terça-feira, 17 de outubro de 2017

Commodities e política em pauta


Bom dia investidor!

Petróleo atento ao conflito no Iraque e metais ao congresso da China >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta modesta nesta terça-feira, à espera do início do 19º Congresso do Partido Comunista da China.

No Japão, o índice Nikkei ampliou a trajetória positiva recente para o 11° pregão consecutivo e subiu 0,38%, a 21.336,12 pontos, nova máxima em 21 anos. Nas últimas semanas, o mercado japonês tem sido beneficiado pela expectativa de que o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe garantirá uma fácil vitória na eleição parlamentar do próximo domingo (22).

Na China, a cautela prevaleceu antes da reunião do Partido Comunista, que terá início amanhã e deverá durar cerca de uma semana. No evento, que é realizado a cada cinco anos, é amplamente esperado que o presidente Xi Jinping garanta um segundo mandato como secretário-geral da agremiação e consolide seu poder. Xi é considerado o líder chinês mais forte desde a década de 1970.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu para 17,6 em outubro, de 17 em setembro, segundo o instituto alemão ZEW. 

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW surpreendeu negativamente e caiu para 87 em outubro, de 87,9 no mês anterior. Neste caso, a projeção era de avanço do índice a 89. 

O petróleo opera em alta nesta terça-feira, em meio a crescentes tensões políticas no Iraque. Com o quadro geopolítico, os contratos mostram algum apoio, embora sem muito fôlego após fecharem ontem no maior patamar em quase três semanas.

Às 9h17 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,44%, a US$ 52,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,45%, a US$ 58,08 o barril, na ICE.

As forças de Bagdá entraram em confronto na segunda-feira com combatentes da região curda semiautônoma do Iraque na província de Kirkuk, rica em petróleo, em meio ao impasse sobre a independência curda. A violência se segue a um plebiscito no fim de setembro no qual os curdos votaram em sua maioria a favor da independência, em desafio ao governo central e a outros países da região, como a Turquia.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados por um movimento de realização de lucros, após os robustos ganhos da sessão anterior, e também pelo fortalecimento do dólar em relação a outras moedas.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,79%, a US$ 7.074,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha queda de 0,90%, a US$ 3,2100 por libra-peso.

Ontem, o cobre saltou mais de 3% em ambas as praças, em reação a dados chineses de inflação ao produtor mais alta do que se previa. A China é o maior consumidor mundial de metais básicos.

Além de ceder a realização de lucros, o cobre é pressionado pelo dólar, que se valoriza nos negócios da manhã, tornando o metal mais caro para operadores que utilizam outras moedas.

Mais adiante, investidores ficarão atentos a dados de produção industrial dos EUA, que serão divulgados no fim da manhã, e do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que saem amanhã à noite.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo: o zinco recuava 1,99% no horário indicado acima, a US$ 3.128,50 por tonelada; o níquel diminuía 1,26%, a US$ 11.730,00 por tonelada; o chumbo perdia 0,67%, a US$ 2.529,00 por tonelada; e o estanho tinha baixa marginal de 0,12%, a US$ 20.670,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o alumínio subia 0,16%, a US$ 2.139,50 por tonelada. 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar determinando que o Senado realize com voto aberto a sessão sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), estabelecido pela Primeira Turma do STF em setembro. O Senado, de acordo com decisão do Supremo na semana passada, deverá dar a palavra final sobre se o senador alvo da medida cautelar deve ser afastado ou não.

Na decisão, Moraes destacou que a Emenda Parlamentar 35, de 2001, retirou do texto da Constituição a previsão que existia para que houvesse votação secreta em casos de determinação de prisão de parlamentares, hipótese igualmente aplicável, conforme salientou, no caso atual.

Ontem o Ibovespa operou com volume menor e não mostrou força acima do decisivo 76.420. Clique no gráfico para ampliar.

Chegou a se aproximar desse patamar e segurou na média móvel de 5 períodos.



