O desafio será permanecer acima desse patamar, consolidando uma alta gerada por um evento de cauda.

Caso o mercado opere firme hoje e amanhã, sem devolver os ganhos auferidos na euforia, terá 78.785 como alvo da semana.

Caso realmente testada, vejo essa região supra citada como uma fronteira entre o território dominado por ursos e touros no mercado doméstico.

Bons negócios.


Boa semana.



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

IBOV deve fechar semana curta com pregão de alta


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em território negativo nesta quinta-feira, com investidores ainda cautelosos em relação ao quadro comercial e ao quadro em mercados emergentes. O risco de que os Estados Unidos imponham mais tarifas sobre a China nesta semana continuou a influir, enquanto era monitorado o diálogo sobre comércio entre EUA e o Canadá. Além disso, o setor de tecnologia esteve sob pressão, após registrar uma jornada negativa ontem em Nova York.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,47%, em 2.691,59 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa de 0,72%, em 1.496,95 pontos. As ações no país chegaram a operar em território positivo pela manhã, mas perderam força ao longo do pregão, em movimento provocado em parte por papéis de empresas do setor imobiliário. Companhias do setor, Vanke e Future Land caíram 2,6% e 1,8%, respectivamente. Além disso, há o temor de que o governo dos EUA imponha ainda nesta semana tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. O Ministério do Comércio de Pequim reafirmou hoje que, caso isso se materialize, irá retaliar.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei teve baixa de 0,41%, a 22.487,94 pontos, no quinto recuo consecutivo. As seguradoras tiveram desempenho ruim, após um terremoto atingir Hokkaido nesta manhã (hora local), depois do tufão Jebi também passar pelo país nesta semana. Entre os papéis mais negociados, Mizuho Financial caiu 0,16% e TEAC recuou 2,78%. Asahi Group Holdings teve queda de 2,46%.

Após operar em território negativo nesta madrugada, o petróleo tenta firmar alta nesta manhã, recuperando-se das perdas de mais de 1% do dia anterior. Além disso, investidores aguardam o relatório de estoques nos Estados Unidos do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e monitoram notícias do comércio global.

Às 9h09 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,23%, a US$ 68,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,57%, a US$ 77,71 o barril, na ICE.

Ontem, o contrato do WTI caiu 1,64% e o Brent, 1,15%, diante da menor preocupação com a tempestade Gordon na Costa do Golfo dos Estados Unidos, que chegou a apoiar os preços da commodity mais cedo nesta semana. Além disso, investidores continuam a monitorar os riscos para a oferta, sobretudo a pressão americana com sanções ao Irã, que pode prejudicar as vendas do país persa.

No fim do dia de ontem, o American Petroleum Institute (API) informou que houve recuo de 1,17 milhão nos estoques de petróleo dos EUA na última semana, enquanto analistas ouvidos pela Trading Economics previam queda de 1,6 milhão de barris. Às 11h30, serão divulgados os números oficiais de estoques no país do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). 

cobre operam em território positivo nesta quinta-feira, beneficiado pelo dólar um pouco mais fraco. Além disso, algumas notícias do setor são avaliadas pelos investidores.

Às 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,31%, a US$ 5.959,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro avançava 1,88%, a US$ 2,6590 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os preços das commodities têm sido pressionados nas últimas semanas, com a força do dólar em meio a temores sobre as economias emergentes. Como o cobre é cotado nessa moeda, com o fortalecimento do dólar ele fica mais caro para os detentores de outras commodities, o que reduz o apetite dos investidores. A desvalorização do dólar tende a provocar movimento contrário.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,99%, a US$ 2.465 a tonelada, o alumínio avançava 0,73%, a US$ 2.075 a tonelada, o estanho operava em alta de 0,16%, a US$ 18.780 a tonelada, o níquel tinha ganho de 0,6%, a US$ 12.550 a tonelada, e o chumbo subia 1,07%, a US$ 2.070,50 a tonelada. 

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar um pedido formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para afastar impedimento à candidatura do petista ao Palácio do Planalto.

Com base no comunicado do comitê da ONU, a defesa de Lula pretendia afastar os efeitos da condenação de Lula no caso do triplex do Guarujá (SP), no qual o ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por conta dessa condenação, o petista foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

De acordo com os advogados Cristiano Zanin e Valeska Zanin, não cabe aos órgãos judiciários brasileiros sindicar as decisões proferidas pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, mas, sim, dar cumprimento às obrigações internacionais assumidas pelo Brasil.

Conforme trecho da decisão de Fachin publicado no site oficial do STF, o ministro entendeu que o pronunciamento do Comitê de Direitos Humanos da ONU não alcançou o efeito de suspender a decisão do TRF-4 que condenou Lula.

Além do pedido negado por Fachin, a defesa de Lula ainda conta com outros dois processos que aguardam definição judicial - um recurso extraordinário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF), que contestam a decisão colegiada do TSE, que, na madrugada do último sábado, negou o registro de Lula por 6 a 1.

Fachin foi o único voto a favor do registro de Lula no TSE, sob a alegação de que a posição do Comitê de Direitos Humanos da ONU afastava a inelegibilidade do petista, abrindo caminho para sua candidatura à Presidência da República.

O gráfico diário do IBOV mostra um provável rompimento falso de 74.875 na sessão de ontem.

Usando um pouco a imaginação podemos perceber um harami de fundo, padrão que favorece a compra.

Assim sendo, a expectativa para esta quinta-feira é de alta de ponta a ponta do pregão, com teste da média móvel de 5 períodos (linha verde), ao redor de 76.000.

Caso a compra esteja firme, poderá fechar um pouco acima de 76K, deixando um sinal importante para a próxima semana.


Bons negócios!





Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br