Aos poucos o mercado parece desenhar um topo duplo.

Um novo teste de 76.420 é o caminho mais provável para os preços, possivelmente na sessão de hoje.

A perda da região poderá acelerar a venda, rumo à LTA ou mesmo média móvel de 21 períodos.


Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Semana pós-feriado


Bom dia investidor!

O gasto fiscal da China teve crescimento de 1,7% em setembro, na comparação com igual mês do ano passado, informou o Ministério das Finanças nesta segunda-feira. Em agosto, o avanço anual havia sido de 2,9%.

A receita fiscal do país teve crescimento anual de 9,2% em setembro, em comparação com uma alta de 7,2% em agosto, de acordo com os números oficiais.

Entre janeiro e setembro, o gasto fiscal nacional aumentou 11,4% na comparação com igual período de 2016, enquanto a receita fiscal subiu 9,7%, afirmou o Ministério das Finanças.

O governo tem como meta um crescimento do gasto fiscal e da receita fiscal de 6,5% e 5% neste ano, respectivamente, de acordo com o orçamento chinês. 

Os contratos futuros do cobre operam em alta nesta segunda-feira, apoiados por dados da economia da China, além da expectativa com o Congresso do Partido Comunista nesta semana.

Às 10h10 (de Brasília), o cobre para três meses subia 2,34%, a US$ 7.054 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), ultrapassando a barreira psicológica dos US$ 7.000 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o metal para dezembro avançava 2,74%, a US$ 3,2205 a libra-peso.

Dados publicados no fim da noite de ontem mostraram que a inflação anual ao produtor da China ganhou força, de 6,3% em agosto para 6,9% no mês passado, acima da expectativa dos economistas. Já a taxa anual de inflação ao consumidor chinês desacelerou de 1,8% em agosto para 1,6% em setembro, como previam analistas, graças a uma queda nos preços de alimentos.

O índice Empire State de atividade industrial na região de Nova York subiu para 30,2 em outubro, de 24,4 em setembro, segundo dados publicados hoje pela distrital local do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). utubro, de 10,6 em setembro, mas o de novas encomendas caiu para 18, de 24,9, e o de preços recebidos diminuiu para 7, de 13,8. 

Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta segunda-feira, com tensões no Oriente Médio e a preocupação sobre a política dos Estados Unidos na região apoiando os preços. A ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de encerrar o acordo nuclear de 2015 com o Irã, bem como as tensões entre o governo central do Iraque e a região semiautônoma curda geram preocupação entre investidores sobre possíveis problemas futuros na oferta da commodity.

Às 10h15 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro operava em alta de 1,36%, a US$ 52,15 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 1,66%, a US$ 58,12 o barril, na ICE.

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com queda de 0,10 % no preço da gasolina nas refinarias e aumento de 1,40 % no preço do diesel. Os novos valores valem a partir desta terça, dia 17.


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O volume financeiro médio diário total no segmento Bovespa somou R$ 9,965 bilhões em setembro, 50,3% maior que em setembro de 2016. Na comparação com agosto deste ano, o aumento foi de 13,7%. Ainda de acordo com os dados operacionais do mês, no mercado à vista, o volume cresceu 50,6% para R$ 9,621 bilhões na comparação com setembro do ano passado e 13,8% ante agosto passado.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, relacionou, em evento em São Paulo, a queda da inflação aos primeiros sinais de recuperação econômica, pois, segundo ele, a forte queda da inflação observada nos últimos 12 meses trouxe ganho de renda e estimulou o consumo.

"A primeira decisão [quando assumimos o Banco Central] foi não mudar a meta. Havia a percepção que era impossível de chegar na meta de 4,5%. Esperamos as expectativas de que inflação começarem a cair. E nós percebemos a queda de inflação. A queda da inflação foi relativamente forte. O último número é de inflação em 12 meses em 2,5%", disse, referindo-se à inflação acumulada em 12 meses até setembro.

Segundo afirmou, a expectativa do BC é de taxa de inflação um pouco acima de 3% (3,2% no cenário de mercado) este ano e acima de 4% (4,3% no cenário de mercado) no ano que vem, em linha com a meta de 4,5%. É um ganho de renda permanente, o que fez que o consumo se elevasse, começando a mostrar resultados positivos."



O gráfico diário do Ibovespa mostra força enquanto acima de 76.420.

Nas sessões da semana passada vale destacar as minimas e máximas sucessivamente maiores. No gráfico, variação e volume setorial na semana passada. Clique para ampliar.

Temos de ter atenção se houver quebra desse padrão ou fechamento abaixo da média móvel de 5 períodos, suporte de curtíssimo prazo.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

China em destaque



Bom dia investidor!

O gráfico diário do Ibovespa aponta 76.420 como divisor de águas no curto prazo.

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A região é protegida pela média móvel de 5 períodos.

Enquanto acima desse patamar, deverá pressionar 77.000, onde encontrará resistência na abertura dessa sexta-feira.

Deverá até mesmo romper essa barreira, sendo o desafio manter-se acima da mesma.

Abaixo de 76.420, caso os ursos saiam da toca, poderá pesar.

O cobre opera em alta na manhã desta sexta-feira, apoiado pelos números positivos de importação da China. O relatório sobre as compras do país deu novo impulso ao metal, antes do Congresso do Partido Comunista chinês na próxima semana.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,20%, a US$ 6.891 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro avançava 0,42%, a US$ 3,1330 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

A China informou que suas importações de cobre e derivados tiveram alta de 26% em setembro na comparação com igual mês do ano passado. Como a China é o maior consumidor do metal, os dados da balança comercial beneficiam os negócios.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,28%, a US$ 3.248,50 a tonelada, o alumínio subia 0,84%, a US$ 2.166 a tonelada, o estanho ganhava 0,29%, a US$ 20.780 a tonelada, o níquel tinha alta de 1,62%, a US$ 11.605 a tonelada, e o chumbo recuava 0,70%, a US$ 2.549 a tonelada. 

O petróleo opera com ganhos consideráveis na manhã desta sexta-feira, impulsionado por dados de importação da China. Além disso, influem riscos geopolíticos em regiões do Oriente Médio importantes para o setor.

Às 9h37 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 1,94%, a US$ 51,58 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 2,24%, a US$ 57,51 o barril, na ICE.

As importações de petróleo chinesas aumentaram cerca de 1 milhão de barris por dia em setembro ante o mês anterior, para 9 milhões de barris por dia, de acordo com dados do governo divulgados nesta sexta-feira. A notícia reduz a preocupação dos investidores de que a demanda no maior importador global da commodity possa perder força, diante da gradual desaceleração econômica local.

A China registrou uma alta acentuada em suas exportações e importações em setembro, em uma mostra da resistência da segunda maior economia do mundo antes do Congresso do Partido Comunista, que começa na próxima semana. As exportações do país cresceram 8,1% em setembro ante igual mês de 2016, segundo dados oficiais, no sétimo avanço consecutivo, mas abaixo da previsão de avanço de 10% dos economistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As importações tiveram alta de 18,7% em setembro na mesma comparação, acima da projeção de avanço de 15,0% dos analistas.

O avanço nas exportações tem sido um fator importante no crescimento econômico acima do esperado da China no primeiro semestre. Em agosto, as exportações haviam crescido 5,5% no país na comparação anual. Já o aumento nas importações é resultado tanto da alta nos preços das commodities quanto da melhora na demanda doméstica.

A força das importações do país é uma boa notícia globalmente, já que muitos economistas, especialmente na Ásia, continuam a depositar muita confiança na demanda da China. O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção para o crescimento econômico de vários países da Ásia neste ano para refletir uma visão mais otimista sobre a demanda chinesa.

Com o resultado mais forte de importações, o superávit comercial da China diminuiu a US$ 28,47 bilhões em setembro, de quase US$ 42 bilhões no mês anterior. O superávit foi o menor em seis meses e veio abaixo da projeção de US$ 37,3 bilhões dos economistas.

Por outro lado, o superávit comercial da China com os EUA aumentou a US$ 28,08 bilhões em setembro, de US$ 26,23 bilhões em agosto, atingindo o maior patamar mensal já registrado na série histórica iniciada em 1995. Esse resultado pode levar o governo do presidente Donald Trump a adotar medidas de retaliação. Trump deve visitar a China no início de novembro.

As exportações receberam um impulso neste ano com o lançamento de novos smartphones da Apple e da Samsung.

A China divulga números do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre na próxima semana. Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal projetam crescimento de 6,8%, uma desaceleração ante o ritmo de 6,9% mantido no primeiro semestre. A meta de crescimento chinês para todo o ano atual é de 6,5%.

Além disso, o investimento estrangeiro direto (IED) da China aumentou 17,3% na comparação anual em setembro, para 70,63 bilhões de yuans (US$ 10,71 bilhões), informou o Ministério do Comércio nesta sexta-feira. 

Em meio às negociações de parlamentares governistas para aprovar ao menos uma versão mais “enxuta” da reforma da Previdência, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s emitiu um alerta de que a nota soberana do Brasil pode ser rebaixada caso a mudança nas regras de aposentadoria e pensão não aconteçam em tempo hábil de “dar algum respiro” ao próximo governo. Na área econômica do governo, a advertência da S&P foi recebida como um reforço à mensagem de que a aprovação da proposta é essencial.

O mercado usa esse indicador como uma medida da capacidade de os países honrarem seus compromissos externos. A S&P foi a primeira a tirar o selo de bom pagador do Brasil em setembro de 2015 - o chamado “grau de investimento”, conquistado pela primeira vez em 2008. Em agosto, a agência reafirmou a nota de crédito do País em BB, dois patamares abaixo do grau de investimento e manteve a perspectiva negativa.

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 0,80% no preço da gasolina nas refinarias e queda de 0,20% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir desta sábado, dia 14.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Mercado à espera do FED


Bom dia investidor!

Ontem o Ibovespa mostrou força e marcou fechamento recorde.

Enquanto acima de 76.420 a compra será dominante e poderá buscar 78.025 nos próximos pregões.

Se fraquejar e perder 76.420 como suporte, caso esse seja testado, terá como piso a região formada pela média móvel de 21, LTA, topo anterior (75.330) e mínima da semana em 75.180. Clique no gráfico para ampliar.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, em meio a um movimento de realização de lucros, à espera de novos sinais sobre a trajetória da política monetária dos EUA.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,31%, a US$ 6.731,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha baixa de 0,11%, a US$ 3,0570 por libra-peso.

Mais tarde, investidores dos mercados de metais ficarão atentos à ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que será publicada às 15h (de Brasília). Nas últimas semanas, o Fed tem dado indicações de que poderá elevar juros por uma terceira vez este ano, possivelmente em dezembro.

Entre outros metais na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco caía 1,50% no horário indicado acima, a US$ 3.242,50 por tonelada; o alumínio cedia 0,97%, a US$ 2.141,50 por tonelada; o níquel diminuía 0,82%, a US$ 10.950,00 por tonelada; o chumbo perdia 1,76%, a US$ 2.514,00 por tonelada, e o pouco negociado estanho recuava 0,58%, a US$ 20.710,00 por tonelada.

A produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cresceu em quase 90 mil barris por dia (bpd) em setembro, dificultando os esforços do cartel de conter o excesso de oferta global da commodity.

No mês passado, a Opep produziu 32,75 milhões de bpd, 0,27% mais do que em agosto. O aumento foi impulsionado pelos resultados da Líbia, Nigéria, Iraque e Gabão, segundo relatório mensal da Opep divulgado nesta quarta-feira.

Desde o começo do ano, Opep e dez países que não pertencem ao cartel vêm buscando reduzir sua produção combinada em 1,8 milhão de bpd, como parte de um acordo que ficará em vigor até março de 2018. Os esforços de conter a oferta, porém, foram parcialmente prejudicados pelo avanço da produção na Líbia e Nigéria, dois integrantes da Opep que foram excluídos do pacto, uma vez que suas indústrias petrolíferas vinham sendo afetadas por conflitos locais.

As vendas do comércio varejista caíram 0,50% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro, positiva em 0,10%, e dentro do intervalo das previsões, de queda de 1,00% a alta de 0,90%. Na comparação com agosto de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 3,6% em agosto de 2017. Nesse confronto, as projeções iam de uma expansão de 2,70% a 6,14%, com mediana positiva em 4,30%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 0,7% no ano e queda de 1,6% em 12 meses. 

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 1.20 % no preço da gasolina nas refinarias e alta de 1.20 % no preço do diesel. Os novos valores valem a partir desta quinta, dia 12.

A Secretaria de Comunicação da Presidência negou que o presidente Michel Temer esteja com um cateterismo agendando para depois da provável e esperada derrubada da denúncia. Segundo informações do site Antagonista e da TV Globo, o presidente teria marcado o procedimento.

De acordo com o Planalto, o presidente, que completou 77 anos no mês passado, "goza de perfeita saúde" e "não tem nenhuma cirurgia marcada" até o momento. No fim do mês passado, Temer fez exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Interlocutores do presidente reiteraram que os exames foram "tranquilos" e sem nenhum problema.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mercado em ponto decisivo



Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio encerrou os negócios desta terça-feira no maior nível em mais de dois anos, em meio a expectativas de que a coalizão governista do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, consolide seus poder e mantenha o foco em políticas econômicas depois da eleição parlamentar marcada para o dia 22.

Após não operar ontem devido a um feriado nacional, o índice Nikkei subiu 0,64%, a 20.823,51 pontos, seu maior patamar desde 21 de julho de 2015 e apenas 45 pontos abaixo do que teria sido seu melhor fechamento em 21 anos.

A Alemanha teve superávit comercial de 21,6 bilhões de euros (US$ 25,4 bilhões) em agosto, maior que o saldo positivo de 19,3 bilhões de euros de julho, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. 

As exportações alemãs subiram 3,1% em agosto ante julho, enquanto as importações avançaram 1,2%. Na comparação anual, as exportações tiveram alta de 7,2% em agosto, lideradas por um salto de 10,6% nos embarques para países da zona do euro, e as importações cresceram 8,5%.

Ainda em agosto, a Alemanha registrou superávit em conta corrente de 17,8 bilhões de euros, maior que o saldo positivo previsto pelo mercado, de 17 bilhões de euros, informou a Destatis. 

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos nesta terça-feira, após a Arábia Saudita anunciar planos para cortar suas exportações em novembro. Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mostrou ontem uma posição otimista sobre o mercado, o que colabora para o movimento, amparado ainda pelo dólar em geral mais fraco.

Às 9h47 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 1,35%, a US$ 50,20 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro tinha alta de 1,04%, a US$ 56,37 o barril, na ICE.

A Arábia Saudita anunciou planos de cortar em novembro suas exportações mensais, em um esforço para acelerar a redução nos estoques globais. O Ministério do Petróleo saudita disse na segunda-feira que o reino exportará 7% menos petróleo por via marítima em novembro, na comparação com igual mês de 2016. A medida é parte dos esforços liderados pela Opep e que incluem países de fora do grupo, como a Rússia, para estabilizar os preços e conter a produção.

Os futuros de cobre operam em alta moderada em Londres e Nova York, favorecidos pela desvalorização do dólar ante outras moedas.

Por volta das 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,25%, a US$ 6.682,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha alta de 0,19%, a US$ 3,0380 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para investidores que utilizam outras divisas.

O recuo do dólar, no entanto, pode ser de curta duração, uma vez que é grande a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) eleve juros por uma terceira vez este ano, possivelmente em dezembro.

No começo da tarde, às 13h (de Brasília), investidores dos mercados de metais deverão ficar atentos a um discurso do presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, que poderá declarar a independência da região em relação à Espanha. No último dia 1º, os catalães aprovaram a secessão do território num plebiscito considerado ilegal pelo governo espanhol.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo: o zinco recuava 0,88% no horário indicado acima, a US$ 3.223,00 por tonelada; o alumínio caía 0,44%, a US$ 2.161,50 por tonelada; o níquel diminuía 1,45%, a US$ 10.940,00 por tonelada; e o chumbo perdia 0,92%, a US$ 2.490,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o pouco negociado estanho tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 20.845,00 por tonelada. 


O Ibovespa buscou, no pregão no ontem, suporte no topo anterior, conforme previsto.

Hoje temos um repique e teste de um ponto decisivo: 75.420.

Se sustentar acima desse patamar poderá atrair compradores e voltar a subir, mirando teste de 78.000 no curto prazo.

Gráfico intraday de ontem e hoje até 11:30 = clique para ampliar.

Por outro lado, se não conseguir se manter acima de 76.420, a alta de hoje cedo será fogo de palha e teremos pressão vendedora.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Dia de Colombo nos EUA deve reduzir a liquidez


Bom dia investidor!

A produção industrial da Alemanha subiu 2,6% em agosto ante julho, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. 

Apenas a produção manufatureira alemã cresceu 3,2% em agosto ante o mês anterior, mas o setor de construção registrou contração de 1,2% no mesmo período.

Na comparação anual, a produção geral da indústria alemã aumentou 4,7% em agosto, também considerando-se ajustes, informou a Destatis. 

Os futuros de petróleo operam sem direção única nesta manhã, depois de recuarem entre 2,4% e 3% na sessão anterior à medida que cerca de 90% da infraestrutura petrolífera dos EUA foi suspensa no Golfo do México antes do furacão Nate, que se enfraqueceu para tempestade tropical e acabou tendo pouco impacto no mercado americano da commodity.

Às 10h26 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para dezembro caía 0,22% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 55,50 por barril, mas o WTI para novembro subia 0,18% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 49,38 por barril.

Alguns terminais de exportação dos EUA já reabriram, segundo analistas. Mas as interrupções de atividade irão distorcer os próximos dados de estoques do país, tornando mais difícil avaliar o comportamento do mercado de petróleo do país.

O cobre oscila perto da estabilidade nesta segunda-feira, com os metais básicos ainda em busca de uma direção mais clara, após operadores na China voltarem ao trabalho depois de um feriado prolongado na China. Além disso, investidores avaliam os dados mais recentes do mercado de trabalho na China, divulgados na sexta-feira.

Às 10h30 (de Brasília), o cobre para três meses operava estável em US$ 6.654 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro 0,17%, a US$ 3,0240 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,54%, a US$ 3.262 a tonelada, o alumínio tinha alta de 0,05%, a US$ 2.147,50 a tonelada, o estanho avançava 0,83%, a US$ 20.775 a tonelada, o níquel subia 1,99%, a US$ 10.785 a tonelada, e o chumbo recuava 1,09%, a US$ 2.506,50 a tonelada. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China caiu para 50,6 em setembro, de 52,7 em agosto, atingindo o menor nível em 21 meses, segundo pesquisa divulgada pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media.

Apesar da queda, a leitura acima da marca de 50 indica expansão de atividade, ainda que em ritmo mais fraco.

Já o PMI composto chinês, que engloba indústria e serviços, diminuiu para 51,4 em setembro, de 52,4 em agosto, tocando o menor patamar em três meses. 

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 1,50 % no preço da gasolina nas refinarias e queda de 1.30 % no preço do diesel. Os novos valores valem a partir desta terça, dia 10.

Os economistas do mercado financeiro projetam um corte de 0,75 ponto porcentual da Selic em outubro, de 8,25% para 7,50% ao ano, indicou hoje a abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus. Nas últimas semanas, eles já projetavam um corte nesta magnitude.

No dia 6 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o corte de 1 ponto porcentual da Selic, de 9,25% para 8,25% ao ano. Além disso, sinalizou a intenção de reduzir o ritmo de corte da taxa básica no encontro de outubro. Essa intenção foi reforçada pelas comunicações mais recentes do BC.

A abertura dos dados mostra ainda que a projeção para dezembro é de corte de 0,50 ponto. Assim, a Selic encerraria o ano em 7,00% ao ano. A Selic permaneceria neste patamar até janeiro de 2019, quando subiria a 7,25% ao ano. Depois, a taxa básica iria para 7,50% ao ano em fevereiro de 2019. 



O gráfico diário do Ibovespa sugere correção até a LTA que destacada em amarelo, nos próximos dias.

Antes disso terá suporte em 75.330.

O padrão interpretado seria de um rompimento falso do topo anterior (76.420) acompanhado de uma estrela cadente.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Mercado sinaliza correção


Bom dia investidor!

As encomendas à indústria da Alemanha subiram 3,6% em agosto ante julho, no cálculo ajustado, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério de Economia do país. 

Apenas as encomendas externas tiveram alta de 4,3% em agosto ante o mês anterior, enquanto as encomendas domésticas aumentaram 2,7%.

No confronto anual, as encomendas à indústria alemã mostraram expansão de 7,9% em agosto na estimativa sem ajustes.

O dado mensal de julho ante junho foi revisado, de queda de 0,7% para redução de 0,4%. 

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, mantendo a tendência verificada de madrugada, aparentemente influenciados por realização de lucros após subirem 1,6% a 2,5% na sessão anterior. Investidores estão atentos a possíveis efeitos da tempestade tropical Nate na infraestrutura petrolífera da costa do Golfo dos EUA.

Às 9h47 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para dezembro caía 0,44% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 56,75 por barril, enquanto o WTI para novembro recuava 0,96% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 50,30 por barril.

Os futuros de cobre operam sem direção única nesta manhã, na esteira de um terremoto no Chile e com a liquidez reduzida por um feriado que durou toda a semana na China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,14%, a US$ 6.699,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha baixa de 0,11%, a US$ 3,0430 por libra-peso.

Segundo o ING, parte do rali de quase 3% do cobre ontem é atribuído a notícias sobre um terremoto no Chile, o maior produtor mundial do metal. Os ganhos perderam ímpeto, no entanto, após relatos de que o tremor não causou danos, ressaltou o banco holandês.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única: o zinco recuava 0,30% no horário indicado acima, a US$ 3.287,00 por tonelada; o alumínio subia 1%, a US$ 2.124,50 por tonelada; o níquel aumentava 0,76%, a US$ 10.640,00 por tonelada; o chumbo diminuía 0,87%, a US$ 2.568,00 por tonelada, e o pouco negociado estanho tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 21.030,00 por tonelada. 

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,16% ante um avanço de 0,19% em agosto, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de +1,78%. No acumulado em 12 meses, o IPCA foi de 2,54%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve queda 0,02% em setembro, após já ter recuado 0,03% em agosto, segundo dados divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 1,24% no ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 1,63%. Em setembro do ano passado, o INPC tinha sido de 0,08%.

O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados. 


O gráfico diário do Ibovespa desenhou um doji lápide na véspera, com forte volume e longa sombra inferior.

O sinal é de queda e será reforçado se houver violação do topo anterior em 76.420.

Clique no gráfico para ampliar.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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